Entre Um Vampiro e Um Pirata
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Pov Narradora
Na manha do outro dia Angelica estava pronta pra ir embora, ela não sabia por que mais tinha um pressentimento ruim daquele lugar, ela olhou para a janela e viu que lá fora nevava, por sorte naquele armário no quarto havia vários casacos, como ela não tinha malas apenas desceu com as roupas do corpo, realmente aquele vestido não ajudava, chagando na porta viu um dos empregados da casa, ele devia está vigiando a porta mas acabou dormindo, com muito cuidado ela tentou pegar as chaves que estavam no cinto dele, quando estava quase conseguindo ele acordou e segurou o braço dela. Ela engoliu em seco.
–o que quer moça? Sr Collins me deu ordens dizendo que ninguém vai sair desse castelo hoje. –falou ele.
– é? E onde está o Sr. Collins?
– ele saiu, não disse pra onde ia e nem que horas vai voltar.
– exijo que me deixe sair.
– não é seguro pra mulheres frágeis como a senhorita.
– e quem disse que eu...-ela respirou fundo- tá, então tá. Olha o que é aquilo? –ele olhou para o lado e antes que ele pudesse ter tempo pra reagir ela o atingiu bem no meio das pernas, depois com os dois cotovelos acertou as costas dele quando ele caiu no chão ela deu um chute na barriga, depois pegou as chaves — frágil é a sua mãe. –tinha varias trancas, e varias chaves, ela se atrapalhou um pouco mas, conseguiu abrir, lá fora estava congelante, ela foi andando em direção ao portão. Ela abriu o portão, e foi andando pela estrada, não era longe da capital, Bucareste só ficava a alguns quilômetros, e ela não se importava em ir andando. O sol era uma coisa rara por ali, de longe ela podia ver os montes Cárpatos, nesse momento por alguma razão ela se perguntou em qual estado da Romênia ela estava, mas logo fugiu dos seus pensamentos quando escutou uivos e viu algo se mexer entre as arvores, um calafrio lhe percorreu a espinha, não por causa da baixa temperatura e sim por causa dos sons perturbadores que a rodeava, ela continuou, Angelica era do tipo tão teimosa que nem para si própria admitia está com medo, era esse seu pensamento “sou filha de Barba Negra, o pirata mais temido dos sete mares, o que ressuscita mortos, e cria zumbis como servo, tenho sangue Teach correndo nas veias, não tenho porque ter medo.” Mas no fundo ela não acreditava, só que ela não parou em nenhum minuto, o que a move é seus medos e a vontade de supera-los, isso é um potencial dela. Ela ouviu mais barulhos e dessa vez pareceu ser mais perto, ela virou de costas pra estrada na tentativa de ver algo, não viu nada mas ao voltar seu olhar para estrada viu ali um lobo, ela ficou paralisada o lobo rosnava e salivava, ela foi andando levemente de costas bem devagar e o lobo se aproximava também faminto, se ela tivesse ao menos uma espada, mas ela estava totalmente indefesa, o lobo estava pronto pra atacar, ela apenas se abaixou e com os braços escondeu a cabeça, no momento que o lobo saltou sobre ela, Barnabas surge e fica na frente dela, ela apenas atira o lobo com um dos braços pra uma arvore, ela só ouviu o choro do animal que saiu correndo, ele à estendeu a mão, ela estava pálida e apesar de não demostrar estava assustada também.
–levante-se, já passou.
Ela pegou na mão dele, e lembrou-se do Jack, na vez que ele também a salvou de virar comida de sereia na Baia da Espuma quando estava em busca da fonte da juventude. Ela respirou fundo.
–obrigada.
–não precisa agradecer, mas então me diga onde perdeu!
–perdi o que? –perguntou ela.
– onde foi que perdeu o seu juízo? Porque eu gostaria muito de saber o que foi que deu na sua cabeça pra agredir meu servo, sair sozinha, e numa tempestade e quase virar comida de lobo.
– eu quero ir pra capital. Já disse ao senhor.
