Entre anjos

6 Enigmas part.2


Notas iniciais
Oii gente, aqui mais um capitulo para vocês. Boa leitura

“SALA DE JOGOS” Uma placa em uma porta me dizia que era lá.

Entrei na sala e não tinha ninguém. Olhei no meu relógio e já era 23:32; Será que Demon foi embora por mim estar atrasada? Não pode ser...

“Ela não vai nos encontrar aqui, vamos sair e falar com ela.” Ouvi a voz de Tommy.

“Calado, ela só achara a gente se for filha de Lucinda.” Uma voz mais grossa falou.

“Não estou sozinha aqui.” Pensei.

“Esconderijo secreto, passagem secreta. Deve ser isso, procurar alguma coisa que mostre o esconderijo.”

Puxei uma cadeira de computador giratória para o centro da sala de jogos. Observei cada canto girando na cadeira bem devagar. Avistei um gavião em cima da lareira, ele apontava pra uma pequena mancha vermelha no chão. E na mancha vermelha tinha alguma coisa. Sai da cadeira e fui até a mancha vermelha, e sobre a mancha tinha um broxe de um corvo, o corvo era preto e seu bico laranja. Seu bico apontava para lareira novamente.

Comecei a examinar a lareira vendo se tinha algum “botão” sei lá... Alguma coisa para abrir aquela lareira. Quando me afastei para longe da lareira tinha um quadro com uma frase, e de algum modo eu sabia que se eu falasse aquela frase alguma coisa ia acontecer.

Então eu li em voz alta:

– My father gave me seeds to plant,

the seed was black and the ground was white.

Então a lareira afundou no chão e uma passagem se abriu.

“Eu estava certa.” Bati palminhas e entrei.

Era algum tipo de caverna, não sabia muito bem. Tinha mais três passagens. E em cima das passagens estava um grande placa:

“Se andar para frente, para trás andara.

Se andar pra trás, até mim chegara.”

–Cada hora fica pior. Sussurrei só para mim. – Isso só pode ser coisa da Vicenza.

Eu olhei pra trás e não havia nenhuma porta, a entrada onde eu entrei sumiu de vez.

Eu só tinha a opção de escolher uma porta. Mais se eu andasse nelas eu ia ficar mais longe... Isso que o enigma queria me dizer.

Tem que ter outra porta.

Então eu me sentei no chão e me concentrei.

Tinha um tapete no chão escrito:

“Se olhar para baixo, você cairá.

Se olhar para cima, não vai escapar.”

–ÓTIMO, vou morrer aqui! Falei estressada.

De alguma forma a “entrada” que eu procuro esta do mesmo lugar que eu cheguei aqui.

Olhei para trás sem olhar pra cima ou pra baixo. Me levantei e comecei a examinar aquela parede. Tinha um pequeno buraco redondo.

Eu examinei e coloquei meu polegar dentro. Alguma coisa começou a enfiar agulhas em meu dedo. Gostas de sangue caíram do outro lado do buraco. Eu tirei meu dedo rapidamente e tinha uma agulha com um papel amarrado. Eu peguei o papel e li:

“Você se espetou sem olhar seu valor.

Mais pra você as coisas mudou.”

De repente, um bloco caiu no chão, e assim continuou... Vários blocos caíram no chão até uma porta pelo mesmo lado que eu entrei se abrir. Mais eu não fui parar na sala de jogos. Fui parar em um grande ginásio.

Tinha várias bolas de basquete no chão, mais não era bolas qualquer, essas bolas tinha asa. E estavam calmas. Alguma coisa estava errada. Procurei mais algum enigma e vi uma porta lá na frente do ginásio, quando comecei a andar até ela as bolas começaram a pular, eu voltei pra trás e elas pararam.

Olhei para cesta de basquete e estava outro enigma:

“A bola certa você escolhera,

Se você errar eu só tenho a lamentar.”

Eu comecei a analisar as bolas, e não eram somente bolas com asas, elas tinham número. E havia uma única bola que estava com uma asa quebrada e abaixada. Era a bola de número 13.

