Notas iniciais
Olha eu aqui! Gente, esse foi o mais capitulo q eu já escrevi, porém n dava p dividir ele, então ficou grandão msm uhauahauhauah Bem, espero que gostem!!

Eu não conseguia viver sem Emma. Eu não conseguia não pensar nela, não conseguia não querer ela, não conseguia não amar ela. Eu tinha plena consciência de que a separação tinha partido de mim, mas estava sendo difícil conviver com a ausência da presença do amor da minha vida.

Sim, a loira era o amor da minha vida.

Eu nunca, nem com a minha falecida ex-namorada, tinha amado alguém da forma intensa como a forma que eu amei Emma. Tinha uns seis meses que a gente havia se separado e, para mim, parecia uma eternidade. Uma eternidade sem vê-la. Sou tirada dos meus devaneios pelas batidas tímidas na porta, presumi ser minha mãe e vejo Cora entrar em meu quarto toda serelepe.

– Regina... – Fala, prolongando o “a” e eu já sei que não vem coisa boa por aí. – Sabe quem vem jantar aqui hoje?

– Quem, mãe? – Pergunto, tirando o óculos e abaixando o celular que estava em minhas mãos. Já sabia que era algum dos pretendentes que ela imaginava pra mim.

– O Robin! – Fala, completamente animada, sentando na minha cama sem permissão. Levanto as sobrancelhas, expressando dúvida e ela prossegue. – Ele é filho de um amigo de seu pai, riquíssimo!

– Meu Deus, mãe. – Dou uma risada com o seu comentário sobre a condição monetária do cara. – Primeiro – faço uma pausa, e me ajeito na cama para ficar de frente para ela. – eu não ligo para quanto dinheiro o cara tem. Segundo, eu não gosto de homem.

– Eu sei, filha... – Seu rosto se contorce numa careta, mas eu sabia que era pura brincadeira, afinal, minha mãe era uma das que mais aceitavam minha opção sexual. – Foi o que deu para arranjar. – Eu me jogo contra a cama e começo a rir com o gesto de exasperação dela, que jogou as mãos para o alto como se dissesse “Eu desisto!”

– Mãe, eu entendo seu esforço, e aprecio. – Falo, ainda deitada na cama, tentando não rir. – Mas eu não me sinto pronta para entrar em um relacionamento agora.

– Ainda essa história da Emma, Regina?

– Mãe... – sinto um aperto no coração ao ouvir o nome da minha ex. – Eu a amo, amor não acaba assim, da noite para o dia. – Já estou novamente sentada na cama, e minha mãe se arrasta para o centro, ficando de frente para mim mais uma vez. Segura minhas mãos.

– Filha, a Emma era uma menina maravilhosa...

– Ela é uma mulher maravilhosa, ela ainda não morreu. – corrijo.

– Certo... – Faz cara de repulsa, ela tinha tomado aversão a Emma. – De qualquer forma, você tem que viver. Emma podia até ser maravilhosa, mas, com certeza, não é a única mulher do mundo.

– Eu acho que vou ligar para ela.

– Não! – minha mãe dá um grito. – Não, você não vai procurar ela.

– Ué, qual o problema? – Inclino a cabeça para a frente. – Eu só vou ligar, mãe.

– Você vai ligar, aí vão marcar de sair, aí vão se beijar, aí vão dormir juntas, aí vão perceber que ainda se amam e puf! – Cora imita uma explosão com as mãos. – Vocês voltam.

– Não é bem assim, nós podemos ser amigas. – Não, vocês não podem ser amigas! Grita o meu subconsciente.

– Não, vocês não podem ser amigas. – Diz. – A carne é fraca, Regina.

– Eu sei, mas...

– Sem mas, nem meio mas. – Tento falar e ela continua. – Robin vai chegar aqui às seis em ponto, por favor esteja pronta e não me apareça lá usando jaqueta de couro e essas roupas de sapatão.

