Entre Mundos: A Queda do Reino
2 Longe de casa
Capítulo 2: Longe de Casa
Pareciam que acabaram de viajar em um raio, não durou um segundo e Lia, Angel e Jade, estavam em lugar com muita areia, era muito quente, e tinha várias obras em andamento, pareciam de prédios futuros. Tinha poucas pessoas andando nas ruas, que em alguma parte era asfalto e outra parte era areia, nada estava totalmente construído. A cidade estava bastante feia.
– Ó meu deus, que diabo de lugar é esse? –Angel, estava assustada, com a aparência da cidade, onde estavam.
– Onde estamos mamãe? – Perguntou Jade, que sempre perguntava, questionava tudo.
–Não sabemos querida.
–Vamos pedir informação! -Exclamou Lia, como se uma luz acendesse em sua cabeça.
Ela viu um homem, que vinha na sua direção, ele era magro, tinha uma altura que se estimava em, 1,70m, e barba grande e castanha. Lia observou outra coisa, mais estranha, o homem estava usando vestes grandes, e brancas, parecendo um vestido, e estava com um tipo de pano na cabeça.
–Com licença! – Lia interrompeu o rapaz, com educação. –Como chama essa cidade, por favor?
–Desculpe senhora, mas não entendi. –O homem respondeu com um idioma, diferente, mas, Lia, conseguiu entender.
–Entendi. –Lia, falou para si mesma, e explicou a filha depois. – As pessoas daqui tem o latim como idioma.
O homem ficou parado, enquanto, Lia e Angel, discutiam calmamente. Jade estava parada, observando, as construções enormes, os homens que estavam trabalhando ali, o barulho era insuportável.
–Mas, eu nunca aprendi a falar em latim. – Angel respondeu a mãe, fazendo uma careta, como se diz: ‘’ estou ferrada’’.
–Resolveremos isso, depois. –Lia terminou a discussão com a filha, e virou-se para o homem estranho, e continuou as perguntas. –Então, onde paramos? – Lia voltara a falar em latim.
– Em lugar algum. – O homem abriu os braços, como se não soubesse de que Lia estava falando.
–Eu te perguntei, o nome da cidade. – Lia virou os olhos, estava impaciente.
– Ora. – O homem colocou as mãos sobre a cabeça, e lembrou-se. –Me desculpe, estamos, na cidade que promete, a cidade do futuro, a cidade dos sonhos, todos vão querer vir aqui, mas poucos conseguirão. – O homem falou com uma enorme excitação. – Estamos na Cidade dos Dragões.
–Cidade...dos...Dragões? –Angel repetiu, conseguira entender a única frase da conversa.
– Ora, claro, obrigado, como eu pude esquecer. – Lia mentiu, respondeu como se soubesse perfeitamente onde estava, e deu uma risada depois.
O homem se retirou e, continuou andando, pelas ruas sujas da cidade.
–Então mãe, onde estamos? – Sem paciência, Angel perguntou a mãe.
–Você não ouviu? –Lia virou-se para filha franzindo a sobrancelhas e respondeu. –Estamos na Cidade dos Dragões.
– Ótimo, então nós não estamos perdida, conhecemos perfeitamente essa ‘’ Cidade dos Dragões’’, tudo sobe controle, não poderia estar melhor! –Angel respondeu com ironia, e bufou, percebera que elas estavam perdidas.
Elas continuaram andando por muito tempo, quase uma hora, estavam completamente exaustas. Quando Lia, lembrou-se de algo:
–Nossa, espere um momento, Jeffren me deu esse objeto, não sei o que é. –disse Lia.
