Ensina-me a amar.

43 Especial de natal e ano novo - Felicidade.


Notas iniciais
Bem vindos ao especial natal e ano novo de Ensina-me a amar. O maior capitulo da fic neste momento, e considerando que temos apenas mais 4 capítulos á frente é possivelmente o maior. #ApenasOrgulhosa Sim, EAA está chegando ao fim. Depois de alguns meses, está terminando. #HelloDarknessMyOldFriend Porém, teremos sim uma segunda temporada,como já falei para vocês. Agora me focarei em MPP e TAL, porque pretendo finaliza-las o mais rápido possível também. Então, ficarei apenas com a segunda temporada e Destinados a amar. Eu iria fazer um asthetic para vocês, mas minha internet está minima. Então, essa foto do capitulo não me pertence. E vocês, podem acha-la no tumblr da vida. ♥ Leitores das minhas outras fic's, não se preocupem. Já estou indo até vocês! Espero que vocês tenham tido um excelente natal e que tenha um ótimo 2018 (Ano de Guerra Infinita e que Tony sobreviva ou eu vou enlouquecer. Amém! ♥) Quero agradecer de coração á todos os comentários no capitulo anterior. E aos favoritos! Obrigado pelo apoio e carinho. Sem mais delongas. Espero que amem! Erros e duvidas, estou nos comentários. Enjoy!

A mão de Tony segurava forte a minha, pelos corredores do iate. Brincando, rindo e nos beijando. No meio do oceano, isso me trazia uma sensação atemporal. Finalmente, encontramos nosso pedacinho de paz, nosso refúgio. Tony estava com apenas uma calça jeans e camiseta, seus pés descalços deslizavam pelo o que seria nosso quarto. O closet – grande demais para um barco – estava cheio das minhas roupas e das suas. Havia beleza em todo o lugar... Beleza em Tony. O Natal seria daqui a 3 dias, era o meu feriado favorito do ano. Juntamente, com o ano novo. Minhas filhas estavam a caminho, meu relacionamento com Tony estava bem. A vida parecia sorrir para eles novamente, depois de tantos problemas... Eles quase se partiram por teimosia, por orgulho.

Balançou sua cabeça, tentando esquecer lembranças dolorosas. Afinal, ela tinha tido um ano ‘’ fácil ’’ desde que entrou para os Vingadores? Bucky e a queda da Shield, Ultron e logo depois, o tratado e Steve.

Pensando em que? Questionou, Tony. Caminhando em minha direção até a cozinha do iate, minhas mãos deslizaram sobre sua barriga, sorrindo. Tentando em vão esconder o lugar onde sua mente a havia jogado. Um lugar sombrio, o lugar que ela quase perdeu Tony. A Alemanha nunca seria esquecida.

O ano está acabando. Finalmente... Suspirei, enquanto sentia o cheiro de comida italiana entrar em meu olfato. – É um alivio. E esse cheiro está me matando. Sorri, me sentando na cadeira. Enquanto, Tony me abraçava por trás e depois, se sentou ao meu lado. Os pratos de nhoque foram servidos, enchendo minha boca de água. Tony sorriu, ao me ver sorrindo ansiosa para comer. O meu copo cheio com suco de uva e Tony com seu vinho.

Simplesmente, não via a hora. Esse ano... Foi uma merda, baby. Deu uma gargalhada debochada, seus olhos transpareciam tristeza. Assim como eu, ele lamentava por perder a equipe inteira. Estamos despedaçados, éramos uma família. Bem, é o que eu achava.

Acho que ''merda'' não chega a ser nem a metade do que ele foi. Quase morremos, perdemos nossos amigos e principalmente, caminhamos um caminho que o outro não poderia estar. Eu lamento, Tony. Deveria ter partido ou ter me aposentado, fiquei efetivamente ao lado de Steve por acreditar que era o certo e eu ainda acredito... Só que, por muito pouco, me cobraria um preço alto que não estaria disposta a pagar. Você e nossas filhas. Disse, não percebendo que havia começado a tremer. Relembrar esse ano era extremamente doloroso. O tratado, nossa briga, a queda, a nossa eminente morte, a paralisia de Tony. Suspirei, vendo as próteses de alta tecnologia que o permitiam andar. Eu ainda me culpava. – Por isso, decidi começar consultas com o psicólogo. Eu quero receber minhas filhas sem me sentir culpada e toda vez que olho para você. Eu mal suporto, Tony. Não, eu não... Consigo esquecer. Eu tenho pesadelos, toda vez que eu treino ou que você veste a armadura para uma missão, entro em pânico.

Tony estava comigo nos braços, antes que minhas lágrimas caíssem. Seus olhos extremamente preocupados e desesperados se fixaram em mim, cheios de lágrimas não derramadas.

Baby, porque você nunca me falou sobre isso? Os pesadelos, o pânico... Você está grávida, amor. Devia ter me contado. Disse Tony, segurando meu rosto, beijando minha testa.

Eu sei. Mas, nós já estávamos no limite a um tempo. E a nossa última briga, a fisioterapia... Escondi para não nos sobrecarregar. Eu só quero ter uma vida feliz com você. Disse, escondendo meu rosto em seu pescoço, sentindo seu perfume me acalmar. Sempre funcionava. Ele estava aqui e era tudo que sempre precisei.

Tudo bem, amor. Nós vamos consertar tudo... Pode demorar, mas vamos conseguir. Eu prometo! Me abraçou outra vez e distribuiu selinhos por todo o meu rosto, me fazendo rir. – E eu tenho mais uma surpresa. Daqui a alguns minutos, eu mostro... Termine de comer, mulher. Sorri, ansiosa. Mas, tentei me concentrar em meu prato. Após cinco minutos, eu havia terminado de comer. Tony ainda tentou me empurrar a sobremesa, mas eu estava ansiosa demais. E disse que comeria depois... Seu sorriso iluminou a sala e meu coração. O barco era magnífico em toda sua gloria. Como Tony me disse, digno de um Stark.

Os corredores charmosos e a sala belíssima que levava ao um pequeno deck com algumas almofadas e poltronas belíssimas, inclusive um gigantesco sofá. Tony me abraçou para fora da pequena extensão.

