Equilibrium (REESCRITA E REPOSTADA)
13 Listen To Your Heart
"Sei que existe algo por trás do seu sorriso
Tenho uma noção pelo aspecto dos seu olhar, sim
Você construiu um amor..." — Listen To Your Heart – Roxette
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Diziam que o amor mudava as pessoas. Que as deixavam em paz. Construía o teu ser de tal forma que era impossível conter-se. Ele a amava? Não saberia dizer, mas nunca se sentia tão bem como naquele momento. Gaara observava Ino dormir tranqüila em seus braços, como se ali nada pudesse atingi-la. Ele acariciava de leve o rosto dela e quem visse a cena, jamais acreditaria que Gaara pudesse ser tão carinhoso. Ele a olhava com ternura. Ela precisava dele. Gaara pensava no quanto ela havia sofrido. Ele sempre fora sério, calado e um tanto frio, porém seus amigos e sua irmã não o condenaram pela morte de Matsuri. Sabiam que ele não tivera culpa, embora esse fosse seu martírio diário.
O ruivo fora tirado de seus devaneios quando Ino se mexera na cama, aconchegando-se ainda mais ao corpo do namorado. Gaara refletia sobre tudo o que ela dissera. Então essa era a razão pela qual ela sempre escondia a mãe e evitava que os amigos fossem a casa dela. Mas não parecia ser só isso. Ino ficava um tanto quanto deprimida quando tinha que ir para casa e Gaara havia percebido isso. Nunca tinha visto ela tão vulnerável quanto naquela noite. A garota atrevida, implicante e audaciosa havia sumido em lágrimas e lembranças obscuras. Pensar no inferno que ela vivera ela doloroso. Mas por quê? Ele admitia pra si que ela despertara algo novo nele. Gostava dela, realmente, mas parecia algo tão forte, tão além de sua compreensão.
Inconscientemente Gaara apertou mais o abraço o qual envolvia Ino, beijando-lhe o topo da cabeça. A loira acordou preguiçosamente, piscando os cílios loiros diversas vezes. O quarto estava escuro, porém pelas frestas da janela Ino pôde perceber que já havia amanhecido. Gaara continuava a olhá-la acordar em silêncio. Ino tinha os enormes cabelos loiros soltos e desgrenhados, usava apenas um blusão de Gaara, que ele havia dado para substituir a camisola de Temari, por ser mais quente. Para ele, ela estava divina. Como podia ser tão linda? Era o que ele pensava.
— Bom dia— Disse Ino preguiçosamente para Gaara, tirando-o do seu momento de admiração.
— Bom dia— Disse Gaara ainda olhando-a.
— Dormiu bem?— Perguntou Ino, aproximando-se de Gaara e lhe dando um selinho que foi muito bem recebido pelo ruivo.
— Não dormi— Disse ele com naturalidade.
— Por que não? Parece exausto— Disse Ino acariciando o rosto de Gaara, o que fez com que o ruivo fechasse os olhos, apreciando o carinho. Ino percebera que Gaara não recebia muito carinho e sentia uma necessidade enorme em dar esse carinho para ele. As mãos da loira habilmente dançaram nos cabelos ruivos do namorado.
— Estava sem sono, tentei, mas não consegui — Gaara disse automaticamente.
Era mentira. Ele não tentara dormir. Na verdade, teve medo de fazê-lo. Tinha medo que ela fosse embora e o maior medo de todos: que Matsuri viesse novamente perturbá-lo. Isso geralmente o deixava transtornado e não queria que Ino sentisse medo dele. Ela continuava se acariciar-lhe os cabelos. Gaara então a pegou pela cintura e a acomodou entre os travesseiros. Em seguida, ele deitou-se sobre a barriga de Ino e a abraçou pela cintura, fechando os olhos novamente.
— Isso é bom— Disse ele num sussurro.
— Cafuné? Vou fazer mais vezes então, já que gostou— Ino disse o olhando curiosa.
