Entre o Frio e o Fogo | Twilight Saga
6 Filhos da Lua
A noite total caiu sobre a floresta russa como um véu espesso, acompanhada por uma nevasca suave que cobria os galhos retorcidos das árvores. A escuridão era densa, cortada apenas pelas luzes amareladas dentro do refúgio e pelo brilho tênue da lua escondida entre as nuvens. O silêncio era quase absoluto — quebrado apenas pelo estalar da madeira nas paredes da cabana e o som distante do vento uivando entre os pinheiros.
Jacob e os amigos estavam do lado de fora, já transformados. Era hora da primeira patrulha. Uma ronda rápida pelo perímetro ao redor do esconderijo, o suficiente para garantir que não havia emboscadas à espreita.
Jane os observava pela janela. Seus olhos vermelhos seguiam cada passo de Jacob com um olhar técnico, impassível, enquanto ele e os outros corriam para a mata.
Cassius estava junto à mesa central do refúgio, espalhando mapas rudimentares feitos com base nas informações de moradores locais. Ele segurava uma caneta como se estivesse empunhando uma arma.
— Se seguirmos pelos pontos que Alec indicou, o padrão de movimentação dos alvos sugere que eles estão caçando em grupos pequenos. Nunca isolados. Provavelmente reconhecem nossa presença, mas ainda não sabem nossa posição exata. — Sua voz era fria e direta, os olhos se movendo do mapa para Jane, e depois para Alec.
— Os lobos vão na frente — completou Alec. — O cheiro deles será mais forte. Disfarçará o nosso.
— Devemos formar duplas. — Cassius assentiu. Jane o olhou raivosa, mas ele a ignorou. — Eles precisarão de ajuda e nós também. — Ele ergueu os olhos novamente, como se estivesse dando a sentença de um general. — Jane ficará com o alfa. Ele vai querer liderar seu grupo e você é a única que poderá imobilizar qualquer ser vivo antes dele pensar em respirar mais alto perto de você, então será essencial que fique na linha de frente junto com Jacob. — Jane cruzou os braços e não respondeu. Alec ergueu uma sobrancelha, mas não se opôs. — Alec, você acompanha Embry. — prosseguiu Cassius. — Ele parece ser o mais calmo. Vai cooperar. E eu fico com Quil. — finalizou, como se estivesse distribuindo peças num tabuleiro.
Jane o encarou, desconfiada. Não por desconfiar do plano em si, mas do jeito como ele a olhava sempre que falava o nome de Jacob. Tinha algo ali. Algo que Cassius ainda não dizia.
— Alguma objeção? — ele perguntou, mas a pergunta era puramente formal.
Jane olhou pela janela de novo. Jacob e os outros se aproximavam, retornando da ronda com os corpos sujos de neve e os olhos atentos. Jacob parecia tenso, como sempre que se aproximava demais dos Volturi.
— Não. — Jane respondeu. — Está decidido.
Jane saiu rapidamente pela porta, impaciente de estar tão perto, por tanto tempo, de Cassius. Estar confinada com ele por mais de dez minutos já era irritante — e aquele contato prolongado a fazia sentir como se estivesse de volta à corte, sufocada por intenções não ditas e manipulações disfarçadas de ordens. Ela odiava esse tipo de joguinho.
— Está tudo pronto. — disse Cassius em voz alta, agora do lado de fora.
Jacob se aproximou devagar, sentindo o cheiro dos dois vampiros no ar antes mesmo de alcançá-los. Seus olhos escuros estavam semicerrados, atentos. Ele não confiava em nenhum deles — mas especialmente em Cassius.
— Grupos formados — disse Cassius, com aquela sua tranquilidade disfarçada de controle. — Jacob e Jane ao norte. Alec e Embry cobrem o leste. Eu e Quil vamos pelo sul. Evitem confrontos diretos sem sinalizar. Não vamos capturá-los, e sim matá-los, mas não façam nada imprudente.
Jacob bufou baixo e lançou um olhar rápido a Jane. Ela nem sequer o encarou, apenas se virou na direção da trilha à frente.
— Vamos. — ela ordenou, seca, e desapareceu entre as árvores, como uma sombra deslizando sobre a neve. Jacob seguiu atrás.
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A caminhada começou em silêncio, como era de se esperar. O chão sob seus pés estava coberto por uma camada de neve fina que amortecia os passos. As árvores se erguiam como sentinelas silenciosas, altas e escuras, moldando corredores estreitos de luz lunar filtrada. O ar era gelado e úmido, e Jacob podia ouvir o farfalhar distante de animais pequenos fugindo do caminho deles.