Não tire os olhos do céu. Avisou, seus braços cercando meu corpo. Encostei meu corpo ao seu, sentindo o calor dos seus braços e seu perfume. Os fogos começaram a estourar acima de nós, multicoloridos e lindos. Minha alegria foi instantânea!

Porém, palavras começavam a se formar.

'' Case comigo? ''

'' Amo você ''

Oh Deus! Meu coração batia rápido e descompassado. Estava sem palavras, como se tivesse entrado em uma realidade paralela de felicidade plena. Não conseguia controlar meus hormônios e meu corpo. Então, eu chorava de emoção e sorria de felicidade. Senti Tony se afastar de mim, me virei para vê-lo e agradecer, beija-lo e reafirmar meus votos que sempre o amaria.

Me surpreendendo ao vê-lo ajoelhado outra vez, como na virada desse ano. E assim, como naquele momento, ofeguei de surpresa.

Sei que eu já pedi e que você já disse sim. Mas, depois de tudo... Segurou minha mão com o anel de noivado, beijando minha mão e o anel em meu dedo. – É válido refazer os meus votos. De sempre ama-la, sempre protege-la e reafirmar que sem você não existe vida. Você é o meu mundo... E todas as dificuldades que passamos esse ano são a maior prova disso. No fim do dia e durante ele, a única coisa que preciso e quero sempre será você. Eu não sou o melhor homem, não sou o mais honesto e abnegado deles. E minhas inseguranças e meu ego atrapalham. Mas, eu quero ser melhor. Para você. Por você. Pelas nossas filhas. Scarlet, você é tudo que eu sempre procurei e quis. Alguém para estar ao meu lado, lutar comigo e para me amar por toda eternidade. E depois de experimentar a morte, a única coisa que permanece e amo é você. Case-se comigo? Me diga sim, outra e outra vez?

Sempre, Tony. E todos os dias. Eu direi sim a você. Eu nasci para amar você. Para cuidar, amar e protege-lo. Nunca duvide disso, Tony. Quando, você olhar para mim e por um segundo, duvidar do nosso amor e que somos a coisa mais certa, lembre-se disso. O tempo, a morte, a dor e qualquer outra coisa, não podem nos separar. Eu lutaria contra o mundo, se eu souber que você estará do meu lado.

Seus olhos emocionados, assim como os meus. Das nossas declarações e desses meses de paz e amor que estávamos vivendo. Nossas filhas estavam próximas, Tony e eu estávamos cada dia, nos acertando. Nos amando ainda mais. Suas mãos seguravam meu rosto, seus lábios nos meus me dando um beijo apaixonado, cheio de amor e carinho. Seu beijo ainda me deixava sem folego, sempre várias meu coração vibrar e minhas pernas tremerem.

Eu te amo tanto. Sussurrou, me acariciando.

Eu te amo. Respondi, encostando sua testa na minha. Ficamos ali abraçados por mais alguns minutos, antes do meu corpo ter sinais de cansaço e começar a sentir alguma dor nos pés. Tony me levou ao gigantesco quarto, detalhado em madeira. Meu vestido foi ao chão e eu me enrolei no confortável cobertor, com sono e cansada demais para ficar com os olhos abertos. Tony havia se livrado de sua roupa, ficando apenas com uma cueca box preta. – Você é tão bonito, amor. Disse, o observando, já grogue pelo sono.

Ele sorriu, deitou na cama e me envolveu em seus braços. Depositando um selinho longo e carinhoso em minha boca.

Realmente, você tem bom gosto. Sorri, sentindo seu perfume mais um vez. Me entregando ao sono, mais feliz do que poderia imaginar.

O sorriso era leve e profundo. Transbordava alegria, o que me trouxe um sorriso imediato. Estava encostada na porta com os braços cruzados, observando a cena a minha frente, Tony com duas mini copias femininas suas em seus braços rindo, enquanto abria mais um da imensa pilha de presentes que ele havia comprado. A sala perfeitamente natalina com uma arvore imensa, cheia de brilho e luzes.

Tony estava perfeito em um terno preto com uma de nossas filhas no colo. O vestidinho florido rosa bebê e seu cabelo liso com pequenas ondulações na ponta. A mesa imensa cheia de comidas, típicas do natal.

Ava, você precisa deixar o papai abrir o presente. Disse, rindo. Sua mão impedia Tony de abrir o presente, enquanto ela ria pela cara de frustação do pai. Deus! Eles eram perfeitos juntos. Suspirei com a cena, atraindo o olhar de Tony para mim. Seu sorriso alegre e seus olhos emocionados me diziam mais do que conseguia imaginar. Amor, carinho, gratidão, desejo...

Juliett, Juliett... Não! Peter gritou, rindo. Ela segurava uns dos meus batons favoritos, passando na cara de Peter. Aquele era uns dos meus presentes? Peter gemeu ao ver sua cara suja de batom, bufando e sorrindo.

Pete... Ela sorriu, voltando a brincar com o batom, tirando um suspiro rendido de Peter.

Esse era uns dos meus batons favoritos, não é? Questionei, rindo. Peter bufou, me encarando. Enquanto, Juliett continuava borrando sua cara de batom. Era sempre assim, Juliett tinha uma predileção por Peter e era o alvo de suas brincadeiras. Juliett tinha personalidade demais. Ava, no entanto, era bem mais calma. Comia, dormia... Brincava comigo e com Tony.

Era... Ele me corrigiu, rindo. – Você ficaria muito chateada, se eu a prendesse no chão? Com teia? Essa criança come açúcar demais. Disse, cruzando os braços. E se sentando em uma poltrona. Não pude deixar de gargalhar com seu pedido.

Como daquela vez que eu e Tony fomos jantar. E quando voltamos, as duas estavam cheias de canetinhas e presas na paredes, que estava toda rabiscada? Disse, rindo. Tony havia surtado levemente naquele dia, a sala do complexo estava rabiscada em todas as paredes, Peter estava cheio de penas de travesseiros e as meninas presas na parede com teias e rabiscando uma a outra, rindo.

Balancei a cabeça, rindo e pegando Juliett em meu colo. Sua mão com o batom já desgastado veio ao meu rosto, ansiosa para me sujar também.

Nada disso, princesinha. Disse, rindo. Em um pequeno vulto de ar, o batom estava no chão. E Juliett ria ao me ver usar os poderes, Ava desceu imediatamente do colo de Tony, batendo as pernas para que o pai a soltasse.

