Equilibrium (REESCRITA E REPOSTADA)
22 For You
"Eu estou me matando
Pelo teu amor
E novamente tudo está perdido
Em 777 maneiras eu te amo
Até a minha morte separar-nos"— For You — Him
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Seria vergonhoso um policial ser preso por excesso de velocidade, mas ele não podia parar. Shikamaru pisou um pouco mais no acelerador, a fim de alcançar o carro do cunhado. Gaara havia saído feito um louco de casa e os instintos de Shikamaru o alertaram fortemente para que ele fosse atrás do ruivo descontrolado. Devido a velocidade com que Gaara corria, quase Shikamaru o perdia de vista. Apesar de ser quase duas da manhã, o fluxo de carros na rua era considerável. Pelo caminho que Gaara seguia e pelo rumo da conversa que tiveram, ele estaria indo para a casa de Ino. Por sorte, Gaara havia parado o carro, o que deu tempo mais do que suficiente para que Shikamaru pudesse alcança-lo. Parando o carro bruscamente, o Nara seguiu até o carro do cunhado e bateu no vidro para que Gaara abrisse. Gaara olhou e viu Shikamaru, que acenava para que Gaara destravasse a porta do carro. Com relutância, Gaara acionou o botão, destravando a porta. Shikamaru acionou o alarme do seu carro, o deixando estacionado e entrando no de Gaara.
— Se veio me impedir de ir até la pode...— Disse Gaara já ligando o carro novamente.
— Pisa nesse acelerador— Disse Shikamaru, dando um meio sorriso para o cunhado.
Gaara ligou o carro e o acelerou novamente. Sentiu o ar faltando, mas não ia ceder, ele precisava chegar logo até Ino. Não demorou muito até chegaram a frente da casa de Ino. Gaara estacionou o carro numa freada e desceu do veículo com rapidez, batendo a porta com força, sendo seguido por Shikamaru. Ao chegar a porta, o ruivo tocou a campainha insistentemente, alternando entre socos na porta. Após cogitar a idéia de subir pela janela do quarto de Ino, visto a demora em que alguém aparecesse, a porta foi aberta bruscamente. Yanna tinha uma expressão sonolenta que, ao ver que era Gaara, transformou-se em raiva. Antes mesmo que ela pudesse dizer ou pensa algo, Gaara a empurrou pro lado, entrando dentro da casa e seguindo para as escadas, rumo ao quarto de Ino.
— O que você pensa que está fazendo? – Disse Yanna aos berros, seguindo Gaara.
O ruivo abriu todas as portas que viu pela frente, até encontrar o quarto de Ino. Vazio. Um frio percorreu o seu corpo. Ele entrou no quarto, seguindo para a outra porta, era o banheiro. Vazio. Onde ela estaria aquela hora? Um misto de desespero e raiva tomou conta do seu rosto. Com um ataque de fúria, o ruivo voltou pela porta de onde havia entrado, dando de cara com Yanna.
— ONDE ELA ESTÁ? — Disse Gaara pegando Yanna pelos ombros e sacudindo.
— QUEM VOCÊ PENSA QUE É? SEU PIRRALHO. ME SOLTE — Dizia Yanna no mesmo tom.
— ME DIZ ONDE ELA ESTÁ — Dizia Gaara sacudindo Yanna ainda mais forte.
— Gaara, solta ela. Não vai adiantar – Dizia Shikamaru, tentando apaziguar a situação.
Gaara soltou Yanna bruscamente, a jogando no chão de propósito. A mãe de Ino soltou uma risada histérica, atraindo ainda mais o ódio do ruivo e a atenção de Shikamaru.
— Ela está com o namorado dela. Um homem de verdade, que é do que ela precisa, não um pirralho como você. E pra não ter chegado em casa até essa hora, deve estar sendo muito bem fodida – Disse Yanna provocadora.
Nesse momento os olhos de Gaara adquiriram um brilho que Shikamaru temeu. A seriedade com que ele olhava para Yanna era assustadora. Lentamente, o ruivo abaixou-se, ficando cara a cara com a mãe de Ino. Após olharem-se por alguns segundos, Gaara deu um sorriso macabro.
— Sabe Yanna, eu sei do seu segredinho sujo. Seu e do seu namorado de merda. Eu te achei um monstro, uma perturbada...mas sabe o que eu descobri? Meu amor pela Ino é meio doentio...eu percebi que pra protege-la eu sou capaz de qualquer coisa — Disse Gaara ainda olhando fixamente pra Yanna. O ruivo aproximou-se mais e falou bem perto do ouvido da sogra— Agora quem precisa ter cuidado não é a Ino, são vocês.
Dito isto, o ruivo se levantou e desceu as escadas, sendo seguido por Shikamaru. Kabuto não estava na casa, o que Shikamaru agradeceu mentalmente. Seria desastroso para a operação de prisão se tivesse que fazer uma intervenção naquele momento.
