Entre anjos
7 Se com flecha feres, com flecha serás ferido
Notas iniciais
“Toc toc” Acordei com uma batida na porta.
Quando fui abrir não tinha ninguém, mais tinha um envelope no chão. Olhei para Caterine ainda dormindo. Então me sentei em minha cama e li o envelope.
“Seu irmão não esta,
A ele você deve encontrar.
Caso você não encontrar
Vou ter que te matar.”
Cada parte do meu corpo se arrepiou naquele momento. Coloquei uma roupa qualquer e corri para a floresta a procura do meu arco. Aproveitei e peguei uma corda também. Eu estava disposta a procurar o tal acampamento.
(Roupa da Luna http://www.polyvore.com/treinamento/set?id=115307276)
Coloquei meu arco sobre minhas mãos. E uma faca-adaga. Em minha cintura.
Então fui para o lado sul da floresta. Muitos galhos faziam barulhos por causa do vento. Longos 30min. Se passaram quando eu avistei uma barraca verde. Eu precisava saber se era lá mesmo antes de tentar entrar.
–Onde pensa que vai? Ouvi uma voz mais não avistei ninguém.
Rapidamente coloquei meu arco e flecha em ação. Quando virei a esquerda vi uma garota baixa, com os cabelos pretos longos e lisos, e olhos castanhos claros. Ela era idêntica a mim, só o cabelo dela que diferente, os meus eram loiro ondulados e longos também. E ela mirava uma flecha em meu peito, e eu mirava também minha flecha no peito dela.
–Uau, por acaso somos irmãs? Ou alguém jogou um feitiço em você para nos enganar? Falou a garota bem sorridente.
–Fisicamente você é igual a mim. Só fisicamente mesmo. Falei e desci a flecha mirando em sua barriga.
–Boa tática, mirar a flecha na minha barriga para mim não morrer caso você tenha que me matar. Mais infelizmente eu quero te matar. Então a garota soltou a flecha, a flecha veio como se estivesse em câmera lenta em minha direção, eu me joguei um pouco pro lado e soltei minha flecha na barriga da garota. O arco dela caiu no chão e sua barriga começou a sangrar.
Ela tentava tirar aquela flecha da barriga dela desesperadamente. Ela me olhava como se eu fosse matar ela.
–Eu não queria te machucar, mais você não me deu escolha. Falei enquanto pegava o arco dela e colocava em minhas costa. –Deixa que eu ajudo. Então eu peguei na flecha em sua barriga e puxei. Ela gritou de dor.
–Sai de perto da Beth! Anunciou uma voz grossa de homem. Eu me virei de vagar e coloquei os arcos, e minhas flechas no chão. Eu ainda tinha uma faca na cintura. Mais o homem não conseguiu ver.
–Fui atingida pela flecha dela. Falou a tal Beth.
–Espera, eu não tive culpa. Você mirou sua flecha em minha cabeça, ou eu atirava em você, ou você me matava.
–Ninguém deu ordem pra você falar. Falou o homem Negro alto, com uma faca-adaga quase igual a minha.
–Vai chamar ajuda Lincoln. Falou a Beth. Antes que as coisas ficassem feia eu precisava dizer quem eu era.
–Espere, eu sou a filha de Lucinda. Demon me avisou que tinha um acampamento aqui. Eu só vim porque precisava da ajuda de vocês.
–Se você é filha de Lucinda por que não veio com o Demon? Ele me disse que viria com você. Falou o homem mirando sua faca em minha perna esquerda caso eu tentasse correr ou fazer algum tipo de reação.
–Espera, eu tenho uma faca na minha cintura. Vou tira-la e jogar no chão. Falei enquanto abaixava a mão devagar. Peguei a faca e joguei no chão. Então ele abaixou a faca dele também. E pegou a minha.
–Se você é filha de Lucinda prove. Falou aquele homem me encarando.
–Provar? Como? Fiquei sabendo ontem que eu era filha dessa maluca.
O homem chegou mais perto de mim e apertou meu braço esquerdo.
–Ai você ta me machucando. Falei tentando me soltar dele.
–Me fala o nome de algum cintilante que você conhece. Falou o homem ainda me segurando com força.
