Entre o céu e o inferno
26 Capítulo 26 – Tyler Ward ( Miguel )
Catherine e eu fomos para aula depois de terminarmos de comer, já estavam todos lá, Charlie, Charlotte e Emília, sentei ao lado de Catherine logo começou a aula. Charlotte se virou e cochichou algo para Catherine que a fez ficar animada. Eu as olhei pelo canto dos olhos, Catherine me cutucou.
— Charlotte e Charlie vão sair, tipo um encontro. _Eu a olhei rapidamente.
— Ela poderia aproveitar e matar ele. _Voltei a fazer minhas anotações.
— Mas se eles vão sair isso significa que eu e ela vamos dormir na casa de uma amiga._Ela sussurrou perto do meu ouvido, soltei minha caneta e ri baixo.
— Sua amiga vai adorar ter sua atenção só para ela. _Coloquei a mão sobre a coxa de Cath e a apertei.
— Miguel e Catherine querem dar aula em meu lugar? _A professora gritou com a gente.
— Não professora pode terminar. _Cath respondeu um pouco envergonhada, eu comecei a rir e tampei a boca, nessa hora Emília e se retirou da sala batendo à porta.
Abaixei o rosto, ela me ignorou depois de tudo que fiz por ela e agora está com raiva, sem motivos pois se ela sentisse algo por mim teria ficado ao meu lado.
Logo a aula terminou, Catherine me acompanhou até o carro.
— Você quer carona? _Puxei ela pela cintura e ela envolveu os braços no meu pescoço.
— Não precisa, logo meu pai estará aqui. _ Balancei a cabeça.
— Quando vou conhecer seus pais? _ Desci minha mão até a bunda de Cath e a apertei, ela bateu com força no meu braço.
— Aí aí garota. _Fechei a cara, ela estava rindo.
— Vou pode o conhecer quando desistir de viver. _Logo o carro do pai dela encostou perto da entrada do colégio, ela me deu um beijo rápido e foi correndo.
— Tchau Cath._Sorri de lado, Charlie encostou no carro ao meu lado.
— Você viu aquilo? _Ele apontou para a árvore no meio do pátio do colégio, Emília e Tyler estavam se beijando.
— Isso não é mais da minha conta, você vai sair com Charlotte? _Coloquei meus óculos e destravei o carro.
— Sim e aquilo me preocupa, aquela garota é estranha Miguel._Encarei Charlie.
— Seu amigo é grande, ele sabe se virar. Agora tenho que ir._Ele desencostou do meu carro e eu entrei. Dei partida no carro e fui direto para casa.
Chegando em casa entrei, olhei e volta aquilo estava uma verdadeira bagunça, cocei minha cabeça, fui até a área de trabalho e dei de cara com uma garota ajoelhada arrumando os armários.
— Ahn... Oi?_Ela se levantou de uma vez e me olhou assustada.
— Oi senhor, sou a nova empregada. _Ela esticou a mão e eu a segurei cumprimentando-a.
— Senhor está no céu, me chama de Miguel. _Ela era ruiva com sardas no rosto, Charlie tinha algum dom para encontrar empregadas.
— Eu sou Melissa Sen... Miguel. _Eu ri baixo e soltei sua mão.
— Seja bem-vinda, como sabe sou só eu e meu irmão, nossos pais morreram e toda aquela história triste. Então sinta-se em casa, se precisar de algo pode me chamar, estarei na piscina arrumando por lá.
— Eu vou arrumar isso aqui tudo, pode ficar tranquilo. _Então ela voltou aos seus afazeres, peguei a vassoura e sai de lá.
Aquela garota não tinha idade para ser empregada e era muito bonita, realmente bonita, balancei a cabeça tentando evitar que ela se fixe em meus pensamentos. Comecei a varrer a área da piscina, juntei em um canto e depois coloquei em um saco, destampei a piscina e conferi se a água estava limpa e por sorte estava impecável.
voltei para dentro de casa, tudo estava quase em ordem, Melissa era eficiente. Subi para o meu quarto o arrumei, escutei barulho de carro, deveria ser Charlie, tirei a roupa e fui para o banheiro, tomei um banho rápido vesti uma calça solta cinza
Desci até a sala, ele estava lá.
— Porque contratou essa garota para trabalhar aqui?_Ela estava na cozinha não iria ouvir.
— A culpa não foi minha, mas se fosse seria a melhor decisão que eu já tomei. _Ele encarava a cozinha.
— Idiota demais Charlie. _Ri baixo, caminhei até a cozinha, abri a geladeira, peguei uma cerveja e abri, comecei a beber, olhei para Melissa.
— O que te fez parar aqui? _Sentei no banco do balcão, ela estava lavando algumas vasilhas.
— Morava na capital com meus pais adotivos, eles decidiram seguir um rumo e eu outro, então decidi começar a vida nessa cidade, fui encaminhada para cá pela agência. _Ela falava calmamente.
— Entendi, aqui acontece coisas estranhas as vezes. _Eu a olhava sem piscar.
— Seu irmão já me disse sobre isso e sobre ver vocês pelados. _Ela me olhou seria.
Olhei para Charlie, ele me olhou.