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O ambiente daquele quarto era mórbido. Nada mais era ouvido. Exceto o barulho da água que caia do chuveiro. A porta, como sempre, estava muito bem trancada, assim como a janela. A cortina fechada impedia que qualquer tipo de luz entrasse naquele quarto. Qualquer tipo de...vida. Toda aquela escuridão e silencio combinava perfeitamente com o que a garota sentia.
E lá estava Ino tomando banho outra vez. Haviam se passado alguns dias e ela ainda podia sentir o cheiro de Sai impregnado em si. Cada pedaço do seu corpo cheirava a ele e aquilo a estava enlouquecendo. A pele branca, agora tinha uma coloração avermelhada, tais eram às vezes em que a loira repetia o movimento insano de esfregar a esponja áspera sobre a pele, até o ponto de feri-la. Mas o cheiro insuportável não a abandonava. Estava a mais de uma hora embaixo do chuveiro. Já era o quinto banho só aquela manhã. Por incrível que pareça, seu corpo ainda doía. As marcas roxas espalhadas por toda parte não haviam sumido. Sentia-se fraca. Na verdade, seu corpo estava. Sentiu que suas pernas vacilavam e com um estrondo oco, caiu sentada sobre os azulejos frios. A água ainda caia. Na mente de Ino, a água levaria embora tudo o que sentia. Bem, não estava funcionando.
Ela não chorava mais. Não por falta de vontade, mas as lagrimas simplesmente não vinham. Sentia-se seca. Vazia. Essa era a palavra. Ela estava vazia. Era apenas uma casca. Não conseguia pensar ou fazer absolutamente nada que não fosse tomar banhos constantes e ficar sentada na poltrona, apenas fitando um ponto qualquer do quarto. Ino havia entrado em um estado profundo de letargia. Sua mente não respondia a nada. Havia se desligado completamente de tudo o que sentia, de tudo o que estava a sua volta.
Quatro dias haviam se passado e para ela estava tudo igual. Sai não a incomodara nesses quatro dias, não por compaixão a ela ou arrependimento. Longe disso. Ele faria tudo novamente e poderia ser ainda mais cruel se quisesse. Ele havia se afastado porque o ódio que corria em seu coração era tamanho que ele poderia cometer um ato impensado e matá-la com sem qualquer arrependimento. Porém ela ainda era útil pra ele, não poderia fazer isso.
Após o corpo implorar para que ela saísse debaixo daquela água corrente, Ino levantou-se mecanicamente e enrolou-se num felpudo roupão. Sentiu um ardor intenso, como se sua pele queimasse. Olhou para a pele exposta da barriga e o antebraço. Havia usado força demais com a esponja e havia se ferido. O contato da pele ferida com o roupão era desagradável.
Estava começando a sentir aquela sensação de pânico novamente. Era sempre assim. Após o ato violento de Sai, sempre era acometida por períodos em que as lembranças a dominavam. Havia sido molestada pela segunda vez, e Sai havia consumado o ato que Kabuto falhara.
Ela estava trancada naquele quarto a quatro dias. Sozinha. Estática. Num rompante, a porta foi aberta e por ela Sai entrou, com um enorme saco de papel nas mãos. Ino, pela primeira vez durante aqueles quatro dias, reagiu. Medo. Susto. Ele estava ali. Era como se ela tivesse acordado de um transe. Só então lembrou-se da enorme corrente amarrada ao seu pé. A corrente era grande, possibilitava com que ela pudesse se locomover pelo quarto. Sai caminhou até a bancada, sob o olhar furtivo de Ino, depositando o saco sobre a bancada. Ele acendeu a luz do quarto, fazendo com que a loira cobrisse os olhos com a claridade. Ela ainda estava com hematomas no rosto e a pele avermelhada. Sai sorriu, abaixando-se de frente pra Ino, acariciando- lhe o rosto. Como se fosse queimada por brasa quente, Ino repeliu o toque de Sai com um forte tapa na mão.
— Ei meu amor, por que está tão nervosa? — Disse Sai naturalmente.
— Sai, eu quero ir pra casa — Disse Ino encolhendo-se um pouco.
— Já está em casa Ino, não está vendo? — Disse Sai, piscando para ela.
— Para a minha casa, Sai – Disse a loira sentindo o coração disparar.
— Infelizmente não posso fazer isso – Disse Sai fingindo desapontamento.
— Mas minha mãe pode estranhar e ... – Disse Ino cautelosamente. O olhar de Sai não era bom. A mente da loira estava um turbilhão. O estado de letargia finalmente havia a deixado.
— Sua mãe não está sentindo a menor falta, fique tranquila. Bom, eu te trouxe comida e mais algumas coisas, estão naquela sacola. Preciso ir agora, mais tarde eu volto para vê-la – Dito isto, Sai levantou e saiu do quarto, o trancando.
