Entre o Amor e a Espada

12 Capítulo 12 CRIME E CASTIGO...


Notas iniciais
***Poesia que abre o capítulo é de Elizabeth Misciasci!

E me vejo só e calada.
Destituída da presença física,
Que fere e corta de forma profunda.

O que sangrando não se apaga...
Fica a chama do perigo...
Que sobrevivendo entre o vazio e o “não”
É o meu maior castigo.

O mar de corpos que violava o seu agia sob as ordens do homem que era seu marido. Saga, o galante, o inteligente, o divertido...

Enquanto sentia a invasão dos falos, a dor e a humilhação levavam sua mente ao passado, ao dia em que o belo cônsul a tomara como esposa.

Um acordo entre as famílias, uma cerimônia simples, uma vida nova como mulher de um cônsul, submetida ao poder masculino passado do pai para o marido.

Não gostava de homens, mas amava o luxo e o conforto. Seu nome derivava da própria deusa Juno e, desde muito pequena, ouvira sua mãe dizer: compreenda June que o amor e o casamento não são consequências um do outro, e que apesar de necessário o casamento não é um prazer, mas um dever! O mundo, para as mulheres, é como um imenso falo procurando saciar-se em vaginas e ânus. Pegue-o, afague-o e aprenda a fazê-lo gozar... O poder de uma mulher, minha filha, é o ardil secreto de seu corpo e a sagacidade de sua mente...

Saga era rico e de uma família tradicional e respeitada em toda a Roma. A união entre as duas casas livrara seu pai da ruína completa e, no final, seu casamento não fora um ato tão desagradável.

Diferente dos outros homens, Saga apreciava as conversas e valorizava o fato de ela ser instruída. Generoso, quando uma tragédia se abatera sobre a sua família, ele deixara que os filhos de sua falecida irmã fossem instruídos em Gemini e os considerava como se fossem seus sobrinhos de sangue.

Aprendeu a amá-lo e a gostar da vida farta. Queria impressioná-lo, ser a mulher de seus sonhos... Então, um dia descobriu que era impossível de acontecer. Saga jamais a amaria, porque seu coração já pertencia à outra pessoa. Inicialmente, achava ser uma mulher e cuidava em todas as festas para descobrir quem seria a vadia. Mandava segui-lo, vigiava suas correspondências...

Um belo dia, a verdade descortinou-se em frente aos seus olhos e seu mundo desmoronou. O grande amor de Saga era... Kanon, seu irmão gêmeo, o homem que a olhara no dia do seu casamento e dissera: “Sei que não ama meu irmão. Mas, aprenda a amá-lo e faça-o feliz.” Aquele arrogante tinha o olhar mais afiado que ela conhecera. Era uma versão mais bruta de Saga e não confiava nela... Jamais poderia competir com ele!

Ainda lembrava-se da cena presenciada em uma das madrugadas em que o marido não a procurara. Pé ante pé, ela ouvira gemidos baixos no quarto onde ele repousava.

Saga tocava seu membro por cima do tecido e seu corpo estremecia. Umedecia os lábios entreabertos, enquanto descia a mão, lentamente, passando pelo pescoço, parando um pouco no peito que subia e descia mais rápido com a respiração entrecortada...

Viu, mesmo de longe, que a face dele se contorcia em um prazer sofrido, enquanto sua mão começava a deslizar pelo falo rijo, realizando um movimento de vai e vem sobre a extensão pulsante.

De seus lábios, um gemido baixo, escapou, seguido do nome de Kanon e ele aumentou a fricção sobre o membro, enquanto apertava seus mamilos com força. Após algum tempo, que lhe pareceu uma eternidade, viu-o lançar a cabeça para trás e contorcer o corpo num espasmo forte.

Mesmo mordendo o lábio, ele não conseguiu evitar escapar, mais uma vez, o nome de Kanon expelindo seu prazer com fúria...

Ele ainda ficara um tempo movendo a mão sobre o membro para cima e para baixo, agora em um ritmo mais lento. Seu corpo estava amolecido e os olhos se fecharam como se estivessem inchados. Sua respiração ainda estava ofegante, quando pareceu dar-se conta que estava sendo observado por um par de olhos.

Ela permanecera nas sombras, deixando-o pensar que estava sozinho. Em sua mente, fervilhava o fato de Saga desejar tanto assim o irmão. Ainda bem que Kanon passava envolvido em campanhas militares e ela teria tempo de conquistar se marido.

A partir daquele dia, buscara aprender as artimanhas da sedução. Escravas e escravos, cortesãs e estrangeiros que podiam mostrar-lhe todas as facetas e caminhos do sexo. Buscou e usou de tudo para satisfazer Saga na cama. Até o maldito dia em que Kanon retornou...

