Entre Sangue e Feitiços
3 Capítulo 3 - Surfacing
Notas iniciais
Espero que estejam ótimas.
Primeiro de tudo, MUITO OBRIGADO a todas que leem o que essa escritora desnaturada que passa dias sem postar, escreve. E um obrigado especial à Katitanunes [ID #137095] que deixou a primeira recomendação da fic e me fez uma escritora muiiiiiiiito feliz. Capitulo dedicado à ela :)
Música tema do capitulo: Surfacing — Slipknot
Trilha sonora do capitulo: Bring Me To Life — Evanescense
POV — Bonnie Bennett
Acordei envolvida pelos braços fortes dele atrás de mim. Não precisei fazer esforços para lembrar sobre a noite anterior, cada toque que fazia vibrações me percorrerem deixando meu corpo extasiado, todos os beijos que me faziam perder a noção de tempo e espaço e ansiar por um contato maior, seu corpo suado em cima do meu, fizeram daquela noite a mais excitante da minha vida. Porém a melhor transa que já tive foi também o maior erro da minha vida.
Retirei os braços de Damon que envolviam minha cintura tomando o máximo de cuidado possível para não acordá-lo, sai debaixo das cobertas tentando não fazer barulho enquanto juntava minhas coisas espalhadas pelo quarto. Sentia um leve desconforto na cabeça devido a bebida de ontem, não foi muita mas também não foi pouca. Me dirigi ao banheiro e tranquei a porta, prendi meu cabelo enquanto observava meu reflexo no espelho enorme que havia ali, regulei a temperatura do chuveiro para que a água ficasse um pouco fria, pois ajudaria a acordar melhor.
Meu banho não durou mais que dois minutos. Me vesti e sai do banheiro. Damon ainda dormia parecendo um anjo. Sua boa aparência só enganava a quem não o conhece, não é atoa que seu nome tem as iniciais de "demônio".
Dirigi-me ao imenso espelho de seu quarto, soltei os cabelos da liga com a qual havia prendido para que não molhasse durante o banho e comecei a penteá-los, vi pelo reflexo Damon se revirar na cama, ele abriu os olhos e seu olhar encontrou o meu pelo mesmo reflexo. Ele me sorriu de um jeito aconchegante, mas continuei séria terminando de me pentear, desviei meu olhar do dele e o sorriso de seu rosto se desfez.
– Algum problema? – sua voz quebrou o silêncio entre nós.
– Nenhum. – disse normalmente tentando evitar um interrogatório.
– Vai aonde?
– Ao hospital ver se Caroline está melhor. – respondi a verdade.
– Dei meu sangue à ela. – falou convencido – Posso garantir que ela está bem. – ele puxou uma parte do lençol descobrindo uma parte da cama ao seu lado – Tá cedo, deita mais um pouco.
– Eu realmente tenho que ir. – ignorei seu convite.
– Tudo bem. – entortou os cantos dos lábios e então perguntou – Não vai se despedir de mim.
– Claro. – lhe encarei por alguns segundos e respondi – Tchau Damon.
– Só isso? – ele ergueu as sobrancelhas – Se não te conhecesse acharia que está me evitando e queria sair de fininho daqui. – eu conhecia aquele tom de voz que ele estava usando, como se fosse uma jogada – Mas é claro que você não faria isso, não sou tão mal de cama assim né?! A propósito, nossa noite foi tão...
– Exato! – interrompi, se a jogada dele era pra ver seu estava arrependida, funcionou – Uma noite, nada mais. – me preparei para sair do quarto, porém quando toquei a maçaneta e a girei para abri a porta, algo fez uma forte pressão na mesma impedido-me de abri-la.
– "Nada mais", sério? – aproximou-se de mim consequentemente me fazendo recuar até sentir minhas costas em contato com a parede – Quem você quer enganar Bonnie?! – Damon colocou os dois braços na parede me cercando – O mundo inteiro sabe que pra você transar com um cara tem que sentir ao menos atração por ele, nunca é só por sexo.
– Bom, tudo tem uma primeira vez. E quem disse que eu não tenho atração por você?
Seu rosto aproximou-se do meu, me olhando fixamente acho que tentando ver uma dúvida em minha expressão, ou arrependimento. Ele estava sério, inexpressivo, com aquela cara de psicopata que Elena dizia que ele tinha antes. Senti algo estranho com ele me olhando daquele jeito, acho que era medo. Minha respiração vacilou junto com meus batimentos cardíacos que ficaram mais fortes, minhas forças estavam me deixando na mão e já sentia minhas pernas bambearem e meu corpo tremer em função daquele frio na espinha que me percorreu.
Fechei os olhos e respirei fundo, de repente senti seus lábios esbarrarem nos meus me causando desejo. Desejo e medo. Ótima combinação pra se sentir por um vampiro. Por algum motivo eu tive vontade de agarrá-lo loucamente e repetir todo o ocorrido da noite anterior, justei todas minhas forças restantes para não fazer isso.
– Foi um erro. – abri meus olhos.
– Você nem ao menos estava bêbada! – ele alterou a voz bruscamente me assustando e fazendo-me espalmar as mãos na parede atrás de mim.
– Por isso foi um erro. – usei quase o mesmo tom que ele – Eu sou uma bruxa Damon, minha função é manter a natureza em harmonia e não me envolver com criaturas como você.
