Na manhã seguinte, Michael estava sentado no fundo da sala, com algumas pessoas o encarando, provavelmente por ter falado comigo, até que o Líder da sala, o qual eu nomeava mentalmente como o rei dos babacas, subiu na mesa da professora que ainda não havia chegado e bateu palmas para atrair a atenção.

- Seguinte pessoal. Estão vendo aquele garoto ali? – Apontou para Michael, que se encolhia. – A partir de agora temos um novo casal na sala. Michael e Diana fedorentos!

Todos explodiram em risadas e ouvi os comentários das pessoas o chamando de fedorento, mas senti uma raiva imensa das pessoas que faziam isso com ele, que se segurava para não chorar. Como eu costumava ser o alvo da turma, não me importava muito com isso, até ver o mesmo tratamento com outra pessoa que aparentava ser mais fraca. Encarei o Líder com tamanho ódio que não conhecia. De repente, só observava a mesa se partindo ao meio, levando o Rei dos Babacas ao chão, completamente ferido. As risadas na turma foram se calando e se tornando uma onda de pânico, pois todas as cadeiras pareciam fazer o mesmo, ferindo cada estudante. Só lembro-me de empurrar as pessoas do caminho e sair em disparada daquele lugar, com um assustado Michael preso em meu pulso.

Chegamos a um local distante suficiente daquele colégio, onde só havia um senhor dormindo no banco. Acho que era um parque abandonado.

- O que... Mas... Como?? – Tentou dizer Michael.

- Estou tão confusa quanto você. Mas eu senti algo dizendo pra virmos pra cá. – Eu disse.

Ficamos ofegando por um tempo, calados. Alguns minutos depois, deixei Michael sentado em um banco enquanto andei pelo parque para tentar obter alguma resposta, algum pensamento, mesmo pensando que aquilo seria inútil. Andei por alguns minutos e reparei em uma senhora que colhia frutos na única árvore que não estava seca naquele parque deserto. Ela era extremamente branca, tinha os olhos amarelados e vestia uma capa branca que cobria seu cabelo e deixava a mostra na frente seu vestido tão amarelado quanto os seus olhos. Fiquei observando-a por um tempo até que ela nem sequer me olhou e disse:

- Aproxime-se Diana Ludwig.

Assustei-me por um instante e não sabia o que dizer, mas andei em sua direção, vagarosamente mesmo assim. Ela finalmente me encarou com aqueles olhos tão intensos quanto os meus. E então abriu um sorriso.

- Faz muito tempo. Com quem você mora? Está se saindo bem? – Perguntou a mulher.

- Do que você está falando? – Questionei-a. – Como sabe meu nome?

- Ah. – Ela expressou-se e franziu o cenho. – Estranho. Não se lembra de nada? –Ela hesitou. – Angels.

- Angels? Me de alguma resposta! Quem é você? – Insisti.

- Sou Verona. Maga da Terra. – Respondeu-a suavemente.

- Ma-Maga? – Assustei-me.

- Sim. Vivemos em um mundo aonde existem quatro Magos supremos. O da Terra, O dos céus, O das águas e O do fogo. Há muitos anos atrás os quatro magos se uniram para dar criação a um novo planeta, no qual surgiria uma nova espécie suficientemente inteligente para construir civilizações e próximas o suficiente da fisionomia dos magos. Passamos por várias criações, muito falhas e distantes de nosso objetivo, até que eu, a Maga da Terra, revoltei-me contra meus irmãos, que haviam decidido destruir o planeta e por em risco nossa própria existência, pois há um chefe supremo em que deu este desafio para nós, para que continuássemos a dominar as galáxias, ou tudo seria destruído. Sem avisos, acabei por tentar meu último experimento, sozinha, utilizando todas as minhas forças e criei um ser tão próximo de nossas fisionomias que meus irmãos ficaram boquiabertos. Nomeei os de Seres Humanos. E eles nomearam o planeta com meu nome: Terra.

- E com essa história, o que pretende dizer? Ou melhor, o que eu tenho a ver com isso?

- Diana. – Ela disse pausadamente. – Meus irmãos tentaram fazer cópias da minha criação para povoar a Terra. A maior parte deu excelentemente certo, mas houve algumas sobrecargas em alguns Humanos, tornando-os próximos demais dos próprios Magos. Diana, você é descendente do meu irmão e uma das mais poderosas criações humanas. Você foi considerada filha de um deles. Filha do Mago dos Céus.

Notas finais
Tcharam! Gostaram?