E ali estava ela, pagando o preço pelo engano, tendo todas as suas esperanças dilaceradas, assim como a sua vida. Seu corpo era sacudido pelas estocadas e pelos toques ásperos das mãos ávidas. Nada seria como antes e seu futuro estava arruinado. Que os deuses acabassem com ela logo, que a levassem dali! Até os Subterrâneos era melhor que ser fodida por aqueles imundos...

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Saga andava de um lado a outro do aposento sob o olhar franzido de Kanon e a presença constrangida de Aiolia. Camus permanecia em silêncio. Entendia os sentimentos de Saga, embora jamais concordasse que um ser humano por pior que fosse, merecesse um ato cruel como a violação.

—Bem, o primeiro passo é tirar essa gente da nossa casa. Depois acertaremos as contas com June. Vou cuidar disso. – disse Kanon.

O olhar de Saga estava atormentado. Ele virou-se para o irmão e Kanon viu que havia um fundo de dor mesclado com a raiva e ele sabia o porquê. Saga era um homem gentil com uma mente visionária. Sempre via o melhor nas pessoas e acreditava no ser humano. Ceder à raiva custava parte de sua alma...

— Não, irmão. Eu mesmo faço isso. Camus, chame os outros servos e traga-os de volta para o salão. A limpeza tem de começar já. Aiolia, desculpe-me em fazê-lo presenciar tudo isso. Eu não imaginava que seria tão... constrangedor.

— Não se preocupe com isso, cônsul. Já presenciei cenas piores. Estou aqui para ajudar. – falou Aiolia e Saga agradeceu, tocando-o no ombro.

— Saga, eu sei que tudo isso é muito difícil. Deixe-me ajudá-lo. – falou Kanon.

Saga sorriu em meio ao amargor que sentia subir por sua garganta.

— Você é um guerreiro nato e já lutou bastante tempo, meu irmão. Então, deve saber que algumas batalhas, um homem deve lutar sozinho.

Ditas as palavras, Saga voltou ao salão e dispersou a horda dos homens que se amontoava para ter sua segunda vez com a domina. Olhou para a mulher, nua e machucada. June se encolheu e tateou a procura de qualquer coisa para cobrir seu corpo. Seus lábios cortados e seu corpo inteiro tremiam. Os cabelos longos e descabelados caíam pela face, encobrindo os olhos que antes brilhavam de luxúria e orgulho.

Saga abaixou-se e pegou uma túnica abandonada. Ainda havia pessoas se levantando e se arrastando pelo chão. Bebida e comida farta se misturavam ao cheiro do sexo e do suor ocre dos corpos. A cada escravo que surgia para a limpeza, Saga ordenava que conduzissem os nobres para fora de sua casa.

— Vista isso. Shina vai ajudá-la a se lavar. — disse Saga estendendo uma túnica para June.

June elevou os olhos. Seu rosto estava banhado em lágrimas, mas seu olhar voltara a ser altivo e raivoso ao ouvir a voz de Saga.

— O que pretende fazer comigo? – perguntou ela com a voz enrouquecida.

— Limpe-se e aguarde em seus aposentos. Eu irei até você. – respondeu Saga e deu às costas à mulher.

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Shina havia recolhido todas as ânforas de vinho especial e despejado os restos nos fundos da cozinha em uma vala especial que carregava os detritos da domus para fora. Sempre que um nobre terminava o vinho, ela recolhia e cuidava para ver se não havia sobrado restos nas taças. Tudo, cuidadosamente, instruído por Afrodite que jamais deixava rastros das suas ações.

Quando Hades surgiu desorientado e nu, ela o levara até o atrium e lá, escravos o vestiram e o colocaram do lado de fora da domus onde um de seus servos já estava esperando, como era de praxe.

O que será que tinha acontecido ao homem que era considerado um deus? Pensou ela, enquanto notava o olhar do dominus sobre si. Entretanto, mesmo assim continuou a ajudar Hades e não presenciou o resultado das ordens que ele dera, em alto e bom som, aos gladiadores.

Agora, enquanto devaneava sobre tudo que havia acontecido, ouviu quando um dos escravos veio chamá-la para ajudar a domina e congelou tomada pela ansiedade e medo. No caminho encontrou Afrodite que disse calmo e direto:

— Aja como se nada tivesse acontecido. Somos escravos à serviço da domina. Nem ela vai se lembrar direito do que aconteceu e, depois de ser flagrada fodendo com deus e o mundo, tudo o que ela disser não será apreciado pelo dominus como algo digno de confiança.

— E-Ele mandou os gladiadores... eles... eles violentaram ela, Afrodite. Eu sei que ela é cruel, mas... – gaguejou Shina.