Vai começar. Resmungou, enciumado.

É sempre assim. Ela faz algo com os poderes e as duas esquecem do mundo e só lembram da mãe. Peter assinalou, enquanto Tony assentiu. Tony viu o rosto de Peter e começou a rir, fazendo Peter ficar vermelho. As meninas mais que entretidas com o pequeno tornado que havia criado em suas mãos. – Onde estão os outros? Questionou, mudando de assunto.

Steve e a esposa já estão vindo, junto com Bucky. Sam está no quarto, se arrumando. Natasha e Wanda também. Clint foi passar o natal com a esposa e os filhos... Os outros já estão vindo. Disse, Tony. Seus olhos presos em nós, escondendo um sorriso. Bucky entrou sorrindo com Sam e eles discutiam – novamente — por alguma coisa.

Juliett deu um grito ao vê-lo, sorrindo e chamando seu nome. Tony revirou os olhos e mal conseguia conter o desgosto, porque Juliett adorava Bucky.

Eu mereço. Estou pagando a porra de todos os meus pecados. Resmungou, baixinho. Peguei Ava em meu colo e me sentei na poltrona, Tony se sentou ao meu lado e me puxou para seu colo. Juliett estendia os bracinhos para Bucky que imediatamente a segurou e se juntou a nós. Deixei Ava brincando com imenso biscoito de chocolate e ela mal notou o que se passava ao seu redor, concentrada em usar os dentinhos no biscoito. Peter havia sumido, provavelmente tirando todo o batom do seu rosto. Me sentei no colo de Tony que desviou seu olhar enciumado de Bucky brincando com Juliett.

Tony era assim, precisava sempre estar no centro de todas as atenções. E quando, o assunto era eu e suas filhas, isso piorava muito mais. Qualquer pessoa que tirasse de nós, seu foco era um motivo de bufar e revirar os olhos. Sendo Steve ou Bucky, era ainda pior.

Minha mão apoiada em seu peito, me concentrei em distribuir alguns beijos por seu pescoço, rosto e boca. Sua mão apertando meu quadril e seus olhos presos em mim.

Tentando me distrair? Questionou, suas pupilas dilatadas e um sussurro em minha pele, me arrepiando.

Funcionou? Perguntei, rindo. Acariciando seu rosto e minha outra mão em sua nuca.

Sempre funciona. Meus olhos sempre estão em você. Sorriu, me segurando pela cintura. – Feliz natal, meu amor. Disse, me beijando. Ouvindo Sam gritar para arrumarmos um quarto.

Feliz natal, anjo. Disse, encostando nossas testas. Me concentrando na batida de seu coração, o melhor som que já ouvi. Não importava, quanto tempo passasse.

Não pude evitar o sorriso, era definitivamente umas das melhores noites de sono da minha vida. A mão de Tony acariciava minha cabeça, enquanto o sol entrava pela pequena frecha da janela. Já era dia ou seja hoje, era véspera de natal. Sorri, feliz.

Feliz véspera de natal, amor. Minha voz saindo grogue pelo sono. Me afundei em seu peito, suspirando. Apreciando toda aquela atmosfera feliz e tranquila e mais que bem-vinda.

Feliz véspera de natal, meu amor. Sorriu, voltando a acariciar meu rosto e meu cabelo. – Vamos tomar café e voltar ao complexo. Você parece feliz. Observou, tranquilo.

Tive um sonho bom. Um sonho excelente, na verdade. E como assim, voltar para o complexo? Pensei que passaríamos o natal aqui... Insinuei, surpresa.

Se você quiser, nós podemos. Porém, existe uma casa confortável e aconchegante, uma linda lareira, perfeitamente decorada com nossos presentes e ceia nos esperando. E que sonho? Espero que tenha sido comigo. Disse, seus olhos brilhando como um menino com um leve ar de desconfiança. Tony havia preparado infinitas surpresas em um espaço mínimo de tempo. Ele queria que nosso fim de ano fosse especial.

Me ganhou no ''ceia''. Onde é a casa? Em Nova York? Eu estou tão ansiosa para passarmos o natal. Sinto que é o primeiro, não sei porque. Sempre sonho com você, baby. Acordada ou não. Esclareci, Tony era inseguro, raras as vezes. Mas, ainda sim. Eu não queria voltar no assunto do nosso péssimo ano, não queria diminuir os ânimos.

Na Suíça. Estamos indo para Suíça e não precisar explicar, eu entendo perfeitamente. Sinto a mesma coisa também. Disse, se espreguiçando na cama e me dando um selinho carinhoso, logo depois. Olhei surpresa outra vez, pelo destino.

Suíça? Sempre quis conhecer a Suíça. Por mim, se você preparou tudo para nós. Não vejo, porque não ir. Afirmei, sorrindo. Tony balançou a cabeça me envolvendo em seus braços e sorrindo empolgado. – Alguém está empenhado em fazer um fim de ano mágico para mim? Questionei, rindo. Tony sorriu e me abraçou, abrindo a janela do quarto. Que dava para o lindo oceano lá fora, suspirei, sentindo suas mãos em mim.

Mais que empenhado. Nós merecemos, depois desse ano. E é o nosso último natal sozinhos, como um casal. Quero ter meu tempo com você, amor. Assenti, dando-lhe um beijo longo e apaixonada.

Minutos depois, estávamos tomando café na cama. Suas mãos o tempo todo em mim, me acariciando, perguntando se eu gostava da comida, me olhando com aqueles olhos que transbordavam amor e carinho. Minhas mãos deslizaram por seu rosto, sentindo, acariciando. Eu simplesmente o amava tanto. Se um dia, Tony ousasse me deixar, eu morreria. Éramos a extensão um do outro, como eu dizia, se almas gêmeas existissem. Ele sempre foi e sempre seria a minha.

Você tem a mínima noção de quanto eu te amo? Deus! Parece que meu coração bate em você. Disse, a primeira coisa que se passou pela minha cabeça. Estava completamente hipnotizada, dominada por todos aqueles sentimentos. Minhas mãos pararam em sua nuca, imediatamente, o puxando para um beijo desesperado cheio de desejo.

Minhas mãos rasgaram sua camisa em pedaços. Foda-se, eu só precisava dele. Para mim! Ele é todo meu. Senti uma escuridão, uma possessividade quase me enlouquecendo. Me assustei com a força e a obscuridade dos meus sentimentos.