Jane andava ao seu lado com uma precisão sobrenatural, os sentidos aguçados, os olhos se movendo sem pressa, como se já soubesse exatamente onde deveria pisar. Jacob observava tudo. O modo como os ombros dela estavam mais rígidos do que o normal. A maneira como ela apertava os dedos quando se afastava muito de sua visão periférica. A tensão no maxilar. Não era só irritação — era desconforto.
Mais adiante, o som de um galho se partindo chamou a atenção dos dois. Ambos pararam. Imediatamente.
Jacob conteve um rosnado baixo. Estava pronto para tudo: uivar para avisar os outros, lutar contra monstros que desafiassem até mesmo suas lendas. A adrenalina fervia em suas veias, como uma corrente viva de eletricidade correndo sob sua pele. Jane conseguia ouvir seu coração disparado como um tambor em guerra — acelerando a cada segundo, o calor de seu corpo irradiando em ondas que ela podia quase tocar, mesmo à distância.
E então, algo no ar mudou.
Um grunhido grave, como o estalo de pedras se partindo, reverberou entre as árvores. Jacob parou abruptamente, os pelos do corpo se eriçando como se a floresta sussurrasse um aviso. De repente, como um raio, ele girou e disparou para a esquerda, instintivamente. Jane o seguiu sem hesitar, os pés cortando a neve com precisão sobrenatural.
O som aumentava. Grunhidos abafados. Estalos de ossos. Um cheiro metálico e acre preencheu o ar. Sangue.
Jacob saltou entre os galhos baixos, uivando alto, rasgando o silêncio da floresta com um som que cortava como lâmina. Era um chamado para avisar aos outros onde estavam. Ao longe pôde-se ouvir a resposta.
Seis lobisomens estavam sobre o que restava de três corpos humanos. A neve ao redor estava encharcada de vermelho, os membros despedaçados, o cheiro de morte impregnando cada árvore ao redor. Mas não era isso que fez Jacob estacar. Era o que viu.
Os lobisomens não se pareciam com os de sua tribo. Aquilo era outra coisa.
Eram enormes — facilmente com mais de dois metros e meio de altura. A pele era escura e áspera, como couro esticado sobre músculos distorcidos. Cada um tinha um rosto horrendo, mais próximo do humano do que do animal, com olhos incandescentes, amarelados, dentes longos e pontiagudos projetando-se para fora de bocas arreganhadas. As garras eram curvadas como adagas, negras, grossas. E seus movimentos... não tinham fluidez de um lobo, nem disciplina de um predador. Eram erráticos, selvagens, impulsivos. A própria essência do caos.
Um deles virou o rosto ensanguentado na direção de Jacob, soltando um rugido descomunal — a mandíbula abrindo muito além do natural. Quando avançou, Jacob saltou também, o impacto entre os dois fazendo o chão tremer. Eles rolaram pela neve, garras cortando, presas tentando morder, corpos colidindo como bestas antigas.
O segundo monstro tentou alcançá-lo pelas costas, mas uma onda repentina de dor o derrubou no chão com um guincho animalesco. Jane surgira atrás dele, o rosto inexpressivo, os olhos vermelhos fixos. O lobo urrava, debatendo-se como se tivesse sido perfurado por algo invisível. Ao mesmo tempo, outro oponente pulou em cima dela, tentando imobilizá-la — mas Jane se virou com uma velocidade impossível, cravando os dedos em sua garganta e o atirando contra uma árvore.
Ela era cruel.
Jane desestabilizava primeiro. Causava dor com o dom, desequilibrava. E só depois atacava fisicamente. Como um jogo macabro em que ela decidia a ordem do sofrimento.
Jacob, agora com ferimentos nas costas, girava em círculos com outro lobisomem. O cheiro de carne podre e sangue fresco invadia suas narinas. A besta uivava, mas Jacob era mais ágil. Atingiu-o com uma mordida no braço e, em seguida, com as patas traseiras, empurrou-o para longe.
Jane já tinha incapacitado dois. Um jazia no chão, debatendo-se em agonia silenciosa, paralisado por seu poder. O outro estava desacordado. Mas o terceiro vinha direto em sua direção, os olhos flamejando, a mandíbula pingando sangue.
Jane não se moveu. Os olhos vermelhos fixaram o inimigo como se já soubesse exatamente como ele cairia. Mas antes que pudesse dar um passo sequer, uma silhueta veloz atravessou seu campo de visão, rasgando o ar com uma fúria assassina.
Cassius surgiu como uma lâmina viva, colidindo com o lobisomem com uma força devastadora. A criatura soltou um guincho brutal, mas foi silenciado em segundos. Cassius era crueldade pura, um predador de alma escura. Com movimentos limpos e impiedosos, agarrou a cabeça do monstro entre as mãos e, com um estalo seco e horrível, torceu com violência, arrancando-a com um som grotesco. O sangue espirrou como uma fonte profana, negro, espesso, diferente do humano — quase como se fosse uma substância corrompida, quente e ácida.
