Notas iniciais
é... n tem nd a dizer não... apenas leiam :D

–Pare de se mexer! – Reclamava o mago entre sussurros e encantos numa tentativa de curar a ferida que o amigo castanho possuia logo acima do joelho.

–É fácil... Falar... Não é você... Que tem... Um buraco na coxa! – Gritou o arqueiro que gemia a cada pausa que feita, sentado no chão ele se contorcia por causa da dor.

O mago ruivo estava tentando um de seus melhores feitiços para curar aquela ferida, profunda como nenhuma antes vista por eles, causada por uma espada e ele começava a suar por causa do esforço. Mexia os dedos enquanto tremia e sussurrava alguns feitiços. Do jeito que estava nem parecia um príncipe; o rosto cheio de fuligem e poeira, a respiração pesada e entrecortada e as vestes carmins cheias de rasgos por todos os cantos. Ele era magro, tinha cabelo curto ruivo e dificilmente se podia ver as sardas que pontuavam seu rosto. Arquimedes tinha um rosto tão sábio embora fosse extremamente jovem.

–Controle-se William, se continuar a se mexer irá piorar. – O arqueiro também não tinha nenhuma feição de príncipe. Ele estava praticamente no mesmo estado que o mago. Ele era forte, mas não musculoso, tinha quase o mesmo físico que o mago, seus cabelos compridos cor-de-mel comprimidos contra a parede de pedra não mostravam tanta beleza e seu rosto agora marcado pela dor não se mostrava tão bonito quanto realmente era.

Ambos estavam numa cela, completamente suja e com ossos de outros prisioneiros que outrora estiveram lá. Outro rapaz estava com eles, caminhando para lá e para cá cabisbaixo, pensando e suspirando. “Como diabos caímos naquela armadilha?” Ele era alto, musculoso e estava numa situação pior que os outros dois príncipes e embora não tivesse feridas profundas, o seu estado estava péssimo. Ele tinha cabelos loiros até os ombros e sua feição de líder estava pesada e nem um pouco contente. Tinha sangue escorrendo pelos dedos de uma das mãos pelo fato dele liberar a raiva batendo na parede.

–Quanto tempo... Falta pra isso Acabaaaaar... Arquimedes?! – Gemia William.

–Mantenha a calma, velho amigo! Não me interrompa. – Falou Arquimedes e voltou a sussurrar feitiços.

Ouviam-se passos e gargalhadas vindas de fora da cela e dois guardas aproximaram-se, ambos com armaduras e espadas embainhadas. Um deles com uma tigela com três pães e um grande copo de água, que não serviria nem para dois deles saciarem a sede. Encararam o príncipe que estava em pé e riram dos outros dois que estavam no chão.

–Trouxemos o lanchinho de vocês! – Falou o que tinha os suprimentos em mãos. –Espero que gostem principezinhos.

Os dois guardas riram e o qe estava mais perto das grades não teve nem chance de desviar do soco que lhe acertava o rosto, fazendo o copo de água cair. Urrou de raiva e colocou a mão no cabo da espada, seu rosto com a marca vermelha de quatro dedos juntos.

–Principezinho maldito! – Gritou e pouco antes de tirar a espada da bainha o outro guarda segurou seu braço.

–O rei os quer vivos. Faça isso e quem vai morrer somos nós! – Falou o guarda tirando a mão do outro do cabo da espada. –Vamos acabe logo com isso.

–Siegfried, a escória dos três reinos. Que você sofra a consequência de seus atos! – Disse o guarda e jogou a tigela de pães dentro da cela. Eles deram meia-volta e saíram.

–Isso foi desnecessário, Sieg. – Falou Arquimedes que já estava acabando de conter o sangramento e fechar a ferida. –William precisava de água.

–Não podemos confiar na comida que trazem até aqui. Mesmo aquele rei repugnante nos querendo vivos, precisamos de força e não é um veneno que vai nos impedir.

William tentou se levantar assim que Arquimedes acabou de curá-lo, mas o mesmo o impediu dizendo para ele repousar.

–Vamos ser executados de qualquer jeito, não precisamos morrer de fome e sede antes. – Falou William que ainda sentia formigamentos na coxa. –Precisamos arrumar um jeito de fugir.

Os príncipes olharam ao redor coisa que não tinham pensado antes por causa de tanta tensão, mas a cela não tinha nem pelo menos janelas. A única saída que era a entrada obviamente era a pequena grade à frente que tinha barras de ferro muito resistentes. Então eles ouviram um barulho como o de um ranger de duas pedras. Viraram-se a tempo de ver uma pedra no canto mais escuro da cela cair no chão e um pouco acima viram uma pequena abertura na parede de onde a pedra tinha sido originada, poucos segundos depois uma boca apareceu no quadrado estreito. Então ouviram uma voz rascante, mas bem-humorada sussurrar:

–Precisando de ajuda garotos? — e a boca formou um sorriso, deixando os três garotos perplexos.

Notas finais
gostaram?? queremos opiniões :3