Scarlet. Ele gemeu, segurando meu corpo contra o seu. Me trazendo de volta, respirando fundo. A barriga atrapalhava, mas sequer notava, só queria que ele me tocasse, que me tirasse de orbita, que tomasse o que lhe pertencia.

Eu preciso de você, Anthony. Disse, meu corpo dolorido pelo necessidade. Quase choraminguei, implorando para que ele terminasse aquilo. Eu estava cheia de saudade dos nossos momentos, de nós dois entrelaçados.

Sinto tanta saudade, baby. Sussurrou em meu ouvido, me fazendo choramingar outra vez. – Mas, precisamos ir com calma. Afinal, temos gêmeos aqui. Me separei dele em busca de ar, a própria definição de frustação. Me levantei da cama, direto para o banheiro. Querendo tomar um bom banho e esquecer o quanto meu noivo era gostoso. E duvido muito, que eu esqueça por meros segundos isso.

Cerca de uma hora depois, estávamos no lamborghini voltando para o complexo. Eu acelerava mais e mais, o motor me excitava e sinceramente, não podia pensar em nada que me deixasse em ‘’ empolgada’’ demais. Tony sorria, parecia leve e feliz, tranquilo como eu gostava de vê-lo e geralmente, ele desistia de suas muralhas para mostrar como ele era apenas para mim. O quinjet já estava pronto, arrumei minhas malas com algumas roupas básicas, vestidos de festas e uma infinidade de moletons e roupas de inverno, meus presentes para Tony. Simples e rápido! Minha paciência era excessivamente curta para ficar horas arrumando qualquer coisa. Cheguei ao quinjet, deixando minha mala nos fundos, me sentando ao lado de Tony que estava pilotando.

Pronta? Questionou, me olhando.

Sempre, baby! Pisquei, rindo. Enquanto, o observava decolar. Esperava um natal e ano novo memoráveis, Tony estaria comigo... Então, tudo ficaria bem. Minutos depois, estava observando a vista e Tony ligou o piloto automático ou Friday estava no controle. – Sonhei com nossas filhas e com você. Oh baby! Foi tão lindo, queria poder compartilha-lo com você.

Descrevi o sonho parcialmente para ele, evitando as partes com os nossos amigos foragidos. Era um assunto delicado para nós dois, contando todo o restante. Tony gargalhou ao me ouvir narrar Peter sendo borrado por nossa filha com batom. E me deu olhares apaixonados quando contei o fim do sonho.

Ava e Juliett? Questionou, carinhoso. Suas mãos segurando as minhas.

Sim, baby. Ava parecia ter verdadeira adoração por você. Exclamei, tranquila, lhe dando um sorriso.

E Juliett? Eu amei os nomes, baby. Tem a minha aprovação. Perguntou, tentando esconder de mim, o seu ciúme, depois de concordar com os nomes. Revirei os olhos e bufei, sua mão desceu sobre minha bunda com velocidade, me fazendo soltar um pequeno grito. – Não revire os olhos para mim. Apenas eu, posso revirar os olhos para todos.

Vai querer que eu te chame de Sr. Stark também. Você está assistindo 50 shades? Perguntei, com deboche. – Ou prefere ‘’ Daddy ‘’? Disse, o provocando. Seus olhos flamejaram em minha direção, o castanho de suas íris sumindo.

Não me provoque. Estou no limite, baby. Suspirou, acariciando meu pescoço. Seus lábios e dentes em meu pescoço, me marcando. Um aviso que me fez gemer audivelmente, enfiando minhas unhas em seus ombros. – É oficial. Elas precisam nascer. Disse, rindo em meu ouvido.

Precisam. Mas, não se preocupe. Elas estão perto! Posso sentir. Afirmei, acariciando minha barriga e suas mãos se juntaram as minhas.

Como sabe? Questionou, erguendo a sobrancelha. Fiquei por alguns minutos, apenas sentindo suas mãos nas minhas, nossas filhas.

Baby, eu sou uma mutante ômega que manipula os elementos. Mas, respondendo sua pergunta, pressentimento de mãe. Respondo, rindo. Enquanto, ele revira os olhos para mim.

Oh não revire os olhos para mim. Posso puni-lo. Disse, tentando ficar séria. – Uma ou duas palmadas... Divaguei, o ameaçando. Sua mão desceu em minha bunda novamente, me fazendo gemer.

O único que dá palmadas aqui, sou eu, meu amor. Sussurrou em meu ouvido, acariciando minha bunda, logo depois.

Posso até contar para você, Sr. Stark. Respondi, sorrindo maliciosamente.

Provocadora! Sussurrou, o desejo escorrendo em suas palavras.

***

Finalmente, Suíça. Um bom par de horas e um sono relaxante sobre o olhar vigilante de Tony, estávamos em território suíço com uma dezena de seguranças cercando toda a imensa casa que Tony preparou para nós. A casa era perfeita, coberta pela neve, ama casas em madeira, parecia linda e aconchegante. Cheias de luzes e decorações natalinas, o clima estava encantador.

E frio.

Entramos na casa e a mesa estava pronta, uma arvore imensa decorada e cheia de presentes abaixo, o sofá imenso cheio de travesseiros tão confortável que me joguei nele. Tony me observava, sorrindo empolgado e apreensivo.

Gostou? Questionou, com as mãos em sua jaqueta de couro, por dentro um moletom grafite. Tão bonito! Assenti, empolgada e sorrindo. Enquanto, ele se sentava ao meu lado.

Oh Deus, baby! Eu amei tanto. Tudo está tão lindo, a mesa e a ceia. Meus olhos se encheram de lagrimas de alegria, ele se sentou atrás de mim e fiquei entre suas pernas. Seus braços ao meu redor. – Melhor fim de ano de todos os tempos. Principalmente, porque estou com você.

Meu objetivo é te fazer feliz, baby. Hoje e sempre. Afirmou, nos cobrindo com uma manta grossa de lã. Definitivamente, eu não precisava mais de nada. Daqui a algumas horas, todos já estariam comemorando. Já estava anoitecendo e eu sentia cheiros vindo da cozinha.

Feliz natal, Sr. Stark. Quem cozinhou?

