Notas iniciais
Oi meus amoreees! Ui to correndo pra postar esse capítulo aqui pra vocês mas se eu não postasse hoje só saía semana que vem! Sobre os comentários do capítulo anterior: Vou ler e responder todos quando tiver mais tempo, não se preocupem, okay? Então é isso obrigada pelo apoio suas lindas*--* Boa leitura ♥

Beatrice

Peguei minha bolsa no Banco de trás e quando me virei trombei com Quatro dando de cara com seu peitoral despido, ele deu um sorrisinho cínico.

— Parece que...

— Parece nada, desorientado — cortei ele.

— Beatrice, fica com meu celular por favor, se alguém ligar atende — Caleb esticou o braço e me entregou o seu celular.

— Pode deixar, se ligarem eu desligo — disse e o amigo infernal me entregou o dele também.

Segui até a arquibancada. O time da escola entrou em campo com uniforme de treino e começaram o aquecimento, as biscates de torcida ensaiavam uma coreografia horrorosa. Será mesmo que elas achavam que aquilo iria animar alguém? Eu poderia muito bem ir ali e ensina-las o que é dança, mas como não ligo para o time nem pra escola nem me importei.

Me deitei em várias cadeiras na arquibancada enquanto lia a matéria de literatura. Logo ouvi um bip. Abri minha bolsa e vi o celular do Quatro. Acabei tendo uma ótima ideia.

Peguei o celular dele que por sinal estava sem nada de bloqueio e fui até o despertador, coloquei para despertar as três e meia da manhã. Logo guardei de volta na bolsa e dei um sorriso.

— Você tá bem? — olhei para o lado e o vi, Quatro estava sem blusa, soado e sorrindo. Desviei os olhos dele e fechei a cara novamente.

— Estou bem — disse incomodada.

— É que eu tive a impressão de que você estava precisando...

— Tobias! — Christina subiu as escadas saltitante e o abraçou por trás. Fiz cara de "nojo " e estranhei os dois juntos. Até eu que não entendo essas coisas de química amorosa percebi que não combinavam nenhum pouco. Sem contar na cara feia que Quatro fez quando ela o agarrou.

— Vocês estão juntos? — perguntei soltando uma risada tosca e alta como de costume mas eles apenas não disseram nada — Vocês não combinam. Nenhum pouco! — mexi as mãos para dar mais impacto as minhas palavras.

— Insensibilidade da sua parte falar coisas assim Beatrice, você magoa as pessoas — Christina fez ceninha e eu revirei os olhos de saco cheio.

— O que você sabe sobre magoar os outros? Acho que muito né — sorri.

— Vou voltar para o treino — Quatro disse saindo e tirando Christina de perto dele.

— Qual seu problema? Não percebe que esse idiota não tá nem aí pra você? — perguntei mas logo sorri — Se bem que ambos não valem nada, se merecem.

Ela me olhou bem, não consegui desvendar seu olhar mas ignorei. Todas as outras líderes de torcida estavam lá em baixo nos olhando.

— Volta para as suas amigas, as biscates estão te esperando.
Christina balançou a cabeça, contraiu os lábios como se quisesse dizer alguma coisa e então saiu. Enquanto ela descia as outras garotas me encaravam de cara feia.

— Que foi? — gritei me levantando e depois me sentei. Elas permaneceram falando coisas que eu nem me dei o trabalho de ouvir.

Foi então que olhei para o campo e vi que Quatro estava rindo de mim assim como Caleb, sem hesitar levantei o dedo e depois ignorei sem saber o porque daqueles dois estarem rindo pra mim ou de mim.

Fiquei ali sentada observando todos no campo por um longo tempo até que alguém sentou ao meu lado. Não me dei o trabalho de saber quem era, apenas mandei vazar.

— Poxa, achei que iria poder te fazer companhia — ao ouvir aquela voz olhei para o lado e vi meu querido professor.

— Edward... — sorri e tirei meus óculos. Ele me olhou com ternura.