Agora foi a vez de Ino olhá-lo com carinho. Nunca imaginou que sua vida pudesse tomar algum rumo bom após tudo o que havia passado. Tornara-se descrente quanto ao amor. Não o amava ainda, mas sentia algo muito forte. Bem como seus novos amigos. Não sabia explicar, mas podia sentir que eles eram diferentes dos antigos. Queria tê-los conhecido antes de tudo. Talvez o resultado tivesse sido diferente. Ouviram batidas na porta e a voz inconfundível de Temari do outro lado.
— Gaara? Ta acordado? — Disse Temari do outro lado.
Ino fez menção de levantar da cama para abrir a porta, mas Gaara a abraçou mais forte, impedindo-a de se levantar. Ino ficou apreensiva. Temari provavelmente pensaria algo. Não que Ino se importasse com isso, mas não queria que Temari pensasse que ela faltava com respeito a sua casa, afinal ainda não a conhecia tão bem nesse aspecto.
— Entra Temari— Disse Gaara ainda agarrado a cintura de Ino – Continua— Disse Gaara ainda com a cabeça na barriga de Ino, fechando os olhos novamente.
Temari entrou no quarto e parou a porta ao ver a cena. Ino deitada vestindo tão somente a camisa do seu irmão e Gaara deitado na barriga dela. A principio ela pensou ter interrompido um momento mais intimo deles, mas a cena era tão inocente que ela sorriu e deixou de lado a piadinha que ia fazer e seu rosto se iluminou num sorriso. Gaara era fechado demais e agora estava ali entregue a um simples cafuné.
— Bom dia cunhadinha, pensei que não iam sair desse quarto nunca hoje — Disse Temari divertida – Desculpa interromper o sexo matinal de vocês, mas o café já está posto.— Temari caminhou pelo quarto abrindo as cortinas e deixando a fraca luz do sol entrar pelo quarto. Estava nublado e ventava forte.
— É Tema, estávamos prestes a iniciar o ato e você atrapalhou tudo — Disse Ino agora sorrindo abertamente, entrando na brincadeira da amiga.
— Não demorem, senão vamos começar sem vocês— Disse Temari rindo e saindo pela porta.
— Vamos Gaara, estou faminta— Disse Ino inclinando-se e beijando os cabelos do ruivo.
Gaara soltou um muxoxo e levantou-se, levando Ino junto consigo. Ele abriu um dos armários e pegou uma toalha, mas antes de ir para o banheiro, Ino o puxou de encontro ao seu corpo, beijando-o intensamente. Gaara logo entreabriu os lábios e se entregou aquele beijo. Ele apertava-lhe a cintura com força, o que provocava inúmeras sensações no corpo da loira. O beijo era urgente, avassalador. Eles foram cambaleando até a cama, na qual Gaara deitou Ino delicadamente e deitou por cima dela. Ele percorreu a mão da coxa, apertando-a, até os seios de Ino, que gemeu baixinho com o toque. Ele precisava sentir cada pedacinho do corpo dela e aquilo o estava consumindo. Ela arranhou as costas dele, provocando um arrepio no ruivo.
— Ah Ino, não faz isso... - Disse ele com a voz rouca de desejo.
— O que? Isso?— Disse ela maliciosa, repetindo o ato
Gaara então abriu a camisa de Ino lentamente, olhando-a deitada em sua cama, os cabelos espalhados pelo lençol. Os olhos pareciam mais azuis que nunca e aquela fraca luz do sol que refletia no quarto fazia a pele dela reluzir. Ino também o admirava. Os cabelos vermelhos como o fogo que ele exalava naquele momento, os ombros largos e o corpo muito bonito para um cara de dezoito anos. Os braços firmes, que a segurava com destreza. Gaara estava sentado sobre a cintura de Ino e inclinou-se para frente, beijando-lhe da barriga até o vale dos seios. Ino sentia seu corpo diferente. Só tivera um namorado antes de Gaara e mesmo assim na época, era nova demais, um tanto inocente e nunca tinham ido tão longe. Mas com Gaara ela havia descoberto o que era o desejo e ela o queria.