— Eu contratei alguém. Deu de ombros, me observando. Revirei os olhos e ele me apertou suavemente em seus braços. Não estava surpresa, era assim que Tony resolvia suas coisas. E eu estava com fome.

Feliz natal, Sra. Stark. Sussurrou Tony, me arrepiando. Depositando beijos delicados em meu pescoço, sentindo meu perfume.

Em breve. Murmurei, emocionada. Em breve, eu seria a Sra. Stark.

TONY STARK

Você se tornou a Sra. Stark no momento que coloquei meus olhos em você, Scarlet. Disse, me afundando em seu pescoço. – Aquele inesquecível vestido preto... O olhar que você me deu, eu soube que você seria minha. E que eu era todo seu.

Intoxicado.

Era assim que eu me encontrava. Pela felicidade, pela paz, por ela. Estávamos prestes a ser pais de gêmeos e o poder dela sobre mim não diminuía, nada o aplacava. Eu a amava, obcecado e louco por ela. Um dia, eu deixaria de quere-la? Não. Porque, desistir dela, seria desistir de mim mesmo. Da minha alma.

Só de imaginar a possibilidade de uma vida sem ela. Impossível, ela sempre seria minha. Sempre nos amaríamos, enquanto eu vivesse. Mas, eu não era imortal e ela, sim. Uma deusa vivendo entre humanos. Não envelhecia um minuto sequer, a natureza se curvava sobre sua vontade. E por mais dinheiro, inteligência e poder que eu tenho. Eu pararia a morte? O tempo?

Balancei a cabeça, tentando não pensar nisso. Não era o momento. Vamos guardar a questão para análise posterior. Seus olhos me encaravam com tanto amor, carinho e devoção. Nós éramos o centro do mundo um do outro.

Eu te amei naquele momento. Foi por isso que entrei no buraco de minhoca com você. Queria protege-lo, cuidar e amar você. Te ver segurando aquela bomba mexeu com algo em mim que sequer sabia que existia, então... Fiz minha escolha. Ficar e lutar ao seu lado. Disse, entrelaçando nossos dedos. Me lembrava perfeitamente daquele dia, o impacto suave do torpedo, ela sorrindo como se não tivéssemos que jogar uma bomba nuclear em um exército alienígena, seus braços ao meu redor me passando segurança e proteção antes de apagar completamente. Tudo nos levou até aqui, eu e ela juntos, nossos filhos. Ela era perfeita para mim, em tantos aspectos. Amava Tony de corpo e alma, amava o homem de ferro, amava o egomaníaco em mim e mesmo, quando nos separamos momentaneamente por causa do tratado. Ela ainda estava lá, me protegendo e me observando, lutando para ficarmos juntos e esquecemos tudo aquilo.

Como eu não poderia amar enlouquecidamente, uma mulher assim? Que mesmo tendo o mundo aos seus pés, me escolhia todos os dias.

Está pensativo. Assinalou, me observando. Se sentando entre minhas pernas, acariciando meu rosto.

Pensando no que passamos para chegar até aqui. No seu amor por mim. Respondi, sorrindo. Ela correspondeu, me dando um abraço e um beijo carinhoso cheio de paixão que eu prontamente correspondi com igual euforia.

Depois de alguns minutos, nós beijando, nos acariciando. Ela se levantou para trocar de roupa e colocar algo confortável.

PARA ELA. Já para mim, acredito que estava pagando todos os meus pecados. A calça de moletom perfeitamente ajustada ao seu corpo, mesmo um pouco folgada. Sua barriga descoberta e à mostra, com um top da Victoria Secrets realçando seus seios, já maravilhosos e grandes pela gravidez. O corro da mamãe noel em sua cabeça e ela sorria, como uma criança. Devorando um cupcake com uma xicara de chocolate quente cheia de pequenos marshmellos, deitada confortavelmente no sofá outra vez, observando a neve que caia. A minha calça de moletom que era a única coisa que usava ficou desconfortável e eu tentava me lembrar que ela estava gravida de 7 meses, quase completando 8 das minhas duas filhas, depois de uma gravidez bem complicada.

A prótese de alta tecnologia que eu havia protege-la estalou, quando parei para observa-la repentinamente. PORRA! Minha mente completamente em branco.

Tem alguma ideia de o quanto você está maravilhosa, baby? Puta merda. Disse, minha voz rouca pela excitação. Seus olhos se focaram em mim e em meu peito desnudo, parando por segundos no reator arc, me sentei ao seu lado dando uma mordida no cupcake, me deliciando com o recheio de brigadeiro.

Puta merda! Que doce gostoso. Gemi ao sentir o chocolate em minha língua e para provoca-la. Afinal, eu não era nenhum santo. Seus olhos se fixaram em mim, sua íris sumindo para uma pupila dilatada. Ela estava imóvel e me olhando, como um predador desde que havia entrado na sala.

Ela era instinto. E seu corpo implorava pelo meu, o mesmo acontecia comigo. Não raciocinávamos muito bem na presença um do outro.

O gato comeu sua língua, amor? Questionei, debochado. – Eu sei que sou gostoso, mas... Suas mãos corriam sobre meu corpo desnudo, ainda em silencio. O reator, eu sabia que ela tinha uma merda de queda por ele. Ela gostava de senti-lo no meio dos seus seios, quando fazíamos amor. Gostava de ter suas unhas arranhando minhas costas, de suas pernas em minha cintura, de mim dentro dela. Foda- se! Ela era o paraíso para mim. Seu corpo sob o meu. – O nome disso é saudade. Seus olhos se voltaram para mim, penetrantes e poderosos. – Saudade de gritar meu nome, de me ter dentro de você, do seu homem.

Você vai ser a minha maldita morte. Sussurrou, sua voz fraca. Se não estivéssemos colados, eu não conseguiria ouvi-la. Neguei, rindo.

Não, baby. Eu sou a sua vida.

***

Deitados perto da lareira, enquanto Scarlet brincava literalmente, com o fogo. Ela manipulava as chamas, formando animais, objetos e pessoas. Às vezes, quando eu me distraia, ela formava meu rosto nas chamas. Eram 11:30 da noite, 30 minutos para o natal. Já havíamos comido, brincado, conversado. Falando sobre meus projetos, fundações, armaduras e afins. Ela ouvia e dava suas opiniões. Ou ficávamos em silencio, olhando um para o outro.

