Ensina-me a amar.
42 Sagrada paz.
Notas iniciais

Um dia tranquilo e calmo era incomum para nós. Para mim! Não sei porque, desde que me tornei vingadora. Estar alerta todas as 24 horas do dia é normal para mim, por mais que não trocasse minha vida por nada. Essa responsabilidade toda, de vez em quando, era demais. Hoje, eu havia decidido não levantar da cama.
2 meses haviam se passado, desde do ocorrido em Wakanda. Eu estava com 7 meses, a definição terrena de ENORME. Eu e Tony estávamos desfrutando de um período de paz mais que merecido, sem briga. Focado somente em minha gravidez e na recuperação dele, dois pais nada preparados trabalhando em ter seus gêmeos. Uma família normal, se não fosse as armaduras, os elementos e o garoto jogando teia na parede.
Visão passava mais tempo longe, do que aqui. Encontrando Wanda, presumo. Peter era nosso pequeno caçula, enquanto as gêmeas não nasciam. Sim, eram duas meninas. Tony surtou, quando soube. A ideia de Anthony Stark ter duas meninas, aparentemente era demais para ele. Não duvido que ele já tenha duas armaduras prontas para uso e em formato feminino na sua oficina.
Peter e Tony pareciam mais que dispostos a fazer minhas vontades. Nerds... Eles achavam que gravidez era um doença. Daqui a pouco, eles mal deixavam levantar a minha colher do meu prato. Superproteção descabida, Tony era pior. Vivia me cercando de perto e eu não duvidava que Friday me vigiava.
A recuperação de Tony era o meu alivio. A cada dia, o progresso era visível. Nesse momento, ele estava usando próteses em suas pernas, praticamente andando. Com as curas e a fisioterapia, ele estava melhorado. O quarto das bebês estava pronto, apenas esperando a chegada delas.
Me enrolo mais nos cobertores, respirando fundo. A barriga era imensamente desconfortável e tinha dias que só queria que minhas filhas nascessem logo.
— Scarlet, você está bem? A voz de Friday, soou. Sim, Tony havia pedido que eu fosse monitorada.
— Muito bem, Friday. Que horas são? Questionei, mal abrindo os olhos.
— São 3 da tarde. Sr. Stark está tomando banho, depois de ajudar Peter com os treinos. Respondeu, solicita. Me levantei, andando até o banheiro vendo Tony deitado na banheira. Seus olhos fechados, encostado na borda. A tranquilidade em sua face e um sorriso calmo, me inclinei levemente, andando até meu celular.
Tirei a foto, sorrindo apaixonada. Colocando imediatamente, como proteção de tela. Voltando a olhar para Tony que sorria para mim.
— Me stalkeando no banho? Que indecente, Avatar. Insinuou, me chamando.
— Eu nunca disse que era santa, disse? Questionei, arqueando a sobrancelha. Encostei na borda da banheira ao contrário de Tony, suspirando pela sensação da água quente em minha pele.
— Posso saber, porque não estava aqui? Questionou, abrindo os braços para que eu me aconchegasse nele.
— Baby, eu estou imensa e... Apontei para a barriga, ficando estranhamente tímida e absolutamente insegura.
— E louca. Afirmou, me enlaçando em seus braços. Me pressionando contra seu peito... – Você é linda de todas as formas, amor. Nada se compara a ter você nos meus braços, nós já passamos por tantas coisas... Tão perto da morte, tão perto da escuridão. Não deixe essas inseguranças nos afastarem. Eu sempre vou amar você. Sempre a mais belas de todas para mim.
Suas mãos deslizaram por minha barriga, acariciando. Enquanto, seu rosto se escondia em meu pescoço.
— Eu te amo, Tony. Disse, sussurrando. Lagrimas descendo suavemente por meu rosto, ele tinha que entender que ele e minhas filhas eram tudo para mim.
— Eu sei e amo você infinitamente por isso. Afirmou, me apertando em seu abraço. – Nós mudamos tudo, Avatar. Assim que cruzamos o caminho um do outro, pertencíamos um ao outro.
— Sim, pertencemos um ao outro. Afirmei, sorrindo. – Estou com fome. Quero pizza de atum com morangos... O som de Tony imitando o som de vomito soou no banheiro, me fazendo gargalhar.
— Sinceramente, esse foi o pior. O de briga... brigadeiro. Disse, pronunciando o nome carregado de sotaque, me fazendo achar fofo demais. – Com açaí foi tolerável, o brigadeiro estava um delicia, manga com queijo... E agora, pizza de atum com morango. Não podia ser Tony com morango?!
Gemi ao ouvir sua sugestão, assim como ele. Com a gravidez, a recuperação do Tony. Basicamente, tinha meses que não nos tocávamos. E isso era pior, que qualquer coisa. Carinhos, beijos, toques ousados e até sexo oral... Simplesmente não era mais o suficiente para aplacar nosso desejo.
