Notas iniciais
Yo minna!! Pra quem gosta da Lisaana, não vai gostar mais, e pra quem não gosta, vai gostar ainda menos! kkk Espero que gostem!! Boa Leitura!

– Yo Lucy! Ohayo! – foram essas as palavras usadas para me acordar e que quase me fizeram cair do sofá. Ai! Eu estava um pouco dolorida, tinha dormido de mal jeito. Esfreguei os olhos e olhei em volta. Natsu estava sentado na outra ponta do sofá e Happy não estava por perto, devia estar assaltando a geladeira atrás de peixe.

– Natsu, sabia que existe outras maneiras de se acordar uma pessoa? – brinquei, fingindo estar com raiva. – Então, o que vocês estão fazendo aqui? – falei me sentando ao seu lado.

– Nós viemos ontem a tarde te chamar para uma missão, mas você não estava, então ficamos te esperando mas como demorou, acabamos dormindo.

– Ok, que missão você pegou?

– Acabar com uma quadrilha de bandidos que andam assaltando uma cidade. Falta só chamar a Erza, a Wendy e a Charles.

– E o Gray? – perguntei já sabendo a resposta.

– se eu ver a cara daquele viado, é bem capaz de eu mata-lo. – ele falou com raiva – Sorte dele que não o vi ontem.

Suspirei, não tinha como mudar o passado. Me arrumei e fiz um café da manhã e, assim que terminamos de comer, fomos para a guilda. Encontramos Erza do lado de fora, ele parecia estar esperando alguém.

– Oi Erza. Então, deu tudo certo? – perguntei tentando esconder a curiosidade.

– Deu sim Lucy, obrigada pela ajuda. – ela parecia bem feliz.

– Erza, você vem fazer uma missão com a gente? – perguntou Natsu

– Desculpe Natsu, não posso, já tenho um compromisso marcado.

– Mas... – eu o cortei.

– Tudo bem, deixa para a próxima então. – arrastei Natsu comigo, mas antes de sair dei uma piscadinha para ela que corou em resposta.

– Happy, por que você não vai chamar a Wendy e a Charles? – pedi.

– Aye sir! – ele falou e saiu voando.

Tive que pedir ao Happy para sair, pois queria conversar com o Natsu. Ainda estava curiosa para saber o que ele queria me perguntar naquele dia.

– Então, — comecei meio sem jeito – o que você queria me perguntar naquele dia?

– Ah, aquilo. – ele pareceu envergonhado.

Ele abriu a boca para falar, mas não conseguiu, pois Lisaana pulou no seu ombro e grudou nele que nem chiclete no sapato.

– Hey Nat-kun, vamos fazer uma missão juntos? – ela falou com um sorriso, eu estava a ponto de devolver o que tinha comido de tão melosa que era a cena. Nunca tive nada contra ela, mas de uns tempos para cá ela estava grudando muito no Natsu e eu estava morrendo de raiva, quem sabe até mesmo ciúmes, mas eu não ia deixar isso barato, a não ser que ele dissesse que gostava dela, eu ia lutar por ele.

– Tá bom Lisaana, você pode ir comigo e com a Lucy, só estamos esperando o Happy voltar com a Wendy e a Charles.

Nisso Happy chega voando.

– Ela disseram que não podiam ir, pelo que entendi Wendy tinha combinado de passear com Romeo. Eles se goxxxxtam – falou enrolando a língua.

– Então somos só eu, você, a Lucy e a Lisaana. – falou Natsu – Vamos logo!

Essa com certeza ia ser uma missão bem demorada. Suspirei, que escolha eu tinha? Pegamos um trem e, como sempre, Natsu ficou enjoado durante o caminho e acabou caindo no meu colo desmaiado. Pude sentiros olhares venenosos que Lisaana mandava para mim. Depois de uma hora, chegamos a cidade.

Depois que Natsu se recuperou, fomos falar com o prefeito, que nos informou que os bandidos haviam tomado a cidade. Com essas informações, partimos para realizar o trabalho.

A cidade tinha cara de ser bem antiga, apesar de haver algumas casas mais atuais aqui e ali. Não havia ninguém lá, e eu suspeitava que os bandidos já soubessem da nossa presença. Em certo ponto, decidimos nos separar e eu segui sozinha, já que Natsu tinha ido com Lisaana devido, principalmente, a insistência dela.um pouco depois, senti que alguém estava me seguindo, mas fingi que não tinha visto e continuei os atraindo para um lugar mais aberto, onde eu pudesse lutar sem restrições de movimento. Parei em uma praça e me virei para onde eles estavam escondidos.

