Entre o ódio e o amor
1 Capítulo Um.
Notas iniciais
Bom leitura!
Beatrice
O sinal da aula toca, jogo minhas coisas na mochila e saio da sala. Caminho pelos corredores com gente por toda parte até chegar no meu armário, jogo meus livros lá dentro e fecho a porta.
— Beatrice! — ouço meu nome e me viro para a pessoa que me chamou sem dar importância. Vejo Christina sorrir.
— O que você quer? — sou fria com ela.
— Poxa Tris, será que não dá pra gente...
— Não — olho para ela de cima a baixo. Está vestida como uma biscate, bem diferente de como ela era antes — Não da pra gente — saio de lá e deixo ela falando sozinha.
Ela costumava ser minha melhor amiga, ela era como eu... não ligava para o que as pessoas achavam e só queria viver sem ser incomodada. De repente ela se tornou uma vergonha alheia, começou a se enturmar com o grupinho ridículo que se julga a elite da escola e agora é uma das líderes de torcida mais conhecidas como piranhinhas que vivem nas mãos dos garotos do time de basquete da escola. É uma pena ver que ela se tornou uma merdinha como o Caleb.
Vou para a frente da escola e espero minha mãe chegar para me pegar já que estou sem carro. Semana passada quando cheguei em casa com o meu carro, o engraçadinho do Caleb havia estacionado o carro dele na diagonal tampando minha vaga, os carro dos meus pais estavam em suas vagas e eu não tinha onde colocar o meu. Muito irritada como sempre, pisei no acelerador e acabei com a lateral do carro dele assim como acabei como a frente do meu, ambos estão na oficina.
Continuo olhando para frente observando todas as pessoas chatas e entediantes da escola até que...
— Bê, que tal você rebolar essa bunda linda até aqui? — meu sangue ferveu ao ouvir isso.
Me virei para trás com os punhos cerrados e vi dois amiguinhos de Caleb e Christina sorrindo com malícia para mim. Era um tal de Peter e um tal de Quatro, alguma coisa assim... eles sempre vão lá em casa mas eu sempre saio de casa quando eles vai pra lá, como já disse: eu odeio esse grupinho de gente que se julga a elite da escola. E odeio mais ainda o melhor amigo do meu irmão: Quatro, que vive tentando forçar barra comigo.
— O que foi que você disse? — perguntei me aproximando deles com muita raiva.
— Isso mesmo gracinha, venha — ele disse com malícia — Sempre quis te ver mais de perto — Tirei minha mochila das costas e comecei a correr na direção dele que estava sorrindo até eu acertar o primeiro soco em sua barriga já que sou uma formiga em relação a um jogadorzinho de basquete — e não consegui alcançar o rosto. Logo empurrei ele na grama com muita força enquanto ele se contraia de dor e quando ia chutar sua intimidade senti alguém me puxar pela cintura e me girar para outro lado.
— Calma! — disse Edward, meu professor de Gramática — Levem ele para a enfermaria! — gritou para Peter e outras pessoas que riam dele caído — Você vem comigo — ele pegou minha mochila no chão e me arrastou para a sala dele no segundo andar da escola que estava um pouco vazia. Chegando lá, me sentei na cadeira e olhei pra ele furiosa.
— Não vai brigar comigo? — perguntei com pouco caso.
— Claro que não! — ele riu — Esse Quatro, bem que mereceu. Foi uma pena ter que te tirar dali, sorte a sua que foi eu! — sorri. Edward além de professor é um bom amigo.
— Eu tenho muita raiva desse grupinho de merda da escola!
— digo batendo com força na mesa.
— Eu sei, a maioria das pessoas não gostam... Maaas, você tem que controlar sua raiva — Me levanto da cadeira e encaro ele que está sentado na ponta da mesa.
— Ele falou que minha bunda era linda! — rebati nervosa — E ainda me chamou de Bê. Eu tinha que fazer alguma coisa — Edward riu e se aproximou de mim.
— A maioria das garotas adorariam ter a bunda elogiada.
— Não sei se você percebeu — perguntei me aproximando ainda mais dele — Não sou a maioria das garotas.
— Eu sei disso. Por isso és minha aluna favorita — dei um sorriso leve e meu celular vibrou, vi que era Minha mãe perturbando.
— Tchau, professor — dou um beijo um pouco demorado em seu rosto e saio da sala deixando ele sozinho.