— O que? É verdade ué. _Ele deu de ombros.
— Você que faz isso, Melissa, ele também tem problemas em expressar sentimentos, ele costuma transar com pessoas quando sente qualquer coisa. _Terminei de beber a cerveja, encarei Charlie.
— Catherine virá para cá hoje, espero que você esteja longe com a irmã obscura mas se caso estiver aqui sem graça para cima dela e isso é um aviso. _Sai da cozinha e subi direto para meu quarto.
Deitei na cama, tinha tempo antes de Cath chegar, coloquei meus fones e logo adormeci. Acordei com algo cutucando minha bochecha, abri um olho era Catherine ajoelhada ao meu lado me cutucando.
— O que tá fazendo aqui essas horas? _Sussurrei, dei um tapa de leve em sua mão.
— Essas horas que você fala é as nove da noite? _Abri os dois olhos, eu não teria dormido tanto tempo assim.
— Você mente Catherine Blount Matteo. _Me sentei na cama, peguei o celular e olhei as horas, eu havia dormido muito tempo mesmo.
— E você só sabe dormir. _Ela se sentou no meu colo e me beijou deslizando seus dedos em meu cabelo, retribui o beijo calmamente e segurei sua cintura.
Olhei para ela, ela estava linda, vestido jeans jaqueta preta e sapatilhas pretas.
— Onde você acha que vai? _Me levantei e a joguei sentada na cama.
— Não sei, onde vamos? _Ela estava encarando meu corpo, eu ri baixo.
— No máximo ali na sala assistir um filme. _Tirei minha calça, caminhei até o guarda roupa para procurar algo.
— Droga Miguel você está pelado. _Cath gritou e eu comecei a rir.
— Catherine, temos uma relação e isso implica intimidades. _Comecei a rir dela, vesti uma cueca preta, calça jeans e uma camisa azul escuro, me sentei na cadeira e calcei meu tênis preto, olhei para Catherine era nítido o quanto ela estava sem graça. Me aproximei, segurei suas mãos e a puxei contra meu corpo.
— Você ainda vai me ver assim várias vezes, de formas diferentes. _Sussurrei contra o seu ouvido.
— Isso é uma coisa boa. _Ela me olhou nos olhos e segurou meu queixo.
— Fica melhor ainda. _Beijei o alto da sua testa e ouvimos um grito, parecia Melissa.
Corremos até a sala, era Charlotte na porta e Melissa tentando evitar que ela entre.
— Sai da minha frente sua vadia, Charlie eu vou te matar seu desgraçado. _Charlotte gritava.
— Melisssa, deixa ela entrar antes que ela enlouqueça e mate alguém. _Comecei a rir de Charlotte.
— Quem é essa dai Miguel? _Catherine apontou para Melissa.
— A claro, Melissa essa é Catherine minha namorada, Catherine essa é Melissa ela cuida da casa. _Catherine me encarou, mandei beijo para ela.
— Sou sua namorada? Não sabia disso. _Ela foi até Charlotte.
— Cadê seu irmão? _Ela estava respirando forte, caminhei até o quarto dele e o chamei antes de abrir a porta, não havia ninguém, peguei meu celular e liguei para o mesmo. Caiu na caixa de mensagem, então deixei um recado.
—Charlie sua namorada está aqui salivando de raiva, não sei se consigo impedir que ela destrua nossa casa._
Voltei para sala, Melissa já havia se retirado, Catherine e Charlotte estavam sentadas.
— Ele não está aqui Charlotte. _Me sentei na frente das duas.
— Eu vou matar aquele desgraçado. _Ela pegou o celular e tentou ligar para ele.
— Vou tentar ligar para o Tyler, ele sempre sabe do meu irmão. _Peguei meu celular e liguei para o Tyler, entrelacei meus dedos no de Cath que me olhava sorrindo discretamente.
*Oi? _A voz era como um sussurro difícil de identificar
*Tyler é o Miguel, desculpe atrapalhar, você sabe do meu irmão?_Levantei e fui até a cozinha.
*Não é o Tyler. O que você quer? _Era o Charlie.
*Porra Charlie, Charlotte está aqui quase me matando, cadê você? _Encostei meu corpo no balcão.
* Estou indo para casa.
*Porque não atendeu seu celular?
*Porque eu te avisei sobre Emília e agora ela matou o Tyler._ Nesse momento ele alterou sua voz.
*Como Charlie? Onde você está? Tô indo._ Passei a mão na cabeça, aquilo só poderia ser mentira.
*Não precisa, daqui dez minutos estou ai._ Ele voltou a falar baixo.
*Que merda Charlie, anda logo e vê se não se mata._ Desliguei o telefone, respirei fundo e voltei para a sala, as meninas me encararam.
Escutei um barulho de carro, sem hesitar corri até a garagem, era Charlie, ele estava todo ferido.
— Que merda é essa?_ Passei seu braço pelo meu ombro e o ajudei a caminhar para dentro de casa.
— Culpa sua Miguel. _Ele sussurrou, respirei fundo e o levei até a sala e o ajudei a deitar no sofá, Catherine se ajoelhou ao meu lado.
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