Entre o Amor e a Mentira
8 Capítulo Oito - Assumindo Sentimentos
Aizen aquela manhã estava sério, ainda estava chateado pela atitude de Kazume ontem. Não custava nada ela ter avisado que iria se atrasar. Sentiu os braços dela o enlaçarem e aquela sensação de raiva foi se esvairando.
– Desculpe-me por ontem, Sousuke-kun... – o soltou e foi para frente dele.
– Tudo bem, Kazume-san... – sorriu enquanto acariciava o rosto da jovem.
– Bem, vou indo se não vou me atrasar! Jaa nee! – saiu correndo de casa.
– Você não percebe, mas se distanciou, Kazume-san... – saiu de casa e foi para o esquadrão.
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Kazume chegou a sala e viu seu taichou com uma péssima cara.
– Tudo bem, Ukitake-taichou? – aproximou-se dele, preocupada.
– Mais ou menos... Kazume-san, pode me levar pra casa? – levantou-se usando a mesa como apoio.
– Claro!
Saíram da sala com ela o levando pela mão. Ukitake fazia um grande esforço para não desmaiar, não queria deixá-la preocupada. A casa onde morava estava perto, então apertaram o passo. Ukitake abriu a porta e entrou em casa livrando-se do haori e, deitou-se no futon.
Kazume fechou a porta e sentou-se ao lado dele, com as pernas cruzadas. Estava preocupada, nunca tinha o visto daquele jeito, mas sempre soube que a saúde dele estava mais fraca esses dias.
Ficou vendo-o dormir e sorriu encantada com a beleza dele. Seu coração falhou uma batida do nada. Levou a mão à franja dele e a afastou, o que o fez acordar.
– Desculpe-me, não queria acordá-lo... – murmurou o pedido ainda encantada com a beleza dele.
– Tudo bem. – sorriu.
– Está melhor? – se sentiu sem graça ali, com os olhos dele sobre ela.
– Sim, obrigado. – sorriu novamente.
– Ukitake-san, eu queria falar algo para você... – envergonhou-se.
– O que é? – estava curioso.
– Eu... Amo-te... – seu coração acelerou e abaixou a cabeça.
Ukitake ficou estático e um pouco assustado. Também a amava, mas nunca achou que ela falaria isso assim abertamente. Sentou-se no futon e segurou o rosto dela entre as mãos, a obrigando a sustentar o olhar dele. Seus lábios foram de encontro aos dela, iniciando um beijo lento.
Imediatamente, Kazume correspondeu aprofundando o beijo. Seu corpo foi empurrado para o futon, enquanto Ukitake ficava por cima dela. As mãos dele puxavam o laço de seu Shuhakushou deixando a parte de cima livre.
Cortaram o beijo por falta de ar, deixando seus olhos dançarem nos do outro.
– Kazume-san, eu não... – Ukitake não queria que a primeira vez deles fossem daquela maneira, tão rápida assim.
– Eu também não... – acariciou o rosto dele e sorriu. – Bem, acho melhor ir para o Esquadrão...
– Então, eu... – ele iria junto, mas ela protestou.
– Vai ficar aqui!
– Mas... – viu que não daria para discutir e aceitou, até por que não estava tão bem assim. Saiu de cima dela e deitou-se novamente no futon.
Kazume levantou-se e se arrumou. Deu um beijo rápido nele e logo saiu da casa.
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Nunca imaginou que teria tanto trabalho. Sem seu amado taichou ali, estava sendo difícil tomar conta de um Esquadrão tão grande. Estava muito cansada e com um pouco de dor de cabeça. A única coisa que queria era cair na cama e dormir bastante.
– Kazume-san? – da porta, Aizen a encarava com um brilho de ódio nos olhos.
– Sousuke-kun? – elevou o olhar a ele e sorriu um pouco forçado.
– Onde está seu taichou? – aquele tom foi irônico e ela não gostou nada daquilo.
– Que tom é esse, Sousuke-kun? – levantou-se o encarando séria. – Por que está falando desse jeito comigo? – aproximou-se dele ainda sustentando o olhar sério.
– Por nada. Já está tarde, não irá para casa? – tentou esconder o ódio e o ciúme.
– Iie. – respondeu ainda séria. – Vou ver o Ukitake-san.
– Não demore, Kazume. – saiu da sala pisando duro.
Kazume também saiu da sala de seu Esquadrão e foi para casa de Ukitake. Como ele ainda não estava bem, acabou dormindo por lá com ele.
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Aizen observava a pálida lua no céu sentindo uma raiva percorrer seu corpo. Não estava disposto a perdê-la assim tão facilmente, mas para ter sucesso em seu plano precisaria de ajuda. E já sabia de quem viria essa ajuda...
CONTINUA...
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