Enfiou a mão na bolsa que trouxe, com seus pertences. Ela tirou uma esfera preta, da bolsa, tinha um tamanho médio; toda lustrada; como se alguém limpasse, segundo a segundo. Depois de retirar a esfera da bolsa, chamou filha e neta, para olhar em outro lugar, a rua estava vazia, porém, tinham algumas pessoas que passavam por ali, sem contar as pessoas que trabalhavam nas construções. Então elas andaram por mais algum tempo e, acharam um lugar totalmente deserto, só dava para ouvir os ruídos do vento, que estava bastante forte, mas ainda assim, estava muito calor. Lia tornou a retirar a esfera da bolsa, com ela caiu um pequeno pedaço de pergaminho rasgado. Assim que caiu, Jade pegou, por pouco, pois o vento iria levá-lo. A menina o apanhou e entregou sua avó. Lia, abriu o pergaminho, que estava dobrado e amassado, então começou a ler:
‘’ Esse é o olho-vivo, pesquise o que quiser e, ele irá lhe informar. Fale o seu destino, então irá indica-lo, como uma nave, em piloto automático, use com cuidado. Jeffren. ’’
Lia entendeu a mensagem, era muito inteligente e, decifrava qualquer enigma, entendia qualquer mensagem, então começou a dar ordens para o olho-vivo:
–Cidade dos Dragões. – Lia falou alto e em bom tom.
A esfera começou a flutuar e rodar, sua cor, preta, começou a ficar azul, então a esfera começou a girar mais rápido, e a sua cor secundaria, azul, ficou branca, e então uma voz grossa começou a falar:
Cidade dos Dragões, a cidade do futuro, projetada por Jeffren Parker, uma das pessoas mais importantes para evolução tecnológica da Terra. Cidade dos Dragões, foi criada para refugiados do ‘’ Novo Mundo’’ mas apenas para integrantes dos Dragões Dourados, se realmente forem leais a Jeffren Parker, só precisarão pensar na cidade, e conseguirão estar aqui. Jeffren criou a Mansão Parker, para sua família, com máxima proteção.
Depois que a esfera explicou sobre a Cidade dos Dragões, Lia, ordenou mais uma coisa.
–Mansão Parker. –ordenou, Lia.
Do mesmo modo, como falou na vez anterior. Dessa vez, a esfera se transformou em uma luz branca, muito intensa, como a que saiu do céu, quando Lia, Angel e Jade, saíram do ‘’ Novo Mundo’’.
–Está brincando comigo mãe. – Angel ficou nervosa, passando a mão sobre a testa e espremendo os olhos, sabendo que teria que entrar na luz branca mais uma vez. – De novo não.
–Anda logo Angel, para de bancar a idiota. – Lia falou impaciente, e logo puxou Jade pelo braço.
Sem opção, Angel, seguiu sua mãe e sua filha, que estava bastante empolgada. Caminha até à luz branca, e mais uma vez sumiram, o lugar ficou mais uma vez em silêncio, e a poeira, encobriu tudo. Não um segundo e as mulheres caíram em um imenso jardim, cheio de rosas de todas as cores, quando ergueram a cabeça estavam em uma mansão, toda luxuosa, realmente uma casa do futuro, tudo aquilo era impossível para aquela época , a entrada da mansão era toda de vidro, a varanda no segundo andar da mansão com três janelas imensas, parecia que já tinha sido criada para aquele momento, as luzes do jardim iluminava toda a área, tinha uma fonte no meio do jardim, com a estátua de um Dragão, os portões da frente eram eletrônicos, estimando-se em sete metros, muros mais altos que os portões, e no alto cercados com lasers, elas andaram em volta do casarão que se localizava em uma ilha, distante da cidade onde estava as construções, dali dá pra ver tudo. Atrás da mansão, tinha uma enorme piscina, que tinha uma vista, para vários tipos de árvores da ilha, tinha uma escada para entra na casa, e antes da porta dos fundos, tinha um elevador, que levava ao subterrâneo.
–Interessante, um elevador subterrâneo, em uma ilha. –disse Lia.
