Entre a Razão e o Coração!
22 Capítulo 22 - Dor - [Nos passos do presente]
Notas iniciais
Nada disso! Apenas estou dando um tempinho por causa da faculdade e, olha, não é nada facíl, heim.
Alunos do Ensino Médio, esse é o meu conselho: aproveitem! o/
kkk', brincadeira.
Apesar do esforço, e de ser bastante puchado, a faculdade é legal. Estou gostando dessa nova experiência. =)
Enfim, deixando minha vida um pouco de lado, mais um capítulo.
Sinceramente, não gostei muito do resultado. Também deve ser por causa que eu o escrevi por dias, nos minutos vagos que conseguia.
Contudo, espero que esteja bom para leitura. E me desculpem se ficar algo chato.
O próximo, que já está planejado, será melhor, espero.
Pelo menos pelo que vai acontecer...
Mudando de assunto, antes que escape um spoiler, agradeço por todos os reviews.
Me surpreendi pelo numero, verdade! Dei pulos de alegria por saber que estão gostando! =D
E lamento não poder respondê-los no momento.
Tenho o costume de responder antes de postar, mas já que o tempo é contado, não dá. E eu queria postar logo!
Mas assim que possível, respondo, ok?
Finalizando, desculpem pelos possíveis erros...
Boa leitura!
ATENÇÃO: Menções IchiRuki.
CAPÍTULO 22 – DOR – [NOS PASSOS DO PRESENTE]
Ela não sentia nada. Não enxergava nada.
Tudo o que vira, desapareceu, e sobrou apenas ela cercada pela escuridão. Uma escuridão tão intensa, porém, não tão real ao ponto de engoli-la.
Pouco a pouco, os sentidos retornavam.
Ela sentiu o corpo sobre um cômodo macio; sentiu o frio de uma ventania escapando pela brecha da porta, o cheiro das cerejeiras em suas narinas; sentiu a dormência em seus olhos, tentando adaptar-se a luz intensa do sol.
E dessa forma lenta, ela recuperava sua consciência, sua realidade, sua vida.
- Rukia.
A voz profunda foi a prova que teve para se convencer que estava acordada.
Ela o viu, e soube que não sonhava mais.
- Byakuya... – sua voz era fraca. – Onde... Onde eu estou?
— Em casa. – e a dele era neutra, fria, assim como seus olhos.
Ele se aproximou dela, vendo-a confusa, procurando localizar-se.
- Em casa? – falou consigo mesma.
— Você ficou inconsciente por dois dias. — ele quis esclarecer, apenas como uma forma de ela saber que não estava só.
— Dois dias? Mas... Como? Eu... – calou-se.
E foi como se tudo retornasse em um passe de mágica, implantando todos as lembranças que a mente tentara esquecer — O seu pesadelo real.
Rukia sentou-se com rapidez, olhando para Byakuya.
- Onde ele está?
Ele não respondeu. Permaneceu com o rosto imutável, ignorando qualquer demonstração de necessidade e angustia. Continuava com os olhos distantes, mesmo dirigidos a ela.
- Onde ele está, Byakuya? – ela perguntou com urgência; o olhar suplicando uma resposta.
Nada.
Rukia colocou-se de pé em um salto. Olhou a volta, procurando ao seu redor. Cada canto do quarto não ficou imune aos seus olhos.
Nada.
Teve que sair. Apesar de todo o seu corpo tremer, nada impedira que ela saísse pela porta. A respiração falha não dificultou os seus passos urgentes, caminhando por cada canto dos corredores mansão.
Abriu cada porta que lhe surgira. Percorreu todas as direções.
- Onde ele está? Onde ele está?
Eram essas suas palavras. Elas a guiavam, amparadas pelo coração apertado e pequenino, espremido pela dor. O desejo incontrolável. A busca que só terminaria quando ela visse, perante seus olhos, o rostinho tão delicado que por longos meses imaginou como seria.
Correu. Procurou. Não encontrou.
Nada! NADA!
As lágrimas já embaçavam seus olhos. Uma fraqueza maior a tomou. Ela não suportava a dor interna em sua alma. Ela não tinha forças.
Não... Não... Ele não pode... Meu... Meu...
Tropeçou e caiu, sem uma mínima vontade de levantar.
