Notas iniciais
Oi amores, espero que gostem. Boa leitura.

Olhei séria para ele.

–Fiquei preocupado com você.

Ele falou. Enzo preocupado comigo, e só o que fez foi me mandar uma mensagem? Isso não é estar preocupado.

–Preocupado? -falei sem expressão. Ele parecia não saber o que falar e continuei.- E isso em sua testa?

–Foi um acidente. -Ele falou sem olhar em meus olhos. Ele estava escondendo algo, e não sabia nem fingir.

–Que tipo de acidente, uma briga?

Perguntei.

–Carro. Eu... e mais uns dois amigos, estávamos no carro, que bateu com outro. Ele se apavorou e fugiu.

–E não voltaram para ver quem era? ou ajudar?

Ele não respondeu.

–Espera um pouco... Foram vocês que bateram no meu carro aquele dia... Não foi?

–Sinto muito. Desculpe. -Ele falou.

Eu me virei e entrei no táxi, dando um papel com um endereço motorista.

–Andy! Por favor...

Ele falou. Mas eu ignorei.

~*~

Desci do táxi, depois de ele chegar ao destino. Eu o paguei e ele foi embora. Andei alguns passos ficando em frente a uma grande casa... O orfanato. Foi ali em que estive chamando de casa. Não é de minha preferencia lembrar.

Decidi vim aqui, e percebi que cedo ou tarde seria inevitável. Ao entrar portão a dentro, percebi que o lugar havia passado por uma reforma. E está bem melhor agora do que antes, com aquelas infiltrações, mofos, a pintura e papel de parede descascando... um horror!

Depois de atravessar o grande e verde gramado, fui parar na porta da frente. Bati. Uma governanta abriu.

–Sim. Em que posso ajudar?

–Eu gostaria de falar com Beatriz, a diretora... Se ainda for ela. É importante. Sou Andy.

–Só um momento.

Ela fechou a porta, eu fiquei ali esperando. Por dez minutos. Para mim, parecia uma eternidade, que me deixava a cada minuto mais nervosa. Será que ela iria me receber? Não pretendo voltar sem antes falar com ela.

A porta abriu e a governanta apareceu.

–Senhorita?

–Sim? -Finalmente, pensei.

–Marcou horário? -Ela me encarou.

"Era só o que me faltava." Pensei.

–Eu só consegui o endereço, não consegui nenhum numero.

–Entendo. -Ela abriu a porta dando passagem passagem para mim.- Entre. Ela a espera.

Falou a governante e pele clara, olhos castanhos, cabelos cor mel, sua idade parecia ser de uns 35... Entrei. Andei pelo longo corredor. Passei por uns bancos aos lados, quadros pendurados na parede. Parei em frente a porta o lado esquerdo. Parando enfrente a porta, ela deve ter escutado meus passos.

–Entre. -Falou ela. Abri a porta dando passos para dentro da sala. Ela me olhou, seu olhar demonstrava curiosidade. A pergunta sobre o que eu fazia ali, estava estampada em seu rosto.- Então, irá me dizer o que a traz aqui?

–Se lembra de mim? Eu estivera aqui quando...

–Seu colar. Andy? -Ela apontou para ele em meu pescoço.- Como eu poderia esquecer de você.

Retribui o sorriso dela.

–Não sei se pode me ajudar... Mas, estou procurando algo que possa me levar... Aos meus pais verdadeiros. Qualquer coisa.

–Bom. -Ela ficou pensativa por um momento, olhando para o nada. Ela voltou a olhar para mim sorrindo.- Vejo que não tenho a mesma memória de antes. Irei ajudar. E saiba que isso vai contra as regras.

–Tudo bem se não puder. Não quero vela mal por minha causa. -Falei apreensiva.

–Eu quero ajudar. Não se preocupe comigo. -Ela se curvou um pouco sobre sua mesa, para abrir ima gaveta, depois remexer ali, tirou uma pasta e colocou sobre a mesma.- Isso, -Ela empurrou a pasta para perto de mim.- São cópias. Leve o com você. Tem tudo sobre a você ai, desde quando apareceu aqui neste lugar, pela primeira vez. Sempre é de nosso costume arquivar tudo. Mas assim que você foi adotada... Ai não temos, mas o que contem ai, poderá ajudar em algo. Eu espero que possa. A esperança é a última que morre, não é?

–Muito obrigada. -Eu não sabia o que realmente falar a ela para agradecer. Seu rosto já mostra sinai bem claros da idade. Ela deveria ter quase 53 anos. Desde que me lembro, ela fora como uma mãe para mim, antes de eu ser a dotada.

Sai do orfanato indo para uma biblioteca próxima dali. Do lado de dentro, tudo quieto. Passei pelas prateleiras de livros, indo para os fundos. Indo até uma das mesas de lá, tirei a pasta de minha bolsa. coloquei sobre a mesa. Me sentei e respirei fundo antes de abrir a pasta. Agora é chegada a hora de saber o que tem aqui dentro.

Notas finais
Até a próxima. Bjjoos.