–Tommy, eu conheço o Tommy. Falei desesperadamente. Então aquele homem me soltou.
–Ótimo, fique aqui com a Beth que eu vou buscar ajuda. Ele me deu a faca novamente e eu peguei meu arco e flecha do chão.
–Desculpa, não queria te machucar. Falei enquanto tirava minha camiseta e ficava só com meu sutiã preto. Peguei minha camiseta e amarrei envolta da barriga dela, fazendo com que prendesse o sangue.
–Ótimo. John ficara babando em você agora. Falou ela tentando se levantar.
–John esta aqui? Perguntei ansiosa.
–Esta. Respondeu ela revirando os olhos.
Ajudei ela a levantar e então levei ela até o acampamento. Tinha um grupo de garotos do lado de uma barraca. Eu não sabia se eles me olhavam por eu estar de sutiã, ou por eu e a Beth sermos tão igual. Então eu vi o Lincoln chegando com dois garotos altos, loiros, musculosos e sem camisa. O garoto um pouco mais alto pegou a Beth no colo e saiu de perto de mim correndo.
–Ótimo, fiquei sem camiseta. Sussurrei. O garoto do meu lado riu.
–Sente-se ali, eu pego uma pra você. Então ele apontou pro mesmo tronco que eu deixei meu arco e minha flecha guardados uma vez. Eu também escondi lá dentro um frasco com um pouco de sangue de anjo. Abaixei e coloquei minha mão dentro do tronco, até que achei o frasco.
Eu corri para mesma direção que o garoto correu com Beth no colo. Até que avistei uma barraca com algumas pessoas em volta, só podia ser lá que Beth estava.
Quando eu me aproximei da barraca o garoto que estava com Beth no colo falou:
–Você já ajudou de mais. Eu ignorei aquele comentário idiota e entrei do mesmo jeito na barraca.
John estava segurando firme a mão de Beth enquanto ela gemia de dor. Ela estava deitada em uma maca. Quando ele me viu ele não pode parar de reparar em meu seios.
–Garotos... Sussurrou a Beth, mais eu ainda pude ouvir.
Eu abri o frasco e despejei na boca dela. Ela tossiu e a ferida foi fechando.
John me puxou pra mais perto dele. Ele tirou sua camiseta e deu para mim se vestir. Eu coloquei a camiseta dele e agradeci.
–Obrigada, só que sangue de anjo é o que eu desejei nunca ter tomado. Falou Beth se levantando da maca e procurando alguma coisa.
–Vou deixar vocês sozinhos. Acho que não ajudei em nada.
Então eu sai da barraca. O garoto que carregou a Beth estava me encarando. Eu desviei o olhar dele. Voltei para o tronco e me sentei.
–Ei, trouxe uma camiseta... Falou o garoto sem blusa vindo novamente em minha direção. – Acho que você já arranjou uma. Ele sorriu.
–Obrigada, desculpa pelo incomodo. Acho que já vou indo. Falei me levantando.
–Você não pode mais ir. Esta muito perigosa a floresta pra você. Falou ele segurando no meu braço.
–Sou grandinha não acha? Posso me cuidar sozinha. Aliás, acho que seu gêmeo não gostou muito de mim. Então o garoto sorriu.
–É Luna não é? Perguntou ele vindo atrás de mim.
–Sim, e o seu nome? Como é? Perguntei tirando meu arco das costas e colocando na minha mão.
–Lucca. E o meu irmão Lucco. Não liga pra ele, ele só esta emburrado que você acertou a paixão dele. Lucca falou e sorriu.
Eu não falei nada. Preferi ficar em silêncio.
–Olha, eu sei que não foi sua culpa o que aconteceu, e sei que 45% das pessoas estão te odiando nesse momento. Mais fica, por favor. Não é seguro lá na floresta.
Eu parei de andar e respirei fundo.
–Olha, me escuta bem. Como você já sabe eu sou filha de Lucinda, eu tenho um irmão de 15 anos perdido por ai... John me disse que ia encontrar ele, mais o John esta aqui. Tenho uma irmã também, e acho que é a Beth, e se você percebeu minha irmã já me odeia. E tem mais um, o atirador de facas. Também não sei onde esta ele. Parece que John não deu conta.