Sentiu Gaara acariciar-lhe a intimidade sobre o tecido fino da calcinha e aquilo a fez recordar algo que ela não queria. Num ímpeto, ela o empurrou. Gaara a olhou sem entender a principio, mas pareceu perceber que não era o momento. Ino sentara-se na cama, encolhendo as pernas e abraçando os joelhos.
— Desculpa, eu não queria te pressionar. Eu so...— Gaara fora interrompido pela mão de Ino, que havia se levantado e ficado na frente dele.
— Eu só preciso de um tempo, ta? — Ela disse calmamente, beijando com carinho os lábios do namorado.
— Sim, eu entendo— Disse Gaara, encerrando o beijo e a abraçando com força. Em momento algum queria que ela achasse que ele havia ficado chateado com algo tão pequeno – Pode ir tomar banho primeiro se quiser, vou falar para Temari que já estamos descendo— Disse Gaara beijando a testa dela demoradamente, antes de sair do quarto.
Ino sentia-se boba por aquilo. Eles tinham uma nítida conexão, algo muito forte os unia. Porém lembrou-se de quando Kabuto a tocara e seu primeiro ato foi de repulsa. Mas não era Kabuto ali, era Gaara. E sua mente teria que entender isso e parar de pregar-lhe peças fazendo com que tais lembranças dançassem em sua mente. Ino pensava em tudo isso durante o banho relaxante que tomara.
Ao sair do banho, Ino encontrou uma peça de roupa limpa sobre a cama de Gaara. Era um vestido médio e rodado, provavelmente de Temari. Ino agradeceu mentalmente ao fato da cunhado não ter lhe enchido de perguntas. Não sabia se conseguiria desenterrar todo seu passado para mais alguém além de Gaara. A loira sabia que tinha que ir em casa. Não dava para ir para a escola com as roupas de Temari e precisava dos seus materiais. Pegou as roupas sobre a cama e retornou ao banheiro para se vestir. Ao sair de lá, encontrou Gaara já vestido, brigando pra colocar a gravata do uniforme no lugar.
— Eu odeio usar isso— Disse o ruivo um tanto carrancudo.
— Deixa que eu ajudo— Disse Ino solicita, caminhando até o ruivo e pondo-se a dar literalmente um nó na gravata.
— Ino, tem certeza que você sabe o que ta fazendo?— Disse o ruivo arqueando a sobrancelha.
— Claro que eu sei— Disse a loira arrumando a gravata de um jeito muito estranho— Prontinho.
O ruivo olhou no espelho e franziu o cenho. Definitivamente a loira não sabia dar nós em gravata. Porém ele não contestou. Apenas terminou de jogar os cadernos e livros na mochila e procurar as chaves sobre a cômoda. Após os dois terminarem, desceram e comeram sozinhos, já que Temari e Shikamaru já haviam saído devido a demora dos dois. Após comerem, Gaara pegou as chaves do carro e seguiu com Ino para a frente da residência onde o carro já estava estacionado. Após entrarem no carro, o ruivo deu parte e saiu dos domínios do local onde morava.
— Onde é a sua casa, Ino? – Disse o ruivo algumas quadras após saírem.
— Gaara, acho melhor me deixar num ponto de táxi, dá pra eu ir sozinha — Disse Ino um pouco tensa.
— Ino, estou com o carro. Não tem porque eu te deixar num taxi— Disse o ruivo estranhando o comportamento da namorada. Ele já sabia de toda a historia, então por que o mistério?
— Mas eu não quero te dar trabalho e também pelo horário vamos acabar nos atrasando e é melhor você não perder a primeira aula, já que é o treino e ...- A loira tentava falar o mais natural possível quando Gaara freou o carro bruscamente.
— Por que eu não posso ir até a sua casa? – Disse o ruivo calmamente, mas por dentro estava com uma pontada estranha de aflição.
— Não é isso, eu só não queria que ficasse em detenção por minha causa – Disse a loira preferindo omitir alguns fatos.
