Entre Um Vampiro e Um Pirata
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Pov Narradora
Passaram-se uma semana depois dos últimos acontecimentos, na Romênia, mais precisamente no estado da Transilvânia a convivência entre Barnabas e Angelica estava bem, quanto a Jack, a situação do pirata não era das melhores, Gibbs estava com ele e tentava convence-lo nesse momento.
– Capitão, esse já é seu quinto porre essa semana, seu pai me garantiu que no segundo, no máximo o terceiro você iria mudar de ideia, não acha que já é o suficiente? – falou Gibbs.
– não aguento mais, porcaria de vida.
– senhor antes de ir, seu pai pediu para lhe entregar isso. – era um colar com um crucifixo – ele me disse que ia ser útil, e que era bom pra coisas ruins. – Jack colocou o colar no pescoço mas não deu muita importância.
– PORQUE A DROGA DO OURO, RUM E AS PROSTITUTAS DE TORTUGA NÃO ME SATISFAZEM MAIS? AQUELA ESPANHOLA E SEUS BELOS LÁBIOS, NÃO CONSIGO TIRA-LA DA MINHA MENTE, E ELA TA COM OUTRO? ESTÁ COM OUTRO SENHOR GIBBS, O QUE FAÇO? –Jack gritava.
– procure ela, vá atrás dela capitão, o senhor é o capitão Jack Sparrow não pode se dar por vencido, não pode desistir agora.
– ir atrás dela? O senhor tá certo senhor Gibbs. Sou o capitão Jack Sparrow e não vou deixar ninguém tira-la de mim, seja lá quem for.
– posso mandar traçar o curso para a Sérvia?
– Mas o que eu vou dizer quando a vir? – Jack perguntou.
– diga o quanto a ama.
– sim, SIM! EU A AMO, EU AMO. EU CONSIGO AMAR? EU AMO A ANGELICA! CÉUS COMO DEMOREI TANTO PRA PERCEBER? – Jack saiu correndo pra fora da cabine dando ordens – PARA SÉRVIA HOMENS! E RÁPIDO! – ele foi para a ponta do navio, estava completamente bêbado, mas se sentia muito bem, se sentia livre, essa é a verdadeira liberdade, assumir o que senti e não ter medo de sentir, é de gritar pro mundo inteiro ouvir — ESTOU INDO ANGELICA. E VOU ATÉ O FIM DO MUNDO SE FOR PRECISO.
Os marujos olharam para ele, nada estavam entendo, mas ficaram felizes ao ver que o capitão tinha voltado ao seu estado “normal”. Pois agora ele estava convicto do que queria.
– Jack a chegada a Sérvia não vai demorar, melhor descansar antes que durma no chão. – disse Gibbs, o capitão seguiu cambaleante e sorridente para a cabine e mal deu tempo chegar à cama, ele caiu sobre a mesma e dormiu pesadamente.
Enquanto isso, na biblioteca do castelo Collins, Barnabas e Angelica conversavam e até trocavam risadas juntos, estava chegando à primavera e as tempestades de neve se tornam raras nessa época do ano. Nesse momento Angelica falava da Espanha e de sua infância, ele ouvia tudo atentamente.
– então com treze anos minha mãe me colocou em um convento, ela vivia falando que não queria que eu conhecesse a maldade que existe no mundo, e ela me fez prometer que eu não sairia de lá. – Angelica falou sobre quase tudo, mas não revelou que era pirata e nem filha de Barba Negra e também não falou sobre Jack.
– desobedeceu a sua mãe?! – comentou Barnabas.
– me arrependo muito por isso, mas não faz diferença às garotas daquele convento me disseram tudo que minha mãe não queria que eu soubesse. – ambos riram.
– bom estamos na primavera, me acompanha a um passeio?
– bem, eu não sei se... – ela ficou meio em dúvida, mas depois refletiu e acabou aceitando. – tudo bem então, mas é agora?
– sim. – os dois levantaram e foram lá pra fora, a temperatura estava agradável.
– aqui é um lugar belíssimo. – ela falou. – mas agora fale-me sobre o senhor?
– é, antes de começar eu tenho uma exigência, quero que me chame pelo nome. – ela concordou.
–ok então, Barnabas Collins. Se quiser pode me chamar somente pelo meu nome também.
Ele sorriu depois ele compartilhou com ela tudo que havia vivido menos que era um vampiro e alguns outros detalhes comprometedores. Eles continuaram conversando mais, houve um momento que um filhote de cervo, de surpresa apareceu num pequeno susto Angelica acabou tropeçando em uma pedra na tentativa de se segurar acabou puxando Barnabas junto, ele caiu por cima dela. Os dois caíram na gargalhada.
– era apenas um cervo. – disse ele.
– é que foi de surpresa. E... – os dois se olharam fixamente.
– a senhorita tem belos olhos.
– eu... eu acho que – ela foi interrompida por ele.
– confesso que dês daquele dia em que coloquei meus olhos sobre sua pessoa, fiquei encantado, tantas oportunidades já deixei passar, peço que me perdoe, mas não consigo me conter, e dessa vez não vou deixa-la fugir dos meus braços sem antes beija-la. Angelica. – ele pronunciou o nome dela baixinho e foi aproximando seus lábios dos dela, e ela continuava imóvel, naquele momento ela não fugiu, apenas fechou os olhos e devagar, e suavemente sentiu os lábios dele encostarem-se aos seus, Angelica não se deu conta, mas correspondeu ao beijo doce do vampiro. Os dois sentiram um arrepio percorrer pelo corpo, o frio da neve gelada não foi o suficiente para abaixar a temperatura de ambos os corpos, mas a consciência da filha de Barba Negra sim, os flashes dos seus beijos com Jack começaram a passar pela cabeça da moça. Ela abriu os olhos, e parou o beijo, deu um tapa nele, e depois muito depressa levantou e voltou ao castelo, já ele apenas tocou na sua face, o tapa tinha doído, mas Barnabas não era tolo, ele percebeu que ela correspondeu, e sorriu. Angelica é muito difícil, e de gênio forte, mas Barnabas gostou do desafio, ele se sentiu vivo outra vez quando sua boca se encontrou com a dela, ele estava disposto a conquista-la, nem que isso demorasse o tempo que fosse ele não ia desistir de domar a fera de sangue latino. Ele levantou e foi para o castelo. Já Angelica estava muito confusa, ela não entendia porque motivo correspondeu ao beijo de Barnabas? Ela sentia ódio de si mesma por ter pensado em Jack aquele momento, não dava pra saber se era Jack ou Barnabas, ódio porque ela se sentiu como se tivesse traindo Jack, sentiu ódio por ter parado o beijo e ódio por tê-lo deixado beija-la, ela não sabia se tinha beijado porque está começando a sentir algo por o ele ou porque tinha imaginado como se ele fosse Jack e por isso não recou? Ou pior e se era apenas uma tentativa frustrada de fugir um pouco dos seus problemas? Talvez matar a imensa saudade do pirata que assombra sua mente e seu coração, tentando encontra-lo em outros lábios? Ela não conseguia entender ficava procurando explicações, buscava compreender seu coração, e isso estava e tornando uma tarefa cada vez mais difícil. As únicas certezas eram, ela ama Jack, e em nenhum momento teve dúvidas quanto a isso, mas não pode negar que o beijo de Barnabas mexeu muito com ela também
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