— Ah, aquilo...? Bem, foi um típico gesto de um dominus macho ultrajado, minha cara. Pense que ela faria o mesmo com você, o animalzinho de estimação dela, e acharia o máximo do entretenimento. Não sou adepto da crueldade, mas como diz o ditado: “diversos paus no rabo dos outros é diversão, no nosso, é estupro”. Domina experimentou o outro lado da moeda. Espero que aprenda, ou melhor, acho muito difícil isso acontecer... Aquela ali é cobra criada travestida de camaleão! Agora vá e ajude a pobre víbora sem dizer uma só palavra.

— E se o dominus desconfiar de alguma coisa? O que eu vou dizer?

— Ninguém vai perguntar sobre os detalhes de um bacanal a uma escrava, Shina. — disse Afrodite como se estivesse acalmando uma criança. — Domina terá que arcar com mais esta... responsabilidade. Quando eu terminar aqui, vou ajudá-la, está bem?

— Sim. – respondeu Shina com menos medo ao ver a tranquilidade do belo escravo. Afrodite tinha mesmo um poder e uma tranquilidade invejáveis... Parecia até um nobre.

Quando Shina retornou ao salão, a limpeza já havia começado. June permanecia encolhida, seu corpo estremecendo como se estivesse com frio.

— Venha, domina. Seu marido ordenou que a ajudasse. – disse Shina.

June encarou-a com uma expressão meio alucinada. Não parecia a mulher altiva e segura que adorava os mandos e desmandos. Não disse nenhuma palavra, apenas aceitou a ajuda gemendo de dor, quando tentou levantar-se.

— Hades... você o viu? Ele ainda está aqui? – perguntou June à escrava.

— Ele já foi, domina. Eu mesma o coloquei nas mãos de seu servo.

— Ótimo... boa menina. Eu sempre disse que você era esperta, não disse?

— Sim, domina.

— Saga vai acabar me agradecendo... Depois de hoje, por bem ou por mal, seremos os favoritos. – disse June caminhando com extrema dificuldade.

No caminho para a sala de banho, as duas encontraram Afrodite que, prontamente, se ofereceu para ajudá-las. Com um brilho nos olhos, ele olhou para June com um pote nas mãos e disse com uma expressão solidária:

— Trouxe um unguento poderosíssimo para hematomas e machucados. Arde um pouquinho, mas deixará a domina nova em folha!

Minutos depois, June cerrava os dentes para não gritar, mas era um esforço em vão. Apesar de estar dizendo a verdade, Afrodite só esquecera de avisar que o poderoso remédio possuía uma especiaria chamada piperis nigrum que fazia a pele arder de tal modo, que parecia o famoso fogo grego.

June gritou, Shina apiedou-se e Afrodite... fingiu compadecer-se do sofrimento de sua domina, quando internamente pensava: Quem tem pena, morre depenado...Algo me diz que a víbora ainda vai permanecer entre nós. Apolo me ilumine e guarde!

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Aiolia arranjou uma desculpa esfarrapada de verificar como eram construídas as estruturas subterrâneas da domus e acompanhou Camus até as celas dos gladiadores. Ao chegar, viu que todos estavam no pátio e em grupo, conversando, animadamente, sobre o que acontecera aos nobres e a chegada de seus senhores. Mas, como ele havia previsto, o jovem cujos cabelos tinham uma coloração estranha, mantinha-se sentado à parte e parecia estar ausente.

Pensou no que dizer para aproximar-se, mas não lhe ocorria nada. Então, como se lesse seu pensamento, Mu olhou na sua direção e ficou um tempo, encarando-o. Depois tornou a fazer o que já estava fazendo, ou seja, olhar para o nada...

Aiolia estancou, depois resolveu que, mesmo parecendo estranho, iria ao menos ouvir a voz daquele homem que o atraía de um modo inusitado. Afinal, era um centurião romano, um homem que já vira a morte de perto muitas e muitas vezes.

— Olá, eu sou Aiolia, amigo e subordinado de Kanon. – disse o jovem oficial estendendo a mão.

— Eu sou Mu, um simples escravo da casa de Gemini. – respondeu Mu aceitando o aperto de mão daquele belo homem que chamara a sua atenção há dias atrás.

— Eu percebi sua luta, vejo que possui uma técnica peculiar, algo que jamais vi em um gladiador. Entretanto, também constatei que não gosta de ser um gladiador.

Mu observou o olhar de Aiolia e sorriu. Foi algo espontâneo e inesperado, mas que de certa forma, surpreendeu o centurião.

— Tem uma rara sensibilidade para um oficial romano. Também percebo que suas tendências não se voltam, apenas, para a batalha, mas para algo mais... construtivo.

Foi a vez de Aiolia sorrir. Surpreendeu-se com a colocação de Mu e ainda mais em sentir que ele dissera aquilo com certo orgulho.

— Você é uma espécie de oráculo?

— Não, apenas mantenho os ouvidos bem abertos. As paredes e os corredores de uma domus sussurram informações bem interessantes. – respondeu Mu.

