Entre Um Vampiro e Um Pirata
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Pov Narradora
O pérola atracou num porto da Itália, seu capitão estava ansioso em saber por que sua bússola o guiou para lá, ele a tirou do bolso e deu mais uma olhada nela, a bússola apontava para o estremo norte, um lugar gelado e sem o mar, isso deixava o pirata confuso, a única vez que sua bússola não funcionou foi quando o Kraken estava atrás dele, daquela vez ela girava o ponteiro sem apontar pra nenhum lugar concreto, e dessa vez o ponteiro não sai do lugar, ele chacoalhou, fechou, abriu e deu mais uma olhada, e nada do ponteiro mexer. Jack começou a se perguntar se devia seguir o curso da bússola, ele estava desconfiado achando estar seguindo uma direção que não faz sentido. Aquela situação não agradou em nada ao capitão. Ele escondeu o navio e foi com os botes junto da tripulação até a cidade.
– Capitão, o que vamos buscar lá? – perguntou Gibbs.
– respostas! – disse Jack misterioso.
A cidade estava horrível, era uma área pobre, naquela época a corte apenas se preocupava em cobrar impostos, toda aquela miséria, e imundice eram esquecidos pelos nobres de poder, o lixo se amontoava e o cheiro forte de pecados horrendos cometidos ali invadiam as entranhas. Aquele não era o tipo de lugar que agradava Jack, era um lugar triste e sombrio, pelos becos estreitos daquele lugar lúgubre era preciso manter os olhos bem abertos.
– sr.Gibbs eu quero que leve os marujos pra algum bar. Eu preciso ir a um lugar.
– sim capitão, caso precise de algo vamos estar no bar mais próximo.
– ok. –ele já ia andando quando recuou e voltou a falar- Ah, sr.Gibbs, podem encher a cara, porque eu não estou com a mínima pressa. – o velho imediato de Jack apenas assentiu, deu as costas e foi cumprir as ordens dadas pelo seu capitão, já o capitão Sparrow queria respostas, Jack já havia estado ali uma vez, ele se recorda de uma feiticeira na qual trocou alguns objetos em troca de amuletos no passado, já que tia Dalma não existe mais, ele não teve escolha a não ser pedir ajuda a essa mulher. Depois de alguns metros ele chegou a uma casa, uma típica casa, bateu a porta e eis que a velha mulher abre.
– olá Veronica. – Jack falou num sorriso.
– o que quer aqui pirata? – perguntou ela arrogante.
– não posso mais rever uma velha amiga?
– melhor deixar de conversa fiada, sabe que não sou nenhuma daquelas adolescentes que costumam cair fácil no seu papo.
– bom, eu tentei ser gentil. Mas sendo assim, eu preciso que me ajude com uma coisa. – disse com seu típico cinismo.
– sabe que exijo pagamento.
– eu pago. – ele fez cara de desgosto.
– pode entrar senhor Sparrow. – ela abriu a porta e ele entrou um pouco receoso- do que precisa?
Jack analisava a casa, e todos aquelas tralhas de bruxaria, e rituais.
– ah sim, bom é que eu preciso saber porque minha bússola não funciona. – ela mostrou a bússola pra ela, e ela logo reconheceu era um objeto magico e que apontava pro que mais desejava.
– quer dizer que você não sabe o que quer? – ela sorriu amarelo- sua bússola está funcionando perfeitamente bem, acontece que o problema está em você, ora, Sparrow tanto eu com você sabemos o que está havendo.
– e o que é que está havendo? –Jack perguntou e engoliu em seco.
– sua bússola aponta pra algo que você deseja muito, ou devo dizer... ama muito?
– amar? – Jack novamente engoliu em seco.
– ah capitão, eu vejo perigos em seu caminho. Vejo medo.
– sou o capitão Jack Sparrow eu nada temo.
– algo que você sabe que senti, mas que reluta em dizer que não, você esconde de todos mais está nítido em seus olhos. Você tem medo disso não tem? Nossa! O grande capitão do navio mais rápido dos sete mares tem medo do amor.
– não tenho! difamação e calunia. – disse Jack um tanto incomodado.
– é para o amor que sua bússola aponta capitão. Só resta saber se você é corajoso o suficiente e se está disposto a seguir esse caminho. – ela deu uma risada macabra.
– é, foi bom conversar com a senhora, mas agora só me convenci de uma coisa. A senhora não ta bem da cabeça.Tchal. – ele deu as costas, e ela apareceu rapidamente outra vez de frente pra ele.- como é que você faz isso? – disse ele assustado.
– acha que sou louca é? Mais cedo ou mais tarde vai se convencer que o que eu estou lhe dizendo é mais pura verdade. É melhor se apressar marujo, ou pode perder o coração da moça. Aproposito, quem lhe deu essa renda? – Veronica se referia a uma renda que Jack tinha amarrado no braço esquerdo.
– pode ir esquecendo, não vou pagar esse monte de bobagem que você disse com essa renda. – Jack ganhou a renda de Angelica e ele a presentou com um anel no primeiro encontro deles.
– eu sei quanto isso é especial pra você, então só dinheiro basta. – Jack teve que pagar ou podia sair dali com uma praga e ele não queria isso. Após o pagamento ela abriu a porta antes dele sair ela tornou a lembra-lo. – é melhor se apressar. – depois disso a porta trancou-se, para a surpresa da Jack la fora ele viu seu pai, ficou feliz, seu pai já sabia que ele estava com problemas, o Capitão Teague Sparrow não era do tipo pai exemplar mas sempre ajudava Jack quando podia.