Quando Sai trancou a porta, a loira correu e abriu as cortinas da janela. Seu surto foi imenso. As janelas estavam soldados e do outro lado só havia uma outra parede sólida. Não tinha pra onde ir. Logo ela se pôs a olhar todo o quarto, procurando alguma saída. Não havia. Era como se aquele lugar fosse preparado para mantê-la presa. Uma sensação de pânico tomou conta do corpo de Ino. Instintivamente ela correu até sua bolsa a procura do celular, que não estava lá. Uma sensação de pânico tomou conta do corpo de Ino. Sai a havia sequestrado e não a deixaria ir embora
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A algazarra era tamanha na sala de aula. O professor havia sido chamado pela diretora e os alunos aproveitavam o momento. Enquanto isso, no fundo da sala, um grupo mais que unido estavam reunidos em um assunto em comum.
— Sério gente. Já faz uma semana.— Disse Tenten aflita
— Alguém aqui conseguiu falar com ela?— Disse Hinata com o mesmo nervosismo que Tenten
Todos balançavam a cabeça negativamente. A Yamanaka havia ido as aulas há uma semana e nem dera noticias. Era certo que após o inicio do “namoro” dela com Sai ela havia se afastado, mas não tanto. Nem aos ensaios ela estava indo e estava todo mundo muito preocupado. Os amigos continuaram conversando sobre a ausência de Ino e se perguntando o que estava acontecendo com a loira. Gaara, por sua vez, tinha o olhar distante, parado. Quem o visse de longe poderia dizer com propriedade que ele estava angustiado.
— O Shikamaru disse que colocou uma parte da equipe dele para investigar o sumiço dela por debaixo do pano, já que a mãe dela não deu queixa do desaparecimento e disse que sabe onde ela está. – Disse Naruto pensativo.
— Ela está com o Sai, já sabemos disso— Disse Sakura pensativa.
— O Gaara ta muito estranho. Ele ta mais retraído que o normal. Tem alguma coisa a mais nisso ai, tenho certeza— Disse Tenten cochichando para os amigos.
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Ino já havia esgotado sua força física. Havia gritado, esmurrado a porta, gritado novamente, mas nada adiantava. Naquele quarto não havia exatamente nada que pudesse usar como arma. Era incrível como Sai havia pensado em tudo. Precisava sair dali. Diferentemente dos dias anteriores, sua mente agora trabalhava muito rápido. Já estava naquele quarto a quinze dias. Precisava sair dali. Tinha que convencer Sai de alguma forma. Sentia-se doente. Estava visivelmente mais magra e sentia-se fraca. A porta fora aberta e Sai entrou com uma grande bandeja. Ele não sorria e nem agia como se nada tivesse acontecido, como nos outros dias. Estava sério. Ele colocou a bandeja sobre a cama e depois a guiou até lá. Sentiu uma ânsia enorme de por o que havia comido no café da manhã pra fora quando Sai tocara em seu braço. A repulsa que sentia por ele apenas crescia. Quero tomar outro banho naquele exato momento. Sai sentou-se a sua frente e mostrou a comida para ela.
— Coma— Disse ele apenas.
— Não to com fome— Disse Ino apática.
— Não perguntei se estava com fome, eu te mandei comer— Disse ele grosseiramente e num tom de voz mais alto.
— Já disse que não quero porcaria nenhuma— Disse Ino entre os dentes.
— Acho bom que coma. Não quero uma vadia doente comigo. E se arrume mais amanhã, não sou obrigado a ter que ver sua cara de morta – Disse Sai já se preparando para levantar e sair.
— Meu bem, olha só... eu sei que você quer ter a minha companhia só pra você e isso serio ótimo. Mas você poderia me deixar ao menos voltar para a escola. Vão começar a achar estranho minha ausência e como sabem que você é meu namorado, podem implicar contigo e eu odiaria que isso acontecesse— Disse Ino. Começara seu jogo.
Sai estancara bruscamente ao ouvir Ino chama-lo por um jeito carinhoso. Ela nunca havia feito aquilo. Será que finalmente entendera que pertencia a ele? De fato o que ela falara fazia sentido. Yanna sabia que ele estava com ela e pouco se importava. Porém uma escola como a Saint Pierra-Eton não perdoaria tantas faltas de um aluno, fora os comentários desnecessário pela escola.
— Viu como tudo é mais fácil quando você me obedece e colabora? — Disse Sai com um sorriso estranho, beijando Ino fortemente.
A loira sentiu uma vontade imensa de vomitar. Mas não podia. Forçou um sorriso e engoliu a vontade. Podia sentir o que havia comido voltar.
— Certo, arrume suas coisas, vou leva-la pra casa – Disse Sai naturalmente. Ela agora havia aprendido a lição
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