Os dois riram e aquele momento tornou-se perfeito para mais conversas que se estenderam e sinalizaram que ambos tinham muito em comum.

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Enquanto as conversas se generalizavam, Camus foi ao encontro de Milo que, habilmente, o levou para a sua cela. Porém, quando o gladiador o puxou para si, sentiu que Camus o olhava de cima a baixo com uma expressão séria e desconfortável.

— O que foi? – perguntou Milo vendo que Camus resistia aos seus avanços.

— Você... Eu sei que é irracional, mas vê-lo vestido assim... Quer dizer, nem vestido você está! Eu vi Hades saindo daquele jeito e...

Camus não conseguia se expressar com muita clareza, o que fez Milo pegá-lo pelo queixo e forçá-lo a olhá-lo dentro dos olhos.

— Está com ciúmes, ruivo?

Camus franziu o cenho com a pergunta direta. Ciúmes? Claro que não era ciúmes! Não podia ser ciúmes, afinal, eram escravos e obedeciam ordens. Se Milo fosse obrigado a foder com Hades, não havia nada a fazer. Ou havia? Ele podia recusar! Podia... fingir-se de morto. Podia... fingir uma doença grave. Não, não podia! Seja sensato, Camus! Certo, seria sensato e racional. Então, porque se sentia corroer por dentro como se tivesse bebido vinagre misturado com fel?

— Não é ciúmes eu...

Rindo, Milo pegou o rosto de Camus com as duas mãos.

— Não fodi com Hades e essa roupa estilo putinho do Imperador foi ideia do Afrodite para que o nosso plano desse certo. Meu corpo e meu coração são só seus, ruivo. – disse ele, erguendo-lhe o rosto antes de cobrir sua boca com os lábios firmes e sedentos.

A emoção pulsou no estômago de Camus. O olhar firme de Milo, somado à fúria do beijo o deixou sem ter o que dizer. Os argumentos de Milo não eram palavras, eram ação. Precisava daquilo. Da força poderosa do sentimento expresso por Milo. Só ele fazia calar a razão que batalhava com suas emoções, fazendo evanescer a frieza e a couraça sempre prontas a defendê-lo e isolá-lo do exacerbamento da sua paixão...

Camus entregou-se, abriu os lábios e seu corpo tremeu. Milo o puxou mais para perto, flexionando-o para trás para que seus quadris se encaixassem...

O gladiador estava rijo, quente, provocador e... muito excitado. Com aquele tapa- sexo minúsculo, Camus sentiu-se arder ao perceber a ereção de Milo escapando e tocando o seu corpo. As mãos do gladiador desciam por suas costas, cobrindo lentamente cada vértebra e o ruivo deleitou-se com o corpo fundindo-se ao dele, o peito de Milo colado ao seu, a vibração da pele e da respiração forte inundando seus sentidos...

A boca de Camus buscava a de Milo, seus lábios pediam mais e suas mãos apertavam os braços musculosos. Deixando-se levar pelo desejo, tomou a iniciativa e encostou Milo na parede, roçando os lábios na boca entreaberta, enfiando a língua dentro da boca quente, devorando-o, fazendo a cabeça rodar e o corpo latejar de tanto desejo.

Sentia uma vontade insana de provar que Milo era seu e mesmo que sua mente afirmasse que não se podia possuir o outro, que tudo aquilo era uma loucura absurda, ainda assim, naquele momento, era o que o seu coração e as suas entranhas desejavam...

Milo estranhou, gostou e se entregou, querendo mais, ansiando pelas mãos do ruivo em si... Sorrindo ao vê-lo tentar dominar seu corpo e gostando dos efeitos que essa inovação provocava.

Sentindo toda a ânsia do outro, Camus foi abaixando o corpo e desceu, buscando, com os lábios a ereção de Milo. Depois, tomando o falo entre as mãos, colocou-o todo na boca quente, criando um ritmo forte e cadenciado, fazendo o gladiador gemer e exultar com o ato inesperado.

Camus continuou, roçando a língua em toda a extensão do falo rijo, molhando-o com a saliva e depois sugando, levando-o nas profundezas de sua garganta. Temia ser um tanto desajeitado, mas ainda assim queria fazer aquilo, devolver o prazer que tantas vezes Milo havia lhe dado.

Milo gemia e segurava o rosto do ruivo, perdendo o controle dos movimentos do corpo. Movia os quadris, fodendo a boca que o fazia perder todo o senso, sentindo a pressão em sua virilha, o calor, a umidade, Camus...

O clímax veio, arrasando qualquer noção do que quer que fosse e Milo derramou-se na boca do outro, soltando um gemido alto e abafado. Camus sorveu todo o gozo, impregnando-se do gosto e do cheiro, sentindo prazer em ver a expressão lânguida e, ao mesmo tempo, surpresa de Milo.