Depois de dar a última olhada entraram pela porta de trás, saíram na cozinha imensa, luxuosa, de cor cinza, alguns moveis pretos, o piso porcelanato, parecendo um tabuleiro de xadrez, depois foram para a sala, toda iluminada, com uma lareira acessa, sofá cinza, tapete de veludo, televisão imensa preta, com uma tela fina. Para Lia e Angel, aquilo era fora do normal, depois de quase uma hora explorando o primeiro andar e, se admirando com vários comentários, foram para o segundo andar, conhecer os quartos, cada um com suíte máster , com janelas gigantescas, com visão para toda a cidade e, de frente para o mar maravilhoso, depois de Jade se divertir a beça , Angel pediu para que a filha fosse dormir, cantou uma canção de ninar e a pequena dormiu em cinco minutos, depois, Angel desceu de volta para o primeiro andar, para se sentar com Lia a frente da lareira para se aquecer, e começaram a conversar:
–Mãe, ele fez tudo isso por nós! –Angel falou, como uma triste e cansada voz, lembrando-se de Jeffren.
–Sim minha filha, Jeffren nos protegeu de tudo, sempre vai nos proteger. –Lia respondeu segurando uma das mãos de sua filha.
–Eu fiquei pensando hoje, quando chegamos a Terra: o que eu vou dizer a Jade quando ela me perguntar sobre o ‘’ papai’’?
–Angel, não podemos esconder a verdade da Jade, querendo ou não, um dia ela saberá por que o pai dela morreu.
–Como sabe que ele possa estar morto? – Angel perguntou, com a voz falhando, como se quisesse chorar muito.
–Sabemos que Jeffren não teria chance, muitas pessoas traíram ele, mesmo com todo o seu poder, ele não iria conseguir, porque Kane também possui poderes, porém, das trevas.
–Mais agora estamos protegidas não é? -questionou, Angel.
–Eu creio que sim, mas porque estás tão preocupada? -perguntou Lia.
–Eu estou grávida...
–Sim, você falou no castelo quando...
–De quadrigêmeos, mãe! – disse Angel, levantou a cabeça e olhou para Lia, seus olhos já estavam escorrendo lágrimas.
–O... Que? Não... Como? –Lia ficou surpresa e espantada, mesmo tendo bastante sabedoria, ela sabia que estavam agora, correndo grande perigo.
–Angel, Kane virá atrás de nós, se souber que existem mais quatro herdeiros.
–Mas como ele irá saber?
–O... O Oráculo. –Lia falara com grande medo.
–Mas o Oráculo não existe, não é mesmo? –Angel perguntou, esperando a resposta positiva de Lia, mas a mãe permaneceu calada, em estado de choque. –Não é mesmo mãe? –Perguntou mais uma vez, agora ficando assustada.
–Existe uma lenda -Lia começara a falar. -Que o Oráculo responde a quem derrotar o último rei de um planeta, ou de um mundo, se o rei ordenar que Oráculo suma, ela irá sumir, e assim só a pessoa que matar o último rei, poderá trazer o Oráculo de volta. Mas é só uma lenda.
–Para nossa segurança, tomara que realmente seja uma lenda, ou então Kane virá atrás de nós e matar todos.
–É eu vou me deitar querida, você vem? -Lia chamou a filha.
–Já estou indo, me dê alguns minutos quero pensar um pouco. -disse Angel, recusando o convite.
–Está bem, boa noite!
Lia levantou-se, virou e subiu pelas escadas de mármore, passou pelo corredor do segundo andar, trocou de roupa e sem ao menos tomar banho, caiu na cama e dormiu no mesmo instante, estava cansada demais. Angel ficou ali na lareira pensando em Jeffren e, conversando sozinha e, chorando.
–Jeffren, porque você não partiu conosco, porque sempre tão teimoso, e agora o que será de todos nós sem você? Eu ainda acredito que esteja vivo meu amor, vou te esperar para sempre. -disse Angel, sozinha.
O tempo foi passando, a temperatura só estava caindo, chegou a onze graus célsius. Depois de uma hora sentada em frente à lareira, Angel, dormiu sobre o tapete branco de veludo.
