Entre o Céu e o Mar: Amor, confiança e compreensão
13 Compreensão - parte 3.
Notas iniciais
– Me deixa te amar uma última vez, Regina. — Foi com essa súplica de Emma que eu fiz uma das maiores besteiras da minha vida. Foi uma das maiores besteiras que eu já fiz na vida, foi. Mas foi, também, a melhor coisa que tinha me acontecido naquela viagem.
Flashes de memória passavam pela minha cabeça enquanto caíamos pelo ar.
–Eu te amo. — Dizia a loira, carinhosamente, depois de uma noite longa de amor.
– Filha, você passou! — Minha mãe, 10 anos mais jovem, comemorava minha aprovação no vestibular.
– Calma, Regina, vou soltar você agora. — Aparece meu pai, 20 anos antes, me ensinando a andar de bicicleta.
Essas e outras memórias me invadem, mas rapidamente sou tirada de meus devaneios por um forte baque.
Tudo escurece.
– Regina! — Abro os olhos e sorrio com a proximidade de Emma. Ela beija meus lábios ternamente. — Você estava se movimentando muito.
– Eu, eu... — desato a chorar. Procuro por seu corpo na penumbra de nosso quarto e me aninho a ela. — Eu tive um pesadelo horrível!
– Shiu... — Diz, afagando meus cabelos. — Já passou, você está aqui, comigo, nada vai te acontecer meu amor. Quer me contar o que foi?
– A gente se separava, eu engravidava de um cara. — Vejo seu rosto se contorcer em uma careta e continuo. — Aí as nossas famílias viravam amigas, a gente viajava juntas e o avião
– Credo, amor. — Emma me puxa para cima de seu corpo, de forma que eu estou por cima dela. Abre as pernas e eu encaixo as minhas entre as dela. — Fecha os olhos, nada disso vai acontecer.
– Eu estou com medo... — sussurro contra o seu pescoço.
– Medo de quê? — Pergunta baixinho, enquanto afaga meus cabelos.
– De você me deixar. — respondo e o pensamento me causa arrepios.
– Eu nunca vou te deixar, eu te amo, Regina. — Busca meus lábios e ternamente beija-os. Fecho os olhos e, quando os abro, ja estou em outro lugar.
– Emma! — Eu grito a plenos pulmões. Minhas costas doem e eu tento reconhecer o lugar em que estamos, mas é em vão.
– Calma, calma... — Ela aparece do meu lado. — O socorro já está vindo.
– O que... — digo, meio confusa. — O que aconteceu? Eu não sinto minhas pernas, ai meu Deus.
– O avião caiu, estamos em uma fazenda. — Seu tom de voz é calmo, mas sei que ela esconde alguma coisa. Meus olhos começam a pesar novamente e eu quero dormir. — Não, não dorme. — Ela segura a minha mão com força. — Fica com os olhos abertos. — Meus olhos pesam e eu não consigo evitar de fechá-los.
– SQ –
– Ela está grávida! – gritava alguém que eu desconhecia. — E a bolsa rompeu.
Mais uma vez, com certa dificuldade, eu abro os olhos. Percebo que não estou mais no meio da nada, vejo luzes fortes e brancas logo entendo que estou em um hospital.
– Onde eu est... – Tento falar mas sou interrompida por mais pessoas gritando, médicos e enfermeiras.
– A paciente está acordada. – Avisa. – Precisamos sedá-la para a cirurgia.
Sinto uma leve picada em meu corpo e perco os sentidos.
Apago novamente.
– SQ –
– Regina? – Ouço a voz de Emma e levanto meus olhos para ela. Estava sentada na cama lendo dom casmurro pela milésima vez.
– O que foi? – Sorrio, sabendo que pelo tom dela viria uma pergunta bem idiota. Minha namorada estava em pé na porta do quarto e passava uma escova pelos cabelos, se preparando para dormir.
– Você acha que Capitu traiu Bentinho?
