Entre a Escuridão há Esperança
13 A Caixa
Notas iniciais
Na manhã seguinte, acordei com a luz que batia no meu rosto. Tentei m me levantar para fechar a janela, mas notei que o braço do Natsu ainda estava ao meu redor, olhei para seus olhos e vi que estavam abertos.
– Ohayo! Dormiu bem? – perguntou
– Hmm... Mais ou menos. Será que pode me soltar? – pedi
– Desculpe. Mas... É... Bela camisola. – ele coçou a cabeça
Fiquei vermelha de alto a baixo e me levantei para tomar um banho. Quando saí, não encontrei ninguém no quarto. Coloquei um vestido branco e deixei os cabelos soltos. Desci as escadas ouvindo vários barulhos que vinham da cozinha.
– O que aconteceu? – perguntei
– Nada, só não tem nada para comer! – falou Gray com ironia.
– Então vamos ter que comprar. – falei
No final eu, Levy e Juvia tivemos que fazer as compras sozinhas. Mas até que foi legal sair em grupo. Quando chegamos já era hora do almoço. Não encontramos ninguém, as meninas foram para os quartos e eu fui para a cozinha. Estava lavando a louça, quando ouvi um barulho vindo da sala. Corri para ver o que era e encontrei o Gray deitado no sofá com a Juvia por cima dele, notei que ele estava segurando a cintura dela.
– Oh! Desculpe! Não queria atrapalhar, mas se vão mesmo fazer isso, é melhor irem para um quarto primeiro, não acham? – falei
Eles se separaram rapidamente, com o rosto vermelho e cada um foi para um lado. Voltei para a cozinha pensando no tinha acontecido, já estava mais do que na hora daqueles dois se assumirem. Depois do almoço, decidi dar uma olhada pela casa.
Do lado esquerdo da sala havia um corredor que parecia não ter fim, havia vários quadros nas paredes, muitos deles representavam cenas de morte, pessoas sendo enforcadas, massacres, eram horríveis. No final do corredor havia apenas um quadro de uma menina loura e mais nada. Ouvi alguém me chamando e levei um susto, voltei para a sala e vi que já era noite. Como não encontrei ninguém subi para o quarto, também estava vazio. Sentei na cama pensando onde todos poderiam ter ido. Ouvi passos atrás de mim.
– Buuu!- dei um pulo com o susto e caí no colo do Natsu. Ele estava rindo da minha cara. Olhei para ele com raiva, mas isso só o fez rir mais ainda. Virei o rosto irritada, ele agarrou minha cintura.
– Ah, qual é?! Foi engraçado, você devia ter visto a sua cara!- ele riu novamente.
Olhei em seu rosto pronta para reclamar, mas notei o quanto seu rosto estava próximo do meu. De repente ele se inclinou e caiu por cima de mim com o rosto apoiado na minha bochecha. Tentei sair de baixo dele, mas acabei virando o rosto na direção do dele e nossas bocas roçaram levemente. Ele me puxou para si, segurando minha cabeça e inclinando levemente a sua. Depois de um tempo, nos afastamos e eu caí sem ar na cama. Sem dizer uma palavra, ele saiu do quarto. Fiquei lá, deitada, pensando no que tinha acontecido. Troquei de roupa e fui dormir, meus pensamentos se misturavam na minha cabeça, no meio disso uma imagem saltou na minha cabeça: quando ele me beijou pela primeira vez, sorri, talvez ele gostasse de mim.
Acordei no meio da noite suada e trêmula, tinha tido outro pesadelo, eles estavam ficando cada vez mais frequentes. Minha cabeça doía, resolvi procurar um remédio na minha mala, mas encontrei a última coisa que esperava, a pedra roxa que tinha achado quando estava limpando a casa. A janela estava aberta e a luz da lua entrava por ela, era impressão minha, ou havia algo gravado em sua superfície? Levantei-a para ver melhor e a luz da lua atingiu a pedra em cheio, desenhando um mapa no chão. Olhei mais de perto, era o mapa dessa casa. Havia um ponto brilhante marcando o lugar onde com certeza havia algo escondido.
Eu sabia onde era, no corredor onde eu encontrei os quadros. Peguei uma lanterna e saí do quarto em silêncio. Segui na direção do corredor, mas parei quando ouvi alguns barulhos vindos do quarto da Levy, “Parece que as coisas estão bem agitadas por lá” pensei. No final do corredor, só havia o quadro da menina loura, olhei melhor, ela parecia estar nesse mesmo corredor, mas havia uma porta atrás dela. Passei a mão pela parede e senti uma fechadura, virei-a e entrei em uma sala escura. Liguei a lanterna e vi vários armários espalhados. A pedra que estava na minha mão começou a brilhar e flutuou em direção a um armário, que parecia o mais antigo que havia ali, a pedra parou em frente dele e brilhou loucamente. Abri a porta de uma vez e vi uma caixinha de mármore decorada com ouro e com algumas inscrições em uma língua estranha.
Peguei-a devagar, ela parecia pulsar de vez em quando, quase como se estivesse viva. Abri-a e vi uma pedra roxa idêntica a que eu tinha, ela estava enrolada em um lenço branco, desenrolei-a e segurei as duas partes juntas, instantaneamente elas se uniram formando uma só. Saí da sala levando comigo a pedra enrolada no lenço. Voltei para o quarto e escondi as coisas no fundo da minha mala e deitei novamente na cama, notando que Natsu ainda não havia voltado, onde será que estava? Adormeci com esse pensamento na cabeça.
Fale com o autor