- AAAHH! – gritou em meio ao choro intenso.
As lágrimas ardiam, o coração sangrava. Ela chorava. Chorava. E chorava.
- Rukia!
Ouviu seu nome ser chamado, e logo após, o rosto familiar a sua frente.
- Rukia! – Ichigo tocou seus ombros, olhando-a aflito. – Rukia! Você está...?!
Ela agiu impulsivamente. A necessidade de um amparo, de um porto seguro era o que precisava. E ele poderia ser uma solução.
Rukia o abraçou, escondendo a face em seu peito.
- Me ajuda, Ichigo! Me ajuda, por favor! – chorava nos ombros dele.
Ele por instantes não reagiu, sucumbido ao espanto. Até que de uma forma protetora, colocou os seus braços ao redor dela, apoiando o queixo em sua cabeça. E assim, deixou cada lágrima molhar o seu kimono negro.
Rukia não percebera, mas não era somente Ichigo que estava ali.
Renji, Seiji e sua esposa, Emi, e até Orihime (que ajudou em sua recuperação), se encontravam próximos, limitados a olhá-la somente.
E além deles, como uma sombra, uma presença irreal, ele a observava. Incapacitado de fazer algo, ele a via de longe.
Pois ele não sabia. Byakuya não sabia como curar a dor, proporcionada por ele mesmo.
***
A cor dourada perdia o seu brilho, e assim, ele sentia o kidou ao redor de seu corpo enfraquecer e desaparecer. Até que sumiu por completo, libertando-o.
Byakuya fitava o chão, respirando com dificuldade. Sua reatsu fora sugada consideravelmente por aquele encantamento que o aprisionara.
- Byakuya. – ele sentiu a presença de seu tio ao seu lado. – Você está bem?
Contudo, ele ignorou Seiji, pois o que importava era aquele homem a poucos passos de distância.
Hyega Dante.
- Está vendo aquela porta? – o ex-capitão do kidou falou, referindo-se a uma porta atrás de si, que indicou com a cabeça. – Além dela, há um corredor. Siga-o e chegará a sua esposa.
Era desconhecido o motivo de Dante lhe dizer algo desse tipo, e claro, isso não passou despercebido por ele. Mas era notável a certeza nos olhos prateados de Dante, como se estivesse convencido do sucesso de seus planos.
Byakuya franziu o cenho. Com um shunpo inesperado, contrariando a força remanescente em seu corpo, o Kuchiki dirigiu-se a sua zanpakutou jogada ao chão, e a pegou de imediato.
- Shire... Senbonzakura.
Logo as incontáveis lâminas foram invocadas, e com velocidade encaminharam-se em direção ao inimigo.
Cercaram-no. E com uma força surpreendente, vindo por todas as direções, as lâminas de cerejeira fecharam-se ao redor de Hyega Dante.
Conseguiu!
- Interessante... – ou não. – Um poder impressionante, Kuchiki Byakuya.
Um riso em seguida.
E quando a poeira do ataque se dissipou, ele pode ver Hyega Dante sorrindo, envolto por uma luz brilhante. Lembrava-se que era a mesma barreira que levou o seu inimigo de antes, Hyega Nobuko, no dia em que Rukia foi capturada.
O tio de Byakuya conhecia perfeitamente aquele encantamento surpreendente, resultado de anos de prática e evolução de habilidades, que Dante sempre mostrou ter acima da média. Por isso, tão novo, fora escolhido como o novo capitão do kidou no passado.
A técnica de teletransporte.
- O que achou, Seiji? – natural que o Hyega perguntasse. – Magnífico, não? Anos de prática... e talento. Sabe que eu sempre estive a frente de você. Somos diferentes.
— Sim, somos muito diferentes. – era uma frase com duplo-sentido, ao qual somente os dois entenderiam. Conheciam-se muito bem. – Dante, ainda há uma maneira de-
— Eu não tenho tempo para suas frases inúteis, Seiji. – Dante deu de ombros. Não aceitaria conselhos.
Já estava consumado. A vingança era satisfatória. O primeiro passo da vingança.
- Adeus, Kuchiki Byakuya. – disse, quando o seu corpo começara a desaparecer. – Foi um prazer revê-lo novamente. E mais ainda quando você facilitou a minha vingança contra a sua família.
