Era Uma Vez
9 Capítulo 9 - Anna X Bill
Notas iniciais
Boa leitura XD
Estava lendo pela manhã quando escutei gritos vindo do lado de fora,fechei o livro já sorrindo e corri pelos corredores até o quintal,meus tios haviam chegado.
- Elize!! – Anna veio também correndo e nos abraçamos. – Que saudade! – Ela disse ainda abraçada a mim.
- Também!
- Olhem só a sobrinha mais linda do mundo! – Minha tia me deu um abraço apertado – Como você está meu bem?
- Estou bem tia Rosie e você?
- Ótima.
- Olá Elize! – Tio Paul me cumprimentou.
Todos entramos e fomos para a sala de estar por os assuntos em dia.Meus tios trouxeram presentes de L.A,uma miniatura de um anjo para minha avó e para mim um colar escrito o meu nome.
- Não precisava... – Eu sorri desconcertada segurando o cabelo enquanto minha prima colocava a jóia em mim.
- Ficou ótimo em você – Disse Tia Rosie.
- È lindo,obrigada.
- Porque vocês não saem um pouco para conversar mais à vontade? – Disse minha avó.
- Sim,eu quero conhecer a cidade. – Anna falou já de pé.
- Eu te levo,vamos.
- Quer apostar corrida até a floresta? – Perguntei quando já estávamos do lado de fora.
Anna me olhou com um sorriso desafiador e sem mais esperar começou a correr,aquilo era um sim.Corríamos como duas crianças,estava feliz por rever minha prima,nossa infância toda praticamente passamos juntas compartilhando segredos e os momentos felizes e tristes de ambas.Chegamos à floresta totalmente acabadas.
-Anna... me segura... eu vou morrer... –Eu disse ofegante me jogando no chão.
- Pare com esse drama sua sedentária! – Nós rimos enquanto ela me ajudava a levantar.
- Vamos dar um mergulho? – Anna me olhou já retirando os sapatos.
- Você vai sozinha porque eu não vou mesmo.
- Deixe de ser chata! Até a vovó tem mais ânimo do que você. – Ela gargalhou.
- A água deve ta um gelo... Anna você não é normal!
- Agora que você percebeu isso? – Ela começou a me puxar pelo braço até o lago.
- Não,Anna não!
- Sim!
- É sério me solta senão...
- Senão o que? Vai me jogar dentro d’água? – Ela sorriu de deboche e eu fiz bicho serrando os olhos.
- Anna eu ti... – Não consegui terminar a frase porque minha prima havia me jogado na água.Levantei tirando a água do rosto e a olhando mortalmente.
- Eu sei que você me ama. – Anna riu me jogando água e eu não pude evitar de rir também com a situação.
Voltamos para casa no começo da tarde,meus tios iriam embora antes de anoitecer por isso decidimos não voltar tarde para termos mais um tempinho juntos.Demos sorte que o dia estava ensolarado,mesmo que estivéssemos secas nossas roupas estavam úmidas e se fosse em um frio,pelo que me conheço,isso resultaria em uma gripe.Fomos conversando ao longo do caminho mas em nenhum momento tive coragem de falar as “novidades” relacionadas a Bill,eu iria falar mas aquele ainda não era um lugar adequado ela poderia invadir a casa dele ou... sei lá,mas dela eu esperava tudo.
- Chegamos.
- Ainda bem,caminhar demora muito se agente corresse iríamos chegar mais rápido.Falando nisso você esta precisando de... BILL?!! – Me virei imediatamente.
- Isso não tem graça Anna!
- Não,Bill! – Segui o olhar dela e vi Bill com o irmão saindo de casa.Estava completamente perdida foi um grande susto,o que eu temia estava acontecendo e eu não sabia o que fazer.Quando me dei conta Anna já estava nervosa indo em direção à eles.
- Hey! Seu idiota,você ainda tem coragem de aparecer por aqui! – Anna estava totalmente descontrolada.Bill a olhou sem entender absolutamente nada,ele nunca a conheceu por isso devia vê-la como uma estranha maluca que o xingava sem nenhum motivo.
- Esta falando comigo? – Ele disse franzindo o cenho olhando para Tom.
- Sim! E não se faça de desentendido você deveria ter vergonha de dar as caras depois do que fez com minha prima! – Anna estava vermelha de raiva,fui até onde estavam quando percebi que faltava pouco para ela agredi-lo.
- Anna! – A afastei.Meu olhar se encontrou com o de Bill.
- Elize? Quem é essa louca? – Tom perguntou.
- Ela não é louca,é minha prima. – Olhei para Bill novamente. – Me desculpe. – Disse obrigando minha prima a ir embora também.Senti uma mão em meu ombro e me virei.
- Elize...
- Bill,esta tudo bem. – Continuei andando.
Quando entrei em casa percebi que todos pareciam confusos,mandei um olhar para minha avó e ela com certeza entendeu o recado.Abri a porta de meu quarto e andava de um lado para o outro,parecia um vulcão prestes a entrar em erupção.Me sentei na cama e ela cruzou os braços à espera de uma explicação.
- Eu ia te contar,mas essa sua reação foi exatamente o motivo que me deixou com medo.
- Ta mas,o que aquela ameba ta fazendo aqui?
- Bill e Tom são filhos da Simone uma amiga da vovó,por isso eles vieram passar alguns meses com a mãe deles.
- E você está assim? Calma!
- E o que você quer que eu faça,que eu o mate? – Ergui uma das sobrancelhas.
- Não.Eu vou fazer isso. – Ela fechou os punhos.
- Anna! Pare com isso.Foi uma surpresa para mim também. – A vi girar os olhos e suspirar.
- Tem mais alguma coisa que eu não estou sabendo?
- Ele me pediu perdão disse que esta arrependido e... – respirei fundo. – Quer que fiquemos juntos novamente.
- Você não vai aceitar não é? Não pode fazer isso depois de tudo o que ele te fez Elize.
- Eu tenho consciência de tudo e ainda estou profundamente magoada com ele,mas também ainda o amo demais.
- Como pode amar uma pessoa dessa?
Anna parecia estar decepcionada com minhas palavras,estava me sentindo fraca em relação à essa história principalmente quando parecia que seria um absurdo eu perdoa-lo e dizer sim,o que muitos não entendiam era que um ano não era o bastante para esquecer tudo e seguir minha vida como se nada tivesse acontecido,talvez essas pessoas nunca tivessem sentido o que eu senti.
- Anna,você sempre me entende mas,nisso você não vai me entender só quando passar pelo que eu passei,quando amar alguém de verdade vai ver que não é tão fácil assim.Me desculpe mas eu preciso confiar no meu coração agora,quero tomar a decisão certa por isso quero que você me compreenda. – Ficamos um tempo em silêncio.Ela se sentou ao meu lado e me abraçou.
- Desculpa.
- Obrigada. – Sorri para ela.
- Mas fique sabendo que não engulo aquela ameba.
Fale com o autor