– Podem sair, eu sei que estão aí. – falei e logo nove homens saíram da escuridão, alguns seguravam pedaços de cano, outros apenas me olhavam de cima a baixo, oque me deixava com nojo. Eles me cercaram.

– Portão do Leão, abra-te! Loke!

– Yo Lucy, seu príncipe encantado chegou! – falou me pegando no colo.

– Será que podemos deixar isso para depois, temos que resolver algumas coisinhas primeiro. – falei e ele me soltou.

Ficamos de costas um para o outro e os bandidos começaram a avançar, nos forçando a nos separarmos. Loke os acertava com socos e eu usava meu chicote para imobilizá-los. Um deles me pegou por trás, não tive tempo para me defender e Loke estava ocupado demais para vir me salvar. Quando estávamos a uma boa distância, ele lambeu meu pescoço, fiz uma careta de nojo e tentei me soltar mais uma vez.

– Quietinha aí, princesa! – falou com um tom zombeteiro – Agora, o que eu faço com você? – perguntou passando as mãos por baixo da minha blusa e tentando tirá-la.

Pisei com toda a minha força em seu pé, o que o fez afrouxar o aperto o bastante para que eu pudesse lhe dar um chute bem no meio das pernas. Ele caiu de joelhos e eu me virei para correr, mas ele segurou meu pé e eu caí. Ele se levantou e eu também, ficamos nos encarando até que ele tentou me agarrar novamente, mas eu desviei bem a tempo, agarrei sua cabeça e a bati contra a parede e depois contra o meu joelho. Ele caiu no chão.

– Como você pôde me vencer? – ele parecia surpreso – Você é só uma garota fraca!

Dei-lhe um chute no meio da barriga.

– Isso é por me lamber, — dei mais um chute – isso é por tentar me estuprar, — mais um chute e pisei em sua barriga – e isso é por me chamar de fraca. – com isso ele desmaiou. Arrastei seu corpo até encontrar Loke, ele havia conseguido acabar com todos os outros bandidos e me ajudou a leva-los para onde Natsu e Lisaana estavam. Natsu a estava carregando nas costas e ela estava agarrada no pescoço dele, quando me viu deu um sorriso de vitória, passei por ela sem nem me importar e fiquei escorada na parede.

– Então, o que fazemos com eles? –perguntei a Natsu pisando mais uma vez na barriga daquele cara que eu tinha dado uma surra. – Nós terminamos o trabalho um pouco antes do previsto.

– Vamos esperar a guarda chegar. – falou ele colocando Lisaana sentada em um barril.

– O que aconteceu com você? – perguntei a ela.

– Eu estava correndo e acabei tropeçando e torci o tornozelo. Os bandidos teriam me pegado se o Nat-kun não tivesse me salvado. – falou pulando em cima dele de novo.

“ Ai que meloso! Pelo menos eu não sou inútil a esse ponto. Se eu ficar aqui por mais tempo, com certeza vou ter uma indigestão.” Pensei fazendo uma careta e me afastando um pouco.

– Hey Lucy, onde você vai? – perguntou Happy

– Só vou dar uma olhadinha por aí. Daqui a pouco eu volto, ok.

Continuei andando até estar a uma distância segura deles. Quando me certifiquei de que estava sozinha puxei a Chave das Dimensões de dentro da blusa, eu a havia trazido comigo, pois achava que encontraria mais uma parte. E foi isso que aconteceu. Ela começou a brilhar e saiu flutuando na direção de um beco escuro. Segui-a até chegar a um beco sem saída, mas a pedra continuava a brilhar. Apalpei a parede em busca de uma passagem secreta, acho que eu estava assistindo filmes demais, mas para a minha surpresa, ao apertar certo local, uma porta de pedra se abriu. É, talvez os filmes tivessem um pouco de verdade.