Ele ficou de pé, ofegante, o corpo coberto do sangue espesso. As mãos ainda segurando os restos. Os dentes e o rosto manchados. Ele sorriu — um sorriso macabro, manchado de vermelho escuro.
Jane apenas observou, sem se mover. Não por medo, mas por cálculo. Aquilo era Cassius. Uma máquina de matar que Aro tinha aperfeiçoado ao longo dos séculos. Mesmo para ela, era desconcertante vê-lo em ação. Ela limpou parte do sangue que escorria pelo queixo com as costas da mão e se levantou. Seus olhos encontraram os de Cassius por um breve instante — um choque de forças igualmente letais, igualmente frias.
E foi quando a névoa começou.
Chegou como uma onda cinzenta rastejando entre as árvores, silenciosa, densa, sufocante. Os dois últimos lobisomens restantes, que haviam tentado fugir ao perceber a derrota inevitável, caíram ajoelhados, completamente paralisados pela ilusão da névoa — cegos, surdos, impotentes.
— Cassius. — Alec disse, sua voz saindo ao fundo, como se fosse um mero expectador de toda a selvageria.
Cassius não respondeu com palavras. Apenas sorriu. Um sorriso largo e animalesco. Seu corpo ainda gotejava sangue quando entrou pela fenda que Alec abrira na névoa, como se a própria fumaça o respeitasse. E lá dentro, entre gemidos agonizantes abafados, Cassius terminou o trabalho. Os corpos tombaram sem som, como marionetes cortadas. Nenhum teve tempo de reagir.
Jane se levantou por completo. O sangue cobria suas botas, suas mãos, manchava parte de seu casaco escuro. Seus olhos estavam completamente vazios. Ela não respirava, estava imóvel, feita de mármore e violência.
Alec estendeu as mãos, e a fumaça espectral recuou em ondas suaves, como se obedecesse a um comando invisível. Seus olhos vermelhos brilharam sob a luz tênue da lua encoberta. Quando a névoa começou a se dissipar, o silêncio se tornou ainda mais denso. Era como se até a floresta tivesse prendido o fôlego. Os corpos caídos dos lobisomens exalavam um odor metálico e corrompido, e o sangue espesso já começava a esfriar sobre a neve.
Jane olhou para o irmão. Um olhar demorado, algo sombrio e sádico. Alec respondeu com um sorriso curto, discreto, mas diabólico. Jane sorriu de volta, sua face em puro deleite pelo estrago que haviam causado juntos. Pela destruição que, uma vez mais, haviam conduzido como maestros de um massacre.
Jacob, ainda ofegante, observou tudo. Estava a poucos metros de distância, mas viu o suficiente. O sorriso. O olhar. A ausência total de arrependimento ou remorso. Um calafrio subiu por sua espinha. A adrenalina ainda estava em seu corpo, mas o que sentiu naquele instante foi algo mais profundo. Um alerta. Uma lembrança viva de onde estava pisando. Esses dois não eram apenas armas dos Volturi. Eram parte da essência do clã. Dois filhos forjados na escuridão, que não viam na morte algo trágico — mas belo.
Jacob respirou fundo. Precisava manter a cabeça no lugar. Mas sabia, com mais certeza do que nunca, que confiar neles seria impossível. Eles não estavam ali apenas para vencer a guerra. Estavam ali porque gostavam dela.
Os outros lobos estavam observando em silencio enquanto seus pensamentos flutuavam, seus corpos ainda tensos, os olhares perdidos no rastro de sangue e destruição.
Cassius se aproximou de Jane com a calma de quem acabara de tomar um café da manhã, não de esquartejar uma criatura monstruosa. Os olhos prateados reluziam sob o luar refletido na neve, e seu andar era quase felino. Parou diante dela, e sem dizer uma palavra, ergueu a mão e tocou delicadamente seu rosto. Uma mecha de cabelo solta caía sobre a testa dela, suja com sangue de lobisomem. Ele a prendeu de volta ao coque com um gesto lento, como se o sangue não fosse nada além de tinta vermelha em uma tela.
— Você está bem? — perguntou, a voz baixa, mais por protocolo do que por real preocupação. Ele sabia a resposta. Jane sempre estava bem.
— Sim — respondeu ela, sem hesitar. Estava relaxada agora, talvez até satisfeita. A briga havia lhe dado algo que ela não sentia com frequência: excitação. Adrenalina. A doce sensação de controle absoluto. E Cassius era o mais próximo de um alívio de tensão que ela poderia sentir durante seus séculos.
