Notas iniciais
Mais um capítulo a vocês Espero que gostem. E obrigada a Witchase e Morena pelos seus comentários. E por aqueles que acompanham, fico feliz por acompanharem. ;) Boa Leitura.

Meus olhos abriam de vagar. Estava tudo embaçado, me impedia de ver direito. Percebi que estava deitada, o quarto branco, não muito grande. Eu me sentia desconfortável ali, queria poder sair desse quarto de hospital.

–Oh, querida. Acordou!? -de ouvir a voz, já deduzi ser minha mãe.- Estive tão preocupada com você. -Exclamou ela num tom aliviada.

Senti duas pessoas sentarem na cama. Olhei e vi serem meus dois irmãos.

–Você nos deus um grande susto. -Minha irmã falou.

Depois de um tempo deles ali, minha mãe falou:

–Infelizmente não podemos ficar muito. Precisamos ir.

–Tudo bem. -falei tentando não me mexer muito, por causa do soro em meu braço, e minha perna enfaixada até o joelho. E ali a dor estava maior.

–Voltamos mais tarde, esta bem? -ele me abraçou com um beijo na testa.

Depois de eles se despedirem e saírem do quarto, meus irmão fechou a porta depois de um aceno com a mão. As horas passaram, eu me sentia uma morta sozinha, esquecida aqui. Somente uma enfermeira apareceu para trocar o soror, que havia acabado e dar uns remédios para mim. De tanto esperar que essa tortura sem fim terminasse, peguei no sono. Quando acordei já estava noite. Ainda zonza pelo sono, vi alguém entrar no quarto. Sua camisa azul marinho, calça jeans. Assim que o vi, meu coração pulou em meu peito.

Seus olhos se encontraram com os meus, olhos azuis, uma hipnotizante imensidão azul, eu posso dizer que o reconheceria só pelos seus olhos.

–Henrique!? -dei um pequeno sorriso. Ele veio até mim. Sentou na cama, na beirada da cama. Ele deu um sorriso, pegou minha mão a beijando. Não entendi o porque desse gesto. Ele deve ter visto a minha expressão de surpresa e duvida.

–Como você está? Confesso que fiquei preocupado. Porque não foi nada legal aquele motorista ter fugido.

Por um momento fiquei sem palavras. Deve ser por isso que ele me olhou de forma estranha e intensa.

–Não precisava se preocupar. Agradeço muito pelo que fez.

–O bom, é que está melhor agora.

–Estou. Somente minha perna que não colabora muito agora.

Ele esticou sua mão até meu rosto, afastando uma mecha de meu cabelo, do meu rosto e dizendo:

–É chato ficar ai deitada, não é?

–Ficar deitada é desconfortável, a enfermeira disse para mim não sair da cama, não será bom pra mim.

Ele foi até um pequeno armário no quanto do quarto, abriu e pegou um travesseiro. Depois veio até mim, colocando o travesseiro atrás de mim, me ajudando a ficar mais sentada.

–Assim é melhor do ficar deitada o tempo todo. -ele falou.

–Obrigada.

Ele pegou uma cadeira ao lado cama puxou mais perto e sentou. A cada minuto que passava, eu o conhecia mais, por isso estar com ele, me fazia esquecer as dores que eu sentia, me fazia esquecer o resto do mundo e sorrir. Um sentimento parecia estar crescendo ali e me pagar de surpresa, como se não fosse somente alguns dias atrás que tivéssemos nos conhecido. Uma amizade creio eu.

Um médico disse que se talvez eu fosse passar mais uns dois dias ali, que por isso eu amanhã iria fazer uns exames.

Henrique e eu, conversávamos sem parar, e devo admitir, que ele gosta de fazer perguntas, ele se despediu com um beijo em minha testa dizendo, "Até logo anjo." Ele acabou pegando esse jeito ao falar comigo, me chamando de anjo, ele tem um jeito hipnotizante, suas palavras, seu jeito, faz com que dificilmente digamos não, como se o tempo parasse. Tem momentos que ele é misterioso até demais, chega a ser estranho.

Notas finais
Até a próxima. Desculpe algum erro. Bjos!