Entre todas as coisas

2 Capitulo 2: O Ferro Velho Da Esquina


Notas iniciais
Ficou meio curto, tenho preguiça uehueh', enfim, espero que curtam

Estávamos todos com o vento no rosto e com o som ao máximo tocando Bob Marley. Confesso que eu dava umas olhadas pra Nyla, ela estava muito feliz.

– Viu?

– O QUE??

Percebendo que ela não entendia o que eu falava por causa do som, começo a gritar:

– EU TE DISSE QUE SERIA DIVERTIDO!!

Ela baixou o sorriso e tentou parecer séria

– EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ GOSTANDO, NYLA

Sorrio vitorioso enquanto esperava ela falar a frase que eu esperava desde que tínhamos 7 anos, quando eu contei a ela que nosso vizinho rabugento iria quebrar o dedo por causa da nossa pegadinha, ela duvidou, e ele acabou quebrando mesmo, foi quando ela disse em alto e em bom tom a mesma frase que quase nunca ouvia:

– É, VOCÊ ESTÁ CERTO.

Ela sorri novamente e nós todos começamos a cantar a música enquanto todos da rua olhavam pra nós.

– HEY, HEY, CARAS VAMOS PARAR ALI NAQUELE FERRO VELHO

Disse o Finn, soluçando.

– FINN, SEU CUZÃO, EU IA PEDIR PRA VOCÊ DIRIGIR, PORRA, AGORA CE TÁ BEBADO

Gritou o Liam abraçando o pescoço dele, também bêbado. Mickey tinha trocado de lugar com o Liam fazia um tempo, e algo me dizia que iríamos voltar de a pé.

– POR QUE NO FERRO VELHO??

– CE VAI VE

Enquanto isso, Liam e Nyla cantavam muito alto a música:

– EVERY LITTLE THING, IS GONNA BE ALLRIGHT!! SINGING DON’T WORRY, ABOUT A THING!!!

Depois de um tempo estacionamos no ferro-velho e descemos. Finn pegou um carro meio velho e entrou nele, Liam entrou em um outro.

– ...Mas que porra vocês vão fazer?

Eu perguntei. Eles só pisaram fundo, e como estavam a poucos centímetros de distância um do outro, acabaram quebrando os dois carros mais ainda enquanto pulavam fora deles gritando. Enquanto Mickey ficava subindo numas pilhas e gritando enquanto olhava pra eles se jogando e tacava latas e garrafas de plástico e metal neles.

– Qual é, Kenny. A Faculdade é só um tempo entre uma saída e outra. Viva enquanto é jovem!

Liam me dizia, me dando uma cerveja.

– Seu burro, tenho 17 anos.

Ele deu de ombros e foi com o Finn destruir mais carros, eu fiquei quebrando umas vidraças velhas e pegando o que tinha dentro de uns carros.

– ...Isso não é ilegal?

Perguntou Nyla descendo do carro de Liam.

– Não é ilegal. – Eu disse, pegando um tijolo e jogando contra a vidraça. – Mas também não é algo muito admirável.

Ela me olhou desconfiada.

– Você pode tentar se quiser.

– ...Não sei não...

– Você não vai ser presa ou matar alguém por isso, qual é...!

Ela joga numa vidraça

– Assim...?

– Boa. – Respondo sorrindo, ela sorri de volta e continua jogando nas vidraças, enquanto eu ficava pensando na ressaca que teríamos no outro dia. – Hey, acha que é muita... Coincidência a gente acabar parando no mesmo ferro-velho que íamos quando tínhamos 9 anos?

– Ah é, o ferro-velho da esquina... Aquele que íamos quando eu visitava minha tia e passávamos aqui pra achar “tesouros”

Ela ri e eu fico olhando para ela.

– ...Que foi?

– Nada. Só que você não mudou nada.

Ela faz uma voz fina e responde:

– Cala a boca, tio velho!

Nós dois rimos e eu ouço um barulho estranho

– ...Ouviu isso?

– Isso o que? Putz, algo me diz que você bebeu.

– Calúnias!

Rimos de novo e continuamos acertando os vidros. Simplesmente assim... De um jeito... Bem nós.