Entre Um Vampiro e Um Pirata
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Barnabas olhou bem pra Angelica e pôde ver tristeza e surpresa naqueles olhos enigmáticos que ela sempre tinha consigo.
– não sabe o quanto a eu a procurei, o quanto eu temi por sua vida por sua segurança. Perdoe-me, eu não devia tê-la mandando nunca entrar naquela carruagem – ele falava com preocupação e alivio ao mesmo tempo.
– não tenho o que perdoar senhor Collins. – ela lutava bravamente contra as teimosas lagrimas que insistiam em descer.
– hey, não querida não chore. – o vampiro passou levemente um dos seus dedos pela face da espanhola enxugando suas lagrimas.
– Barnabas eu... foi tudo tão rápido. – ela enterrou sua cabeça no peito dele e o choro veio espontaneamente. Angelica precisava de algo para se desligar do capitão, e se tentasse com Barnabas? Escolha difícil em um coração magoado tão cruelmente e em uma mente completamente confusa. – que bom que está aqui. – ela enfim esboçou um leve sorriso e tocou o rosto pálido do homem que estava a sua frente.
– já passou, eu prometo vingar-se por você. – ele falou olhando-a diretamente nos olhos, ela nada pôde dizer não queria pensar naquilo e talvez Jack merecesse. Será? Depois do reencontro ele a levou para um dos navios.
Enquanto isso no lado leste de Tortuga, o capitão estava mais pensativo que nunca. Pensava no porque uma mulher na qual nunca tinha visto na vida o tentou mata-lo, e por que depois de ser questionada ela morreu sem nenhuma explicação?! É claro que Jack não era tolo ele com certeza sabia que tinha alguém muito perigoso tramando contra sua vida, alguém bem mais perverso que os governantes da marinha, algo sobre-humano, seus pensamentos voltaram-se todos para Barnabas.
– no que está pensando capitão? – perguntou Gibbs curioso.
– coisas senhor Gibbs.
– Jack porque ainda está procurando pela moça, que você a ama está mais do que claro, só que ela fugiu, não acha que seria bom deixa-la livre?
– Angelica é com certeza a mulher mais difícil que eu já encontrei, em todos os aspectos, ela está magoada e com razão não a culpo, mas eu sinto senhor Gibbs toda vez que chego perto seu coração bater mais forte e sua respiração falhar eu não desisti ainda porque sei sobre seus sentimentos, o beijo correspondido, ela ainda me ama, só que é forte o suficiente para dizer que não. – ele sorri um pouco – enquanto eu tiver o coração dela comigo eu não me cansarei de procura-la. – continuaram andando.
No navio imperial...
– poderá ficar aqui nessa cabine... é.. comigo... ou.. se preferir mando preparar outra. – disse Barnabas.
– quando vamos zarpar? – ela pergunta.
– no máximo daqui a meia hora, não se preocupe só estão preparando as coisas.
– Barnabas por favor me diga que não estão esperando o capitão Jack Sparrow. –ela foi direta.
– fique calma. Tome um banho, coma, e descanse vou deixar toma-la banho estarei aqui fora se precisar. – ele aproximou-se dela e segurou seu queixo, as pernas dela tremeram ela apenas fechou os olhos, ele deu um leve beijo no canto esquerdo de sua boca em seguida beijo-lhe também na testa depois saiu. La fora Barnabas foi falar com seu criado.
– Lucas, como a encontrou?
– estava fugindo do navio pirata senhor. – respondeu o servo.
– minha felicidade não podia estar maior, ao que me parece ela não quer que eu vá a procura do maldito pirata. – o vampiro comentou.
– por que não vai ficar com a moça senhor?! Eu pessoalmente cuidarei dos piratas. – respondeu Lucas
– e ao que parece você torce muito pra isso dar certo, estou enganado senhor Lucas?!
– só quero de ver meu senhor feliz. Agora dei-me licença. — Lucas se retirou e Barnabas retornou a cabine, Angelica tinha acabado de sair do banho estava na janela e olhava para o mar e as estrelas nele refletidas, era uma visão que poderia observar pelo resto da vida. Barnabas a surpreendeu um pouco chegando por trás e beijando suavemente seu ombro, num leve sobressalto ela foi retirada de seus pensamentos não se incomodou com aquilo. Ele passou os braços pela cintura dela por cima da fina camisola de cetim que estava vestindo, ela arqueou o pescoço pra trás o deixando exposto aos beijos do vampiro. Não era certo deixar aquilo acontecer depois de tão pouco tempo que estiveram juntos, mas ela conhecia seu alto-controle e o próprio Barnabas sabia que ainda era muito cedo para tentar algo mais. Por tanto não iam passar daquilo pelo menos por essa noite não. Os dois conversaram e procuraram evitar o assunto de piratas, porem continuaram juntos na luz das estrelas, já na ilha perto da praia no começo da floresta Jack observava tudo não fazia muito tempo desde que ele estava ali, o ciúme e o ódio o estava consumindo, o mesmo tinha expectativa que algo acontece, eles não podiam invadir os navios pois estavam em desvantagem.
