Epitáfio

13 Capítulo 13


Notas iniciais
Perdoe-me a demora, mas quebrei a tela do meu notebook em que a história.

Saímos correndo juntos e chegamos a um local que demos de cara com a parede. Não demorou muito e fomos cercados, meu coração parecia que iria sair pela boca, eu estava mais preocupada que Thomas e Eliza se machucassem do que a mim. Aquele forte cheiro adocicado tomou conta do ar, era enjoativo e me deixava mais fraca. Com a pouca luz da lua vi as tatuagens nas mãos dos vários caçadores cheios de fome.
Um caçador mais forte riu e deu um passo a frente. Eu não ia morrer sem lutar, sem vingar Sophia. Tentei lembrar das aulas de defesa, e na primeira tentativa de um soco o caçador a frente agarrou meu braço e gravou as unhas. No momento os olhos deles ficaram brancos e minha energia já estava se esvaindo, eu estava mais fraca do que jamais estive. Mas mesmo assim cravei minhas unhas no rosto dele, era inútil. A final ele era um caçador e eu a caça. Por algum motivo além da minha compreensão senti uma energia voltando para mim, e percebi que eu o estava sugando de volta. Senti aquela energia enjoativa invadir meu corpo. Naquele momento descobri que era mais aberração do que eu imaginava.
Com aqueles olhos horríveis ele me olhou com pavor enquanto eu sentia o último pingo de energia saindo dele e vindo para mim. Mas ele não tinha alma, por isso me senti suja, como se tivesse comido lixo. Thomas e Eliza após se recuperar da surpresa de me ver sugar um caçador reagiram e incapacitaram boa parte dos que nos cercavam.
Outros caçadores tentaram me atacar, mas eu sabia o que podia fazer e não pensei duas vezes em cravar as unhas no braço deles. Eu já estava sugando o terceiro caçador quando outra eu apareceu, com um casal de mãos dadas atrás.
– ACABOU A BRINCADEIRA! – gritou ela.

Naquele exato momento, todos, eu digo todos mesmo, até nós paramos e ficamos a olhando.
Ela era a garota da foto, ela era eu só que uma caçadora, ela era eu só que mais velha. Quando todos ficaram em silêncio, ela me olhou e sorriu de um jeito diabólico.
– Eu estava esperando por você Sophia. Devo dizer que demorou mais do que eu pensava para encontrar nossos pais e é claro a mim. – a voz dela era sensual e envolvente, todos ali a respeitavam e talvez fosse impossível não fazer.
– Quem é você? – perguntei tentando não tremer a voz.
– Valentina Beteenford, sua irmã mais velha – novamente ela sorriu, seus dentes eram brancos e afiados como lâminas.
Eu admito que fiquei surpresa, simplesmente não fazia sentido. Eu estava morta e ela era uma caçadora.
– Eu não entendo