Entre o cavaleiro e o ladrão
22 Capítulo Vinte e Dois
– Um mês? – explode Mary. – E somente agora você me diz?
– Eu tinha de deixá-lo perder a raiva ou não me escutaria.
– Regina, em um mês ele pode ter tocado outra mulher!
A bela rainha esboça um sorriso choroso.
– É um risco que corro.
– Humm! Eu disse isso, mas duvido que Vasco tenha olhos para outra mulher em tão pouco tempo. Sabe para onde ele foi com a filha?
Regina afirma com um movimento de cabeça.
– A babá me disse que na manhã do fatídico dia, ele havia recebido a visita de Marian. É certo que está com ela em Nova Iorque.
– E fala com esta tranquilidade? Eles podem...
Um sorriso malicioso e perverso ilumina a boca bem maquiada de Regina.
– Marian sabe que não é páreo para mim. Literalmente falando.
– E como encontrá-los em Nova Iorque?
Com um movimento suave, Regina apanha o celular de Vasco que estava em sua bolsa.
– Uso isso.
– Vai ligar? Simples assim? Acha que ele vai atender ou mesmo dizer a localização?
– Esse é o celular de Vasco. Basta jogar sobre ele, a poção de localização. Estando em Nova Iorque, farei isso.
Mary sorri feliz. Como torcia por aquele relacionamento! Ficava feliz com a felicidade de sua madrasta louca e impulsiva.
– Vou com você, se quiser!
– Nenhuma das duas conhece a cidade. Pensei que Emma, Killian ou Henry pudessem ir comigo.
Mary mantém o sorriso amável.
– Killian está em alto mar. Emma está com muito trabalho na delegacia desde que David quebrou o pé. Penso que Henry, Neil e eu possamos viajar com você.
– Partiremos amanha. Tudo bem para você?
Uma resposta afirmativa com a cabeça surge da professora. Ambas sorriem.
– Estarei aqui às sete da manhã. As despesas serão por minha conta. Traga agasalhos porque lá está muito frio. Até amanhã!
Chegam à cidade de Nova Iorque e deparam-se com um dia frio e cinza.
O objeto impulsiona a direção para onde o pequeno grupo deveria seguir. Mesmo cansados e famintos, não dava para parar e saciar as necessidades.
Algum tempo depois, o táxi para em uma rua elegante com casas em tijolos à mostra. Casas antigas, uma colada à outra e com degraus que levavam à porta principal. Casas construídas no começo do século XX e muito bem conservadas pelos moradores e imobiliárias. Faziam parte dos pontos turísticos da cidade de Nova Iorque e mereciam cuidados especiais para a atração de visitantes ou mesmo hóspedes temporários, que muitas vezes acabavam tornando-se moradores perenes.
– Aqui estamos. Preciso ir ao banheiro! – Henry se adianta e sai imediatamente do táxi, subindo os degraus da escada e já tocando a campainha.
Mary e Regina pagam a corrida e apressam-se em acompanhar o menino.
Quando a porta é aberta, a figura bonita de uma mulher jovem surge e ela alarga o sorriso ao ver os visitantes, como se os conhecesse.
– Bom dia! Em que posso ajudá-los?
– Viemos conversar com Vasco. – diz Regina tentando ser amável e lutando contra o ciúme que a estava quase cegando. – Ele está?
A mulher sorri e gesticula para que todos entrem.
– Posso ir ao banheiro? – Henry olha para os lados.
– Pelo corredor é a primeira porta à esquerda. – a mulher gesticula para o garoto e depois vira-se para as outras mulheres. – Por favor, acomodem-se. Querem alguma coisa?
– Na verdade, eu preciso esquentar a mamadeira de meu bebê. – Mary sorri.
A mulher maneia afirmativamente com a cabeça.
Em um tempo depois, os visitantes estão à mesa de café da manhã recebendo os cuidados oferecidos pela governanta.
– Belo menino! Como se chama?
– Neil. É meu segundo filho. A primogênita é...bem maior.
Regina não consegue esconder o nervosismo, enquanto Henry delicia-se com o farto café oferecido pela anfitriã.
– Não quero ser rude, mas terei de ser. – começa a rainha, lutando para reconhecer aquela mulher em seu banco de memórias. – Onde está Vasco? Ele está com minha filha e eu a quero de volta!
– O Sr. Vasco está em seu escritório e já foi avisado de que tem visitas. A menina Yasemine está com ele, como ocorre em todas as manhãs. Quando ele retorna para o almoço com a Sra. Marian e Roland, traz a menina para os meus cuidados.
– Ele e Marian estão juntos? – explode Regina.
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