Confortável. Tranquilo. Amável.

Ela estava cansada. Mesmo, sendo um mutante ômega e com sua regeneração. A gravidez exigia muito dela, dava para ver em seus movimentos e em sua forma de agir. Essa era a decima vez que ela havia bocejado e sim, eu havia contado.

Anjo, vamos dormir. Chamei, acariciando seu cabelo. Ela se espreguiçou em meus braços, enterrando o rosto em meu peito. – Você sabe que precisa descansar. Ela assentiu e se levantou, enlaçando meus braços e segundos depois, estávamos no meu quarto e ela estava deitada de olhos fechados. Como se não tivesse voado da sala ao quarto comigo em seus braços em segundos? PUTA MERDA! Tentei recuperar o folego do susto. Me recostando na cama e a olhando, assustada. Ela me observando, inocente, como um filhote de gato. Depois de me ouvir ofegar.

Porra, baby. Avisa. Só... Me avisa. Ela assentiu, dando um pequeno sorriso, se virando de lado, enrolada com vários cobertores. Eu me envolvi nela, a abraçando por trás, me perdendo em seu perfume. Nos entregando ao sono. Era natal, afinal.

Assim que meus olhos se abrirem, passei a apalpar em busca dela. Mas, não consegui achar. Meus sentidos despertaram em alerta máximo com medo de algo ter acontecido a ela, estava pronto para chamar a armadura, quando ela entra com uma bandeja de café da manhã com panquecas, frutas, sucos e café. Seus olhos se prendem a mim, me fazendo suspirar de alivio ao vê-la bem e tranquila.

Bom dia, amor. Disse, depositando a bandeja na cama.

Bom dia, baby. Não devia se esforçar... Disse, advertindo.

Estou gravida, não doente. Cantarolou para mim, me fazendo rir. – Agora, coma. Pediu, sorrindo. Quando havíamos acabado, ela olhou e acariciou meu rosto. – Vamos abrir os presentes? Pediu e quicou na cama, como uma criança. Será que tinha comido doce demais? Possivelmente. Mas, eu estava terrivelmente empolgado para abrir os presentes com ela. Principalmente, os presentes que eu havia comprado para ela.

Assenti, observando ela me dar um longo beijo de bom dia, o qual me deixou completamente rendido. Porra! A queria tanto. Coloquei as próteses, a observando deitada na cama. Preguiçosa! Seus pés deslizaram por minhas coxas, acariciando e me olhando, seu sorriso não mostrava nenhuma boa intenção. E seria excelente, se ela não me excitasse e depois, me deixava duro. Ela parecia ter decidido que esse seria o nosso jogo. Nos provocaríamos, as crianças nasceriam e depois... Mostraria o quanto eu era bom em fode-la até o esquecimento.

***

Eu estava ansiosa. Tony estava sentado no sofá, estava eufórica para abrir as embalagens ricamente decoradas, eu havia comprado presentes. Vários! Mas, nada igual à Tony que havia enchido o espaço abaixo da arvores com imensos presentes.

Dior, Chanel, Tom Ford, Bulgari, Louboutin e um infinidade de outras marcas. Tony sabia mimar uma mulher, se isso me deixava feliz ou cheia de ciúmes é outra história. Eu havia investido um boa quantia de dinheiro nos presentes para Tony, uns havia mandado fazer e outros comprado.

Vestidos, sapatos, perfumes e um lindíssimo colar e brinco de esmeraldas estavam entre os presentes que ele havia me dado. Os meus, alguns ternos e sapatos italianos que mal fariam diferença em seu imenso closet, mas que ele havia gostado de receber.

Inclusive, o colar. O colar ouro branco com os quatro elementos, incluído a chama vital que pode ter salvado sua vida. Os olhos de Tony brilharam ao ver o colar com a pequena chama tremulando outra vez, como se tivesse vida própria.

Você refez. Sorriu Tony, erguendo o antigo colar que dei em seu aniversário. Assenti, colocando o colar nele.

Depois do que aconteceu, acho importante que sempre esteja com um desses. Tenho certeza que ele irá ajuda-lo como ajudou, uma vez. Seus olhos emocionados, ele depositou um beijo em minha testa e me puxou para os seus braços. – Mas, não se empolga... Puta merda! Não quero ver você tão perto da morte, nunca mais. Exclamei, nervosa. Ouvindo Tony gargalhar da minha fúria ou do meu desespero. Dei um tapa em seu braços. – Eu estou falando sério. Choraminguei, o abraçando.

Ele continuou a rir, me abraçando.

Eu sei, amor. Eu sei. Nunca mais passaremos por aquilo. Eu te amo tanto! Disse, me beijando. – Nunca mais iremos tão longe assim, baby. Estarei onde você estiver. Assenti, o puxando para outro beijo apaixonado, que demonstrasse todo o meu amor, minha proteção e meu carinho. – Gostou dos presentes?

Amei. Amei. E amei. Todos eles. Disse, distribuindo beijos em seu rosto. Sentindo as crianças mexerem dentro de mim, peguei suas mãos o mais rápido que conseguia e coloquei em meu ventre. Os olhos de Tony arregalaram, surpresos mais um vez ao sentirem as filhas chutarem.

Não me canso de sentir isso. Nunca. Jamais. Afirmou, me encarando. E beijando minha barriga, Tony estava amando a ideia de ser pai, a cada dia, ele me demonstrava mais isso. E estava absolutamente encantada.

Do lado de fora, o mundo procurava por nós. Estranho dizer... Mas, parecia que todos tinha surtado ao saber que o Iron man e Elementor sumiram do mapa com dois bebês prestes a nascer. O mundo nos procurava, os jornais e sites de fofoca estavam surtando e alguns bem ofendidos por termos sumido do mapa. Como se nós não tivéssemos direito a nossa privacidade, ao nosso momento, de ter nossas filhas em paz.

Abutres. Disse, furiosa. As chamas surgiram das minhas mãos e tremularam prontas para agirem.

Amor. Porque, você não respira e se acalma. Eu cuidei de tudo para que eles não nos achassem aqui. É isolado e perto da montanha, eles não podem rastrear o quinjet. Disse, olhando para mim, assim que ouvi sua voz, as chamas se dissiparam. – Por que, não para de ver essas merdas?

