Notas iniciais
Ola meus amores, como vão? Conto com a opinião de vocês. O que estão achando da historia?

Adam ficou tagarelando o tempo todo, durante o caminho. Ele é um amor de criança. No caminho me fazendo varias perguntas.

Ao chegarmos na casa da praia, Henrique estacionava o carro, enquanto eu e Adam observava o lugar, a praia... O vento fresco do mar, as ondas. Uma paisagem em que eu não casaria de ver.

Adam foi correndo ate a casa para abrir a porta. A casa cor branca de madeira, de frente para a praia. A rua de asfalto fica a uns minutos dali. O bom é que daqui da para ver algumas lanchonetes, barzinhos.

A casa grande na sala estava vazia, uma escada ao lado esquerdo levava ao segundo andar, onde Adam seguiu caminho. Uma porta mais a frente levava para a cozinha, que também estava vazia. A porta do lugar era grande, com vista já para a areia da praia e a água.

Subimos para o andar de cima, em um dos quartos entramos. Henrique disse ser o quarto dos pais dele.

—São essas aqui. Meus pais deixaram aqui, e pediram para mim buscar. Livros, mapas, documentos, quadros, medalhas...-falava ele enquanto mexia nas caixas, retirando um quadro antigo.-esse aqui era o time de meu pai, onde ele jogava.

—Serio que ele jogava?-perguntei curiosa pela revelação.

—futebol americano. Veja...-ele levantou, e apontou para um dos caras da foto, do time.- ele aqui...

—vocês são parecidos...-comentei.

—faz tanto tempo... ele jogava no time mesmo com meu avo proibindo. Meu avo queria que ele continuasse com os negócios da família. Ele não quis abandonar o time, e por isso teve que enfrentar as consequências de sua decisão com seu pai. Só agora que meu avo esta morto que ele assumiu os negócios da família.-ele guardou a foto de volta na caixa, onde continha varias medalhas.

—Nossa...

—é melhor levarmos essa caixas de uma vez.-ele sorriu levantando uma. Olhou para mim, sorriu e saiu pela porta levando a caixa. Olhei para o quarto enorme, olhei para as varias outras caixas que ainda tínhamos que levar para o carro, que por sinal era enorme. Eu já me via, me arrastando pelo caminho com as caixas.

—Força Andy... é isso ai.-falei para mim mesma enquanto pegava a primeira e seguia pelo caminho.

~~*~~

Caminhávamos pela praia conversando, e o garoto aproveitava o tempo nadando na água. Henrique contava sobre seu trabalho e seu pai.

—eu não irei deixar de ajudar meu pai, mesmo com o trabalho em que estou.

Comentou ele

—Os dois parecem ser bem diferentes um do outro.-falei me referindo ao avo e o pai dele.

—sim, ficaram muito tempo sem se falar, mais a doença de meu avo venceu essa distancia entre os dois. Eu tinha oito anos na época. Ele era rígido, firme e muitas vezes frio na educação dos filhos.

—o que sua mãe falava diante da situação?

—ele é uma pessoa muito querida, carinhosa. A melhor pessoa para aconselhar e conversar.-ele falou.

—vocês não vão vir?-gritou Adam da água, que logo voltou ao seu nado.

—Então, agente não vai?- falou Henrique sorrindo.

—o que?... N-Não...-que melhor momento para mim, gaguejar.-eu fico aqui.

Sorri sem graça. Ele olhou para água e depois para mim.

—tem certeza? A água parece estar ótima.-ele apontou para o garoto que se divertia.

—e minha....

—não vale a desculpa que sua perna não esta boa.-ele segurou um riso.

—Eu, não ia dizer isso.-neguei com a cabeça.

—você vai ficar mesmo ai?-Henrique fez uma expressão de surpreso.

—vou.-Confirmei com a cabeça.

Ele em silencio, tirou o tênis, a camisa e a calça jeans, ficou com o necessário para entrar na água, revelando seu corpo musculoso bem definido. Isso me deixou mais sem graça e sem vontade de entrar na água. Antes de começar a andar e minha frente, ele me encarou. De repente ele se virou, voltando em minha direção dizendo com um sorriso de lado.

—Mas não mesmo. -ele falou chegando cada vez mais perto de mim. E com a expectativa do que iria fazer ou do que queria dizer, meu coração acelerou.

Notas finais
Desculpem se tiver algum erro... Obrigada por aqueles que acompanham e os deixam aqui sua estrelinha e comentário.