Entre Anjos
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Olá pessoal, espero que gostem.
POV. Rosalie
Meu ex, John que estava alí... Na minha casa. Ele só deve estar louco. E disso não duvido nada.–Eu mesmo docinho. Sentiu minha falta? -ele falou perto de meu ouvido.–O que você quer? -perguntei o cheiro de álcool vir de sua boca. Ele me puxou com força pelo braço até o sofá, e lá ele me empurrou com força.–Alguém já falou que você é estúpido? -falei a ele.–Seria melhor ficar calada. -ele sentou na mesa de centro em minha frente.Passei a mão em meu braço, onde ainda dói. Me concentro em não deixar o pânico e o medo, tirar minha calma.–Tempos atrás, acabei me envolvendo com pessoas erradas. Agora é tarde demais, não tem volta.–O que isso tem a ver comigo?Perguntei, mas ele pareceu ignorar a pergunta.–A ARPA está faltando três cordas, que foi tirada e escondida pelo dono. Além de um tipo de chave, que vai na lateral da ARPA. E precisamos dessas coisas, para que funcione. Eu a conheço muito bem, para saber que irá ajudar muito...–Não pretendo ajudar. -falei sem pensar.–Você não tem escolha. Será pior se não cooperar. Andei sabendo que sua amiga Andy, está a cada dia mais envolvida com Henrique. Use isso a seu favor.–Deixe ela de fora. Ela não tem nada a ver com isso.–Tem mais do que você possa imaginar. -Falou ele com um sorriso de lado. E depois continuou.–Não pensar em pedir ajuda para alguém, ou comentar sobre o assunto. Estamos de olhos em você.–Se quer que eu ajude, preciso de mais informações sobre o que irei procurar. Disse tentando ser convincente, talvez seja melhor se ele pensar que irei ajudar. –Eu enviarei a você as informações de que precisa. -falou ele me encarando. Ele olhou envolta, e voltou a olhar para mim. -desculpas pela bagunça.–E qual o motivo disso? -falei me referindo a bagunça. Só de pensar em ter de arrumar aquilo tudo , me dava vontade de esgana-lo. Quando dei por mim, já estava de pé. -você não tinha o direito de invadir assim. -falei indo para a porta. E depois de abrir, fiz um gesto para que saísse. John levantou de onde estava, vindo em minha direção. Com sua expressão de poucos amigos. Antes de sair pela porta, sem olhar para mim, disse em tom de ameaça.–Qualquer gracinha sua, você ou Andy, sofrerá as consequências.Ele saiu para o corredor mas parou bruscamente.–Estarei por perto. -disse ele, antes de sumir pelo corredor.~~*~~POV. AndyEu estava em casa sozinha. Eu não conseguia me concentrar em estudar hoje. Pelo menos para minha sorte, eu consigo firmar melhor o pé. Rosalie ontem não deu notícia, deve estar ocupada de mais para dar sinal de vida. Hoje cedo, me foi permitido tirar os curativos. Ainda da para notar que está um pouco inchada.Eu estava na sala, procurando algo de bom para ver na TV. Na televisão, no canto da tela, as horas marcavam 14:44. Isso é tedioso. Eu estava em um canal de notícias, quando percebi que um carro parou frente minha casa. Levantei do sofá quando tive a confirmação de que era aqui, ao escutar o portão ser aberto. Fui para a janela.–Não pode ser. -falei baixinho. Logo meu coração ao pulos em meu peito. Henrique estava ali, vindo até a porta de minha casa. Olhei na direção do carro, e lá dentro estava um garoto, com idade de 8 anos aproximadamente. Fechei a cortina. Eu não quero ser pega espiã do ninguém. A campainha foi tocada. Antes de eu abrir a porta, respirei fundo e abrir.–oi. -falei e ele sorriu.–Oi. Estou de folga hoje. Tem algum compromisso para hoje?–Hoje não tenho.–Vou a casa de praia de meus país. Eles venderam e preciso buscar algumas coisas que deixaram lá.–Tio Henrique, vamos demorar muito?O menino no carro falou depois de abaixar.–Ele é o Adam. -continuou Henrique. -filho de meu irmão. Adam está impaciente desde que soube que eu ia para a casa da praia. Então, você vem?Ele sorriu depois que disse que iria.–Só um minuto, já volto. -falei subindo a escada.–Você vai gostar. -ele falou se encostando na porta, e colocou as mãos nos bolsos, de sua jaqueta. Seu estilo hoje estava mais para esportivo.Já em meu quarto, me arrumei sem demora. É difícil agora discernir o que sinto. Mas sei que não irei me arrepender de hoje. Antes de descer, me olhei no espelho para ter a certeza que tudo não era um sonho. Sorri tendo a certeza que não.
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