— Quando isso acabar... Sua voz tinha o tom de promessa.
— Whisky, eu e você na mesa da oficina. A noite inteira... Quem sabe mais. Disse, visualizando a cena. Fazendo Tony me beijar desesperadamente, gemendo entre o beijo.
— Você entregue a mim, gemendo meu nome. Fazendo amor, fodendo sem sentido até amanhecer. Meu melhor whisky na mesa... Gosto da forma que você pensa. Gosto bastante! Sussurrou em meu ouvido, me fazendo arrepiar.
— Não mais do que eu. Afirmei, voltando a beija-lo apaixonadamente. Minhas mãos perdidas em seu cabelo, me sentando em seu colo de lado.
Depois de sairmos, Tony havia pedido minha pizza de atum com morangos. Ele e Peter me encarando, como se tivesse cometido um sacrilégio. O cheiro estava me dando água na boca, uma parte racional e possivelmente, não grávida de mim. Me dizia que aquilo era o ápice de estar estranha... Já outra comia a pizza, como a maior alegria que eu poderia ter. Tony e Peter estava do outro lado da mesa, dividindo duas pizzas e tentando não me olhar muito.
— A pizza está gostosa, baby? Questionou, Tony. Respondi com um gemido comendo mais um pedaço e olhando para os dois, que respondiam meu olhar.
— Puta merda! Sussurrou, Peter.
— E então, quais são os planos para o natal? Perguntei, tentando distraí-los dos meus atuais hábitos alimentares. A pizza é a mais gostosa do mundo! Puta merda. Gostosa para caralho. Uma gravida tem direito a ter desejos estranhos, sem ser discriminada por isso.
— Peter vai passar o fim do ano no Queen's com a Tia May. Happy vai deixa-lo está noite. Afirmou, Tony. Peter acenou com a pizza na boca. — Eu e você... Bem, isso é uma surpresa. Sorriu para mim, bati palmas encantada. As surpresa de Tony eram... As surpresas de Tony. Nem o céu é um limite para ele. Bocejei com sono, deixando a pizza na embalagem. Me levantei e lavei minhas mãos, olhando para Peter.
— Feliz natal e um ótimo ano novo, pirralho. Nos vemos no ano que vem, seu presente vai chegar pelo correio. Disse, abraçando o pequeno garoto.
— Para você também, Scarlet. Respondeu, sorrindo.
Andei calmamente para o quarto, indo ao banheiro. Assim, que terminei minhas necessidades, deitei na cama. O imenso cobertor me enrolou, aquecendo meu corpo frio. Estava frio naquela noite, mas do que as outras. Senti as mãos e o corpo de Tony se juntarem ao meu, me fazendo suspirar tranquila, mergulhando em um sono profundo.
***
Acordei com os carinhos de Tony em meu rosto, gemi de sono e prazer. Enlacei meus braços ao seu redor, suspirando pelo seu perfume e calor. Eu queria passar o dia na cama. Passava o dia cansada e exausta demais para pensar em outra coisa que não fosse dormir.
— Bom dia, amor. Está na hora da surpresa. Me avisou, sorrindo.
— Podemos passar o dia na cama. Nenhuma dica? Questionei, ainda grogue pelo o sono.
— Nenhuma dica. Agora, seja uma boa menina e se arrume. Disse, me beijando e acariciando minha barriga.
— Sempre sou uma boa menina. Afirmei, me levantando e pegando uma toalha.
— Sim, vejo que sim. Minha melhor garota! Maliciou, dando um tapa em minha bunda assim que passei por ele. Sorri, erguendo a sobrancelha. Deus! Como eu amava esse homem. Depois, de alguns minutos no banho. Me arrumei, colocando um vestido florido. Encontrando Tony na garagem, após o aviso de Friday com o lamborghini ligado. Ele estava sentado no banco do passageiro e entregou a chave em minhas mãos.
— Sem Audi? Questionei, entrando no carro. – Isso é milagre.
— Baby, eu tenho tantos carros que mal posso contar. Variar nunca fez mal a ninguém... Disse, sorrindo. Encostando no assento, me esperando ligar o carro. – As coordenadas estão no GPS.
Bufei, ligando o motor do carro ouvindo o ronco único e selvagem do motor.
— Amo esse som! Porra... Às vezes, esqueço que você é bilionário. Digo, segurando sua mão, enquanto saímos da garagem do complexo. Era estranho que eu nunca tinha consciência de quanto dinheiro, Tony possuía. Eu sequer pensava nisso, eu sabia que ele era uns dos homens mais ricos e inteligentes do planeta. Se não o mais... Mas, sempre demorava a ter consciência disso.
