Era Uma Vez
10 Capítulo 10 - Minha resposta
Notas iniciais
Bjks!
Anna havia ido embora no final da tarde,estava na varanda e já era possível ver a lua se mostrar,fui para dentro de casa.Estava no corredor quando escutei um barulho de algo quebrando,corri até a cozinha minha vó estava com a mão sobre o peito e tinha deixado um copo cair.
- Vó? O que houve? – Perguntei assustada segurando-a enquanto a levava para o sofá.
- Tive uma daquelas pontadas no coração... não se preocupe logo passa.
- Fique ai sentada vou pegar seu remédio. – Entreguei-lhe um comprimido e um copo de água. – A senhora tem tomado todos os remédios? Amanhã vou chamar o Dr.Arthur para te examinar.
- Pra quê isso tudo Elize,eu já estou melhor.
- Isso tudo é preocupação vovó,a senhora já é de idade e precisa se cuidar.Vamos,vou leva-la para o quarto.
Aquela noite não dormi bem.Tinha medo de que algo acontecesse com minha avó por isso não consegui pegar no sono nenhum momento e quando dormia logo acordava,é obvio que no dia seguinte minha aparência não era nada agradável,tinha olheiras nos olhos e o meu cansaço era imenso.Levantei cedo e arrumei o café da manhã,minha vó desceu as escadas e parecia estar bem,tomamos café juntas e depois de lavar a louça fui para o meu quarto dormir.Acordei pela tarde,tomei banho e me vesti.
Desci as escadas e avisei a minha avó que iria até a cidade comprar algo para Daniel,ele faria aniversário no dia seguinte.Não tinha duvidas de que tipo de presente o agradaria,entrei em uma livraria e vasculhei várias estantes até encontrar o que queria.Tinha acabado de sair da loja,virei as esquina e estava pronta para atravessar a rua quando uma buzina alta me fez levar um grande susto,congelei não conseguia mover as penas.Eu quase tinha sido atropelada.
- Elize?!
Olhei para o lado desacreditada quando escutei meu nome ser pronunciado,o meu quase assassino era Bill.
- Nossa me desculpe! Você esta bem? – Disse saindo do carro e vindo em minha direção.
- Estou ótima,mas acho que você esta precisando de óculos.
- Venha,vou te levar para casa. – Ele andou até o carro e fez sinal para mim entrar,o encarei séria.
- Posso muito bem andar com minhas pernas. – Ameacei andar mas ele me segurou pelo braço.
- Por favor,é só uma carona que mal tem?
Era incrível a capacidade que ele tinha de convencer as pessoas,mesmo que fosse totalmente contra a minha vontade eu cedi não apenas pelo seu jeito único de conquistar alguém e sim porque por um momento me perdi completamente naqueles olhos.
- Tudo bem. – Suspirei.Bill abriu a porta para mim e eu entrei.
Ficamos praticamente a metade do caminho em silêncio,eu não puxaria de jeito nenhum assunto.
- Chegamos. – Ele parou em frente a minha casa,mantinha o olhar baixo.
- Obrigada. – Estava abrindo a porta para sair quando ele chamou minha atenção.
- Espere.
- Bill,olha...
- Não queria tocar nesse assunto mas eu preciso saber.Já tem a resposta? – Ele me olhou fundo nos olhos.
- Tem certeza de que quer falar sobre isso agora?
- Não aquento mais toda essa aflição.
- Sim.Eu já tenho uma resposta. – Bill encostou no banco fechando os olhos respirando fundo e me olhou novamente. – Então diga.
- Acredito em você,acredito em tudo o que você me falou e espero que você realmente tenha sido sincero quando disse que estava arrependido.Assim como espero que entenda qualquer que seja a minha resposta. – Dei uma pausa e continuei – Ainda estou profundamente ferida e é claro que é muito difícil para mim esquecer o que você fez comigo,a palavra amor se tornou um trauma para mim por um longo tempo.Eu tento seguir minha vida mas o passado me persegue sem pena nenhuma eu estou atormentada,ainda mais agora que você apareceu inesperadamente... foi tudo muito rápido.Acredito em você,mas se dissesse que te perdôo estaria mentindo.Portanto minha resposta é não.
Meus olhos estavam marejados mas eu lutava para não deixar as lagrimas caírem.Bill abaixou a cabeça e ficou em silencio,o clima era pesado e vê-lo naquele estado estava me matando mas ele teria que me entender.Abri novamente a porta do carro e antes de sair o olhei.
- Desculpe,mas um ano não é o bastante. – Corri para casa.
Bati a porta e não tive forças para subir as escadas,sentei-me no segundo degrau com a cabeça encostado no corrimão e chorei.Não queria estar em casa,não queria estar em Bamberg,não queria estar naquele país... eu queria sumir.Senti quando fui envolvida por braços acolhedores.
- Acabou... acabou... – Falei entre soluços.
- Não chore.
- Eu disse... não vovó.Me sinto horrível.
- Porque?
- Tive medo,ainda não estou pronta mas não queria perde-lo... Eu o amo tanto.
- Você fez sua escolha,fez o que acha certo.Ele vai entende-la.
- Não vai.
Subi as escadas e entrei no meu quarto,tranquei a porta me jogando na cama,só queria ficar sozinha.Acabei adormecendo.
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