Ando pelos corredores da escola enquanto sou observada e decido então me manifestar
— Vaaai, todo mundo pro inferno! — digo educadamente quando chego na saída sem me importar com a reação daquelas pessoas. Vejo o carro da minha mãe. Entro nele e ela me encara com os olhos semicerrados.
— Que foi? — pergunto agoniada — Não matei ninguém hoje, por pouco... — dou de ombros.
— Quem você agrediu hoje?
— Um amigo idiota do seu filho. Sabe mãe... — me sento de frente para ela enquanto dirige — Já parou para pensar que o Caleb se arruma de mais? Ele é um metrossexual...
— E você se arruma de menos Beatrice! — ela rebate — Você e o Caleb tem que parar com essa guerra toda.
— Não tenho culpa se ele é um merdinha que anda com merdinhas e eu odeio merdinhas
— Não fale assim do seu irmão, ele é mais velho que você.
— Um ano! — pigarreio.
— Vocês parecem crianças — ela sorri.
— Não sou criança. Vou fazer 18! — digo e então me calo até chegarmos em casa.
Entro no meu lar doce lar e jogo a mochila no chão. Caminho até a sala e ligo a TV.
— Bê! — meu pai aparece do meu lado e me abraça.
— O que você está fazendo em casa? Não tinha que estar no hospital, doutor Andrew?
— Vim almoçar com vocês hoje, senhorita Prior. Como foi na escola?
— Sua Rodinha Rousey bateu em um menino hoje — diz minha mãe aparecendo na sala.
— Sim pai! — digo animada tirando meu tênis e jogando no tapete macio da sala — Ele me provocou, soquei a barriga dele e joguei ele no chão!
— Isso minha monstrinha! — ele diz todo feliz — Isso que tem que fazer com todos os garotos.
— Andrew! — minha mãe repreende ele — Sua monstrinha não merece parabéns e sim uma aula de etiquetas!
— A culpa é toda sua — minha avó Jeanine aparece na sala com toda a sua classe e elegância. Logo se senta na poltrona de couro perto da lareira e olha para mim negando com a cabeça — A minha neta Beatrice é assim porque você não deu as devidas aulas de etiqueta para ela — minha mãe revirou os olhos e bufou. Minha avó por parte de pai está morando com a gente por um tempo até que a reforma de sua casa fique pronta, está um saco aqui em casa.
— Porque você bateu no Quatro? — olho para o lado e vejo Caleb furioso.
— Quem é Quatro? Seu namorado? — pergunto me fazendo de desentendida.
— O garoto que você quase matou hoje!
— Para de exagero — digo de saco cheio — Ele vive tentando forçar barra comigo, hoje passou dos limites!
— Você agrediu um rapaz, Beatrice? — perguntou minha avó fazendo drama.
— Bati ué — dei de ombros e ela fez cara de susto.
— Porque você não voltou com sua mãe hoje, filho? — perguntou meu pai preocupado.
— Porque ele prefere andar com uma turminha de babacas como ele — respondo — Sabiam que o Caleb tirou outra nota vermelha? Acho que ele quer reprovar de novo só porque não sabe o que vai fazer da vida depois da escola... — digo com um tom de sarcasmo enquanto meus pais fritam Caleb com os olhos.
— Eu vou te matar, Beatrice! — ele cochicha.
— Não se você morrer primeiro — sugiro.
— Precisamos conversar, mocinho! — minha mãe se zanga.
— Tinha que ter conversa do antes — minha vó interrompeu — Agora o Calebinho é grande, tarde demais.
— Você quer mesmo ser um zé ninguém na vida? — perguntou meu pai furioso. Caleb já havia reprovado, estamos na mesma série. Eu não sou nerd, não sou inteligente mas Me esforço para ser melhor que meu irmão.
— Eu acho que isso é tudo culpa do amiguinho dele — dou uma de preocupada — Aquele menino com nome de número é muito má influência, o Caleb não pode ficar andando com gente assim! — desabafo cinicamente.
— Bê, isso não é assunto para você — diz meu pai com delicadeza.
— O.K. — Me levanto do sofá e passo por Caleb que está com cara de medo tentando não olhar para os nossos pais.
— Beatrice! — velha Jea me chama e eu volto para trás — Pegue seus tênis e a sua mochila, coloque-os no seu quarto em seus devidos lugares — revirei os olhos, bufei furiosa como minha mãe e então peguei meu tênis e minha mochila. Subi as escadas resmungando e fui para o meu quarto.
— Drooga! — cantarolei com minha vo
Notas finais
Continuo? Comentem, quero saber se devo seguir adiante!
Beijos de pão da paz rsrs ♥
Fale com o autor