– Claro que não, Emma. – respondo. – Nem parece que foi minha aluna... – Fecho o livro e me deito. – Vem logo pra cá, vai.
– Seja uma boa professora, amor. – Brinca. – Me ensine.
– E você quer que eu te ensine o quê? – Sorrio e observo seu corpo, ela estava linda usando apenas uma calcinha e um top.
– Me ensine a ser Capitu, ué. – Ela coloca a escova em cima da penteadeira e se deita na cama, ficando junto a mim.
– Você quer aprender a ser sedutora, oblíqua e dissimulada? – Ela faz que sim com a cabeça. Lentamente, eu jogo uma perna por cima dela e me aninho contra seu corpo. Levo os lábios ao lóbulo de sua orelha e deposito uma leve mordida lá, sinto seu corpo se arrepiar com a mordida e corro uma mão por sua barriga desnuda.
– Regina... – geme.
– Aulas práticas são as melhores, não acha? – provoco. Desço a mão por sua barriga e não dou tempo para ela pensar, rapidamente a penetro com dois dedos. Emma arqueia as costas em minha direção e eu começo os movimentos de entrada e saída.
– Eu amo aulas práticas. – Diz com um sorriso no rosto, enquanto gemia. Com o polegar descrevo movimentos circulares em seu clitóris. Jogo o resto de meu corpo por cima dela e beijo sua boca apaixonadamente.
Mordo seu lábio inferior com força e o puxo em minha direção.
– Ai. – suspira ela e eu continuo meus movimentos, dessa vez com mais força. – Quero mais.
– Mais? – desço a boca para seu pescoço e o mordo, para logo depois chupá-lo e depositar um beijo. Introduzo mais um dedo nela e me perco em seu pescoço.
Suas mãos estavam em todos os lugares. Ora em minha bunda, estimulando-me a ir mais fundo, ora em minha cintura, puxando meu corpo de encontro ao seu, ora em meus seios, querendo me dar prazer também.
Quando sinto suas paredes internas se contraindo e anunciando o orgasmo, retiro abruptamente meus dedos de dentro dela.
– Mas o quê... – Tenta falar e eu calo sua boca com um beijo. Chupo deliciosamente sua língua e ela suspira. Separo nossas bocas e coloco meus dedos, que antes estavam dentro dela, no lugar onde antes estavam meus lábios. Ela entende o que eu quero e os chupa.
– Já aprendeu a ser sedutora e oblíqua, agora vai aprender a ser dissimulada. – desmonto dela e volto para a minha posição de origem, deitada ao seu lado. Desligo o abajur e me viro de costas para ela.
– Absurdo! – resmunga e eu dou risada. Emma se levanta da cama e eu já sei para onde ela vai.
– Isso, amor, vai tomar um banho frio mesmo, você deve estar precisando. – me divirto com sua frustração.
– Você me paga! – grita.
– SQ –
Frio.
Eu sinto muito frio.
Não entendi o motivo de sentir dor em cada centímetro do meu corpo.
Tento abrir os olhos, mas aquilo é aparentemente impossível. Ouço vozes, e reconheço
o choro de Emma.
“Não chora” tento gritar, mas as palavras morrem em minha boca.
– Precisamos de um nome para a criança, a senhora é a única parente viva. – Como assim única parente viva? Questiono-me em minha cabeça.
– Henry. – ouço a voz de minha mãe. – Henry Mills – Swan.
–Swan? – Emma pergunta entre o choro.
– Se ela estivesse acordada, ela iria querer que o filho carregasse esse sobrenome. –
Minha mãe estava certíssima. Mas, e o pai de Henry?
– Eu... eu fico lisonjeada, Cora. – Diz. – Eu agora preciso ir, tenho coisas a resolver sobre o funeral de meus pais.
– Certo... – minha mãe funga. Eu queria poder abraçar ela. – Eu vou ficar aqui, Regina é tudo que me sobrou.
E meu pai?
Eu
Quero
Meu
Pai
Tento me debater, porém meu corpo não me responde. A porta se fecha, creio que Emma se foi.