Devagar, Camus levantou-se e foi puxado de encontro a boca sedenta do gladiador, a língua buscando a sua, o corpo ainda quente e convulso do prazer arrasador...

Camus continuou no comando e puxou Milo para si, abraçando-o, imprimindo o corpo dele no seu, beijando-o devagar, sentindo um prazer agudo em introduzir a língua na boca trêmula e depois retirá-la, iniciando um delicioso jogo de sedução.

— Prove que é meu...!— murmurou Camus, abandonando os lábios de Milo para morder de leve o lóbulo da orelha e depois descer ao pescoço, até capturar um mamilo com a boca, beijando e sugando devagar, até senti-lo túrgido...

— Sou seu, ruivo... faça o que quiser...— gemeu Milo.

Quando o viu fechar os olhos, em profundo abandono, Camus sorriu e deslizou a mão pelo interior de suas coxas, até encontrar o membro excitado e acariciá-lo, enquanto voltava a beijá-lo... As línguas se tocaram e se retraíram, arrancando gemidos roucos de ambos, voltando a sinalizar que desejavam mais um do outro.

O corpo de Milo movia-se, sob as mãos macias e sensuais de Camus, o tapa-sexo parecendo implorar para ser arrancado de uma vez...

Camus... – gemeu, Milo enquanto o ruivo continuava a acariciá-lo por baixo da pequena peça de couro, intensa e lentamente.

Ainda não... — Camus murmurou em seu ouvido, enquanto apertava a ereção ostensiva que se movia de encontro à sua mão.

Milo arrepiou-se, os mamilos endureceram quando Camus, por fim tirou-lhe a minúscula peça e o fez deitar na cama, tomando um dos mamilos entre os dentes, enquanto continuava acariciando seu falo com determinada força e pressão. Após despi-lo, Camus deslizou por cima dele, roçando o corpo vestido na pele nua.

— Camus... Quero te sentir também... — implorou Milo, mal conseguindo respirar.

Sorrindo, o ruivo tirou a roupa com uma fluidez de movimentos, fazendo da ação algo tão natural que Milo também sorriu e suspirou, antevendo o que viria. Porém, maldosamente, Camus deitou-se sobre o corpo de Milo e prendeu seus braços sobre a cabeça, enquanto se esfregava nele, ondulando os quadris de forma que ambas as ereções pulsavam e se tocavam de um jeito enlouquecedor.

— Gosta disso... – perguntou Camus, enquanto continuava com os movimentos.

Milo gemeu sua concordância, enquanto Camus lambia e chupava seu pescoço em uma dança alucinante, acariciando, pressionando, tomando posse...

Um sorriso deliciado escapou dos lábios arfantes de Milo e ele tocou o rosto de Camus com suavidade, perdendo-se naqueles olhos azuis que conheciam as profundezas de sua alma e naquela boca que lhe dissera verdades, o incentivara a aprender e atiçava como ninguém, os anseios do seu corpo.

Viu-o sentar sobre os seus quadris e esfregar-se sobre o seu falo que pulsava ensandecidamente. Gemeu, cedendo àquele apelo e também arqueando o corpo para sentir o contato íntimo que se estabelecia entre os dois pontos de prazer.

Camus desceu os lábios pelo seu pescoço, a ponta da língua surgindo e lambendo a pele que se arrepiava com aquele contato, percorrendo o caminho até seu peito nu, e provando-o com avidez e saudade... Acolheu a pele ardente em sua boca, beijando e chupando os mamilos, de um jeito aliciante, alternando língua e dentes, do jeito que fazia Milo gemer daquele modo delicioso.

A mão de Milo pousou na cabeça do amante, seus dedos se enredaram por entre seus cabelos, numa carícia permeada pela paixão, até que ele o agarrou e puxou, de leve, sussurrando baixo:

— Camus... Não... me torture... Você... Ahhhhhh...

O ruivo não o deixou concluir. Deslizou com agilidade para entre as pernas de Milo e buscou o falo túrgido, abrindo bem a boca para acolhê-lo o mais profundamente, quanto podia deixando que ele penetrasse entre os seus lábios e sentisse o calor da sua boca engolindo-o com gosto, novamente...

Milo arfou e fechou os olhos, ouvindo Camus gemer baixinho, um som que emergia do fundo da garganta, enquanto subia e descia a boca e a língua pela sua ereção.

Quando sentiu que o gladiador se contorcia e tentava pará-lo, Camus parou a felação e tomou o membro ereto em suas mãos, olhando-o de um jeito malicioso e acariciando-o com verdadeira devoção.

Adorava tocá-lo, chupá-lo, tê-lo dentro de si... Passou os dedos nos lábios entreabertos de Milo e posicionou-se, abrindo os joelhos e roçando o falo túrgido e molhado de saliva em sua entrada. O gladiador lambeu os dedos e penetrou-o com eles, preparando-o, sentindo o aperto da cavidade que se oferecia a ele e gemeu, quase em transe.