– Mãe! – Jogo uma almofada nela e dou risada. A almofada tinha escrito “Não importa que seja eterna ou provisória, mas que seja linda e louca a nossa história.” E tinha sido um presente de Emma. – Que horror!

– Eu estou falando sério, Regina! – Diz, se levantando e abrindo a porta. Antes de sair, dispara: — E se me desafiar, vai ficar de castigo. – Sai do quarto e eu posso ouvir sua gargalhada enquanto descia as escadas.

– SQ –

Abro os olhos preguiçosamente e sinto um braço pesado me envolvendo pela cintura. Robin. Eu tinha cometido o erro de ter dormido com ele, não era a primeira vez e nem seria a última, pois nós estávamos namorando.

Nosso namoro era uma mentira. Eu odiava ele e ele me odiava, mas ficávamos juntos pois, além de termos uma (estranha) forte química sexual, era muito interessante para nossos pais a união das famílias.

Levanto da cama e corro para o banheiro para tomar banho, sempre me sentia suja depois do sexo com ele, me sentia um pedaço de carne, exposta no açougue para aquele que oferecesse mais por mim. E quem tinha oferecido mais foi o Robin. Meus pais em momento algum me forçaram a manter relacionamento com ele, mas, pelo bem dos negócios, eu acabei me vendendo.

Entro debaixo do chuveiro e deixo a água molhar meu corpo e tirar os resquícios de que Robin tinha estado ali. Era inevitável não fazer comparações entre Robin e Emma, obviamente ela era melhor, afinal, com o Robin era apenas sexo e com a Emma era amor. Um amor que eu sentia muita falta.

Ela me completava tanto que chegava a transbordar.

Ficar com o Robin me trazia muitas preocupações com o meu corpo, preocupações que eu quase nunca tinha, como por exemplo o fato de ter que me abastecer com camisinhas e anticoncepcionais, além de ficar sem sexo durante meu período menstrual. Com a Emma, pelo menos ela ficava satisfeita, afinal minha boca e meus dedos ainda trabalhavam. Sorrio com as lembranças e saio do chuveiro, logo me enrolando em uma toalha.

Estava com o Robin há uns oito meses, mas a minha cabeça, e o meu coração, pertenciam a uma certa loira. Quando ele me beijava, eu procurava o sabor de seus lábios. Quando ele me apertava, eu queria sentir a maciez de suas mãos. Quando ele me estocava com seu membro, tudo que eu queria era os dedos de Emma, hábeis e suaves, dentro de mim.

Procuro uma roupa para vestir no canto do guarda roupa que era destinado a mim. Coloco uma calcinha bege de avó, feia, porém confortável, um shortinho folgado e a blusa que eu tinha roubado de Emma, com a estampa do Homem de Ferro. Eu amava aquela blusa, me trazia a sensação de que ela estava perto de mim.

Aquele seria um dia diferente para mim, pois, a pedido de meu tio Leopold, eu passaria algumas semanas dando aula na faculdade de Direito. Não, eu não sou formada em Direito, mas, como meu pai é um dos melhores do ramo, eu tinha aprendido bastante com ele e era mais capacitada do que muita gente formada por aí.

Eu queria muito saber se eu daria aula para a turma de Emma, mas não me deixaram ter acesso à lista de alunos. O quão irônico seria se eu chegasse lá e desse de cara com ela? Não queria nem imaginar.

– SQ –

Entro no carro e saio rumo à faculdade. Odiava chegar atrasada nos lugares, então saí com mais de uma hora de antecedência. Ligo o rádio e logo ouço a voz de Gilberto Gil invadindo as caixas de som.

“O amor da gente é como um grão, uma semente de ilusão, tem que morrer para germinar.”

É o quê, Gilberto? Penso comigo mesma. O rádio tem dessas, colocar uma música que se encaixa perfeitamente com o momento que a gente está vivendo. Meu amor com Emma era como um grão? Nosso amor teria que morrer para germinar?