Eu quero ver meu filho. Como será o seu rosto? Como será o seu jeitinho? Ele deve ser a coisa mais pequena e mais fofa do mundo, ainda não o vi, mas já o amo com todas as minhas forças.
Minha mãe acaricia o meu rosto e eu queria ter a força para abrir os olhos e dizer a ela que eu estou bem.
– Ah, filha... – diz ela, enquanto passava a mão pelo meu rosto. – Se eu soubesse, eu nunca teria te empurrado para o Robin, nunca.
Como assim? Tantas palavras presas em minha garganta e eu sem a força necessária para colocá-las para fora...
Minha cabeça começa a girar e mais uma vez eu apago.
– SQ –
– Emma? – Pergunto ao chegar em casa. Estava tudo escuro, eu sabia que já era a hora de ela estar ali.
– No quarto. – Grita. Arreio minhas pastas no chão e me dirijo até lá. Encontro minha namorada deitada na cama, coberta dos pés à cabeça. A aquela altura, eu já tinha deixado boa parte das minhas peças de roupa pelo chão e vestia apenas a calcinha e uma camisa de alças.
– Está doente? – me aproximo da cama e ela se mexe.
– Na verdade... – Sorri. – tenho uma supresa para você.
– Ai meu Deus... – dou risada e sento na cama. – É o quê?
– Levanta, tira essa blusa e liga a luz. – Comanda. Faço o que ela diz e volto a me sentar na cama, bem ao seu lado.
Com um movimento espalhafatoso, ela tira a coberta de cima de seu corpo e minha boca se abre em um perfeito “O”.
Emma estava usando um strap, e nada mais.
– Emma... – sussurro.
– Eu achei que você fosse gostar. – explica.
– Mas, Emma... Você já usou um desses antes?
– É... – coça a cabeça e me dá um sorriso amarelo. – não.
– Você sabe que você tem que deixar bastante excitada antes, não é?
– E é? – Pergunta.
– Claro que é, meu amor. – Chego mais para perto dela e monto em sua barriga, deixando o strap atrás de mim. Automaticamente suas mãos vão para as minhas coxas, aperta-as até os nós de seus dedos ficarem brancos, me contorço sob o seu toque.- Você não quer que eu te dê aula de educação sexual agora, né? – Provoco. Me inclino e beijo seus lábios, não peço permissão para invadí-la com minha língua, apenas a invado, e ela parece gostar.
Minhas mãos, que antes estavam uma de cada lado de sua cabeça, agora estão correndo por seu corpo, massageando seus seios. Emma geme embaixo de mim e, num movimento de abdominal, se senta. Eu me afasto um pouco e estou sentada em cima de suas pernas, com o strap entre nós.
Minha namorada coloca uma mão em minha cintura e aperta levemente, enquanto a outra explora a parte interior de minha coxa, indo perto de meu sexo, ainda coberto pela calcinha, e voltando.
Faço algo que eu sei que ela ama: paro de beijar sua boca para trabalhar em seu pescoço. Ouço ela gemer o meu nome e aquilo serve de combustível para mim, descubro os dentes e mordo o local com força.
Com um movimento de mestre, Emma me vira na cama e se posiciona entre minhas pernas. Suas mãos estão uma de cada lado da minha calcinha, e a puxam para baixo, deixando minha púbis exposta. Utilizando as unhas, ela dá uma leve arranhada no local e eu me contorço.
– Dentro, Emma. – peço. – Você dentro de mim.
Ela entende o meu comando e introduz, com vagareza, o strap em mim. Sinto o formato cilíndrico me invadir e me rasgar, e Emma me dá tempo para eu me acostumar com a sensação.
Abro mais as pernas para ela poder se movimentar e ela começa a entrar e sair de dentro de mim. Para não me incomodar com o seu peso, minha namorada mantém as duas mãos apoiadas no colchão, uma de cada lado do meu corpo.
– Mais rápido!