–Acorde sua imunda, acorde! – Uma voz fria chamava Angel, para levantar do tapete de veludo.
Angel foi abrindo os olhos, e enxergou tudo embaçado a sua frente, depois que sua visão foi ficando boa, ela observou bem e avistou um rosto conhecido, Kane, antes que pudesse gritar ele a enforcara, sufocando e, falando alto, com a mulher indefesa:
–Você achou que eu não iria encontrar você e, sua nojenta família? – Kane a sufocava tão forte, que Angel foi desmaiando. – O que foi não consegue responder sua vadia, então, cadê o Jeffren agora?!
Angel desmaiou e Kane a arremessou contra as janelas de vidro, que ficava na frente da casa e, subiu para pegar Jade. Passou correndo no corredor, que levava ao quarto de Jade. Lia levantou, com o barulho das vidraças, e viu apenas um vulto passando, e correu a porta do seu quarto, e então pode ver quem era o ‘’ vulto’’.
–Não! – Gritou Lia desesperada, ao ver Kane, entrando no quarto da criança.
–Ela não seu covarde, eu não deixarei. – Lia falou com muito ódio.
–Então irá morrer sua velha nojenta.
Kane foi para cima de Lia sem piedade, e começaram a lutar. Kane deu um soco no rosto de Lia, e tentou acerta-la em sequência com o pé, mas Lia desviou, e conseguiu acerta-lo com um chute no ombro, Kane foi arremessado contra a parede do quarto de Lia, a parede quebrou, fazendo um enorme barulho, fazendo com que, Jade, acordasse. A menina levantou assustada e foi até a porta do seu quarto, para ver o que estava acontecendo. Kane e Lia lutavam no corredor e, Lia, foi golpeada com dois chutes na barriga, caiu aos pés da pequena menina, Jade, que ficou espantada.
–Corra Jade, corra –gritou Lia
Sem piedade, Kane enfiou uma adaga no pescoço de Lia. Kane seguiu para o quarto da pequena Jade, que tentou segurar a porta, mas era impossível, Kane possuía uma força brutal, e com um pontapé, quebrou a porta, arremessando a menina para o outro lado do quarto. Jade bateu a cabeça na parede, e uma pequena quantidade de sangue escorreu em sua testa, a menina desmaiou.
– Para que tudo isso? Lutas, guerras, mortes, se tudo irá terminar desse jeito, ‘’ O REINO QUE LUTOU PELA SUA PRINCESA’’ será uma linda história, que pena que ninguém da sua família, estará vivo para escuta-la –Kane falava baixo, acariciando os cabelos da menina, então começou a passar a adaga na bochecha de Jade –Eu posso ser um pouco generoso com você, apagar sua memória, leva-la para o meu reino, mas... terá que ser uma escrava –Kane falava com sarcasmo, enquanto Jade, permanecia desmaiada.
–Ela nasceu para ser sua rainha, tire suas mãos imundas de cima dela –Angel apareceu na porta do quarto, falando com coragem, com ódio, estava sangrando.
–Ora se não é a bela adormecida, mãe e filha juntas para a morte, isso é tão... Lindo, você não acha? –Kane falou com sarcasmo mais uma vez.
Angel ignorou, e sem cerimônias, correu em direção a Kane, abrindo suas asas e fazendo-as brilhar como se fosse o sol, prejudicando a visão de Kane, mas antes que Angel pudesse encostar nele, Kane segurou os cabelos de Jade, e com um impulso com as pernas, ele subiu, passou por cima da cama, sem se quer encostar em nada, e parou ao lado da janela, quebrando-a.
–Mais um passo Angel, mas um passo, e eu jogo a adorável princesa Jade, será uma queda confortável –Kane ameaçou, segurando com uma mão os cabelos e a nuca de Jade.
–Não, por favor, não, eu imploro.
