Entre o céu e o inferno
25 Capítulo 25 - Grande amigo (Por Charlie)
Acordei bem cedo como estava acostumado, deveria ser umas cinco da manhã. Vesti minha calça de moletom e desci as escadas. A cozinha estava uma verdadeira bagunça, eu precisava de uma empregada urgente ou morreríamos atolados na sujeira. Escutei alguém descer as escadas e saí da cozinha para ver quem era. Era Catherine descendo as escadas.
— Bom dia Cinderela. _ Encarei ela que me olhou séria.
— Bom dia babaca. _ Ela desceu as escadas e atravessou a sala.
— Preciso de uma empregada, não quer se candidatar? _ Ela parou de andar e me encarou.
— Vai se ferrar Charlie,
— Porque me odeia tanto? O que eu te fiz Catherine? _ ri baixo
— Alem de ser o maior sem noção do mundo?
— Claro, porque na hora que meu irmão te condenou de matar nossos pais quem foi lá e disse "eu acredito em vocês" fui eu né. Não me faz te odiar como odeio a Emília, só lembra que te defendi quando ele te acusou. _ Pisquei para ela e me virei. _ Escutei ela dizer alguma coisa mais não entendi o que era. Então escutei a porta se abrindo a batendo.
Eu lavei as louças que estavam na cozinha e limpei o chão da sala que estava imundo, nem podia acreditar que estava fazendo serviços domésticos as seis da manhã. Então eu subi, tomei um banho, vesti meu uniforme e desci. Fui até a cozinha para pega uma maça, meu irmão passou por mim e saiu de casa. Eu sai logo atrás dele. Parei o carro no estacionamento da escola. Tyler estava descendo do carro dele.
— Cara, achei umas empregadas pra você. _ Ele esticou a mão me entregando um papel com vários nomes e números.
— Fico te devendo mais essa Tyler. Obrigado. _ O abracei e dei um tapinha nas costas.
— Cara, uma garota me disse uma coisa uma vez que me deixou intrigado. _ Começamos a andar em caminha a sala de aula.
— O que? _ Ele perguntou.
— É verdade que tem um site na escola? _ Ele riu alto.
— Achei que soubesse cara.
— Não, eu não sabia. Ela me disse que eu apareci nu no site e vocês não me disseram nada.
— É, tem uma foto sua transando com a Suzana no site. _ Ele riu ainda mais alto.
— Mais quem tirou essa foto?
— Eu sei lá cara.
— Direto tem coisas suas lá. Todo mundo da escola lê essa merda de site. _ Respirei fundo. Entramos no refeitório. Me sentei na mesa com o Tyler e outros garotos. Miguel estava sentado na mesa com Catherine trocando saliva.
Charlotte entrou no refeitório, me encarou por poucos segundos e foi se sentar em uma mesa sozinha.
— Charlie, vocês estão se pegando? _ virei meu rosto olhando pro Tyler, mas com o pensamento em Charlotte.
— Não
— Não? _ Ele estralou os dedos, perto do meu ouvido. _ Então acorda porque esta falando comigo mas nem ta escutando o que eu estou falando.
— Você não ia ficar sem transar por tanto tempo. Eu duvido que não esteja pegando ela.
— Tyler, eu não estou transando com Charlotte. _ Falei baixo.
— A quer me dizer então que depois da Suzana nunca mais transou? _ Ele riu alto.
— Transei com a empregada. _ Olhei pro lado.
— QUE? _ Ele gritou e metade o refeitorio nos encarou.
— Fala baixo. _ Passei a mão no cabelo arrumando-o.
— Cara, não pode transar com a empregada. _ ele riu. _ Ela tinha idade pra ser sua mãe.
— Eu sei Estava chateado.
— Claro, porque quando está chateado você transa, quando está feliz e triste também, quando está com raiva então. _ Ele ria, as outras pessoas na mesa conversavam sobre outras coisas, nem estavam prestando atenção em nós.
Emília entrou no refeitório, com cara de quem não dormiu de noite. Ela passou pelo meu irmão encarando-o. E quando passou por minha mesa me olhou rápido e se sentou na mesma mesa que a Charlotte.
— Seu irmão troca de namorada rápido eim. _ Nicolas que estava sentando do outro lado da mesa falou.
— É.
— Cara, o que aconteceu? _ Tyler falou baixo do meu lado
— Meu irmão salvou a Emília de um estupro do pai, e levou ela pra casa. E ontem ela pegou ele com a Catherine e ela foi embora.
