Entre Trevas e Luz
1 Capítulo I
Notas iniciais
É isso.
Beijos da Lolly.
Beijos da Nick.
Capítulo I
Yoko Dledir
As aulas haviam sido canceladas porque Harry Potter viria receber mais uma homenagem por salvar o mundo bruxos e blá, blá blá. Eu sentei na arquibancada, na da quadra de Quadribol, ao lado de Scorpius Malfoy, mesmo que as pessoas nos olhassem ainda descrentes por nosso relacionamento.
– Oi, amor. — Sussurrei no ouvido dele.
Ele se virou para mim, sorrindo de lado, um sorriso torto que sempre me fizera suspirar. Passou seus braços ao meu redor, e apoiou sua cabeça na minha.
– Sei que é minha namorada, mas a Lufa-lufa vai perder feio pra Sonserina. – ele riu.
– Isso a gente vai descobrir depois de ouvir pela trocentéssima vez um discurso de Harry Potter. – Suspirei. – Se a minha casa ganhar, você vai fazer alguma coisa pra mim e vice-versa. – Propus.
– Feito. – sorriu malicioso. – Mas concordo com você, esse Potter é um idiota. Como pode se achar tanto?
E foi só falar isso que a multidão rompeu em aplausos, ao ver Harry Potter entrar no campo montado numa vassoura e com o uniforme da Grifinória de quadribol.
– Feito. – Concordei. – A gente já estuda a vida dele nas aulas de história da magia. Até eu posso fazer esse decurso no lugar dele. – Comentei.
E logo ele começou seu discurso sobre como é importante sempre ter coragem e estar unidos, sempre ressaltando Hermione Granger e Ronald Weasley. Os filhos desse casal também eram como Harry, o ego maior que um balão inflável. Scorpius deitou em meu colo, levando minhas mãos para seus cabelos, enquanto fechava os olhos.
Eu acariciei os cabelos dele enquanto o discurso se desenrolava, e chamei quando o jogo finalmente começou.
– Querida, sua Casa será humilhada agora. – ele riu, se pondo de pé. Era realmente difícil lidar com toda a arrogância de Scorpius.
– Talvez, mas você correu atrás de uma lufana por seis meses. – Retruquei, sorrindo para ele.
– Acredite, você foi a garota mais difícil com quem já tentei algo. – ele murmurou, me puxando e colocando de pé ao seu lado.
– Eu sei. É que sou a única que te atura também. – Sussurrei no ouvido dele, antes de mordiscar o lóbulo da orelha direita dele.
– Jogo... – ele murmurou entre dentes, para ele mesmo. – Preste atenção no jogo, Scorpius. – ri com seu ato.
– Se distrai tão facilmente assim? – Sussurrei, ficando na frente dele, apoiando meu corpo no seu.
– Olha, se fosse um homem, tendo que escolher entre um jogo de quadribol e sua namorada gostosa... – ele começou, gesticulando freneticamente com as mãos.
Eu lhe dei um selinho casto e o puxei para se sentar, para que assim, eu pudesse deitar em seu colo.
– Você é folgada. – ele riu, enquanto deslizava os dedos por minha face.
– Pode ser, mas você me ama. – Sussurrei beijando sua mão.
– Merlin! – ele gritou, jogando a cabaça para trás. – Como enganou o Chapéu Seletor?
– De onde tirou essa ideia? – Questionei confusa.
– Ah, sempre te observei, sabe? E você nunca teve a atitude de uma lufana. Se encaixaria na Grifinória, senão, Sonserina. – ele disse, sério.
– Ei, um pouco de amor próprio não faz mal a ninguém. – Retruquei. – Espera... Você era um stalker? – Perguntei curiosa.
– Não exatamente... Só troquei todos os meus horários pra ter aula com você, te seguia até mesmo quando ia ao banheiro, e descobri a senha de sua Casa, já que você fala muito alto e não olha para trás. – gargalhou, mas logo gritou de felicidade quando a Sonserina fez um gol.
– Você ia me ver dormir, não ia? – Perguntei, me lembrando das vezes que sentia ter alguém ali, mas não via ninguém.
– Sim, devo dizer... Seus pijamas são tentadoramente curtos, menina. Se bem que o da sua colega de quarto também é. – comentou, desviando o olhar.
– Scorpius Malfoy! – Exclamei ao sentir minhas maçãs do rosto esquentarem.
Ele gargalhou, sacudindo meu corpo com o seu, em seguida se debruçou sobre o meu, beijando meus lábios.
– Relaxe, já te vi entrando só de lingerie no banheiro, mas decidi que seria abuso demais te ver tomar banho. – ele murmurou contra meus lábios, rindo novamente.
Eu o beijei, mordendo seu lábio inferior com um pouco mais de força, no final, enquanto ouvíamos gritos de comemoração. O jogo terminara, mas eu não consegui entender quem tinha ganho.