Camus arqueou o corpo e se moveu, aprofundando o toque, antevendo o prazer de ter o amante dentro de si. Depois, olhou-o com tanta luxúria que Milo retirou os dedos e posicionou o falo para penetrá-lo. O ruivo se agachou sobre ele e roçou as nádegas em seu membro ereto.

Depois, percebendo que Milo sentia uma excitação tão urgente que o fazia estremecer, enterrou-se por completo, arrancando um gemido alto do outro e sentindo-o pulsar forte, duro e cheio de vigor dentro de seu corpo.

Os músculos do ventre de Milo estavam contraídos, os mamilos rijos despontando na pele suada, a respiração ofegante... Os dois se olharam e sorriram, antes de Camus deitar-se sobre ele e buscar os lábios para mais um beijo lento, molhado, intercalado de gemidos e sussurros que se misturaram ao movimento ondulante dos corpos.

As coxas roliças e alvas se moviam com maestria sobre as de Milo, fazendo a boca entreaberta do amante, ceder espaço para gemidos desenfreados e mordidas cheias de luxúria.

O subir e descer do corpo sobre o falo túrgido arrancava tremores e as mãos fortes de Milo apertavam-se sobre as coxas de Camus, aprofundando a penetração, deixando as marcas dos dedos, enquanto a boca ávida demorava-se no pescoço e nos mamilos, sentindo o gosto da pele salgada, da saliva...

Camus gemeu alto, quando se sentiu tocado fundo do corpo, ao mesmo tempo em que os dentes alvos de Milo mordiscavam a curva do seu pescoço e ele se esfregava com frenesi em seu falo gotejante de excitação. A possessão prazerosa fazendo-os se agarrar um no outro, com loucura e desespero.

Os movimentos ficaram mais rápidos e veementes, ambos gemiam cada vez mais alto e os corpos se chocavam num embate desvairado de paixão e êxtase.

Os quadris moviam-se no ritmo sôfrego que antevia os tremores do gozo, fazendo Camus sentir a masculinidade do amante apropriando-se das profundezas de seu corpo e Milo penetrando aquele corpo que era a sua redenção e a sua vida.

O suor cobria seus corpos, em minúsculas gotas, a respiração não tinha mais controle, anunciando que a loucura que os acometia estava próxima do clímax...

Camus gritou o nome do amante... Seu corpo arqueou, violentamente, quando o orgasmo explodiu quente e abundante no tórax de Milo. Ao estremecer, convulso, contraiu-se em torno do membro ereto que estava mergulhado dentro de si e deixou-se possuir pela avidez do prazer ardente.

Ao sentir-se tragado, Milo também gozou, envolvido pelo delicioso aperto da cavidade que o massageava, estreitando-se em torno de seu falo, enlouquecendo-o de um gozo delirante que o fez estocar mais fundo e rápido, derramando-se dentro de Camus...

Camus!— gritou Milo ondulando os quadris e projetando-os para cima, sentindo seu sêmen preenchendo o amante e buscando a boca entreaberta para sorver os ofegos e gemidos...

Sacudido por aquele clímax intenso e perturbador, Camus desabou sua cabeça sobre o corpo de Milo. O gladiador acariciou-o nas costas e nos cabelos molhados de suor. Permaneceram unidos por um tempo, até Milo sair de dentro de Camus e estreitá-lo em seus braços, beijando-o com sua paixão explícita e voraz.

Camus sorriu em meio ao beijo e adormeceu, quase de imediato, ouvindo Milo sussurrar algo baixinho que ele não ouviu, mas sentiu-se feliz de tal maneira que nada poderia tirar a sensação prazerosa de seu peito.

Sou seu ruivo, somente seu... A frase enroscou-se no abraço de ambos os corpos e os dois adormeceram, mesmo que ainda tivessem muito a esclarecer e conversar...

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June estava recostada na cama. Seu corpo fora lavado, mas ela ainda se sentia suja e dolorida. O unguento que Afrodite trouxera era ardido ao extremo, mas passado o mal estar, ela podia sentir uma melhora considerável e até seus pensamentos pareciam mais organizados, embora houvesse lacunas que ela não conseguia preencher.

Saga entrou no aposento. Sua expressão era séria e zangada, mas não como antes. Um estranho silêncio pairou no ar.

— Eu me pergunto o porquê de tudo isso e ainda não consigo entender. – disse ele quebrando o silêncio.

Ah, o macho ultrajado em sua imaculada honra... Eles nunca entendem... Pensou June, enquanto permanecia muda e com os olhos fixos no marido.

— Tudo o que eu fiz, foi para assegurar nossa hegemonia. Gemini será a única ludus na grande inauguração. – disse June.

— Está me dizendo que transformou nossa casa em um antro de libertinagem para que Hades nos favorecesse?