— Volte... E lute. – Byakuya ainda estava de pé.
— Lutar? – riu. – Não me faça rir. O Sajou Sabaku sugou grande parte de sua reatsu. Você não duraria dez minutos a minha frente, mesmo que eu não quisesse matá-lo. Agora, apenas aproveite essa dádiva que lhe dou. Veja a sua esposa, pois eu lhe ofereço essa oportunidade. Quero que você veja o que fez com ela! – lançou um último olhar para Byakuya. Os olhos prateados com um brilho intenso. – E lembre-se... Tudo é por causa de seu maldito Clã, que você defende com tanto orgulho.
O Clã Kuchiki...
- Ah, Seiji. – continuou. — Foi um prazer revê-lo, da mesma forma. Nos veremos de novo. E assim... Eu poderei matá-lo com minhas próprias mãos.
E assim, Hyega Dante sumiu, assim como todos aqueles atingidos pela extensão de sua técnica.
~o~o~o~
Foi tão humilhante. Tão irreal. A forma como ele deixou escorrer por entre os dedos tudo o que o atingia. O modo como ele deixou tudo acontecer.
Byakuya se sentiu tão... impotente.
Ele perdeu. Perdeu a luta. Perdeu a força.
Ele simplesmente permitiu a fuga de Dante. Seiji disse que isso ocorre pelas habilidades do Hyega, mas nada o convenceria de que foi a própria fraqueza que o permitiu.
Encontrou Rukia, adormecida em uma cama; e mesmo inconsciente, ele notou naquele semblante a dor, a tristeza.
Naquele momento ele soube que seu filho não estava mais lá.
E que este era o verdadeiro objetivo de Hyega Dante...
… Atingir sua família.
- Eu vou atrás dele! — de repente, a voz exaltada adentrou a sala onde Byakuya estava.
Ele virou-se, notando também a presença de seu tio e de outros.
- Você não pode fazer isso. Grupos de busca disponibilizados pela Soul Society já estão em ação. — falou Seiji, olhando para o shinigami substituto, já bastante exaltado.
— Eu não posso confiar neles! Eu mesmo vou atrás daquele maldito Hyega!
— Eu também não vou ficar aqui. Vou procurar na direção oposta de Ichigo. — informou Renji, mostrando ter o mesmo pensamento do Kurosaki.
Seiji permaneceu em silêncio.
Ele não aceitava tal ato. Mas também não era uma forma de impedi-los de encontrar Dante. A verdade era que ele o conhecia muito bem, e sabia que o antigo companheiro não estaria mais pelas redondezas.
Byakuya procurou, assim como eles queriam. Um dia após o resgate de Rukia, ele procurou, mas não encontrou.
Era inútil, Seiji sabia. Até mesmo a Soul Society era incapaz.
Dante permaneceu anos desaparecido e achá-lo era uma tarefa um tanto impossível.
- Droga! — Ichigo bateu o punho sobre a mesa. — Eu não deveria ter deixado isso acontecer! — a amargura, o arrependimento era visível.
— E como você impediria?
Surpreso, Ichigo ergueu o olhar para a frieza, presente naquele tom indagativo.
Byakuya estava a frente dele. E o Kurosaki o encarou igualmente.
- Eu impediria da mesma forma que impedi que ela fosse morta.
Levemente o olhar de Byakuya tremeu. O passado o enfrentou por segundos, mas ele continuou firme.
- Você não deveria estar aqui, Kurosaki Ichigo. Já disse que os assuntos relacionados ao Clã Kuchiki são de minha responsabilidade. — ele respondeu em retorno.
— E eu já disse que-
— Rukia é minha esposa. — Byakuya o cortou, mostrando um sentimento de posse. — Não há nada que você possa fazer por ela.
Os olhos de Ichigo se arregalaram gradativamente, encarando aqueles tão inabaláveis.
O ciume... Como esconder? Era algo tão visível. Por mais que negasse para si, os olhos acinzentados não mentiam. Eles falhavam a sua expressão.
- Basta. — Seiji quebrou o silêncio, interferindo entre os dois. — Que cada um faça o possível. Conflitos não levaram a nada. Rukia-chan precisa de todos nós neste momento.