– problemas na bússola Jackie? – perguntou ele com um típico sorriso.
– oi pra você também pai. Bem quanto a bússola, nada demais, acho que ela perdeu a validade e agora está com defeito. Deve ser isso. – Jack tentou disfarçar.
– tem certeza filho? – Jack assentiu- bom, eu vi uma das suas inúmeras mulheres por aqui. Aquela que mais mexeu com você.
– Angelica? – Jack falou, e percebeu depois no que havia dito.
– respondeu tão rápido. – ele riu- é essa mesmo, eu a vi num porto da Sérvia.
– ora pai, porque isso me interessaria? Porque o senhor não muda de assunto e vamos tomar alguma coisa ham? – Jack tentava fugir.
– é uma ótima ideia, mas achei que ia gostar de saber que ela estava com outro homem.
– o que? – perguntou Jack perplexo.
Enquanto isso na Romênia, Barnabas e Angelica estavam retornando para o imenso castelo. Os dois não haviam dito nenhuma palavra sequer durante o percurso, depois que chegaram ele a ajudou a descer, mesmo estando meio que estressado com ela, seu cavalheirismo sempre falava mais alto.
– espero que pense melhor da próxima vez que for sair sozinha em meio aos montes Cárpatos. –ele caminhava calmamente em direção ao portão.
– da próxima vez vou preferir ser comida pelos lobos a ter que aguentar o senhor com esse estresse. – falou ela um pouco mais atrás.
Barnabas ao ouvir suas palavras voltou a olha-la e a se aproximar dela, então foi a sua vez de falar. — da próxima vez senhorita, eu que vou deixa-la para os lobos.
– sei que não faria isso. – ela riu descaradamente. – bom, mas podemos continuar discutindo aqui no frio ou lá dentro onde tá aquecido.
– ótima ideia, vamos lá pra dentro quem sabe assim a senhorita melhora seus argumentos depois que aquecer a cabeça. – ele sorriu.
Ela ficou séria e o encarou, depois foi na frente andando em direção ao castelo, ele fez o mesmo, mas diferente dela, seus passos eram calmos e não demostravam pressa. Ele viu quando Angelica entrou no castelo e sorriu com o jeito bravo dela, ele olhou para baixo por um breve momento e na neve viu um colar, ele pegou e analisou por um tempo, na verdade era um cordão e no lugar do pingente tinha um anel com uma pedra de ametista, ele olhou para frente e guardou apenas o anel, depois entrou no castelo.
– como foi na cidade senhor? – perguntou Lucas, o empregado e também amigo de Barnabas.
– a cidade sempre me deixa mais forte, é sempre bom livrar o mundo todas aquelas pessoas mesquinhas, e arrogantes, e cruéis.
– pelo menos eles servem pra alguma coisa.
– sim, ainda bem que me alimento de sangue e não do caráter das pessoas.
– acho que o senhor ia morrer de fome. – falou Lucas.
– tem razão. – Barnabas deu um sorriso leve de lado.
– e a moça senhor?
– eu a encontrei no meio da estrada. É uma longa historia, mas por falar nisso Lucas, onde está o homem que a deixou fugir?
– eu acabei de vê-lo indo pra cozinha.
– ótimo, vá chama-lo, e diga que eu o espero na biblioteca.
– sim senhor. –o servo saiu e Barnabas foi para a biblioteca, era um lugar que ele gostava de ficar e passava grande parte do tempo ali, enquanto aguardava começou a observar o anel, ele tinha certeza que era da Angelica, era uma joia rara começando pela pedra que de coloração forte, um roxo puxando para o preto, combinava com a personalidade da Angelica que as vezes está brava e de mal humor e em outras vezes estava apenas de mal humor, ele sorriu, e a pedra também é difícil de achar, era lindo, e bastante peculiar, ele se perguntava se a joia tinha algum significado pra ela, onde ela conseguiu, de onde ela vem, o que faz da vida, varias perguntas e curiosidades vieram a sua mente a respeito da moça, ele sentiu uma enorme vontade de saber tudo sobre ela, depois foi tirado dos seus pensamentos quando o criado entrou.
– mandou me chamar senhor? – perguntou o empregado de cabeça baixa.
Barnabas guardou novamente o anel, saiu de trás da mesa e começou a rodear o seu empregado, o homem estava tremendo de medo.
– o senhor dormia quando minha hospede fugiu desse castelo? – Barnabas foi direto ao ponto.
– não senhor, eu... eu..- o pobre homem gaguejava temendo a morte- bom, não foi bem assim, é que eu acordei quando ela ia tirar a chave do cinto.
– então você estava dormindo? Mas acordou e mesmo depois de acordado a deixou sair? Você apanhou de uma mulher? Não sei porque ainda tenho você como empregado, seu incompetente. Ouça bem o que vou lhe dizer, vou lhe dar mais uma chance, mas se acontecer de novo já sabe o que pode lhe acontecer. Espero ter sido bastante claro.
– sim, sim, obrigado senhor, eu juro que não vou decepciona-lo. Obrigado. Muito obrigado.
– CHEGA! Agora dê o fora daqui antes que eu mude de ideia. – o homem saiu e Barnabas voltou a sentar-se a mesa, mas dessa vez para ler um livro, ele sempre gostou aumentar seus conhecimentos. No seu quarto Angelica estava saindo do banho, estava escovando o cabelo, e quando ficou de frente pro espelho logo sentiu falta do seu colar, ela começou a procurar e a revirar tudo, mas nada do colar, não adiantava ela havia perdido a única coisa de Jack que ainda tinha.
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