– Jack vamos já chega. Se quiser ter a chance de falar com ela de novo, é melhor ter um plano em mente e nervoso como você está eu acho que não vai dar em nada.
– cale a boca senhor Gibbs eu vou continuar aqui. – responde Jack.
Barnabas resolveu arriscar um pouco mais. Ele gentilmente a virou pra ele, afastou uma mecha do cabelo dela pra detrás da orelha e encostou sua testa a dela.
– sinto que não posso mais ficar longe de você. – ele disse com a voz doce e ela apenas o olhava sem esboçar reação. – preciso fazer isso, eu sei que você pode achar que estou indo rápido demais, só que...- antes que ele pudesse terminar a frase ela o beijou, meio nervosa e aflita, suas delicadas mãos passaram para a nuca dele o puxando para ainda mais próximo de si, ela tentou não se culpar por aquilo. Quando pararam o beijo estavam ambos sem ar, porém Angelica estava mais corada que nunca, o rubro veio facilmente diante de sua atitude inesperada até mesmo para a própria.
– sou uma pirata Barnabas. – ela falou, bem rápido e viu o sorriso no rosto do vampiro sumir para dar lugar a uma completa expressão de surpresa. – eu não podia mais esconder isso de você. – ao terminar de fala ele imediatamente tirou as mãos dela de si, estava perplexo.
– você trouxe aqueles piratas na minha casa? Você faz parte dessa raça que desonesta, mentirosa? Não posso crer, você Angelica? POR QUE LOGO VOCÊ? –ele gritou.
– não sabia que ficaria tão surpreso achei até que já soubesse, mas eu juro que nunca foi minha intenção levar ninguém a sua casa... não era... – ela foi interrompida.
– está mentindo. – ele passou uma das mãos pelo rosto e depois respirou fundo para não perder a cabeça- o que você realmente quer? Quer dinheiro? Espionar os bens da família? RESPONDA!
– não, Barnabas eu juro... –ele saiu da cabine muito nervoso antes que ela pudesse terminar.
La em baixo Jack não poderia estar mais feliz.
– ouve uma discursão ali, ele saiu muito bravo vamos ver o que acontece agora. – o pirata falou.
Barnabas saiu furioso, ele era um perigo pois já fazia dias que ao se alimentava de ninguém, a junção de sua sede e sua ira com certeza não iriam dar um bom resultado. Ele não enxergava, seu único sentido era seu olfato que podia sentir cheiro de sangue fresco por toda parte, não demorou para que começasse a matar quem encontrava pela frente, sua boca já estava toda ensanguentada juntamente com suas roupas.
– senhor pare por favor. – Lucas chamou atenção dele.- me ouça, não vai deixar que o fato de ela ser uma pirata ou de ter sido uma atrapalhar não é?!
– você sabia Lucas? – Barnabas falou terminando de tomar a última gota de sangue de um dos tripulantes.
– ela fala a verdade em nenhum momento sequer ela quis sua queda, ela sé lhe quer bem. Acredite em mim senhor. – depois de refletir um pouco Barnabas olhou pra Lucas e acalmou-se.
– o que eu fiz? Ela nunca mais vai querer olhar no meu rosto outra vez. – comentou Barnabas.
– acho que não custa tentar uma conversa. – motivou Lucas.
Nesse momento Angelica abriu a porta decidida a falar umas verdades na cara de Barnabas, ela se aproximou dele que estava de costas pra ela e começou a falar.
– escute bem no que eu vou lhe dizer pirata ou não eu exijo que me respeite e não me julgue, sou não vou negar as minhas origens por sua causa e nem pretendo, suas acusações foram graves, e não ouse ferir de novo minha honra senhor Collins. – ela acabou de falar e ele ainda permanecia de costas- por que não se vira? – ela disse já irritada. Angelica pegou no braço dele e o virou para que ficasse de frete de frente para com ela, depois que se deparou com ele completamente ensanguentado, com sangue entre os dentes, língua e com o corpo de um marujo nos braços com o pescoço sagrando, lhe faltou chão, ela engoliu em seco e afastou-se um pouco.
– por favor não fuja de mim. – ele disse, e levantou a mão, ela assustada afastou-se mais ainda.
– o... o.. que é você? – ela disse.
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