— Se Rukia é sua esposa... — Ichigo o ignorou, sem desviar a atenção de Byakuya. — Isso pouco me importa. O que me incomoda é a sua fraqueza ao protegê-la! E você sabe disso! — acusou.
Pausou, andando um pouco mais adiante, e passando por Byakuya, que continuava imóvel.
Ficaram costa a costa.
- Se você não a protege, eu farei isso, como sempre fiz. — e Ichigo o direcionou a palavra pela última vez. — Vamos, Renji. Vamos atrás do filho da Rukia. — e saiu.
E de tudo o que ele falou, o pior não era o desrespeito, a audácia daquele moleque imundo. Ele não se incomodou ou enfureceu-se com as palavras acusadoras.
Byakuya só sentia raiva de si mesmo, pois ele sabia que Ichigo tinha razão.
O tio, próximo a ele, balançou a cabeça negativamente.
Seiji era o mais atingido pela crueldade do destino. Ele sentia pela segunda vez, e agora, era ainda mais doloroso.
Pelo nome de seu Clã, até onde se pode chegar?
Ele não queria que os erros do passado fossem além do tempo, da geração de sua família. Acima de tudo, era isso que o corroía.
Até quando a vingança estará entre eles? Até quando...?
Fechou os olhos em amargura.
Dante, você não vê o que está fazendo? Quem é você?
E podem não acreditar, mas Kuchiki Seiji poderia ser a pessoa que mais sofria, entre todas as atingidas.
***
— C-como se sente, Kuchiki-san? — perguntou Inoue com preocupação, sentada ao seu lado na cama, agora mais calma.
Rukia não precisou responder, continuando a fitar o chão.
Emi permanecia de pé, a sua frente. Junto com Orihime, ajudaram Rukia a manter a calma. Mas a mulher de olhos esmeralda sabia que aquilo era apenas externo. Por dentro, a pequena Kuchiki se encontrava em um estado pior.
- Eles estão procurando, Kuchiki-san. Kurosaki-kun, Abarai-san, Ishida-kun... Todos estão procurando o seu... bebê... — engoliu seco, e sorriu de leve. — E você sabe que o Kurosaki-kun não vai desistir. Ele... É forte. Confie nele.
Finalmente Rukia mostrou estar ouvindo.
- Obrigada, Inoue. — agradeceu em um sussurro. — Obrigada por estar aqui... Mas...
— Vamos deixá-la a sós, menina. Rukia precisa descansar. — foi Emi quem falou.
Um motivo bastante convincente para saírem e deixar Rukia sozinha, foi o que Inoue pensou. Contudo, ao se por de pé e olhar em direção a porta, encontrou o verdadeiro motivo de Emi desejar ir.
- Com licença, Kuchiki-san. — despediu-se, logo indo junto com Emi.
E não muito depois, Byakuya adentrou aos aposentos. Parado, ele a fitava a uma certa distância. O que veio fazer? Nem mesmo sabia. A sua decisão era deixá-la sozinha, mas ele viu a necessidade de ir até ela.
Rukia pareceu não notar sua presença. Ou o mais provável, não se incomodou por ele estar ali. Essa era a verdade.
Ele sabia que deveria ser o primeiro a falar. Tinha consciência que a primeira atitude deveria partir dele, a aproximação deveria vim dele. E Byakuya não sabia como.
Entre eles, Rukia sempre fora a que agiu. Que o fazia agir.
Ele perdia os sentidos perto dela, e ela o despertava. Sorria para ele. Mas agora... Talvez ela não faria isso. E ele não tinha certeza se deveria quebrar aquele silêncio.
Poderia abraça-la? Será que depois de tudo que causou a ela, ele poderia?
Era tudo culpa sua. Ele falhou ao protegê-la.
O que ele pode fazer, que conseguiu fazer, foi se aproximar. Sentou ao lado dela na cama, e se pôs a fitar o mesmo chão que ela.
Uma barreira entre eles.
Ele queria olhá-la, mas não tinha coragem. Ele tinha vergonha de olhar para Rukia.
E para ele, Kuchiki Byakuya, isso era uma prova do seu coração tão pateticamente fraco.
Fraco, fraco...
- Você se lembra... Quando fomos ao mundo real, comprar roupas para o bebê...?
Byakuya se espantou com as palavras repentinas, no entanto, forçou-se a apenas ouvir.
