Entre Anjos
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Boa leitura. Espero que gostem.
A cena do pequeno acidente, que aconteceu comigo a dois dias, e aquele cara chamado Henrique, não sai de minha cabeça. Isso é loucura! Principalmente o colar, quando me lembro dele, me entristeço. Por que, ele poderia ser algo como referência de quem sou. Mas eu o perdi.
–Andy, como vai? -Uma voz masculina, alguém me tirou de meus pensamentos. Pela voz eu reconheço quem deva ser.–Enzo! -faço uma expressão de surpresa, e forco um sorriso. -Estou bem. -AfirmoEle puxou uma cadeira do outro lado da mesa, e sentou, de frente para mim. Estamos em uma cafeteria, uma pequena lanchonete, mas para cafeteria pois, o que tem aqui, é quase só café. É de meu costume vir aqui, antes ou depois das aulas. Sempre que posso, se o lugar perto da porta ao lado da janela está vago, é aqui que sento. Olho para o relógio, vejo que falta quinze minutos para eu entrar.Enzo levanta sua mão, fazendo sinal para o garçom, o mesmo vem, Enzo pede um café. Ele olha se escora na mesa por um momento olhando para mim, ele está sério.–Aconteceu alguma coisa? -apesar da pergunta, parece que ele não se importa muito.O café é trazido a mesa.–Estou bem. E como você vai...? -Ele toma um pouco de seu café.–Na mesma. -fazendo uma expressão de tédio. Depois de me responder, se levantou foi em minha direção. Deu-me um beijo no rosto.- já estou indo. Te vejo lá.- levando consigo o café, Enzo vai em direção ao balcão deixando o dinheiro do café e indo para fora.–Posso me sentar aqui?Uma voz masculina, fala perto de meu ouvido me assustando, meu coração deu um pulo em meu peito. Olhei para meu lado e ver quem era. Não poderia ser! Para minha surpresa, é quem eu, menos esperava. Como ele me encontrou? Henrique sentou na cadeira a minha frente. Engoli a seco. Ele me encarava, e isso me fazia sentir exposta.–O que o traz aqui? -Resolvi perguntar.–Acho que isso...-Ele enfiou sua mão no bolso da calça, e continuou -deve ser seu. Então, estendeu sua mão, abriu mostrando um colar. Meu colar de asas. Estava com ele? Não pude conter meu sorriso. -Pertence a você? Ele perguntou levantando as sobrancelhas.–Sim é meu. Você o achou!Estendi minha mão para pegá-lo, mas ele puxou sua mão antes que o tocasse. Com um sorriso nos lábios, Henrique levantou de onde estava, vindo até mim. Oque ele está fazendo? Ficou atrás de mim. Ele ajeitou o colar em meu pescoço. Vendo o que ele iria fazer tirei o cabelo para o lado. Senti ele prendendo o colar em mim. Seu toque me faz sentir, uma eletricidade percorrer meu corpo, da cabeça aos pés.–Obrigada falei tocando o colar. Henrique voltou a se sentar.–Não agradeça. Eu gostaria de a convidar para almoçar comigo amanhã. Aceita?–Sim. -hora oque eu estava fazendo? Eu não devia aceitar.–ótimo. -Ele disse sorrindo. Depois de ele me dizer que me esperaria frente ao meu trabalho, me despedi dele e fui para a aula. O que mais me incomodava, era o fato de eu me sentir incomodada perto dele.No dia seguinte Rosalie e eu estávamos em nossa sala de trabalhando em uns textos e fotos para o blog e a coluna do jornal. Contei a ela, que Henrique me convidará para almoçar com ele hoje–Mas você aceitou né? Não vai me dizer que foi besta em, dizer que não.- Ela por um momento parecia mais feliz ou nervosa que eu.–Sim, aceitei. Mas é você? -Falei com certa preocupação. –Não se preocupe comigo. Com essa afirmação dela, me senti mais aliviada. A hora ia passando, e a cada minuto que chegava perto, eu sentia um frio na barriga com a expectativa. Por isso tratei de me acalmar. Assim que deu o horário, fui descer e ver ele em frente ao prédio, onde disse que estaria. Chegando na porta principal, sai. Ele me vê, dando um sorriso de tirar o fôlego.– Andy! -Ele veio em minha direção.- Vamos?Ele me levou a um restaurante perto dali, que eu realmente não conhecia. O lugar é lindo, com decorações delicadas. O lugar onde se encontram as mesas, o vista é para o braço do mar, perto de uma enorme ponte ali perto. A vista linda. Ele em minha frente, puxou uma cadeira para eu, me sentar. Pelos Deuses, ele é de impressionar. Nos dois já sentados, o garçom trouxe o cardápio. Olhávamos o cardápio, e dei uma rápida olhada para Henrique. Me lembrava por uma vez que vi ele perto da faculdade, seus olhos... Não estão azul, estão castanho. Não entendo o por que a diferença, mas não irei comentar sobre isso, creio que não seja o adequado agora. Depois de pedirmos, almoçamos. Conversamos, brincávamos, estávamos nos conhecendo um pouco mais. Ele pediu vinho branco. Enquanto tomávamos, falávamos um pouco sobre nossa vida. Ele agora falava sobre a sua, depois de ter especulado sobre a minha.–Moro em um lugar mais retirado, não a muita civilização. A não ser, pelas pessoas que cuidao dos campos, das plantações, pelas redondezas. Meus pais ficaram, mas eu vim a negócios da família.E não queria perguntar que negócios eram, apesar de minha curiosidade.–E está gostando daqui? -Ele pensou um pouco antes de responder.–Sim, e como. -Ele sorriu, mas percebi um certo sarcasmo em sua voz. Ele tomou o último gole do restava de vinho em sua taca.-nossa, o tempo voa.
Disse ele olhando no relógio, quando estávamos indo para o prédio onde trabalho. Não pude deixar de notar que, ele em seu modo de falar e ser, é muito diferente dos que moram aqui na cidade. Da para se notar isso, e mesmo que fosse, da para notar seu sotaque diferenciado, eu irei chutar ser... Francês? É melhor não, sou péssima nisso. Nos despedimos, ele com um beijo em minha mão. Fazemos nossos caminhos, cada um para seu lado.
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