Entre Um Vampiro e Um Pirata
14 Capítulo 14
Notas iniciais
–“aqui está o dinheiro, eu quero que faça tudo do modo como combinamos. E em hipótese nenhuma quero que o senhor Collins saiba disso. Nem desconfie, lembre-se você não me conhece e eu nunca estive aqui”.
– “e se eu não conseguir matar o pirata?”
–“estou lhe dando uma pequena fortuna, por tanto sugiro que o mate, eu não tolero falhas.”
Era madrugada de sábado aproximadamente as 3:20, próximo ao porto de Tortuga, o Pérola aproximava-se, sem nenhum tipo de movimentação ou o barulho das incessantes reclamações dos marujos, contudo dormiam pesadamente abaixo do convés, tudo estava tranquilo a não ser pelos baixos ruídos vindos da proa de um choro abafado. Angelica decidiu ir sozinha, ela preparava um dos botes e pensava em Barnabas. Sim ela ainda não esqueceu que ele havia se ferido e se culpava por aquilo, ela culpava Jack, porque mesmo depois de tudo ainda sim, não conseguia mantê-lo longe o suficiente e deixava claro toda vez que ele aproxima-se sua frustação e nervosismo, Malditas sejam essas inquietas borboletas em meu estômago que me fazem ofegar com uma pequena proximidade e com tanta facilidade. Enfim ela culpava a todos, um furacão de pensamentos não a permitia raciocinar e pensar em cada coisa com calma, como pode a vida passa-lhe uma rasteira gigantesca como essa? Ela buscava apenas paz e ficar longe de tudo, e onde está agora? Acabou dando tudo errado, ela está no mar de novo, essa é sua vida desde de sempre foi assim, dizem que até os animais tem sua sina, porque eu também não ei de ter a minha? Ela se perguntava, ok. Tudo pronto ela desceu no barco e remou até as areias da praia, como evitar a angustia dos últimos acontecimentos? Rum talvez possa ajudar? Momentaneamente talvez, mas depois tudo voltara. Melhor concentrar-se em sua fuga não será nada fácil encontrar um navio que zarpe pela madrugada da animada Tortuga, o motivo? os marinheiros de qualquer navio estarão bêbados, vai demorar e nesse meio tempo o capitão Sparrow, vai notar sua ausência. O que fazer? Esconder-se.
– não eu não vou com ele. Não estou interessada em me magoar de novo. – ela falava sozinha enquanto caminhava apressada para uma das ruas da cidade. Ela olhava constantemente pra trás.
–mas que diabos Angelica, porque tanto medo? – seu subconsciente a lhe advertia, ela decidiu ouvi-lo e tentar tranquilizar-se mais não muito.
Enquanto isso no Pérola, o capitão dormia tranquila e pesadamente. Quando em um momento sua mão escorregou no lado da cama onde Angelica deveria estar, a ausência instantaneamente foi notada. Ele abriu um dos olhos depois o outro, correu sua visão por toda a cabine, depois saiu gritando por todos os lados fazendo os marujos acordarem assustados com seus berros.
– O KRAKEM? – Ragetti gritou acordando.
– PREPARANDO OS BOTES. ANDEM, ANDEM. – Jack falava agora já abaixo do convés, os marujos apressaram-se pra cumprir as ordens dadas.
– cadê a filha do Barba Negra em Jack? – perguntou Gibbs.
– esse é o problema senhor Gibbs. – respondeu Jack ao seu imediato.
– ah, entendi. Ok capitão tudo pronto. Vamos?!
– você não colocou o rum. – o capitão estava nervoso.
– por Deus, tem razão. Bom mas aqui em Tortuga temos rum a vontade capitão. –argumentou o imediato.
– não estamos indo pra beber, agora pegue meu rum. – disse Jack já impaciente. Gibbs obedeceu e em seguida desceram nos botes. Ao chegarem eles decidiram separarem-se para percorrer mais áreas. – onde diabos eu estava com a cabeça quando não pensei em trancar a porta da cabine? – Jack se perguntou.
– sabe como ela é astuciosa, teria vindo de qualquer jeito. – disse Gibbs e Jack dobrou seus lábios no que parecia ser um pequeno sorriso.
– bom, mas se ela queria fugir porque não trouxe uma espada, maldição, o que adianta saber lutar e não ter espada?! – quando caminharam até umas das esquinas, havia uma mulher ali, não era Angelica para seu desanimo. – poderia me dizer se viu passar por aqui uma moça, cabelos pretos altura mediana, que usava sem dúvida m chapéu pra esconder o rosto? – perguntou o capitão a meretriz. Ela se irradia ao vê-lo e abri um sorriso abusado.
– bom, eu vi? Será não me lembro muito bem. – respondeu.