- Você estava tão impaciente... Queria voltar, mas eu o forcei a ficar lá comigo. — ela continuou. — E o inesperado aconteceu... Você carregou uma criança... Se aproximou de uma... — sorriu levemente; um sorriso triste. — Eu sempre soube que você não gostava de crianças. E confesso que isso me preocupava muito. Eu pensava... Em como seria a nossa relação após o bebê nascer. Se você se adaptaria... E eu tinha medo que não.
Dessa vez, ele sentiu os olhos dela queimando sobre ele. Ela o olhava.
E ele não pode ignorar. Vagarosamente fez o mesmo gesto que ela.
- Mas você me surpreendeu, Byakuya... Fez coisas que eu nunca imaginei que você faria... E naquele dia... — uma lágrima escapou de seus olhos violetas. — Eu percebi que você seria um bom pai.
Ele estremeceu, impactado pela sinceridade.
- Eu decidi que se fosse menina, se chamaria Miki, igual aquela garotinha que conhecemos. Mas se fosse menino... Eu colocaria Niki, por ser parecido também.
Ele desviou o olhar. De algum modo, as forças acabaram. Ele precisou parar de vê-la. Por segundos apenas, tentaria se recuperar.
E era difícil. Cada palavra o despedaçava aos poucos.
- Ele é bem pequeno, Byakuya. Apesar de que... O choro dele é bem forte e alto...
Sim, ele ouviu. Dante permitiu que ele ouvisse. O massacrou dessa forma.
- Eu apenas queria ver a cor dos olhos dele... Eu apenas queria... — ela não pode continuar. Já era demais para ela.
Ele a olhou. Ela chorava novamente.
O que fazer? Como ele perdeu o raciocínio tão depressa? Como ele ficou tão inútil?
Ele estava confuso.
- Rukia... — mas resolveu tentar. — Eu...
— Por favor, deixe-me sozinha. — e ela impediu sua tentativa.
Estava aí. Ela mostrou o que ele deveria fazer. E ele não tinha como retrucar.
Era um inútil para ela. Fraco.
Kurosaki Ichigo estava certo. Ele não conseguiu protegê-la.
Vagarosamente, Byakuya se pôs a seguir caminho até a saída do quarto. E em pensamentos, o coração espremeu aquela frase mais sincera naquele momento.
Me perdoe, Rukia.
~o~o~o~
Já era tarde da noite. As horas se passaram com lentidão, e a cada minuto, ela aguardava ao menos uma mensagem de esperança.
Mas nada ocorreu. Nada mudou.
Rukia esperava. Além da janela, da lua, procurava uma forma de agir. Não tinha sono, e duvidava que pudesse dormir novamente, da mesma forma que antes.
Até a noite estava diferente. Até as estrelas tinham menos brilho.
A Lua branca estava triste. E todos ao redor sentiam o mesmo que ela.
Ela desviou o olhar para as próprias mãos.
Niki... Para onde o levaram? Por quê?
E de repente, Rukia sentiu uma sensação estranha. Uma pressão por todo o seu corpo. Uma surpreendente reatsu, direcionada a sua mente. Invadindo sua mente.
“Rukia...”
Ela arregalou os olhos em pânico. Poderia cair, se seus pés não tivessem cravados no chão frio. Estava estática.
Não tinha dúvidas de que aquele era um Tenteikuura, o kidou de manifestações ocasionadas pela mente.
“Rukia, venha até mim.”
Ela recuou um passo.
Aquela voz que invadiu sua mente, que mandava, que a chamava...
“Rukia.”
Era ele. Ele a chamava. Ele mostrava onde estava.
Ele estava perto... Hyega Dan.
E sem ao menos pensar duas vezes, Rukia tomou Sode no Shirayuki e resolveu seguir a voz de Dan. Ele mostrava a sua localização. Ele a guiava mentalmente.
Ela foi atrás dele. Precisava ir até ele... sozinha.
Continue...
Notas finais
Um pequeno inicio, para o próximo capítulo.
Como disse, não gostei muito do resultado. E peço desculpas por ter ficado assim. Vou melhorar.
De qualquer forma, adoraria saber o que achou.
E muito obrigada por terem lido!
Agora, correndo para ler um livro, no meio do domingo. Aff. É a vida. ¬¬
Fiquem com Deus ;*
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