— Lindos olhos, — ele sorriu e eu também — Não sabia que você gostava de assistir o treino do basquete.

— Odeio na verdade, mas a história é longa e eu não quero contar. Só estou aqui por causa daquele imbecil — aponto para o meu irmão.

— Então esta explicado... te vi sentada sozinha e vim descobrir o que estava fazendo aqui. Não é muito sua cara...

— Agora que sabe já pode ir embora — Eu disse rindo.

— Nem comigo você pode ser um pouco carinhosa? — perguntou ofendido e eu ri ainda mais.

— Porque? Por um acaso você é especial ou uma exceção ?

— Achei que era... já que sou seu professor favorito e um amigo confidente — ele sugeriu.

— É, talvez você seja... — olhei em seus olhos verdes e vi algo que me confortava.

Ficamos conversando por um bom tempo como de costume e então ele foi embora e o treino acabou. Esperei Caleb sentada em cima do capô do carro, logo Quatro apareceu para perturbar. Bufei de raiva.

— O que você quer dessa vez? — fui direta.

— Carona — ele deu um leve sorriso safado.

— Não sabe pegar um ônibus ou ir andando? — sugeri.

— Eu tenho carro, só estou provisoriamente de castigo. E com preguiça de ir andando...

— Hm — resmunguei e desci do capô do carro — Somos dois.

— Você e o professor são muito amigos né... — olhei para trás e encarei ele sem acreditar que ele tinha dito aquilo.

— O que você tem a ver com isso? — perguntei desacreditada.

— Nada... só... só comentei.

— Aliás, já que tocou no assunto... Você nem gosta dela né? — perguntei escorando no carro e ele pensou por um tempo enquanto encarava seus sapatos.

— Não. Eu não gosto.

— E porque ilude então?

— Não te devo satisfação — ele sorriu com sarcasmo.

— Verdade, dane-se vocês.

— Porque você não tira o óculos? Porque não solta o cabelo? — perguntou depois de um tempo.

— Não me faça perguntas — ordenei — Não vou responder.

— Tá - ele se rendeu meio desconfiado — Mas eu não entendo o porque de uma garota querer ser feia, não que eu esteja te chamando de feia porque não acho você feia mesmo que você tente ser feia — virei o rosto e sorri bem rápido revirando os olhos. Ele se embaralhou com as palavras e foi engraçado, fofo, eu diria.

— Tá bom, Quatro— virei o rosto e olhei para ele, o sol estava em seu rosto clareando seus olhos castanhos.

— Isso é sério? — perguntou — Não vai me bater? — perguntou ainda mais surpreso.

— Você implora pra levar uns tapas, cara — desabafei — Qual seu problema!? Masoquista?

— Cheguei — disse Caleb.

— Ele sempre demora assim? — perguntou Quatro.

— Bem mais do que eu e minha mãe juntas — respondi.

— Não exagera! Quatro, a Chris estava atrás de você — ele fez cara feia e então entramos no carro.

Comecei a cantar a música que tocava na rádio com minha voz desafinada e os meninos riram.

— Nossa que voz linda, aprendeu a cantar com um mudo? — perguntou Caleb.

— A minha voz é linda tá? — disse descontraída e bati nele.

— Tão linda quanto o seu jeito meigo de ser — disse Quatro lá atrás.

— E você cala a boca aí! — ordenei e ele riu.
Caleb deixou Quatro em sua casa e então fomos para a nossa. Demos de cara com nossos pais na sala.

— Como foi o dia? — minha mãe estava animada.

— Você ainda pergunta? — disse jogando a mochila na mesa de centro e me jogando no sofá.

— Olha a educação! — disse minha vó sem tirar os olhos da revista. Repeti o que ela disse sem emitir som — Eu vi isso senhorita.

— Beatrice... — corrigiu meu pai.

— Aff vou subir pro meu quarto — peguei minha bolsa e subi.