Assim que passei pela porta, ela se fechou me deixando presa na escuridão. Dei um passo para frente e as tochas que estavam nas paredes se acenderam sozinhas, iluminando o corredor. Caminhei em silêncio por alguns minutos até chegar a uma espécie de laboratório. Havia vários animais dentro de vidros e outras coisas que eu não sabia o que era, e nem queria, pilhas de papéis estavam espalhados pelos cantos e, mais afastada, estava uma escrivaninha bem antiga.

Revirei as gavetas e encontrei a caixinha com o outro pedaço da pedra, mas assim que a peguei, um alarme soou e as portas se trancaram sozinhas, de repente a sala começou a se encher de água. Olhei para os lados procurando uma saída, minha única chance era a saída de ar. Corri e arranquei a grade, me esgueirei pelo túnel por um bom tempo até que avistei a saída. Não sabia onde estava, então comecei a procurar os outros. Ouvi o barulho de passos e me vire para ver quem era.

– Lucy, onde você se meteu? – era Natsu e ele parecia estar com raiva.

– Eu fui dar uma volta.

– Sei, e no caminho deve ter caído em uma poça de lama, não é? – falou ele com sarcasmo.

Olhei para baixo e vi a minha situação, eu estava imunda. Tentei limpar parte da sujeira.

– Já podemos ir? Preciso de um banho urgentemente. — falei

– Vamos, a guarda acabou de chegar. – ele falou indo para onde os outros estavam, eu i segui e a primeira coisa que notei foi a cara emburrada de Lisaana. O que será que tinha acontecido?

Não tive tempo para fantasiar nada, pois o prefeito veio até nós entregar a recompensa pelo trabalho. Recebemos e fomos para casa. No caminho ninguém falou nada, uma tensão estranha pairava no ar e eu não gostava nada dela. Chegamos em Magnólia, Natsu disse que ia levar Lisaana para a guilda, pois ela ainda estava machucada – coisa que eu duvidava muito – e eu fui para casa.

Ao chegar peguei a Chave das Dimensões e o pedaço que eu tinha encontrado e os coloquei lado a lado, eles se uniram em um só. Agora só faltava mais uma parte para completar a chave.

Tomei um banho e coloquei uma roupa limpa. Estava indo para a cozinha, quando notei as anotações que eu tinha trazido de casa em cima da escrivaninha, resolvi que já era hora de analisa-las. Peguei apedra para compará-la com as anotações. Não havia muitas informações úteis, na última folha havia um desenho da pedra completa e a tradução das inscrições que ela possuía. Dizia o seguinte:

“ Somente o escolhido poderá abrir os portais pelas dimensões e liderar o futuro ao fim.”

O que isso queria dizer? Continuei lendo até uma palavra me chamar a atenção: Sacrifício. Não tive tempo para descobrir o que ela significava, pois ouvi passos atrás de mim e me virei rapidamente para ver quem era. Duas mãos cobriram meus olhos.

– Adivinhe quem é?

– Natsu, — suspirei – eu sei que é você. – ele tirou as mãos e olhou para mim sorrindo. Sorri de volta e me lembrei que a pedra ainda estava em cima da mesa. Tentei escondê-la antes que ele visse, mas não tive muita sorte.

– O que é isso? – perguntou apontando para a pedra.

– Ann... – não sabia como explicar, talvez eu devesse contar a verdade.

– Estou esperando. – ele cruzou os braços e olhou nos meus olhos.

– Eu ainda não sei o que é ou o que faz, — contei por fim – mas é uma coisa importante para mim, minha mãe também estava procurando por ela. – abaixei a cabeça.

– Certo, — ele suspirou – mas tome cuidado, da última vez que nos metemos com coisas que a sua família deixou tivemos muitos problemas. – falou ele se lembrando de tudo que passamos com o relógio infinito. – Então era por isso que você estava agindo estranho esses dias?

– Sim, eu tinha medo de alguém descobrir. Você promete não contar a ninguém?

– Tudo bem, se é isso que você quer. – ele balançou a cabeça. – Ah, bem, eu tenho que ir... É... Esqueci que tinha prometido ao Happy que iria passear com ele. Até mai. – disse e saiu pela janela.

Hmmm... Ele estava um pouco estranho. O que será que aconteceu? Fui para a cozinha comer alguma coisa antes de ir dormir. Quando levantei os lençóis encontrei um bilhete metido neles.

“ Encontre-me amanhã a noite na parte sul do parque. Vá sozinha.

Natsu”

Notas finais
Até a próxima!! Kissus ^^