Bufei, desligando a TV.

É incrível, como eles acham que tem direito sobre nossas vidas. Nós é que salvamos ele e não ao contrário. Exclamei. Mesmo, correndo o risco de parecer arrogante. Tony me observou e ergueu a sobrancelha.

Isso parece algo que eu diria. E não você, Avatar. Dei de ombros, chateada. Me sentei no sofá, juntando as almofadas perto de mim, não tinha problema em ter medo. Medo pelas minhas filhas, medo por Tony. Existiam pessoas boas que torciam por nós, nós defendiam e nos apoiavam. Mas, existiam vilões lá fora. Tantos querendo nos destruir e eu não tinha inimigos. Mas, eu sabia que Tony tinha muitos, mesmo antes de ser o Iron man. E a partir do momento que ficamos juntos, eles se tornaram meus também.

Suspirei.

Não! Ninguém mexeria com minha família. Eu mataria, qualquer um que se atrevesse.

Sem misericórdia.

O ano estava acabando. Tony havia mudado toda a decoração de natal para uma decoração prata e branca de ano novo, desde o natal, ele parecia estar empolgado. Por outro lado, eu sentia minhas filhas cada vez mais perto do nascimento. Estava perto de completar oito meses e o médico havia me mencionado que gêmeos nasciam mais cedo. Médico esse, que Tony queria ligar de uma em uma hora.

Ele havia trago a Mark 47 e essa me seguia, aonde eu fosse. Depois de termos abertos os presentes de natal, ela entrou na sala e se sentou ao meu lado no sofá.

Flashback on.

Senti o ranger característico da armadura do Tony, abrindo admirava o colar que Tony havia me dado de presente. A Mark 47 se sentou ao meu lado e ficou parada. Olhei para ele que escondia um sorriso.

Baby, o que sua armadura está fazendo aqui? Perguntei, surpresa. Eu sabia que Tony sempre levava uma delas em nossas viagens. Como disse, Tony era tão super protetor quanto eu.

Melhor prevenir do que remediar. Respondeu, me observando. – Nossa localização é segura. Mas, é bom saber que posso proteger vocês, caso aconteça algo. Afirmou, assenti e me deitei no sofá, colando uma almofada no colo da Mark para apoiar meus pés. – Espaçosa. Ouvi Tony falar baixinho, revirei os olhos e voltei a me concentrar em meus presentes.

Flashback off

Você quer brincar na neve? Um boneco quer fazer? Cantarolou Tony em meu ouvido, não consigo segurar a gargalhada ao ouvir cantar a música de Frozen, me chamando para brincar na imensidão branca que dominava a parte externa da nossa casa temporária. Ele sorriu trazendo sua boca à minha, me dando um beijo delicado. Tony estava assim desde engravidei, desde que acordei do ‘’ coma’’ após a Alemanha. Eu via que ele me desejava que ele queria se soltar, mas ele me tocava como um cristal.

Com a paralisia dele, os problemas que nos assombravam e ainda assombram, um gravidez de gêmeos. Ele se comportava como se tivesse pisando em ovos, apesar de suas provocações e atitudes tentarem transparecer ao contrário.

Me deixe trocar de roupa, ''Ana''. Debochei, rindo.

Não vale usar os poderes, ''Elza''. Avisou, gargalhei de sua voz que escondia uma pitada de apreensão.

É neve. Exclamei, tentando enganá-lo. – E eu realmente não prometo nada. Gritei, subindo a escada.

Não banque a esperta comigo. Neve é água e heroínas não trapaceiam. Gritou de volta, me esperando na porta. Não pude suprimir a risada, vestindo a boca, depois de ter colocado uma blusa que parecia imensa por esse ângulo.

Deus, eu estava enorme.

***

1 hora e meia. Era o tempo que estávamos brincando, a coisa toda havia nos empolgado. Os muros de neve cuidadosamente levantados. Eu cumpri a promessa e não havia usado os poderes, os imensos bonecos de neve que eu ajudei Tony a construir estava na frente da casa e sinceramente, um mais feio que o outro.

Agora, nós estava brincando de guerra de neve.

Eu estava brincando. Tony estava levando a coisa a sério.

Competitivo. Extremamente competitivo.

Escondido sobre o muro de neve, ele arremessou outra bola de neve em meu muro. O que me fez revirar os olhos...

Está pronta para se render, Avatar? Gritou, me fazendo rir.

Não mesmo, amor. Digo, arremessando uma bola de neve em sua direção. E atingiria seu rosto, se a Mark não tivesse entrado na frente. Mas, que trapaceiro filho da mãe. Dois podem jogar esse jogo.

VOCÊ DISSE SEM PODERES. Gritei, o ouvindo rir. Não podia acreditar nisso.

Competitivo e trapaceiro.

Armadura não é poder. Afirmou, voltando a se esconder.

Se é assim que você quer. Tudo bem para mim, então. Respondi, o olhando. Voei acima de nós, manipulando uma boa quantidade de neve. Tony ao me ver, chamou a Mark e voou para perto de mim, se desviando da neve.

Eu estava brincando, amor. Disse, voando ao meu redor. Sua voz robótica me excitando, ele simplesmente ficava tão sexy de armadura.

Desista! Informei, rindo.

Tudo bem! Eu desisto. Ele levantou as mãos em forma de rendição no ar, aproveitei para arremessar pequenas bolas de neve nele. Desci, comemorando minha vitória. Rindo de Tony, me observando da armadura com o capacete levantado. Pousou à minha frente, me puxando para seus braços.

Ele me beijou. Um beijo repleto de paixão, que me aquecia e fazia meu sangue ferver. Senti o frio da armadura sobre minhas mãos e em meu rosto.

Eu já disse o quanto você é incrível hoje? Disse, separando o beijo para tomar folego.

Hoje? Não... Mas, devo dizer que você fica sexy nessa armadura, baby. Respondi, espalmando minhas mãos no peitoral de ferro. Tony sorriu, convencido. – Sinceramente, um dia... Deveria marcar para você, eu e essa armadura algum dia no laboratório.

Parece que minha mulher tem um fetiche na minha armadura. Disse, me dando um sorriso malicioso. Porém, suas pupilas dilataram e seus olhos brilharam. Ele havia gostado da ideia.

Sim, eu tenho, Sr. Stark. Sussurrei em seus braços.