Scorpius se levantou, olhando com expectativa ao redor, mas logo seu sorriso vencedor murchou, ao ver que a Lufa-lufa ganhara.
– Agora você vai fazer o que eu quiser. – Sussurrei no ouvido dele.
– Talvez não seja uma ideia tão ruim. – concordou, sorrindo. – Sou seu fiel escravo, senhorita.
– Parem com o sexo por palavras aqui, por favor. – ouvi Albus Potter falar atrás de mim.
– Amor, você perguntou alguma coisa pra ele? – Questionei, fingindo curiosidade. – Potter Segundo, arrume uma vida. – Sugeri.
Ele bufou irritado, e saiu dali, indo para outro ponto da arquibancada.
– Tamos aula agora. – sussurrou Scorpius contra minha pele.
Fui arrastada por ele até a aula de Runas Antigas, onde se encontrava boa parte da Grifinória também, incluindo o babaca Potter.
Scorpius Malfoy.
Eu estava nervoso, como diria algo assim para ela? Nos sentei na última carteira da fileira, mesmo sob seus protestos. Yoko gostada de ser a primeira da sala, mas eu detestava essa aula, e acabava tirando todo o seu foco na matéria.
– Sério, existe matéria mais chata? – murmurei, sabendo que isso a irritaria.
– Fica quieto, Malfoy, não pedi para você virar minha sombra. – Ela sussurrou brava.
– Você mandou Scorpius Malfoy calar-se?! – gritei com a voz muito alta, chamando a atenção de todos. Tive que me controlar para não rir.
– Não, mandei ficar quieto. – Ela me corrigiu.
– Você é mandona, rígida e não sabe aceitar não como resposta. Você é irritante, uma falsa lufana. – comecei, vendo seu olhar vacilar. – E é por isso que eu não sei mais viver sem você. Estamos juntos há um ano, e não poderia me imaginar mais feliz. – puxei minha varinha, fazendo uma anel de prata pura aparecer em seu dedo. – E é por isso, que eu estou te pedindo em casamento.
Ela me olhou boquiaberta e seus olhos brilhavam pelas lágrimas.
– Scorpius Malfoy, eu aceito. – Sussurrou ela, incrédula.
A puxei pela mão, a beijando em seguida. Eu estava feliz, e meu coração batia rápido contra meu peito. Ter coragem realmente não era algo que um sonserino, como eu, tivesse com muita frequência.
Yoko se afastou rapidamente, seus olhos arregalados.
– Amor, você ouviu isso? – Perguntou ela, tremendo.
A sala toda ficou quieta, até mesmo a professora. Eu apurei ao máximo meus ouvidos, mas não escutava nada.
– O que, Yoko? Está se sentindo bem?
– Te-tem alguma coisa rastejando nas paredes. – Gaguejou.
– Essa garota é louca! – gritou Albus Potter.
– Vá ao inferno, Severo! Gritei de volta, segurando Yoko que começara a suar.
– Está muito perto, Scorpius. – Minha noiva balbuciou no meu ouvido.
– Tudo bem, Yoko. Calma, está tudo bem. – sussurrei contra sua pele, tentando acalmá-la.
– Senhor Malfoy, leve a Senhorita Dledir para a enfermaria. – ordenou a professora.
– Não tá tudo bem. – Sussurrou. – Tem algo nas paredes. – Ela gritou.
Toda a sala começou a se desesperar, levantando-se das cadeiras e formando um círculo, todos apontando as varinhas para as paredes.
– Yoko. – a chamei baixinho. – Está nos assustando.
– Desculpe, mas tem alguma coisa na parede, chame a diretora. – Pediu ela.
Me virei para sair pela porta, mas fui lançado com tudo para trás. Uma cobra gigantesca adentrava a sala. Seus olhos eram grandes e negros, mas cegos. Soube disso pelo modo como ele se guiava. Seus olhos tinham pontos brilhantes naquela escuridão, parecendo estrelas.
Yoko entrou na minha frente e o basilisco parou, e ficou a olhando nos olhos, como se ele realmente pudesse ver somente ela. Minha oriental tremia, mas não saía do lugar.
– Yoko, corre! – gritou Albus, do outro lado da sala.
A calda da cobra o acertou, o jogando contra a parede. Puxei minha varinha, mas a cobra arreganhou os dentes para mim.
– Fique parado, Scorpius. Ele está com medo. – sussurrou Yoko.
Ela começou a sussurrar em uma língua arrastada, em uma língua estranha e o basilisco foi embora, mesmo soltando grunhidos de protesto. A cobra serpenteou para fora da sala, no mesmo instante em que Minerva aparecia na porta.
Chamei-a duas vezes, mas não obtive resposta. Até mesmo pensei que ela estivesse em transe. Yoko caiu em meus braços, com os olhos fechados e sem respiração alguma.
Notas finais
Betada e revisada por Nicoly Lallo.
Caso achem algum erro, ou algo inapropriado, nos avisem.
Fale com o autor