A voz de Saga vibrava de fúria. Ele balançou a cabeça num ato de negação e tornou a olhar para June com tanto julgamento no olhar que ela sentiu-se, novamente, violada.

— Quem é você?— inquiriu ele. – Como pude ser tão cego? Você me envenenou, me enganou e ainda diz que fez tudo por Gemini?

— Sim, eu fiz! Você é crédulo em demasia e ingênuo em acreditar que Hades é imparcial! Ele fode com Minos e mesmo que isso pareça inofensivo, eu sinto que existe algo mais entre os dois. É só uma questão de tempo para as partes baixas determinarem as preferências! Eu precisava ter um trunfo sobre ele e consegui! Você pode me escorraçar, pode me bater, mas a verdade é que Hades está em nossas mãos e Gemini será tão grande ou até maior que a Ludus Maxima!

— Não, a verdade é que Gemini já é expressiva e forte devido aos homens que lutam por ela! Não é você, nem seus ardis e nem mesmo Hades que atestam o poder da ludus. É a força, a honra e a irmandade que conseguimos construir!

Estava tudo acabado. Mesmo que Saga ainda não tivesse dito, ela sabia. Acabara para ela...

June elevou os olhos sem qualquer emoção. Saga podia falar, se enfurecer, bater nela mais uma vez, qualquer coisa... Que fosse homem e acabasse com o suplício de uma vez!

Saga inspirou fundo.

— Não vou escorraçá-la, nem pedir a separação. Se há uma coisa que devo agradecer a você, é o fato que aprendi certas coisas com tudo isso. A sociedade romana é moralista e rígida. No entanto, se compraz na devassidão, na arte de subjugar e na dissimulação quando lhe é conveniente. Se eu repudiá-la, só sobrará a mendicância, a prostituição ou o roubo para que consiga sobreviver. Isso se o senado não exigir que eu a puna, exemplarmente, com chicotadas em praça pública para alertar sobre o que acontece com uma adúltera. Todos nós sabemos que isso é a hipocrisia institucionalizada pela civilização, não é mesmo? Por tudo isso, tenho uma proposta a lhe fazer.

Com os olhos arregalados, June ajeitou-se na cama e encarou Saga.

— Uma proposta?

— Sim. Faremos de conta que nada disso aconteceu. Para todos os efeitos, você continua sendo minha mulher, a domina. No entanto, será apenas uma fachada. Eu e Kanon assumiremos o controle de tudo. Aqui, você permanecerá confinada aos seus aposentos. Pode tomar sol ou sair uma vez na semana, sempre acompanhada por dois servos da minha confiança. Terá roupa, comida e algum entretenimento como a leitura ou o bordado. Não terá nenhum servo em particular e está proibida de pedir favores ou emitir ordens, sejam quais forem. Todos os servos desta casa serão informados da sua situação, portanto não conte com aliados para continuar os seus joguinhos de poder.

Ah. June sentiu os lábios sorrirem ligeiramente. Era uma autodefesa e um entendimento.

— Sim, eu compreendo. Finalmente, admitiu sua paixão e vai usar-me como fachada para foder com seu querido irmão, livremente. Para todos lá fora, você continua casado comigo, mas aqui dentro, viverá segundo suas próprias leis e eu serei uma espécie de prisioneira domiciliar...

Saga se virou, com os braços cruzados. Sorriu de forma irônica.

Nisto, eu nunca me enganei a seu respeito. É uma mulher inteligente, June.

— E, porque acha que eu vou aceitar sua oferta?— retrucou ela.

— Eu não acho, tenho certeza. Uma mulher como você sabe o momento certo de retrair as garras. Afinal, se contabilizar tudo o que aconteceu, ainda estará no lucro. Eu tenho tantas opções contra você que, se eu quisesse, podia humilhá-la, ainda mais, tornando-a minha escrava e submetendo-a a maus tratos que, mesmo sendo cruéis, são considerados justos e necessários nesta sociedade onde o poder patriarcal é dominante. Estou oferecendo uma chance única que nenhum outro homem, na minha posição, o faria.

June estremeceu. Um pouco era o cansaço e as condições precárias de seu corpo, mas também havia emoção. Saga não a rechaçara e, apesar de tudo, ela podia se reerguer e quem sabe um dia, retomar seu lugar legítimo naquela casa. Tinha de ser paciente e esperar o momento certo, não importando se seria um dia, uma semana, um mês ou um ano. Respirando fundo, ajoelhou-se aos pés do homem que lhe oportunizava uma segunda chance.

— Tem razão, não me resta alternativa. Eu aceito sua oferta, dominus.

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Hades estava adormecido. Olhando-o assim, toda a fleuma e expressão rígida que o caracterizava, cedia lugar à beleza plácida e viril que só ele possuía. Pensou Minos ao deixá-lo.