Vamos colocar sua ideia em pratica. Assim, que as gêmeas nascerem. Prometeu, voltando a me beijar. Eu adorava aquela armadura, mas amava muito mais o homem dentro dela.

***

31 de Dezembro. O ano acabaria em algumas horas. Tão diferente do último ano, o pedido de casamento de Tony, todos juntos no complexo. Estávamos tão felizes, tão tranquilos, longe da bagunça do tratado que nos separou. Suspiro, pensativa. Acariciando a barriga por cima da camisola transparente que havia colocado. Tony não conseguia tirar as mãos de mim, durante toda a noite.

O nosso jantar já estava pronto. Farto e delicioso, assim como no natal. Tony deveria ter pago alguém, mas eu estava apagada demais devido a gravidez para notar. Passava maior parte das tardes dormindo e o resto, eu comia e quando me animava fazia alguma coisa com Tony. Tony também estava muito mais tranquilo que o normal.

Tony e eu trocamos presentes novamente, mas não tantos quanto os do natal.

Você está linda. Exclamou, acariciando a minha barriga por cima da camisola.

Aproveite. Você não vai ver um barrigão desses por um bom tempo. Sorri, o acariciando. Tony sorriu de volta.

Isso pode ser ajeitado. Desafiou, me dando um selinho.

Nem pensar, Anthony Edward Stark. Eu não estou engravidando tão cedo. Não mesmo! Avisei, erguendo a sobrancelha para ele. Ele assentiu e voltou a acariciar minha barriga. – O ano já vai acabar. Exclamei, alcançando um suco e um pedaço de torta.

Que nunca mais tenhamos um ano igual a esse. E que eu tenha você ao meu lado. Sussurrou, observando a neve.

Sem preocupações, quanto a isso. Afirmei, sorrindo e piscando para ele. Nunca o deixaria, ele era a minha alma, meu coração e minha paz. Nunca seria uma opção meramente possível deixa-lo, pertencíamos um ao outro para sempre.

Tony se sentou ao meu lado, comendo bolo e tomando algum drink alcoólico ou um whisky mais caro que um carro. Eu estava coberta com uma manta branca e lendo um bom livro de romance. Tony estava perto de mim, podia sentir seus olhos me observando. Eu levantava os olhos do livro, o observava e escondia um sorriso, voltando a ler.

11: 50! Coloque a manta, vamos para o deck da casa. Chamou, segurando minha mão. Me cobri, rapidamente e ele entrelaçou nossas mãos. Enquanto, íamos ao Deck. Uma champanhe e uma jarra de suco estava ali.

Não aguento tomar mais suco. Deu uma risada, observando Tony. Tony riu, do meu desespero por não poder brindar com ele e me serviu suco, estourando o champanhe e se servindo. Ele me abraçou, me virando para as montanhas e para a floresta coberta de neve. – Isso é lindo.

Vai ficar ainda mais. Afirmou, observando as montanhas junto comigo. – Meia-noite, finalmente. Feliz ano novo, meu amor. Sorriu ao ver os fogos explodindo acima de nós, me fazendo comemorar e puxar meu futuro marido para mais um beijo.

Feliz ano novo, meu amor. Obrigado por tudo. O abracei, assim que nós separamos do beijo.

Eu que agradeço, baby. Eu que agradeço. Me puxando de volta para seus braços.

Meia hora depois, já perto da lareira. Já que lá fora, estava um frio congelante, mesmo que pudesse nos aquecer facilmente, Tony decidiu ao me ver bocejar novamente que era o momento de dormir. Assentir, vendo o cansaço penetrar minhas veias. Enquanto, a Mark 47 me carregava no colo até o meu quarto como se fosse uma pena.

Elas são tão uteis. Exclamei, dando um peteleco no capacete. – Definitivamente, eu as adoro.

Vou achar que está comigo pelas armaduras, Avatar. Disse, entrando no quarto, andando sem as próteses. – Surpresa! Disse, se sentando na cama. Meus olhos se encheram de lagrimas e eu imediatamente me levantei da cama.

Oh meu Deus, amor. Você está andando! Finalmente... Você não sabe o quanto esperei por isso. Quanto tempo, você está andando? Questionei, sorrindo. As lagrimas saíram sem controle.

Bem, as curas e a fisioterapia cumpriram seu papel. Tem uma semana que consigo andar, com alguma dificuldade. Mas, todos os dias, eu melhoro um pouco mais. Exclamou, me puxando para os seus braços. – Algumas curas na piscina e tudo isso será somente uma lembrança ruim para nós. Agora, vamos dormir.

Assenti, tranquila. Tony estava andando e em breve, estaria 100%. O natal e o ano novo tinha sido mágicos em compensação com o ano péssimos que havíamos saído. E por fim, só faltava minhas filhas. Deitei na cama, com meu travesseiro de gravida que me deixava mais confortável. Geralmente, eu preferia Tony. Mas, ele já tinha me envolvido nos braços em uma conchinha meio torta.

O sono havia chegado rapidamente. E eu estava pronta para o ano que chegou.

***

Dor. Ainda era madrugada, quando sentir um dor excruciante na minha barriga. E a cama estava molhada, absolutamente tudo doía. Cada parte do meu corpo. Respiro fundo, tentando me acalmar.

Não consigo reprimir o grito por Tony que rasga a minha garganta. Em segundos, Tony e a Mark estavam em cima de mim. Isso dói tanto! Eu estava entrando em trabalho de parto. Minhas filhas iam nascer no primeiro dia do ano. Puta merda!

BABY! Gritou, Tony. – O que está acontecendo? Por favor, fala comigo. Pediu, o pânico tomando de conta das suas feições.

A bolsa se rompeu. Ela está em trabalho de parto, Sr. A voz de Friday soou, através da armadura. Juro que senti o alivio mais sincero ao ouvi-la por isso assenti repetidamente ao ouvir sua frase.

Trace as rotas do hospital mais próximo para armadura. Ordenou, Tony. Enquanto, a armadura o envolvia. – Fique forte por mim, amor. Disse, enquanto eu não consegui reprimir o grito de dor mais uma vez ao sentir seus braços me levantarem.

Notas finais
Bye barrigão! Hello, Gemêas. ♥ Vejo você no próximo capitulo e Tony ama você.