— Não tenho problema nenhum em cumprir detenção. Já cumpri várias, fica tranquila. Eu te deixo em casa, você se troca, pega suas coisas e vamos pro colégio – Disse o ruivo firme. Ino nada disse além do seu endereço.
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Gaara estava calado. Ino estava estranha. O motivo do silêncio do ruivo era justamente a estranheza no comportamento da namorada. A começar pelo momento quando chegaram na casa dela pela manhã. A loira insistiu para que ele ficasse no caso. Ela ficou bastante tempo dentro da casa e só quando Gaara estava já saindo do carro para ir chamá-la, ela saiu um tanto quanto nervosa, com a enorme bolsa pendurada no ombro. Gaara também tivera a ligeira impressão de ter visto o rosto de um homem olhando-o por uma das janelas do primeiro andar da casa. Durante toda manhã e parte da tarde a loira manteve-se um pouco distante e dispersa, não conversando direito nem com Gaara e nem com o restante do grupo. Ao fim da tarde, quando estavam retornando para casa e o ruivo fizera menção de leva-la em casa, a loira como se desperta-se de um transe, pediu para que fossem para a casa do ruivo ensaiar, já que ela não ensaiava com eles a bastante tempo.
Ao chegarem na casa do ruivo, eles caminharam diretamente para o quarto de Gaara, para que a loira pudesse tomar banho e trocar de roupa, que dessa vez por sinal já estava na bolsa da Yamanaka. Gaara não questionou absolutamente nada. Gostava da companhia da namorada.
— Vou ligar pra pizzaria enquanto você toma banho – Disse o ruivo dando um beijo suave na namorada e saindo do quarto.
Ino tomou banho e durante ele não conseguiu parar de pensar na discussão que tivera com a mãe naquela manha. Yanna havia ficado uma fera pelo sumiço da filha. Não por preocupação, obviamente. Mas por precaução. Ela ainda era a responsável legal por Ino e qualquer divergência que acontecesse a filha, ela poderia ser acusada de negligência e perder alguma porcentagem na herança da filha. Ino lembrou-se das palavras sempre ferinas e agressivas da mãe. A loira teve medo de que vissem Gaara. Não queria envolve-lo naquele podridão em que ela vivia. Temia que sua mãe o envenenasse contra ela. Yanna vira o carro estacionado na porta de casa e já sabia sobre o namoro da filha. Naquela manhã ela disse a filha que Gaara não ficaria com ela por muito tempo, pois ela era uma putinha oferecida e problemática. Ino ficara transtornada com aquelas palavras. Era melhor mantê-lo longe. Ao sair do banho, enrolou-se na toalha e saiu do banheiro. Viu o ruivo sentado na cama. Seu coração pareceu parar quando seus olhos recaíram sobre as mãos dele. Ele estava com três ampolas de heroína nas mãos e uma seringa.
Gaara olhava fixamente para os objetos em suas mãos. Não havia olhado para Ino, mas sabia que ela já havia saído do banheiro.
— Seu celular estava tocando. Fui pegá-lo pra você na sua bolsa e achei isso— Gaara esboçou um sorriso sem humor algum – Pensei que mulheres carregassem maquiagem e perfume na bolsa.
— Não deveria ficar mexendo nas bolsas das pessoas — Disse Ino estática. Sentiu seu coração doer e sua cabeça pesar.
Pronto. Com certeza ele a deixaria e seu único refugio iria se esvair, afinal, quem namoraria uma drogada? Ino sentiu seus olhos arderem. Tinha seus amigos, tinha ele. Mesmo que o inferno em sua casa fosse o mesmo, ela agora tinha os seus anjos. Porém não conseguia parar, seu corpo reclamava quando ela não usava mesmo que uma pequena quantidade. Sentia-se acuada e sua atitude ao estar assim, era sentir raiva. Num ímpeto, ela caminhou rapidamente até Gaara e tentou tirar-lhe a droga das mãos, mas ele fora mais rápido e ficara de pé, com as mãos suspensas, impossibilitando que Ino os pegasse, afinal ele era muito mais alto que ela.