Ela obedece e aumenta o seu ritmo. Mordo os lábios com força e ela desce o corpo para me beijar. Puxa meu lábio inferior com força para si enquanto me invade, enquanto me preenche com o strap. Fecho minhas pernas em volta dela e aumento o contato de seu strap com o meu corpo.
Dentro.
Fora.
Dentro.
Fora.
Aperto o lençol com força e arqueio o corpo em sua direção, ela sorri entre o beijo e sei que ela sente prazer com o meu prazer. Minhas paredes internas começam a se contrair e eu gozo, gritando, gemendo, clamando seu nome
– Ah, Regina... – Diz, descansando seu corpo sobre o meu e sem tirar o strap. – Você fica ainda mais linda quando está em êxtase, quando está gritando o meu nome.
Desajeitadamente, mordo sua bochecha. Giro nossos corpos e dessa vez eu estou por cima dela. Fico sentada em “seu membro”.
– Quero que você me assista gozar, então. – Digo, subindo um pouco, porém sem deixar o strap sair de mim. – Quero que você me assista gozar para você.
As nossas respirações estão descompassadas, e seu peito sobe e desce com rapidez, na mesma rapidez que eu subo e desço. Emma se levanta e enfia as mãos por entre meus cabelos, clamando-me para si.
Subo.
Desço.
Rebolo.
Ela geme entre o nosso beijo e eu sorrio. Rebolo com força, rebolo de uma forma gostosa, e ela aperta minha cintura contra si. Sobe um pouco as mãos e abre o fecho do meu sutiã, se desfazendo dele e deixando meus seios livres.
Subo.
Desço.
Rebolo.
Emma massageia meus seios, ora apertando, ora massageando de verdade. Parece se entediar de brincar com eles e desce para a minha bunda, a apertando com força e depois dando um tapa em cada lado.
Subo.
Desço.
Rebolo.
Empurro a loira de volta para a cama.
– Vou gozar. – aviso, fazendo com que ela me olhe com os olhos arregalados, atentos a mim. Inclino a cabeça para trás, e com um movimento derradeiro, o orgasmo me atinge. – Oh, Emma!
– Eu te amo, porra. – fala, e sei que ela gozou também. – Se eu te dissesse que você não é perfeita, eu estaria mentindo. – Se mexe debaixo de mim e eu me levanto, sinto a falta do brinquedo me invadindo, me rasgando, mas abro os fechos que o prendiam à cintura de Emma e o jogo em um canto qualquer do quarto.
– Eu sou o melhor que eu posso por você. – Chupo seu mamilo direito, e logo depois faço o mesmo com o esquerdo. Desço uma trilha de chupadas por sua barriga e perco minha língua em seu umbigo. Emma se contorce debaixo de mim e abre as pernas.
Me agacho entre as pernas de Emma e beijo seu clítoris. Passo os braços um por cada coxa sua e a puxo mais de encontro a mim. Chupo o nervo já inchado e abro mais seu sexo usando os dedos, logo depois estoco sua entrada com minha língua.
Percebo que Emma aperta o colchão com força e murmura palavras de incentivo, indicando que eu estava fazendo o trabalho certo. Leva suas mãos à minha cabeça e me empurra mais fundo em sua intimidade. Não demora muito para que ela goze em minha boca, e eu engulo aquele líquido quente com o maior prazer do mundo.
– Eu amo chupar você. – Digo, voltando meu rosto para ela. Minha namorada chupa meu lábio superior, ainda sujo com seus fluídos.
– Eu amo amar você. – Olha em meus olhos. – Pode parecer cedo, mas tudo que eu mais quero é poder ter um filho, uma família com você. – Ela coloca uma mecha de meu cabelo atrás da orelha e eu a observo com lágrimas nos olhos. – Eu quero passar o resto dos meus dias ao teu lado, Regina. Eu te amo.
– Eu te amo, Emma Swan. – E nunca uma frase proferida por mim foi tão verdadeira.
"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão
para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te
amo, se o que quero dizer-te é que te amo?”
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