Entre todas as coisas
1 Capitulo 1: Livres e Jovens
Notas iniciais
A reunião de O Encontro Anual da Noite de Jogos (Um negócio estranho que acontecia todo 28 de Março na minha escola) já tinha começado a duas horas atrás. Eu estava entediado. MUITO entediado. Eu dei uma olhada no relógio. Tinham se passado apenas cinco minutos. Eu olho para minha melhor amiga, Nyla, e então, sussurro para ela:
– Eu estou sentindo meu cérebro queimar por dentro.
– Sssh. Fique quieto.
– Não posso, é muito chato!
Depois disso, ela começou a ignorar o que eu falava. O que é O Encontro Anual da Noite de Jogos? É uma noite de “entretenimento” para alunos, que se baseia neles resolverem testes “muito legais” de lógica. O negócio de “Jogos” no nome enganou muita gente. Tipo, muita, MUITA gente. Eles achavam que seria uma noite de vídeo games ou algo como Verdade Ou Desafio, mas minha escola é muito chata e muito pão dura para fazer coisas... Você sabe, divertidas. Nessa noite, só podemos andar pelos corredores depois de terminar os testes enquanto os professores falam sobre lógica e as coisas chatas.
Aliás, eu não me apresentei. Meu nome é Kenneth Jackson. O pessoal me chama de Kenny. E os professores, por algum motivo, me chamam de Jackson. Eu não ligo muito. Mas, vamos dizer que eu sou Kenny, okay? Tenho 17 anos. E tenho um problema no coração que não permite correr muito. Isso parece acontecer com todos os caras que narram suas “aventuras”, mas eu simplesmente nasci assim e tenho que aceitar. Todos temos que aceitar. Há apenas uma confirmação em todas as vidas: Do pó viemos, e ao pó voltaremos.
Nyla é minha melhor amiga. Quer dizer, este não é o nome dela. É só como eu a chamo. O verdadeiro nome dela é Elisa Reynolds. Eu comecei a chamar ela assim desde os 5 anos, quando não sabia falar o nome da Kiara, do Rei Leão, e pronunciava “Nila”, e como ela gostava do filme, chamei ela assim e negócio do Nyla se tornou algo bem legal de se dizer. Voltando ao dia, ou melhor, noite dos “grandes” jogos...
– Isso está muito chato.
– Somos obrigados a ficar aqui.
– Não totalmente.
– Kenny.
– Vamos dar uma escapadinha.
– Não. Da última vez nos fodemos, fomos suspensos.
– Aaaah... Por favor...! Dessa vez vai ser diferente. Eu vou convidar o Liam, a Mickey e o Finn!
Então, Nyla deu meio que um... Sussu-Grito?
– ...TÁ.
– Valeu, você é a melhor!
Ela suspirou, fechou os olhos, sorriu de canto e depois sussurrou de volta:
– Eu realmente te odeio.
– Também te odeio.
Depois disso, saímos correndo de atrás dos outros. Temos um sinal quando vamos sair. Batemos 3 vezes na madeira. Eles ouviram, e acabamos fugindo pelos fundos da escola. Nos reunimos atrás de um enorme latão, o que era mais legal a noite, pois tinha muitas luzes da cidade. Não tenho muitos amigos, mas os poucos que tenho valem como vários. Temos o Liam, um cara que diz que “pegou várias”, mas o fato de ser bonito não melhora sua personalidade pervertida. Ele tem 18 anos, alto, cabelos castanhos claros e olhos azuis. As vezes ele se dá bem com algumas meninas por ser escritor. Mas se tem algo que realmente me irrita no Liam, é quando ele fica ajeitando seu “topete de Johnny Bravo” ou quando dá em cima de alguma menina inocente. Finn é bem inteligente, tem cabelos pretos, olhos azuis, é meio baixinho, um gênio da matemática. Bem introvertido, mas se alguém quer treta, é com ele. A Mickey é baixinha, nerd... E chamamos ela de Mickey por ser uma rata da internet e curtir coisas retrós como o próprio Mickey. O nome dela é Mabel. Tem cabelos ruivos curtos lisos, olhos verdes e costuma usar um grampo para não deixar a franja cair. A Nyla é baixinha também, mas não tanto quanto a Mickey. Nyla tem olhos castanhos e cabelo loiro escuro, um pouco ondulado. Eu tenho olhos verdes e cabelo cinzento, sou médio e costumo usar uma gravata vermelha.
– Para onde vamos dessa vez?
Perguntou Finn.
– Aonde o destino nos levar.
Eu respondi.
– Porra, Kenny, vamos pra uma boate paquerar alguém.
– Quem ainda fala boate?
Disse Nyla interrompendo a minha chance de reclamar de Liam. Logo, Mickey já estava retrucando também:
– A minha avó. Devíamos ir alugar uns games e...
– G-gente, eu realmente prefiro ficar lá e...
– Esse é o nosso Finn, sempre fofinho.
Quando Liam terminou de falar, Finn parecia corado e desviando os olhares de todos nós.
– F-fo-fofinho? V-vocês me acham fofinho?!
– Cara, que clima mais gay. Vamos seguir o destino, bora galera!
– Hoje com o meu carro!!
Todos nós corremos até o estacionamento para pegar o carro de Liam, que ficava a duas quadras de lá. Eu não podia correr muito, mas tentava. Nyla andava devagar atrás de todos nós. Entramos no carro e ela ficou de braços cruzados para fora. O carro tinha o capô para abrir ou fechar, e deixamos aberto para pormos a cabeça para fora.
– Isso é uma má ideia.
Nyla continuava de mau humor, ela detestava correr o risco de ser expulsa ou suspensa.
– Qual é, Nyla, vamos nos divertir um pouco! Não vai ser algo como se fossemos nos matar!
Estendo a mão para ela entrar por cima. Ela olha para mim com desconfiança.
– Confie em mim, nada de errado vai acontecer! Vamos, Nyla!
Ela fica indecisa por um tempo, olha para baixo, fecha os olhos, sorri e diz:
– Eu te odeio.
Ela segura minha mão, entramos no carro e Liam acelerou enquanto sentíamos o vento em nossos rostos. Parecia que todos os problemas tinham desaparecido.
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