– eu estava voltando de lá, sinto lhe informar mas não tem nenhum hotel, nem pensão, nem casa, enfim resumindo, eu procurei em tudo e está tudo cheio, não tem onde a senhorita ficar. Adeus miss Angelica. –ele deu as costas pra ela.
– em? vai me deixar aqui?
– eu lhe ofereci minha hospitalidade, e o que a senhorita fez? Agrediu um de meus empregados e eu ainda tive que salva-la.
– mas o que? –ela era muito orgulhosa, nem morta pediria desculpas- ok então. Tchal.
– ham? –ele achava que ela pediria desculpas- pra onde vai?
– não sei talvez para o estômago de algum lobo faminto.
– mulheres, mesmo que você esteja certo ainda sim está errado. –ele falou para si mesmo, depois gritou pra ela- ok, você venceu pode vir comigo.
– quem disse que eu quero voltar?
Ele ficou bravo ao ouvir aquilo.
– sabia que a senhorita é incrivelmente irritante? –falou ele.
– eu sou vou porque você pediu. –ela sorriu, e depois entrou na carruagem. – o senhor não vem? Que demora.
Ele subiu na carruagem com a cara nada boa pra ela. Enquanto isso, em Tortuga, o pirata mais cafajeste e sedutor dos sete mares dormia pesadamente e roncava com volume máximo. Gibbs acabava de subir procurando seu capitão, ele nem precisou procurar muito, dava pra ouvir o ronco do Jack, entro no quarto e olhou para o pirata, ele estava com medo de acorda-lo, mas mesmo assim o chamou.
– Jack? –ele falou baixo- Jack? Está me ouvindo? –ele falou um pouco mais alto.- Jack o pérola precisa de um capitão! –ele perdeu a paciência e acabou gritando- JACK! -Jack acordou atordoado com o susto e já estava com duas armas na mão e uma delas apontada pro senhor Gibbs.
– ah é você senhor Gibbs? –ele estava de ressaca, com uma dor de cabeça horrível- o que houve homem? –ele guardou as pistolas.
– é que o pérola senhor. Já está pronto para zarpar.
– obrigada. Pelo menos uma boa noticia. E cadê a Ang... quero dizer a moça com quem eu passei a noite?
– que moça? Lamento lhe informar capitão, mas sua companhia ontem a noite não passou da garrafa de rum.
– e pra que companhia melhor que o rum? –ambos riram e foram para o navio, e pelo visto não tinha sido só o capitão que exagerou no rum, os marujos também, mas Jack ia dar um jeito naquilo- O QUE ESTÃO FAZENDO AINDA DORMINDO A ESSA HORA SEUS VERMES AMBULANTES? –os marujos começaram a correr de um lado para o outro procurando algo pra fazer- É PRA ISSO QUE EU PAGO VOCÊS? VOLTEM JÁ AO TRABALHO SEUS MALDITOS, E SE ESSE NAVIO NÃO ESTIVER ANDANDO E ESSE CONVES LIMPO QUANDO EU ACORDAR, VÃO TODOS ANDAR NA PRANCHA. EU FUI BASTANTE CLARO SENHORES?
–sim capitão. – os marujos responderam.
– ótimo. –ele sorriu- senhor Gibbs, como meu leal imediato eu lhe deixo cuidando do meu navio porque agora eu preciso descansar e dormi, minha cabeça está quase explodindo.
– mas o senhor acabou de acordar!
– cala a boca e obedece. E não me incomode.
– sim capitão. –Gibbs saiu para o timão do navio.
Jack entrou na cabine e tentou se lembrar do que viu ontem, ele podia jurar que aquela mulher era Angelica, ele imaginava que podia está ficando louco. Mais louco que o normal, ele pensava que o grande capitão Jack Sparrow era imune ao amor, e que esse sentimento tão perigoso não ia atingi-lo. Aquilo o perturbava e o indignava, ele não queria sentir e só queria parar de pensar. Ficou apenas de calça e deitou na cama, sua ressaca o ajudou a dormi rápido. Passado algumas horas ele acordou, se sentia melhor, e ouviu quando um marujo lá fora gritou “TERRA À VISTA”. Eles chegaram ao litoral europeu.
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