–Prazer, sou o atirador de facas. Ou seu irmão.. como você preferir me chamar. Eu olhei para Lucca e ri.
–Você não é meu irmão, até porque não só tem um atirador de facas, e não dois.
–Também não sabia que eu tinha um irmão gêmeo até hoje de manhã. Falou Lucca fazendo eu parar de andar.
–Então como você me explica o Lucco ser apaixonado pela própria irmã também?
–Isso eu não sei te explicar. É tudo muito confuso por aqui.
–Luna, achei você. Então eu olhei pra trás e vi Demon. Ele me abraçou com força e depois me soltou. – Pelo jeito já conheceu seu irmão Lucca. Ele sorriu.
–Mais Tommy disse que era só um atirador de facas e o outro de 15 anos. Falei confusa.
–Esqueci de falar que tenho 15 anos. Acrescentou Lucca.
–Meu deus! Que confuso! Então o atirador de facas, e o outro de 15 anos são gêmeos? Uau, o outro também atira faca? Perguntei.
Lucca concordou com a cabeça.
–Lucca preciso falar com ela, em particular. Lucca olhou bravo para Demon mais nos deu licença.
Eu preferi não contar a ele ainda sobre o envelope misterioso que eu recebi.
–Eu falei com Caterine, ela vai manter o Nick bem longe. Nessas horas eles já devem estar na Austrália. Falou Demon serio.
–O QUE? VOCÊ MANDOU UMA PSCICOPATA PARA A AUSTRÁLIA COM MEU IRMÃO? Eu gritei e então dei um murro em sua barriga. Ele não demonstrou dor.
–Essa “psicopata” gosta do seu irmão, ela daria a vida por ele.
–Como você sabe? Ela é louca. Falei indignada.
–Anjos são assim, quando eles se apaixonam por humanos eles dão a vida por eles.
Coloquei as mãos em meus cabelos e comecei a puxar.
–Para Luna, você vai se machucar. Eles vão ficar bem. Eu prometo, eles vão ficar bem. Então Demon colocou suas mãos sobre meu rosto, e uma lágrima caiu.
–Ele é a única família que eu tenho, se acontecer alguma coisa com ele eu me ma...
–Shiu, shiu! Não vai acontecer nada com ele. Demon me puxou e me abraçou e fez eu não terminar minha frase. –Vai ficar tudo bem. Já te prometi.
Então eu me afastei de seus braços aconchegantes que era o melhor lugar para se ficar.
–O que eu faço agora? Perguntei pra ele.
–Lucca vai te mostrar o acampamento. Ele é um bom garoto.
Então Lucca saiu de trás de uma barraca e sorriu. Ele não tinha dado licença para mim e o Demon.
–É com você Lucca. Falou Demon. Demon sorriu e beijou minha testa e foi andando pra direção oposta.
–Vamos começar pelos nossos “dormitórios” ou barracas, chame como preferir... Falou Lucca. Ele tem um bom humor. Gosto dele.
Depois de Lucca me mostrar todo o acampamento (inclusive era enorme) Ele me mostrou a barraca onde eu ia ficar.
–É a mesma barraca onde Beth dorme. Espero que não se incomode. Falou ele. Abrindo o zíper para mim entrar. A barraca era bem grande. Era alta. E aconchegante.
–Vou arranjar roupas limpas pra você. Te trago amanhã cedo. Vai dormir, já esta tarde.
Ele saiu da barraca e fechou o zíper novamente.
Coloquei meu arco e minhas flechas ao lado do meu colchão.
Me deitei e fiquei pensando em Nick.
Até que a Beth entrou na barraca.
–Tenho a impressão que você me persegue. Falou ela tirando os sapatos.
–E eu tenho a impressão que você não se da bem comigo. Retruquei.
–Você quer que eu me dê bem com a minha irmã que atirou uma flecha em minha barriga? Você esta enganada se acha que vamos nos dar bem.
–Eu preferi não falar nada.
Eu acabei dormindo.
01:25min.
–Se com flecha feres, com flecha serás ferido. Pude acordar ao ouvir a Beth falar. Então eu fui tentar me sentar e ela enfiou uma flecha na minha barriga e eu gritei de dor.
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