Entre a Escuridão há Esperança
12 Aposta
Notas iniciais
Acordei sentindo uma coisa dura e fria encostado no meu rosto. Abri os olhos e levantei a cabeça batendo-a em algum lugar, rolei para o lado e vi que estava embaixo da cama. Olhei para cima e vi Natsu todo esparramado, ocupando a cama toda. Então foi por isso, em algum momento da noite, ele tinha me derrubado e eu acabei parando embaixo da cama. Levantei sentindo dores por todo o corpo e fui escovar os dentes e comer alguma coisa. Preparei um prato de panqueca, já sabendo que ele acordaria com muita fome.
– Ohayo,Lucy !- ele falou se sentando na minha frente
– Ah, acordou. Já não era sem tempo. Se quiser comer alguma coisa vai ter que lavar as mãos antes. – ele obedeceu e sentou para comer.
Ficamos em silêncio por alguns minutos.
– Você devia ir à guilda, ouvi que a Levy estava te procurando.
“ Porra, esqueci que tinha prometido falar com o Gajeel pra ela!” pensei.
– Tenho que ir- disse-me levantando e indo em direção à porta, mas ele segurou meu braço.
– Seu pijama é muito bonito, mas tem certeza que vai sair assim?- ele riu e eu corei.
– Será que você pode sair para eu poder me trocar?
–Não vejo problema de fazer isso na minha frente. — ele deu um olhar malicioso
– Sai logo daqui antes que eu te castre. — e com essa linda deixa, ele saiu.
Escolhi um vestido preto meio curto com detalhes pratas, peguei minhas chaves e saí. Encontrei-o encostado ao lado da porta.
– Puxa, como você demorou!-fiz uma careta e comecei a andar.
Chegamos a guilda e encontramos a porta aberta, podia-se ouvir a gritaria de longe.
– Eu aposto que vou ganhar!
– Há, vai sonhando!
Entramos e vimos um círculo em torno de uma das mesas com Cana sentada no centro.
– Ah, ótimo, eles chegaram. – falou ela- Podemos começar.
– Começar o quê?- perguntei confusa.
– Oh! Você não sabe? Ninguém te contou? – ela viu minha cara e decidiu explicar. — É que nós fizemos uma aposta sobre quem iria durar mais. O mestre alugou uma casa com três suítes e nós decidimos fazer uma brincadeira.
– Que tipo de brincadeira? – perguntei desconfiada.
– Bem... Nós vamos escolher três casais para passar uma semana na casa, o último que sobrar vence.
– Gostei, quero participar! — falou Natsu- Sei que vou vencer!
– Calma aí Natsu, vamos sortear as duplas. — pude ver duas urnas- Uma delas tem o nome dos meninos e o outro o das meninas. E o primeiro par é... — ela pegou uma ficha de cada urna-... Gray e Juvia.
– O quê? Por que eu? Por que ela? – gritou Gray inconformado.
– Eu não tenho culpa, vocês foram sorteados. Agora o segundo par é... -ela pegou mais duas fichas- Gajeel e Levy. – olhei para Levy, ela estava muito vermelha e mantinha a cabeça e o olhar fixo no chão – e o último par é: Natsu e Lucy.
– O que?
– Bem, regras são regras. Vão arrumar suas coisas e me encontrem no portão da guilda em uma hora. — ela saiu de cima da mesa.
Eu ainda não acreditava. Por que justo eu? E logo o Natsu? Mas não adiantava reclamar, sorteio é sorteio. Quando estava saindo, Lisaana me olhou feio e virou as costas. Fui para casa arrumar minhas malas e depois de uma hora, eu estava esperando no portão da guilda sozinha. Os outros chegaram um pouco depois e ainda tivemos que esperar por mais uma hora até que Cana resolveu aparecer.
– Parece que todos já chegaram, vamos indo. — falou ela
A seguimos até a parte sul da cidade, lá havia uma casa de dois andares branca cercada por algumas árvores que já estavam começando a morrer.
– Todos os dias eu venho dá uma olhadinha em vocês, só pra ver se não estão fazendo nada de errado, então até amanhã. – ela deu um olhar malicioso e saiu.
Decidimos que era melhor entrar, pois já estava escurecendo. Por dentro havia uma sala enorme com uma lareira e alguns sofás.um dos quartos ficava no primeiro andar, Levy e Gajeel decidiram ficar nele. Subimos as escadas, os quartos ficavam em um corredor, um de frente para o outro. Eu e Natsu pegamos o do lado direito e Gray e Juvia ficaram com o outro. O quarto em que estávamos era enorme. Tinha uma cama de casal (sim, pelo visto iriamos dormir na mesma cama) com o dorsel enfeitado com alguns anjos, no canto havia u, banheiro e em frente a cama, um guarda-roupa- daqueles embutidos na parede. Na cômoda ao lado da cama tinha um abajur e na estante vários livros e troféus antigos. Achei melhor ajeitar logo minhas coisas. Depois que estava tudo arrumado, peguei meu pijama e fui para o banheiro me trocar para dormir, só então notei que tinha trazido uma camisola preta bordada com renda. Devia ter posto por engano na hora de fazer a mala, só o que me faltava! Saí do banheiro morrendo de vergonha, Natsu já estava deitado, me deitei ao seu lado.
– Já vou logo avisando, nada de gracinhas se não quiser dormir no sofá.
Ele deu um sorriso e fez uma cara de safado. Iam ser longas noites.o dia tinha sido tão cheio de surpresas que acabei pegando num sono.
Acordei com o barulho de passos vindos do corredor e pulei em cima do Natsu assustada. Ele acordou e olhou para mim confuso. Mais passos, estavam ficando cada vez mais altos e próximos. Me agarrei o mais forte que pude nele e ele passou um braço ao meu redor. O barulho parou. Deitamos novamente alertas a qualquer ruído suspeito. Não consegui dormir o resto da noite.
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