+++

Era madrugada, acordei sem sono, passavam das 3 da manhã e então decidi sair um pouco. Pulei de lá e agarrei a árvore ao lado da janela, subi por ela até chegar no telhado do segundo andar da casa. Me sentei ali e fiquei observando a rua vazia agarrada aos meus joelhos.

Ouvi um barulho baixinho vindo da entrada da casa e então fui para a ponta do telhado, ver o que estava acontecendo. Me surpreendi ao ver Caleb sair dali com roupas escuras e com o capuz da sua blusa de frio na cabeça, ele nunca gostou de colocar capuz. Caleb olhou para trás desconfiado e então parou perto da pista. Logo uma camionete azul passou ali e ele abriu a porta para entrar, e então saiu.

Desci com pressa do telhado pela árvore e corri até a casa do Will, ele é o mais próximo que eu tenho de uma amizade. Peguei um graveto no chão e joguei em sua janela mas nada aconteceu. Joguei uma caixinha de suco vazia que estava ali no chão e novamente nada aconteceu. Achei então uma pedra, quando estava prestes a jogar em sua janela ela se abriu e Will arregalou os olhos.

— Abaixa isso! — disse um pouco zonzo de sono. Logo ele me ajudou e então subi e entrei em seu quarto pela janela com uma escada que tinha guardada em seu quarto especialmente para mim.

— Problemas? — perguntou se deitando na cama. — Insônia — dei de ombros.

— Tá... sobre o que vamos conversar então? Saiba você que não é fácil estudar pra medicina. Eu preciso dormir então...

— Não sei o que dizer, doutor— Will era namorado de Christina. Eles namoravam quando ela tinha dignidade e quando terminaram a minha ligação com Will ainda continuou, ele é o único garoto que eu consigo conversar sem agredir.

— Como vai sua amiga?

— Minha amiga? Haha. A sua ex, está mais biscate ainda — olhei pra ele que encarava um ponto aleatório.

— É uma pena, ela era tão especial, se tornou tão comum. Você podia fazer alguma coisa...

— Tipo dar um tapa na cara dela? — sugeri e ele sorriu.

— Se isso resolver, vai em frente — rimos -... talvez ela te escute — ele sugeriu — você sempre tem bons argumentos, mal de gente que costuma cursar direito — ele revirou os olhos e sorriu.

— É, tenho argumentos convincentes mas só uso quando vejo que vai valer a pena, não é o caso então a advogada aqui está fora do caso — disse me achando. A porta do quarto se abriu e a mãe de Will entrou entusiasmada.

— Sabia que era você! Quer um leitinho? Um biscoitinho?

— Não — Eu sorri — Eu já estou indo, obrigada.

— Qualquer coisa me chama! — ela piscou sorridente e logo saiu.

— Três horas da manhã e ela conseguiu ouvir minha voz aqui no seu quarto e ainda me ofereceu leitinho? — achei graça.

— Ela tem esperança de que a gente namore um dia... — Will falou sonolento.

— O.k.a.Y, estou indo. Vou te deixar dormir. Mas antes, avise a Nita que sábado eu passo aqui pra gente ir pra academia de dança juntas.

— Então vocês estão mesmo coleguinhas?

— Acho que sim. Quase não a vejo na escola mas nos encontramos sempre na aula de dança e surgiu uma simpatia entre nós o que é bem estranho de se acontecer comigo — dei de ombros e ele sorriu — Tá, agora eu vou.

— Finalmente! Achei que não ia se tocar! — ele exclamou e então corri e pulei em cima de Will dando uma chave de braço nele que quase surtou. Logo o soltei e dei um beijo em sua cabeça bagunçando seu cabelo Preto.

— Beatrice e seu jeito carinhoso de dizer que me ama e não vive sem mim — disse sarcástico enquanto eu saia pela janela. Dei um sorriso e então voltei pra casa do mesmo jeito que sai.

Notas finais
Esse foi o capítulo de hojeee! Espero que tenham gostado ;) COMENTEM! Estão gostando, querem dar opinião? Sintam-se à vontade! Beijosss e até mais♥