— Eu não vou de devolver Ino. Se pretender se matar eu não vou contribuir com isso— A expressão dele era dura e impenetrável. Mas Gaara estava com medo. O que Ino estava fazendo? Ela não podia fazer aquilo.
— Isso é meu Gaara, me devolve— Dizia Ino nervosa.
— Não vou devolver— Disse Gaara seriamente.
— Que droga, sem isso eu vou acabar enlouquecendo. Quer que eu me mate como a Matsuri fez?— Disse Ino levemente transtornada com a situação. Ela não devia ter dito aquilo. Mas as palavras saíram sem que ela as coordenasse. Não que ela quisesse feri-lo ou se importasse em perder as drogas. Seu medo era perdê-lo. Sabia que ele não iria ficar ao seu lado. Ninguém ficou afinal e com mais esse problema na conta, ele com certeza fugiria.
— QUE INFERNO INO. VOCÊ TEM A MIM. TEM A TODOS NÓS. ANTES VOCÊ ESTAVA SOZINHA, MAS AGORA NÃO ESTÁ MAIS. EU NÃO VOU TE DEIXAR SOZINHA, SERÁ QUE É TÃO DIFICIL PRA VOCÊ ENTENDER ISSO? EU ME IMPORTO. NÃO QUERO QUE SE DESTRUA — Disse Gaara alterado. Sua respiração estava descompassada. Ela havia falado em Matsuri e só o simples pensamento de imaginar o corpo sem vida de Ino o fizera estremecer. – Você não precisa disso— Disse ele agora num sussurro audível – Não precisa...
Ino então se sentiu perdida. Mesmo depois de tudo que havia dito, mesmo tendo descoberto suas maiores aflições, seus segredos mais obscuros, ele estava lá. Ela sabia que ele não estava com raiva dela. Ele também estava com medo afinal. Então ela chorou como nunca havia chorado. Precisava lavar sua alma de toda impureza que ainda havia nela. Sentiu os braços de Gaara abraçando-a e naquele momento ela percebeu que sim, o amava. E com essa transformação que o amor causa, decidiu que sua vida teria um rumo diferente, a partir daquele momento.
Enquanto Inoichi estava vivo, queria mais que tudo orgulhá-lo e com sua morte, tinha feito o contrario. Ela havia recebido sinais desde que saíra do reformatório. Por mais que as coisas estivessem sendo difíceis, ela havia encontrado pessoas que estavam dispostas a erguê-la... Então ela se ergueria. Ah, pobre Ino. Se as coisas fossem tão simples de irem para o seu lugar... O celular de Ino voltou a tocar insistentemente. Gaara a soltou e ela foi até o aparelho. Sem atender, entregou-o a Gaara.
— É o Naruto— Disse ela
— Por que não ligou para mim?— Disse Gaara já com o celular no ouvido
— Boa noite pra você também senhor simpatia. Ligar eu liguei, mas seu celular está desligado e eu sabia que a Ino com certeza estaria com você — Disse Naruto – Tenho uma noticia ótima.
– Pode falar— Disse Gaara ainda olhando a namorada.
— NÓS TEMOS UM SHOW— Berrou Naruto empolgado.
— Ah, não grita Naruto— Disse Gaara afastando um pouco o aparelho do ouvido — Chama o pessoal pra vir pra cá, já que conseguimos, vamos ensaiar. Esse show tem que ser épico.
— Falou cabeça de fogo, até mais tarde— Disse Naruto, desligando o celular.
Gaara então se virou, aproximou-se de Ino e a pegou no colo, colocando-a sentada na perna dele. Ele acariciou os cabelos dela, como se adivinhasse seus pensamentos.
— Não vou contar a ninguém, pode ficar tranqüila. Eu vou cuidar de você Ino, você querendo ou não— Disse Gaara, beijando-a docemente.
Ino sorriu. Apesar das palavras da mãe ecoarem em sua cabeça, sentia-se leve como nunca havia se sentido nesses dois anos. Não ia ficar triste. Queria experimentar essa transformação do amor e o viveria intensamente.
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