“Não pense na separação, não despedace o coração, o verdadeiro amor é vão.”

Tinha sido o nosso amor em vão? Creio que não, nada naquele relacionamento poderia ter sido em vão, tinha sido muito intenso para ser em vão. Dirijo absorta em meus pensamentos, sendo embalada pela voz melódica de Gil. Maldita Bahia e sua máquina de poetas!

“Os meninos são todos sãos, os pecados são todos meus, Deus sabe a minha confissão, não há o que perdoar.”

– SQ –

O destino me odiava, com certeza. Sabe aquela lei que diz que quando algo tem que dar errado, vai dar e vai ser de forma que cause o maior estrago possível? Então, ali estava eu, dando aula para a minha ex-namorada. A cada vez que eu me virava para falar com a turma, nossos olhos se encontravam e travavam uma batalha silenciosa.

– Senhorita Swan, não sei se a senhorita já percebeu, mas estamos no meio da aula. – Emma estava usando o celular na aula. Porra, ela sabia o quanto eu odiava aquilo. – Se for algo importante, não me importo que a senhorita saia para se comunicar com quem quer que seja, apenas não faça esse tipo de coisa na minha sala de aula.

Ela fica vermelha, morta de vergonha, e seus colegas soltam risinhos e frases do tipo “mal chegou e a gostosa já te odeia”, coisas que eu já tinha aprendido a ignorar com maestria.

Assim que acabou o meu horário, eu desmontei o material e estava pronta para sair dali sem trocar alguma palavra com Emma, infelizmente, meu plano não deu certo e ela logo veio conversar comigo.

– Qual o seu problema comigo? – chega perguntando.

– Não entendi, senhorita Swan. – respondo, em um tom que demonstrava toda a indiferença que não me pertencia.

– Você só reclamou comigo, quando um monte de gente também estava usando o celular.

– Eles não me conhecem, você sim. – Reviro os olhos. – Você me conhece muito bem, a ponto de saber que eu odeio que usem celular em sala de aula.

– Não misture o que aconteceu fora de sala de aula com o que acontece aqui dentro, Regina. – Sua voz sai arrastada e eu tenho que lutar para manter a pose de professora durona.

– Primeiro que, para você, é senhorita Mills. – Ela solta uma risada de escárnio, mas não me permito parar. – Segundo que eu sou profissional o suficiente para não me envolver desse jeito.

– Se fosse profissional, nós não estaríamos aqui tendo essa conversa agora. – Levanta a sobrancelha como quem diz “eu estou certa e você está errada.”

– Me deixa em paz, Emma. – Reviro minha bolsa apenas para evitar contato visual com ela, se eu olhasse em seus olhos a coisa não seria boa.

– Não tem como eu te deixar em paz quando você não deixa a minha mente em paz. – Se aproxima de mim e eu mantenho a cabeça baixa.

– Você está invadindo o meu espaço pessoal...

– Para, Regina! – fala e eu sinto seu hálito quente em meu rosto. – Para de fingir que a gente não se conhece, para de fingir que a gente nunca teve nada, apenas pare com isso.

– É para o nosso próprio bem, você sabe disso. – Me afasto dela, ficando entre a mesa do professor e a parede.

– O que você sabe sobre o nosso próprio bem? Até onde eu sei, você terminou comigo para o nosso próprio bem e eu não sei quem se deu bem nessa história toda.

– Eu me dei bem. – Ouço ela gritar “o quê?” – Claro que eu me dei bem, deixei de ser corna.

– Pelo amor de Deus, você nunca foi corna. – Ela desce do tablado e passa as mãos pela cabeça, demonstrando nervoso. – Deixe de deturpar as coisas.

– Eu nunca fui corna? – dou uma risada irônica. Emma conseguia ser uma completa idiota quando queria. – Ah é, esqueci que beijar uma mulher na frente do nosso prédio não é traição.