–Olha que engraçado, está sentindo agora? Está sentindo o que eu senti, quando implorei para ficar com você? Você se lembra? Você se lembra? Responda –Kane estava descontrolado, gritando, cheio de ódio.
–Por favor, não precisa ser assim, Kane entenda, eu gostava de você também –Angel tremia, e no seu rosto, escorriam as lágrimas de seus olhos.
–Jura? VOCÊ JURA ANGEL? –Kane ficava com mais raiva a cada momento –Não adianta se lamentar, não adianta chorar, o que acontece no passado, fica no passado, se você errou ou acertou, você irá pagar. E chegou a hora Angel, chegou a hora do seu pagamento.
–Não Kane, não... –Angel implorou, mas não foi suficiente, Kane largou sua mão direita dos cabelos de Jade, e a menina caiu.
–Não – Angel gritara muito alto.
Abriu os olhos, estava tudo claro, estava no mesmo lugar onde adormeceu na noite passada, na sala, em frente a lareira, sobre o tapete branco de veludo, Angel acordou de um pesadelo horrível. Lia que estava fazendo o café da manhã (ovos mexidos e bacon) com Jade, foi correndo até a sala, para ver o que aconteceu, e viu a aparência assustada da filha.
–Acalme-se querida, está tudo bem, foi só um pesadelo, calma, já passou –Lia tentou acalmar Angel, encostando a cabeça da filha em seu peito, e acariciando seus cabelos longos e lisos.
–Foi... horrível mãe, ele estava aqui, ele nos atacou –Angel falava chorando, muito assustada.
–Kane? Você pensou nele? Você sabe que não pode Angel, você sabe que ele irá entrar nos sonhos, ele possui um poder muito superior ao seu, então ele vai controlar o seu sonho –Lia falou balançando a cabeça negativamente, e gesticulando com as mãos.
–Eu não sabia mãe, não pude evitar –Angel falou, e desencostou de sua mãe.
– Mesmo sendo um sonho temos que ficar atentas, suba e tome um banho minha querida, a água irá tirar as impurezas do seu corpo, e irá refrescar sua cabeça, depois volte para tomar café com sua filha –disse Lia, aconselhando Angel, que seguiu o conselho.
Angel limpou as lágrimas do rosto com as mãos, abraçou a mãe, depois abraçou a filha, Jade, e deu um beijo carinhoso na testa, levantou-se do tapete, e foi em direção a escada; subiu. Entrou em seu quarto, foi pra suíte, ligou a torneira, e deixou encher a água. Enquanto isso tirou as roupas, e pegou o roupão, então entrou na banheira. A água estava morna, fresca, e Angel relaxou. Depois de alguns minutos na banheira, encerrou o banho, se sentiu bem melhor, escovou os dentes, trocou de roupa e, desceu para a cozinha.
–Bacon parece melhor.
–Claro que não, prefiro os ovos.
–Não, ovos tem essa parte amarela, um pouco nojento.
Ao descer, Angel escutou as risadas, de Jade e Lia, que se divertiam, a pequena Jade insultava os ovos. Isso foi o motivo da pequena risada de Angel.
–Ora mãe, você demorou –Falou Jade, ainda dando risadas.
–Desculpem, mas a água aqui é muito boa –Angel falou pressionando as duas mãos sobre o coração e jogou a cabeça para trás, como se tivesse ‘’ apaixonada’’ pela água. E mais uma vez os risos ecoaram pela casa.
–Venha me ajudar com o bacon Jade –Lia chamou a neta, para terminar o café da manhã.
Lia serviu o café, as três mulheres comiam e conversavam ao mesmo tempo; Lia contava as histórias do seu passado.
O tempo passava, Angel agora tinha dois meses de gravidez. A cidade ainda estava em progresso, ainda não tinha nada completo. Com o olho-vivo, Lia, aprendeu tudo sobre o planeta Terra; comidas, costumes, nomes de países, línguas, esportes, tudo que precisava saber.
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