– ela quer dinheiro. – disse Gibbs.
– já desconfiava. – Jack diz com desgosto e entrega um saco de moedas a mulher. Ela por sua vez alarga seu sorriso.
– bom eu vi sim passou por mim agora a pouco e parecia apressada.
– pra que lado foi? – perguntou Jack.
– se o capitão procura satisfação eu garanto que não iria se decepcionar com minha pessoa.
– senhor Gibbs, pode nos dar um minuto? – Jack sorri. Gibbs vai pra um bar não muito longe sem entender os planos do seu capitão. – bom se tivesse me encontrado ah alguns anos atrás lhe daria melhor noite de sua vida senhorita, mas nesse momento, eu realmente preciso encontrar essa moça na qual lhe falei. – ele colocou uma das mãos na cintura da prostituta e sentiu que havia algo errado. Mas não fez qualquer comentário. Não muito longe dali Angelica andava em direção ao outro lado da ilha em uma das ruas ela se deparou com uma pessoa que realmente não esperava e aquilo foi um susto pra ela.
– Lucas?! – ela disse ao ver o criado de Barnabas em um dos becos escuros. Ele assustou-se ainda mais com a vox da espanhola que o pegou de surpresa no momento que ele parecia está escondido observando alguém ou algo.
– senhorita Teach?! Pelos deuses, eh... eh.. o senhor Collins...
– Lucas o que fazia escondido ai? – perguntou ela sempre incansável por informação.
– eu? Bem estava apenas procurando aa.. ooo... os meus óculos. Isso eu estava procurando meus óculos, felizmente ainda estão inteiros. Mas que bom que lhe achei o senhor Collins está a procurando a dias, vamos, vamos.
– ele está com a marinha. – disse ela.
– sim, mas não se preocupe é por causa do Sparrow e não da senhorita, agora vamos. – ele segurou seu braço a puxou.
– espere!- ela protesta. – eu tenho que... bem eu preciso avisar aos... ah...
– aos piratas? – ele completa.
– não quero que os capturem eu estou bem não estou?! Se você não me deixar ir senhor Lucas não vou com o senhor. – ela completou, e pode ver um sorriso nada amigável entre os lábios daquele homem, um arrepio gelado percorreu sua espinha.
– como quiser senhorita. Onde ele está?! – Lucas disse. Ela não disse mais nada apenas ia retornando as ruas, mais parou ao ver Jack com uma mulher. Ela olhou de longe de modo que não era possível vê-la.
– parece que ele está bem melhor sem a senhorita. – mesmo de costas pra ele ela pode sentir um sorriso de deboche vido dele.
Enquanto isso Jack buscava mais informações na sua tentativa um tanto antiquada para conseguir.
– bom eu posso tentar trazer o velho Jack de volta?!
– não creio que funcionaria. Bem, mas eu já vou indo. Até mais. – ele disse e antes que pudesse se afastar ela o beijou. Angelica assistia tudo de longe, depois do ocorrido ela apenas deu as costas pro lado contrario e saiu, Lucas a seguiu. isso foi melhor do que eu pensava, agora só falta completar a tarefa. Pensava Lucas.
Jack empurrou a mulher e em seguida olhou pra ela perplexo.
– sei que sou irresistível, mas você passou dos limites. Vou embora. – ele disse a ela. No mesmo minuto ela o colocou contra a parede e tirou uma faca do espartilho. Jack olhou pra faca – eu já devia saber. – ele torceu a mão da meretriz. – fala quem te mandou fazer isso? Em? – a mulher já ia dar com a língua nos dentes quando que por sem nenhum motivo logico ela começou a sufocar até a morte. O pirata assistiu a cena horrorizado e completamente perturbado, confuso. Ele engoliu em seco e olhou pros lados. Gibbs apareceu olhou pra moça morta e depois pro seu capitão na tentativa de obter alguma resposta.
– pro outro lado agora. – eles seguiram pro outro lado da ilha.
Já no lado norte de Tortuga Angelica aproximava-se dos navios imperiais.
– bom Lucas agora que eu acredito que já saiba de toda verdade vai avisar a esses almofadinhas quem eu sou, e ma mandaram pra forca. Contudo eu gostaria apenas de saber se Barnabas está bem.
– oh senhorita Teach não me julgue tão mal. Eu nada direi e com toda certez que partirá conosco.
– eu não tenho tanta certeza se quero. – ela responde. Ele apenas assenti com a cabeça.
– bom quanto ao senhor Barnabas, deseja ver se ele está bem?! veja você mesma. – o criado fechou a boca e ela virou-se ao virar viu com sua estrema elegância e que lhe lançava um doce olhar.
– Barnabas?! – ela falou supresa.
– Angelica?! – ele caminhou apressado até ela e abraçou.
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