Ele fechou os olhos enquanto sua respiração acelerava, ele parecia estar tentando se controlar, parecia que ele não gostava de ser visto como uma "criatura" ou do modo como eu me referia a ele, como se não fosse normal. Mas ele não era. Ele se afastou de mim e virou de costas passando a mão no cabelo.
– Vai fingir que nada aconteceu. – afirmou com a voz mais baixa.
– Não. Apenas não irei tocar no assunto com ninguém. E isso não vai mais se repetir. – fui franca – E nem sei por que está assim, aposto que já perdeu a conta do número de garotas com que já ficou por apenas uma noite. – falei com desdém.
– É. – virou-se para mim e sorriu, também desdenhoso – Só achei que me trataria melhor se transasse comigo.
– Então esse foi o motivo de ter me trazido aqui? – fiquei incrédula.
– Não, – respondeu depressa – Você entendeu errado. O que eu quis dizer foi...
– Não quero entender nada Damon, e nem prolongar esse assunto. – disse firme – Você sabe quem sou e sabe quem você é. Não importa que tenha feito o bem uma ou duas vezes desde que está aqui, isso não vai apagar o seu passado, as coisas que você já fez ou trazer de volta as pessoas que não estão mais aqui por sua culpa.
Ele comprimiu os lábios e me analisou por uns segundos.
– A morte de Sheila não é minha culpa.
Aquilo não foi o que quis dizer, mas acho que minhas palavras insinuaram isso em algum momento. De certa forma ele tinha sua parcela de culpa, todos sabemos porque.
– Talvez. – entortei um pouco os lábios pensativa – A hora de todo mundo chega algum dia. E ninguém tinha culpa de sua obsessão por Katherine. – talvez ele ainda não tivesse se acalmado totalmente, pois assim que mencionei o assunto "Katherine", Damon me olhou com uma espécie de fúria como se eu tivesse acabado de jogar sal em sua ferida – Pelo que soube você era o cachorro dela. – continuei – Ela brincava com você e você sempre a obedecia. – falava sustentando meu olhar no dele tentando fazê-lo acreditar que não me amedrontava.
– Cala boca. – sussurrou entredentes e vi suas mãos se fecharem em punho.
– E você sabe que independent...
– EU MANDEI CALAR A BOCA!
Ele esbravejou num tom tão alto que me fez quase dar um salto pelo susto, eu deveria saber que estava brincando com fogo, ou pior, com Damon. Numa velocidade mais rápida do que pude acompanhar ele me empurrou fazendo minhas costas se chocarem com a parede dura causando uma enorme dor em mim. Sua mão direita fez pressão em meu pescoço enquanto seus olhos me encaravam furiosos, Damon me enforcou, o ar começou a me faltar e seus atos estavam me machucando fisicamente.
Tentei fazê-lo parar, mas ele é um vampiro, sua força e imensamente maior que a minha e os cortes que minhas unhas causavam em sua pele, logo cicatrizavam. Queria tossir e também queria respirar mas simplesmente não podia, ele continuava apertando meu pescoço de tal forma quase me tirando do chão.
Lágrimas de desespero caíram dos meus olhos, não tinha mais forças nas pernas e Damon não parava nunca. Ele se aproximou ainda mais de mim me olhando fixamente como se estivesse sendo prazeroso me ver morrer. De repente seus dedos afrouxaram minha garganta, instintivamente comecei a tossir ao mesmo tempo que tentava puxar ar para abastecer meus pulmões e teria caído se os braços daquele psicopata não tivessem me segurado, apenas por instinto me agarrei a ele para não ir parar no chão.
Meu espanto maior naquela manhã veio quando Damon tentou me beijar logo após tentar me matar.
Eu ainda tentava puxar ar quando os lábios dele se encontraram violentamente com os meus. Eu só queria saber o que passava na cabeça dele. Não correspondi nem por um segundo, mantive os olhos abertos enquanto socava o peito dele na tentativa de ele se afastar. Porém outra vez sua força foi maior e me manteve presa.
Não tive outra opção, mordi com força o lábio dele até sentir gosto de sangue na minha boca, ele se afastou na hora levando a mão até onde estava sangrando enquanto me olhava incrédulo. Assim que me soltou eu comecei o que já deveria ter feito. Damon se curvou de dor diante de mim com as mãos na cabeça enquanto eu lhe aplicava aquele feitiço que aprendi. Imagino que a dor deve ser realmente horrível. Quando parei, Damon estava no chão ofegante, ele me olhava com fúria e incredulidade ao mesmo tempo.
– Sai daqui. – falou entredentes – SAI DAQUI AGORA!
Desci as escadas o mais rápido que pude, dirigi até minha casa e entrei nela ainda um pouco nervosa, assustada e desesperada. De certa forma com pena de Damon. Por mais que ele tente não demonstrar, vi que ele ainda tem sentimentos muito fortes em relação a Katherine, o que pode ser muito perigoso.
Nunca pensei que sair daquela casa seria tão difícil.
Notas finais
Ficou péssimo e com um clima meio tenso eu sei, mas tudo vai melhorar quando eles forem viajar e... ops... não era pra eu falar... agora já foi né?!
Enfim, deixem reviews minhas lindas (e recomendações se acharem que mereço), eles são incentivo para que eu possa continuar escrevendo *--------*
E fantasminhas, apareçam ao menos pra deixar um "Oi, eu leio o que você escreve", já me deixaria bem contente :)
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