Ainda sob o efeito da tensão e cansaço recorrentes da luta, Minos deixou a casa de Hades, após certificar-se que ele fora atendido. Não queria que ele o visse ali, nem que soubesse que ficara de tocaia fora da domus e vira quando ele deixara a casa, trôpego, e totalmente fora de si.

Acompanhara-o, cheio de ódio e preocupação. O médico foi chamado e, em seu código de ética e sigilo, apenas tratou o cônsul e se retirou. Porém, Minos viu o estado do ex-amante e soube na hora que ele fora sodomizado e brutalizado até a exaustão.

Uma expressão de surpresa surgiu nas feições de Hades, mas desapareceu num instante, para ser substituída por um semblante fechado quando ele abriu os olhos e viu-se em seus aposentos, tendo um servo ao lado da cama e as janelas, parcialmente fechadas.

— Quanto tempo eu dormi? – perguntou ele ao servo que o olhava com preocupação.

— Um dia e meio, dominus.

— Foi você quem me trouxe?

— Eu e o cônsul Minos.

— Minos? E onde ele está?

— Ele mandou chamar o médico, providenciou os remédios e unguentos e foi embora, dominus.

Hades moveu o corpo e seu rosto se contorceu num esgar de dor. Parecia que tinha sido dilacerado por dentro. A dor era tão excruciante que ele empalideceu.

— O médico falou que teria de fazer muito repouso, dominus. — disse o servo.

Hades ajeitou-se nos travesseiros e fechou os olhos. Esperou que a dor passasse e sorveu com dificuldade a infusão de ervas que o escravo lhe dera para beber. Em sua mente, fragmentos do banquete iam e vinham misturados a tantas sensações que ele não conseguia distinguir as coisas reais das imaginárias...

Minos lutando... Afrodite dançando... June rindo e lhe dando comida na boca... Milo tocando-o... Sons próximos ao seu ouvido... Corpos que se liquefaziam... O seu corpo... O prazer e a dor...

No estado em que se encontrava, era óbvio que havia acontecido muito mais que uma diversão a três. Não bastasse o fato de ter sido usado, ainda havia o agravante que nada poderia ser feito. Tinha ido ao covil por sua livre e espontânea vontade e participado dos jogos sexuais sem nenhum cuidado. Entretanto, não era um homem qualquer e, mesmo que estivesse aprisionado a determinada situação, no momento apropriado, quem fizera aquilo iria pagar e pagar muito caro...

Fechou os olhos, novamente, para abri-los e deparar-se com outra cena. Minos entrava em seus aposentos com as mãos e vestes empapadas de sangue. Pensou estar tendo um pesadelo, mas, infelizmente, era a mais pura realidade.

— Minos... – sussurrou Hades.

Minos sorriu. Seus olhos ardiam e perdiam o foco das coisas. Mas, Hades, ele estava ali... Precisava dele. Ele seria a última coisa que veria antes de morrer.

— N-Não... se... levante. – disse Minos aproximando-se da cama sob o olhar angustiado de Hades.

— Minos, o que aconteceu? Está ferido?

O olhar úmido de Minos recaiu sobre o olhar atordoado de Hades. Ambos haviam sido feridos de diferentes formas. Seu amado iria sobreviver, continuaria a exercer o poder da Ludus Maxima, amaria outros...

Abrace-me... – pediu Minos deitando ao lado do cônsul.

Hades o atendeu e sentiu o corpo de Minos relaxar e seus lábios abrirem um sorriso triste. Em seguida, ele tocou-o na face, deixando rolar uma única lágrima solitária e fria.

— Minos, por favor, diga-me o que aconteceu... – pediu Hades com a voz estrangulada pelo desespero, verificando a origem daquele sangue.

A mão trêmula e inchada de Minos tocou os lábios machucados de Hades. Os dois se olharam com intimidade e a frieza, tão característica do poderoso cônsul, se esvaiu. Ele acariciou o rosto que o fitava com fervor e, naquele exato momento, deu-se conta de seus sentimentos mais profundos. Lágrimas quentes escaparam de seus olhos, testemunhando o fim daquele amor que ficara obscurecido pela sua ânsia de prazeres e poder.

— E-Eu te... amo, Hades. Sempre amei... — sussurrou Minos e o brilho mortiço dos seus olhos congelou num último olhar amoroso, entregando-se ao fraterno abraço da morte.

Notas finais
Agradecimentos especiais para: ANGELIQUE, MEL DARK, SHALL, GUIMA, MILILIKA, PERSÉFONE_SAN,KEMYLLY, SION NEBLINA, DDKCAROLINA, CARLOS SAMA, HITSUJIKAI ATSUYA, TUANY, KIRA FOX e os silenciosos que pincelam suas impressões em um plano mais sutil... à vocês todos o meu amor e o meu MUITO OBRIGADO!!!XD