–Número 13, venha até mim. Eu anunciei e depois de uns segundos a 13 se levantou com dificuldade e bateu só uma asa em minha direção. Ela parou nos meus braços então eu comecei a andar, nenhuma bola pulou, ou voou para cima de mim. Quando cheguei até a porta do outro lado do ginásio a porta se abriu. Eu joguei a bola 13 no chão e entrei.

Estava escuro, as luzes apagadas. Quando fechei a porta. Ouvi alguém falando

–Ela chegou. Acenda as luzes.

Então as luzes se acenderam e eu estava na sala de jogos novamente.

Demon e John estavam sentados no sofá, Crisaor estava na cadeira giratória que eu se encontrava alguns minutos antes. Tinha alguns cintilantes em cima da mancha vermelha. E outros perto do Demon.

Tinha uma garota parecida com Caterine, mais não era ela.

–O que esta havendo? Pra que tanto mistério? Perguntei confusa

–Lamento em dizer Luna, mais você é a filha de Lucinda. Falou Demon se levantando.

–Por que lamenta? O que isso tem de errado? Perguntei assustada.

–Por que todo ano um filho de Lucinda é sacrificado para fazer uma trégua entre os Kleins, anjos, e Kefas. Falou John sem se levantar

–Isso é muito confuso. Eu não posso ser filha dessa mulher. Não posso. E eu não posso ser sacrificada. Falei e cai de joelho no chão.

–Escuta Luna, você salvou minha vida naquele estábulo. Se você não fosse lá me encontrar eu estaria morto. E eu tenho uma divida com você agora. Vamos te deixar viva até tentarmos fazer um novo acordo.

–E se a Vicenza descobrir, o que irá acontecer? Perguntei aflita.

–É a Vicenza que oferece os filhos de Lucinda todo ano. Temos que fugir daqui. Mais ainda não temos lugar pra ir. Falou John decepcionado.

–Eu não vou sem saber onde esta meu irmão. Mais não o Nick, o meu irmão de sangue, filho de Lucinda. Pelo que o Tommy me falou ele tem 15 anos.

–Nossa prioridade é você Luna, e não ele. Falou Demon irado.

–Não to nem ai. Vou achar esse menino. Se eu não achar, irei me entregar a Vicenza.

–Você não vai fazer isso Luna. Falou o Tommy bravo.

–Sinto muito Tommy, mais vou sim.

–Espera, então o John vai pegar seu irmão amanhã, e eu e você vamos fugir com o resto do grupo.

–Grupo? Perguntei sem entender.

–Não é só nós que quer te proteger. Muitos querem que essa coisa de sacrificar filhos da Lucinda pare. Tem um acampamento ao lado sul da floresta, é essas pessoas que vão ajudar a gente a proteger você.

–Quantos filhos de Lucinda estão vivos ainda Tommy? Perguntei indo na direção do Tommy.

–2, você e o tal garoto. Respondeu Demon.

–Não perguntei pra você Demon, foi para o Tommy. Retruquei.

–Droga. Falou Tommy. – Três, e com você é quatro. Um é o Garoto de 15 anos, e a garota das flechas que eu te falei, e um atirador de facas.

–Obrigada. Falei – Feito, vamos encontrar eles e depois fugimos. Demon não falou nada, só olhou para Tommy furioso.

–Amanhã cedo vou procurar os filhos de Lucinda Luna. Te dou minha palavra. Então John foi em direção a porta e abriu ela para mim ir para meu quarto.

–Vejo vocês amanhã, até logo. Falei e então voltei para meu dormitório.

Quando cheguei lá Caterine já estava deitada. Eu não falo muito com ela.

Tomei um rápido banho e me deitei.

–Onde você estava? Perguntou Caterine imóvel.

–Andando por ai. Falei e me cobri.

–Cuidado, esses corredores tem olhos e ouvidos. Falou ela com a voz tremula.

–E boca também. Falei e ri.

Então cai no sono.

Notas finais
O que acharam??? espero que tenham gostado. Esses enigmas foram feito por mim, achei até fácil de fazer. Não foi um "bicho de sete cabeças" como eu estava achando que fosse. Gente, eu quero agradecer a Aléxia por estar acompanhando. E obrigada por estarem sendo tão legais comigo ♥