— Você está mais preocupada com meu corpo, estando ele dentro ou fora da armadura. Uma mulher que pode sentir o magma da terra não se preocuparia, em quem é bilionário ou não. Afirmou, sorrindo.
— Eu me preocupo com qualquer coisa sobre você, baby. Umas mais que outras, é verdade. E como você sabe que eu posso sentir o magma da terra? Insinuei, rindo. Eu realmente podia, não era algo inconsciente e que eu fazia toda a hora. Mas, como eu dizia a muito tempo, eu posso sentir tudo. Mas, eu aprendi a sentir uma coisa de cada vez.
— Baby, você já deu mais que uma prova que é capaz de coisas extraordinárias. Que é extraordinária. Disse, seu suspiro me incomodou.
— O que te incomoda, amor? Questionei, o observando, passando pelos cruzamentos. – Sabe, que pode me dizer, não sabe?
— Daqui a 30, 40 anos... Quando, eu possivelmente estiver morto e você impecavelmente bela, como hoje, o que você fará? Com nossos filhos crescidos e possivelmente com suas famílias, o que você vai fazer, Scarlet? Perguntou, me encarando. Puta merda! Continuei, dirigindo um pouco mais rápido. Nunca havia pensado nisso! A ideia mal passava pela minha cabeça. Uma vida sem Tony parecia... Insuportável. A eternidade seria uma tortura.
— Eu nunca penso nisso, Tony. Nunca penso em uma vida sem você. Eu... Eu...Obrigado por foder minha noite e minha mente. Disse, tinha plena consciência que meu rosto estava contorcido em uma máscara de dor e incerteza. – Porém, não supervaloriza meus poderes assim. Quem sabe você vai viver muito mais do que eu.
— Não valeria a pena. Afirmou, retomando minha mão na sua. Suspirei, olhando para ele com todo o meu amor e carinho.
— Não, não valeria. Confirmei, voltando a acelerar o carro.
Alguns minutos depois, percebi que estávamos na porto. Um porto pequeno para os padrões, mas com barcos muitos luxuosos. Tony saiu do carro, puxando minhas mãos, andando comigo até um deck de madeira. Tony olhou para a lancha pequena e luxuosa lancha e sorriu encantado para mim.
— Amor, o que está rolando? Questionei, cruzando os braços.
— Shhh! Exclamou. – Nós já vamos chegar. Só me dê uma mãozinha. Disse, olhando para o barco. Antes, que ele pudesse falar sobre isso, estava os dois dentro dele e eu estava me sentando em um banco bem confortável. Tony sussurrou algo como ‘’ Exibida ‘’ e ligou o motor da lancha. O barco deslizava pelas águas com facilidade, minhas mãos enlaçaram a cintura de Tony. A cada momento que chegávamos mais perto do nosso destino, eu percebia o gigantesco iate na água... Olhei para Tony, sorrindo.
— É seu? Ele assentiu, sorrindo. – Claro que é seu. E é claro que você tem um iate gigantesco. Não sei, porque eu estou surpresa.
— Não é somente meu. Afirmou, me encarando. Tony diminuiu assim que chegamos próximos ao barco, obviamente. Perto o suficiente para ver um nome perfeitamente entalhado na lateral do barco. A escrita tão delicada e bonito, como o restante do iate. Mas, o que eu li me deixou sem folego.
‘’ Scarlet ‘’ Deus! Ele não havia feito isso.
— Tony, como... O que? Balbuciei, sem saber. Chocada demais para falar outra coisa. – Não posso acreditar nisso.
— É uma compra recente, eu confesso. Pensei tem pouco tempo! É uns dos melhores do mundo e eu mesmo fiz algumas alterações e melhoras para você. Disse, esperando. Uma porta abriu suavemente, dando a visão de um compartimento para ‘’ estacionar ‘’ nossa lancha. Assim que entramos, as pessoas nos receberam e Tony acenou as dispensando. O puxei para os meus braços, o beijando apaixonadamente.
— Você é insano. Afirmei, sorrindo e o abraçando mais apertado. A barriga me irritando levemente. – Foda-se. Esse é uns dos motivos de eu te amar tanto. Voltei a beija-lo, sorrindo. Me afundando em seu pescoço, aspirando seu perfume calmante.
— Você gostou? Questionou, quase inseguro.
— Deus... Baby é demais. Mas, é tão a sua cara. Obrigado, meu amor. Eu amei! Revirei os olhos, segurando seu rosto por entre minhas mãos. – Exagerado. Mas, eu amei.
Tony me abraçou, encostando a testa na minha.
— Eu não sei, porque deixo meu ego e minhas inseguranças falarem mais alto, quando estou com você. Nós somos para sempre, não somos? Questionou, procurando respostas.
— Nunca duvide disso. Agora... Me mostre o iate. Pedi, o vendo sorrir mais que empolgado.
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