Cassius inclinou-se ligeiramente e tocou seus lábios com os dele. Foi breve, frio, simples. Um gesto rotineiro, como quem fecha um acordo silencioso entre predadores. Jacob observava. Não queria, mas observava. E naquele instante, tudo fez sentido. O jeito que Cassius a olhava. A tensão entre os dois. A proximidade sutil. Era isso. Eles eram... aquilo. E o que quer que fosse, Jacob não gostava.
Desviou o olhar como se tivesse sido atingido no estômago.
— Preferiria matar mais 20 lobissomens à ter que beijar essa mulher — Murmurou Quil com seus pensamentos. Embry emitou um som mais próximo de uma risada, mas Jacob permaneceu em silencio, voltando seus pensamentos para o chão ensanguentado e tudo o que sobrava sob ele.
Alec aproximou-se dos corpos inertes com passos lentos e controlados. Ele os observou por um momento, avaliando com olhos frios e impassíveis. Em seguida, tirou uma caixinha de fósforo do bolso do casaco preto e riscou. Em questão de segundos, um fogo começou a se formar no chão abaixo dos cadáveres. O cheiro que se espalhou no ar era espesso, ácido, insuportável. Jacob quase se engasgou ao inspirar. Quil franziu o nariz. Embry virou o rosto. O sangue dos lobisomens era espesso, quase preto, e ao entrar em combustão parecia evaporar em partículas densas que subiam como fumaça tóxica.
— Assim como fazemos com os nossos — murmurou Alec, mais para si do que para os outros. — Se houver algo do que restou, não voltará.
Quando tudo virou cinzas, eles partiram.
A volta ao abrigo foi feita em silêncio.
Desta vez, os vampiros seguiram à frente, deslizando pela trilha coberta de neve como sombras líquidas, indiferentes ao cansaço ou ao frio. Os lobos vinham logo atrás, exaustos, com a mente ainda repleta das imagens grotescas que testemunharam. Ninguém falava. O ar estava pesado demais para palavras.
Ao chegarem, Quil e Embry voltaram à forma humana atrás do abrigo, cobrindo-se com as roupas que haviam deixado guardadas ali antes da missão. Jacob permaneceu na retaguarda, observando os arredores até ter certeza de que não estavam sendo seguidos. Só então permitiu que sua transformação se desfizesse, voltando ao corpo humano suado, coberto de sangue seco e com uma nova cicatriz quase fechada nas costas.
Estava amanhecendo, e o céu acima da floresta tingia-se de tons acinzentados. O abrigo estava abafado e escuro, como haviam deixado. Os meninos foram direto para o banheiro improvisado no canto da estrutura, onde um barril com água aquecida sobre lenha e uma bacia de metal serviam para banhos rápidos. Quil entrou primeiro, murmurando algo sobre estar fedendo mais que um urso morto. Embry o seguiu. Jacob lavou-se por último, o corpo rígido, os pensamentos ainda mais duros.
Depois, comeram. Nada glamouroso — apenas sanduíches, frutas e um pouco de carne. Comeram em silencio. Jacob não estava com fome, mas forçou alguns pedaços para dentro, por puro instinto de sobrevivência.
Enquanto isso, os vampiros se movimentavam com naturalidade. Jane e Alec trocaram palavras baixas entre si, inaudíveis para os ouvidos humanos, e saíram juntos para caçar. Cassius permaneceu.
Ele se sentou numa das poltronas cobertas por peles, o semblante relaxado, quase divertido, como se tudo aquilo — o sangue, a luta, o cheiro de morte — fosse apenas mais uma segunda-feira para ele. Pegou um livro antigo que havia trazido consigo, abriu calmamente e começou a ler como se estivesse numa biblioteca.
Jacob não conseguia dormir. Os outros dois caíram rápido — Quil roncava e Embry virava de um lado para o outro, mas estava claramente apagado. Jacob se remexia no colchão improvisado sobre o chão. Cada músculo do seu corpo implorava por descanso, mas sua mente... sua mente estava em chamas.
Ele olhou para Cassius do outro lado da sala. Pensou no jeito casual como ele tocou Jane, como se aquilo fosse rotina, intimidade. Pensou na forma como ela minimamente pareceu retribuir. E então sentiu uma irritação fervente subir pelo peito — não raiva, mas repulsa. A mesma sensação que Quil tinha descrito, talvez em tom de piada, mas que agora fazia todo o sentido: como alguém como ela podia... amar?
A palavra soava errada para Jane. Ela era uma assassina. Uma torturadora. Um monstro treinado para matar desde antes de ele nascer. Não havia espaço para carinho em alguém como ela. Certo?
E, ainda assim, ela havia sorrido. Ela o havia beijado.
E isso o corroía. Não porque se importava. Era porque não sabia mais o que pensar. Jane era um enigma, e Jacob precisava entender em que terreno estava pisando antes que fosse tarde demais.
Mesmo sem querer admitir, ela estava deixando marcas em sua mente.
E ele odiava isso.
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