Entre a Escuridão há Esperança
20 Descobertas
Notas iniciais
LUCY POV’S
Eu esperava que o encontro da Erza tivesse dado certo, mas por hora eu tinha outras preocupações. Estava determinada a descobrir mais sobre aquela pedra roxa. Peguei emprestado da Levy-chan um livro com uma escrita parecida com a que estava entalhado na superfície da pedra. Pedi a Crux que pesquisasse um pouco sobre ela enquanto eu traduzia o que estava escrito. Ao terminar, o que obtive foi:
“Somente o escolhido poderá abrir”
Foi o melhor que pude fazer, já que faltava a outra metade.
– Lucy, terminei a pesquisa. –falou Crux
– Então o que descobriu?
– Não há muitas informações disponíveis, pelo que vi, esta pedra se chama Chave das Dimensões, e ela serve para abrir um portal muito antigo que era frequentemente usado por praticantes de magia negra para interferir no destino das pessoas. Quando o conselho tentou destruir o portal, os usuários de magia negra o selaram e dividiram a chave em seis partes, guardando uma com eles para que depois pudessem achar as outras que estavam espalhadas. A última referência veio da sua mãe, ela tinha encontrado uma das partes e estava pesquisando sobre ela antes de morrer.
– Minha mãe?! – falei chocada.
– Isso é tudo que descobri.
– Tudo bem pode ir agora. – ele desapareceu me deixando sozinha. Eu ainda estava surpresa com o fato da minha mãe estar metida nisso tudo. Será que isso teve influência em sua morte?
Só me restava uma coisa a fazer, o Crux disse que ela havia encontrado uma parte da pedra e eu precisava pegá-la. Amanhã eu iria até aminha velha casa e procuraria por ela.
Aprontei-me para dormir, esperando que Natsu não pulasse pela janela novamente, mas foi exatamente isso que aconteceu.
– Yo Lucy! – falou o rosado.
– Natsu, o que você está fazendo aqui?- perguntei pegando uma blusa e vestindo-a rapidamente, pois eu estava só de short e sutiã – Será que você nunca ouviu falar em porta?
– Calma Lucy. – falou Happy – Assim você vai acabar ficando careca.
– Ora seu gato maldito, o que vocês estão fazendo aqui? Vocês não tem casa não?
– Eu só vim aqui para perguntar... Você vai viajar? – falou Natsu apontando para a bolsa que estava aos pés da cama.
– Não, é que me mandaram uma carta avisando que eu deveria ir na minha antiga casa para resolver alguns assuntos que ficaram pendentes depois da morte do meu pai. – inventei.
– Ah, você quer que eu vá junto? – ele perguntou preocupado.
–Não, eu prefiro ir sozinha. – abaixei a cabeça.
–Ok, eu entendo. Bem, já vou indo, pelo visto você está ocupada. – ele falou indo em direção a janela.
– Ei, o que você queria perguntar? – falei, mas ele já tinha saído. Achei melhor me deitar, amanhã seria um longo dia.
Acordei bem cedo e terminei de arrumar minhas coisas, eu estava levando a pedra e o livro para conseguir traduzir alguma coisa, caso necessário. Peguei um trem para chegar mais rápido, mas antes de ir para casa passei no cemitério para visitar minha mãe e meu pai. Eu tinha trazido dois buquês de flores, coloquei-os sobre os túmulos e fiquei encarando os nomes escritos nas lapides. Pude sentir as lagrimas chegando, mas fiz de tudo para que elas não caíssem.
Depois de um tempo, achei melhor ir para casa. Ela continuava bonita, como sempre foi. Abri a porta e vi aquele ambiente, tão familiar que trouxe de volta lembranças do tempo em que todos erámos felizes, antes da morte da minha mãe e do meu pai se fechar para o mundo. Afastei esses pensamentos e entrei. Mas onde deveria procurar? O sótão era o lugar mais provável, todas as coisas antigas tinham sido guardadas lá. Mas quando cheguei lá, me deparei com uma imensa quantidade de caixas. Desanimei.
– Isso vai demorar séculos! – suspirei, frustrada – Melhor começar logo.
Depois de passar duas horas e meia procurando e não ter encontrado nada, comecei a pensar em que outros lugares ela poderia estar. Estava organizando alguns papéis, quando me deparei com um desenho da pedra, havia varias anotações sobre ela e eu conhecia aquela letra, era da minha mãe. Meti rapidamente os papéis na minha bolsa e saí do sótão.
Estava descendo as escadas para ir embora quando a pedra começou a brilhar. Peguei-a e ela saiu flutuando na direção oposta a que eu estava indo. Segui-a por um corredor escuro, me lembrava vagamente de onde ele ia dar, em um beco sem saída. Já tinha ido lá e não tinha encontrado nada. Quando cheguei ao fim, vi um quadro da minha mãe quando, ela parecia diferente, mais jovem, olhei com mais atenção, ela estava usando um colar exatamente igual a parte da pedra, eu tinha certeza que esse quadro nunca tinha estado aqui antes. A pedra começou a brilhar loucamente em direção ao quadro, puxei-o levemente e ele se abriu revelando um leitor de retina, será que eu conseguiria abrir? Dei sorte.
Uma porta se abriu e eu entrei. Desci alguns degraus e cheguei em uma ampla sala com vários arquivos espalhados, talvez a pedra estivesse em alguns deles. Abri o mais próximo e vi somente um monte de papéis. Notei que havia um que estava mais afastado e em perfeitas condições. Abri-o e vi uma caixinha de pedra com a mesma inscrição que as outras. Peguei a pedra e a coloquei junto do outro pedaço, eles se uniram formando uma só.
Crux havia dito que a Chave tinha sido dividida em seis partes, até agora eu tinha conseguido quatro, só faltavam mais duas. Saí rapidamente da sala e a primeira coisa que vi foi a lua brilhar no céu. Olhei para o relógio e vi que já eram 7 horas. Se eu corresse talvez conseguisse pegar o trem e voltar para casa. Por sorte, ele ainda não havia saído.
Cheguei em casa por volta das 9 horas. Abri a porta e a primeira coisa que vi foi Natsu e Happy deitados na minha cama dormindo. Estava para acordá-los quando Natsu sussurrou:
– Lucy, vamos fazer uma missão? – ele se remexeu na cama.
– Aye Lucy, vamos! – falou Happy
Eles estavam tão fofos dormindo que tive pena de acordá-los. Eu podia dormir no sofá por uma noite. Guardei minhas coisas e fui me aprontar para dormir. Dei um jeitinho de deixar o sofá confortável e dormi.
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