— Ui, seu irmão tá podendo. _ Ele colocou a mão na boca e riu baixo
— Não sei porque mais meu santo não bate com o dessa garota. Tem algo de errado nela.
— Claro, vidente. _ Ele revirou os olhos.
Me levantei da minha mesa e fui até a mesa que estava Charlotte e Emília, elas estavam conversando e rindo de alguma coisa.
— Bom dia meninas.
— Bom dia Charlie. _ Charlotte me cumprimentou.
— Emília, precisa de alguma coisa? _ Me sentei ao lado da Charlotte, ela me encarou e cerrou os dentes.
— Não, não de você.
— Estou tentando te ajudar, se precisar de algo me avise. _ Ela revirou os olhos, levantou e saiu da mesa.
— O que houve entre vocês dois? _ Charlotte encostou a mão na minha perna.
Olhei para baixo e levantei uma sobrancelha, ela tirou rapidamente, eu ri baixo.
— Eu matei o pai dela.
— Você o que? _ Ela pegou um pedaço de batata e colocou na boca.
— Bom, ele entrou dentro de casa, atirou no Miguel e o Miguel atirou nele mas não o matou. Então eu quebrei o pescoço dele e ele morreu.
— Porque ele entrou dentro da sua casa?
— O Miguel, o salvador da pátria. Salvou ela de um estupro do pai e levou ela lá pra casa. Mas o Miguel está agora trocando saliva com sua irmã. Então acho que dá pra você imaginar o que aconteceu né? _ Charlotte olhou para trás na mesa que estavam os nossos irmãos e voltou a encarar o prato com batatas.
— Não pode sair matando humanos. _ Ela pegou mais uma batata e comeu.
— Porque não? Tem lei contra isso? _ levantei uma sobrancelha.
— Na verdade tem sim. _ Ela balançou a cabeça negativamente rindo.
— Eu não sabia.
— Agora que sabe tenta não matar mais ninguém por favor. Não quero compartilhar o inferno com você
Olhei para baixo e levantei uma sobrancelha, ela tirou rapidamente, eu ri baixo.
— Eu matei o pai dela.
— Você o que? _ Ela pegou um pedaço de batata e colocou na boca.
— Bom, ele entrou dentro de casa, atirou no Miguel e o Miguel atirou nele mas não o matou. Então eu quebrei o pescoço dele e ele morreu.
— Porque ele entrou dentro da sua casa?
— O Miguel, o salvador da pátria. Salvou ela de um estupro do pai e levou ela lá pra casa. Mas o Miguel está agora trocando saliva com sua irmã. Então acho que dá pra você imaginar o que aconteceu né? _ Charlotte olhou para trás na mesa que estavam os nossos irmãos e voltou a encarar o prato com batatas.
— Não pode sair matando humanos. _ Ela pegou mais uma batata e comeu.
— Porque não? Tem lei contra isso? _ levantei uma sobrancelha.
— Na verdade tem sim. _ Ela balançou a cabeça negativamente rindo.
— Eu não sabia.
— Agora que sabe tenta não matar mais ninguém por favor. Não quero compartilhar o inferno com você. _ Ela me encarou.
— E a cama? Você quer compartilhar? _ Ela deu um sorriso de lado.
— É por isso que todo mundo te odeia?
— Porque? Eu não saio chamando todo mundo pra compartilhar a cama comigo. _ Ela riu debochada.
— Certeza? Porque eu tenho quase certeza que as únicas pessoas que não transaram daqui da escola foi eu e o Tyler.
Eu ri.
— Não, tem muitas outras pessoas daqui da escola que eu não transei. Porque estamos falando disso? Você e o Tyler hoje estão me perseguindo com isso.
O sinal tocou.
— Certeza que sou eu o Tyler? _ Ela levantou uma sobrancelha e se levantou da cadeira.
— Charlotte, eu te pego na sua casa hoje as oito.
— Isso vai ser um encontro ou só vai me levar pro seu abatedouro?
— Um encontro. _ Ela sorriu.
— Estarei te esperando então. _ Ela virou as costas e saiu andando.
— Isso mesmo que eu escutei? _ Tyler se aproximou de mim.
— Sim. _ Eu ri baixo.
— Vamos. _ Tyler saiu andando na frente em direção a sala de aula e eu logo atrás.
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