Entre o Amor e a Mentira
7 Capítulo Sete - O inicio dos sentimentos
Havia se passado dois anos e Kazume havia entrado para o Décimo Terceiro Esquadrão como Terceira Oficial. Agora sim estava uma moça, mas para Aizen ela já era uma mulher.
Não havia muitas coisas a fazer, apesar de seu posto ser um pouco alto. Já tinha terminado seu trabalho e foi ao escritório de seu taichou. O encontrou sentado no sofá tomando chá quente.
– Com-licença, Ukitake-taichou... – adentrou a sala um pouco receosa.
– Olá, Kazume-san! – alegrou-se e a recebeu com um sorriso. – Sente-se e me acompanhe!
– Ah... Obrigada... – sentou-se e aceitou o chá. Pegou-se distraidamente o olhando, parecia que ele tinha algo que a fazia ficar hipnotizada. Seu coração estava aos pulos e quando se deu conta do que fazia ficou nervosa.
Ukitake soltou uma risada diante da reação dela e, isso a deixou corada. Agora que havia percebido que seu coração estava batendo rápido demais. Sentia-se bem ao lado dela, e aquele dia em que a conheceu pela primeira vez não saía de sua mente.
– Nossa, foi ótimo ter me tornado uma Shinigami. – ela disse quebrando o silencio.
– Por quê? – interessou-se. Queria saber mais coisas sobre ela.
– Por que... Digamos que não tive uma infância muito legal. Não tem um dia se quer que eu não esteja feliz. Eu tenho o Sousuke-kun, amigos e além de tudo um ótimo taichou. – sorriu, envergonhada.
– Obrigado. – ficou mais envergonhado que ela.
Uma borboleta infernal adentrou a sala e pousou no dedo de Kazume que escutou o recado com atenção e avisou a ele que o Sotaichou estava a espera deles.
Rapidamente saíram da sala e se dirigiram ao Primeiro Esquadrão. Ukitake abriu a porta e os dois entraram, assustaram-se um pouco ao ver todos os taichous ali presentes.
– Que bom que chegaram. – disse Yamamoto. – Tenho uma coisa a anunciar...
– O que é Yama-jii? – Kyouraku estava curioso.
– Vou anunciar à nova Fukutaichou do Décimo terceiro Esquadrão. – redirecionou o olhar à Kazume. – Hitsugaya Kazume!
Kazume ficou abobada e Aizen mais ainda. Aquilo havia sido um choque e tanto para ele que nunca pensou que ela se tornaria uma fukutaichou. As missões desse nível eram perigosas demais.
– Sotaichou, acho que não seja uma boa idéia... – tentou protestar mais o Sotaichou já havia resolvido.
– Aizen-taichou, ela tem capacidade para isso e o esquadrão do Ukitake-taichou já está bastante tempo sem Fukutaichou.
– Mas... Tudo bem... – decidiu aceitar, que mal havia nisso?
O Sotaichou entregou a braçadeira de fukutaichou á ela e ordenou que colocasse em seu braço esquerdo, o que ela fez sem pestanejar. A reunião deu por encerrada e todos voltaram a seus postos.
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– Não achei que seria minha Fukutaichou. Foi uma surpresa pra mim. – disse Ukitake sentando-se no sofá em seu escritório.
– Ukitake-taichou...? – sentou-se a frente dele. – Acha que tenho capacidade para ser sua Fukutaichou? – estava insegura.
– Hai! – animou-se. – Não fique com essa cara, senão vou achar que não gosta de mim!
– Claro que gosto! – soltou espontaneamente.
Ukitake sorriu e redirecionou o olhar ao relógio e logo voltou o olhar a ela, o que considerou um erro. Seus olhares se encontraram inesperadamente. Percebeu que ela não fazia questão de desviar. Sem muito pensar foi se aproximando e quando viu seus lábios estavam colados.
Ela ficou meio desconsertada, mas retribuiu o beijo. Entreabria os lábios dando continuidade no que ele começou. Seu coração estava a mil e não sabia ao certo o que sentia, só sabia que não queria afastá-lo.
Ukitake cortou o beijo. Estava ofegante e sem graça, ele nunca foi disso, mas perto de Kazume ele nem conseguia pensar.
– Desculpe-me... Acho melhor ir para casa... – ele virou o rosto e levantou-se, indo até a janela de onde ficou a observar o céu até perceber que estava sozinho.
Fora da sala de seu taichou, a garota estava encostada na parede com a mão no peito. Queria que seu coração parasse de bater rápido e voltasse ao normal. Olhou para o céu e achou melhor ir para casa.
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Aizen estava a espera dela, sentado no sofá. Desde que ela entrou para o esquadrão tem sentindo-a distante. Ainda a via e a relação de ambos era a mesma, mas ele não queria dividi-la com ninguém.
Para sua felicidade, Kazume entrou em casa e o viu acordado. Estranhou, a essa hora ele estaria deitado.
– Ainda acordado? – aproximou-se dele e sentou-se ao seu lado.
– Sim, estava a sua espera. – respondeu meio sério. – Estava no esquadrão?
– Hai... — não podia contar a ele o ocorrido. – Vamos dormir?
– Vamos... – levantou-se e foi para seu quarto sem ao menos desejar “Boa Noite”.
Kazume ficou incomodada com aquela atitude, mas ele tinha razão de estar chateado. Deitou-se no sofá e apoiou a cabeça nos braços. Passou a fitar o teto sem tirar a cena do beijo da cabeça.
Seus pensamentos estava bagunçados e confusos demais para que conseguisse entender algo, mas tinha certeza que seu coração acelerava por seu taichou.
CONTINUA...
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