Ela respira fundo e eu sei que está se controlando para não derrubar cadeiras no chão nem nada do tipo.

– Eu estava bêbada!

– E isso invalida a traição?

– Você e seu ciúme ridículo. – Dá um tapa no quadro e eu, instintivamente me encolho, ela perdia o controle muitas vezes. – Quantas vezes eu vou precisar te dizer que aquele beijo foi sem querer?

– Nenhuma vez, senhorita Swan. – Saio do canto em que estava e vou em direção à porta. – Você não deve mais nada a mim.

– Eu não te devo mais nada, mas te devo a verdade. – Diz. – Te devo a tranquilidade de saber que você foi o suficiente para mim.

– Eu nunca fui o suficiente, Swan. – Me recosto contra a porta, ficando de frente para ela. – Você nunca fez com que eu me sentisse o suficiente.

– Para com isso. Apenas pare com isso. – Novamente se aproxima e eu não tenho para onde sair. – Eu te amei com todas as minhas fibras.

– Se amou, não demonstrou.

– Qual tipo de demonstração você queria? – Se afasta mais uma vez. Ficando de costas para mim. – Você não acha que era o suficiente eu abdicar de meus amigos, minha família, tudo, para ir viver um sonho utópico com você?

– Você abdicou porque quis! Nunca te forcei a nada.

– Eu abdiquei por que eu te amo, merda. – Grita. – Eu te amo tanto que eu, mesmo tendo sido idiota da primeira vez, seria idiota de novo. Eu te amo tanto que estou disposta a esquecer tudo que aconteceu entre a gente, tudo de ruim, e me lembrar só das coisas boas. – Ela se vira para mim e eu vejo a dor em seus olhos. – Eu te amo a ponto de achar que é impossível viver sem você. Pois é, Regina Mills. Você não me ensinou a viver sem você e, do nada, me deixou. – ela solta uma risada fraca. – Pois é, você pulou fora do barco na primeira marolinha. E eu? Ah, eu fui obrigada a remar a favor da maré, apenas existindo, porque eu deixei de viver no dia em que você saiu por aquela porta com uma mala nas mãos.

– Eu... – eu não tinha o que dizer. Eu, pela primeira vez na vida, estava sem palavras. Aquela confissão de Emma tinha sido como uma facada no meu coração, me mostrando que eu não estava pronta para tê-la de novo em minha vida. – Me desculpe Emma, eu não posso.

Deixo ela sozinha na sala e luto contra as lágrimas que insistem em descer pelo meu rosto. Mantenho a cabeça baixa, para que nenhum aluno veja que eu estou chorando e corro em direção ao meu carro.

A teoria do Caos afirma que cada pequena coisa acontece porque precisa acontecer e, se não acontecesse, daria um rumo completamente diferente a cada história. Eu queria muito que, naquele dia em que nos conhecemos, eu não tivesse ido dar aula. Eu queria muito dar um rumo diferente à minha história. Eu queria muito não ter me apaixonado por ela. Eu queria muito deixar de amar Emma, mas, de acordo com a teoria do Caos, aquilo seria impossível.

Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida…
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca
da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida…

Notas finais
1) Robin apareceu para desespero geral da nação, mas algo me diz q ele vai embora rapidinho uhauaha 2) Poema de Cora Coralina, sobre destino, afinal essas duas e o destino né uhauahauha 3) Gostaram? Me digam suas opiniões. 4) AAaaaah, como vcs imaginam a Emma e a Regina? Tipo, fisicamente? Eu ontem fui procurar uma ft pra mostrar a vcs como eu imaginava, mas foi só eu largar "Lana Parrilla" no we heart it que eu comecei a chorar kkkkkkkkkkkk 5) Me sigam no twitter --> @aboutswen COMENTEMMMM!!!!!!!!!!