Ensina-me a amar.
41 O amor não mente.
Notas iniciais

Destroçada. É assim, que me encontrava agora. A única coisa que eu conseguia pensar era me esconder nos braços de Tony e não sair dali. As lágrimas corriam pelo meu rosto, enquanto passava pelo corredores de Wakanda em direção ao jato dos x-men. Tony era o meu único consolo para uma vida que havia tomado direções que eu não podia controlar.
Graças ao bom Deus, todos já estavam no jato me esperando. Passei por um Bucky sorridente, que ficou imediatamente confuso e atordoado ao ver meu estado.
— Tchau Bucky. Respondi, para não parecer mal educada. Correndo como uma covarde para o jato e me enfiando na cadeira, atrás de Logan. Que ao ver meu estado, imediatamente me abraçou. Ouvi Steve, gritar meu nome.
— Por favor, vamos logo. Minha voz saiu quebrada e chorosa, eles imediatamente fecharam a porta. Eu queria ligar para Tony e ouvir sua voz, tentar me acalmar. Mas, se eu ligasse para ele no estado que estava, Tony entraria na primeira armadura que visse e me acharia.
E eu teria muito que explicar.
— O que ele fez? O que ele te falou, guria? Questionou, Logan. Sua tão conhecida fúria exalou pelos seus poros e tenho certeza que ele queria enfiar as garras no primeira cara que visse. Mas, especificamente em Steve. – Pensei que aquele cara era um herói.
— E ele é. Uns dos melhores que já conheci. Mas... Tentei explicar ou justificar Steve, para que eles não o odiassem.
— Mas, quando amamos alguém que não nos ama. Acabamos machucando os outros, em nosso sofrimento. Ele é um bom homem, Logan. Só está perdido e sem a mulher que ele ama. Porque, ela ama o Sr. Stark. Disse, o professor. Sua voz nos silenciando e acalmando Logan. – Ele se arrependeu no momento que disse, Scarlet. Ele te ama, realmente.
Logan bufou, fazendo Tempestade esconder um sorriso.
— Admito que eu não sou o melhor cara para lidar com esse lance de amor não- correspondido. Ele devia prestar atenção no que diz, antes que a língua dele seja cortada. Avisou, chateado.
Horas depois, já estava anoitecendo. E havíamos chegado ao instituto Xavier, meu telefone tinha 5 chamadas não atendidas de Tony. E possivelmente, muito a explicar. Não sei, se a explicação mais adequada era dizer que fui ajudar Steve e Bucky depois de tudo que aconteceu entre nós.
Suspirei, descendo do jato. Enquanto, uma mutante trazia algumas sacolas entregando a Ororo. Ela sorriu, Ororo agradeceu e ela saiu pulando como uma criança. Logan pegou no meu braço, me acompanhando para fora.
— Eu estou grávida, Logan. Não, doente. Expliquei, sorrindo.
— Tenho consciência disso, Scarlet. Mas, você passou por um estresse e não queremos que nada aconteça aos gêmeos Stark... Disse, em um carranca. Ororo me entregou as sacolas, com alguns vestidos de grávida e alguns macacões unissex. Ofeguei com a surpresa, pegando um macacão branco macio em minhas mãos. Suspirando pela beleza dele... Deus! Eu seria mãe. Mãe de duas crianças. Filhos do homem que eu mais amava no mundo. – Vocês pensam em tudo, não é mesmo? Sussurrei, encantada.
— Você sabe que sim. Agora, vá. Não queremos um bilionário irritado em sua armadura, vasculhando a cidade. Volte em breve, querida. Disse, Ororo. Assenti, olhando para Logan, Ororo e o Professor.
— Não tenho palavras para agradecer o que vocês fizeram por hoje. Mesmo que não tenha terminado, como eu queria. Suspiro, chateada. Eles assentiram, enquanto Logan me acompanhava até meu carro.
— Mande o playboy cuidar de você. Exigiu, cruzando os braços. Sorri, assentindo.
— Ele vai cuidar. Ele sempre cuida. Afirmei, o encarando. O dei um beijo na bochecha e entrei em meu carro. Logan assentiu, sorrindo para mim. Enquanto, acelerava a toda velocidade para o complexo Avenger.
No caminho, penso nas palavras de Steve. No seu rosto... Impossível, não pensar em seu beijo desesperado. Era errado, mas não podia pensar em me compadecer por isso. Se fosse diferente, se Tony não correspondesse meus sentimentos? O que eu faria sem ele? Nada, tenho certeza. Ou talvez, hoje eu estivesse com outro alguém.
Estacionei meu carro ao lado do audi de Tony. Descendo com as compras... Caminhando até a cozinha para comer algo. Encontrando Peter e Tony compartilhando uma pizza, deixei as compras em algum lugar no canto e sorri para os dois.
— Se comportaram, meninos? Disse, encostada na porta acariciando minha barriga. Tony olhou para mim e suspirou. – Peter fica? Questionei, sorrindo.
— Sim, eu fico... Já falei com minha tia. E a avisei, sobre a bolsa integral inexistente cedida pelo Senhor Stark e o emprego no complexo Avenger. Disse Peter, pegando mais um pedaço de pizza.
— Isso é excelente, Peter. Fico feliz em tê-lo. Bem-vindo aos Vingadores, criança. Disse, tranquila. Pegando um pedaço de pizza com suco na geladeira, me sentando ao lado de Tony. Seus olhos me perfuraram, sua respiração errática. Algo estava errado... Peter observando Tony pede licença e some entre os corredores.
— Onde você estava? Sua voz ecoou na cozinha, seus olhos me olhavam com raiva e desconfiança. Meu corpo gelou por alguns momentos, eu sabia que tinha sido pega. Sabia que algo está fora do lugar. – E não minta para mim. Não ouse... Eu te liguei cinco vezes, Scarlet. E você não me atendeu. Liguei o rastreador em seu celular e imagine a minha surpresa ao ver que a minha mulher estava em Wakanda. Então, fale o que você foi fazer lá, antes que eu deduza o pior.
Seus olhos brilhavam em lágrimas não derramadas e Tony parecia fora de sim.
— Que pior? Sussurrei, segurando no balcão.
— Você estava com Steve? Perguntou, por fim. – Você está com ele? Você está... Apaixonada por ele? As palavras confusas e dolorosas eram como, blasfêmias em sua boca. Dei um passo para trás chocada demais para formular, qualquer frase. Eu sabia que Tony tinha razão ao desconfiar de mim. Mas, nunca dei motivos para desconfiar do meu amor... Ou dei?
— Você enlouqueceu completamente. Afirmei, assustada. Nessa altura, eu estava chorando livremente. Arrependida de ter ido a Wakanda sozinha, mas eu precisava.
— RESPONDA. A. PORRA. DA. PERGUNTA. Gritou, me assustando. Palavras pausadas e sua voz soava com tanta autoridade que eu mal pude reconhece-lo.
— EU FUI AJUDA-LOS, OKAY! APENAS, ISSO! Gritei, de volta. – Ajudar Bucky com suas memórias. Apaixonada por Steve... Debochei, ensandecida. – Você só pode ter bebido ou batido a cabeça, para falar uma porra dessa.
Os sentimentos fluíam de mim para ele. Raiva, frustação, ciúmes, possessividade, amor... Eu sentia em dobro, tudo me sufocando. E Tony, exalava descontrole e certa impotência. Eu sabia que se não fosse a cadeira de rodas, ele já estaria me segurando em alguma parede ou me questionando em seus braços. Comecei a chorar, outra vez.
— Por que não me contou? Questionou, enfurecido.
— Você teria feito o que? Contar ao Ross? Ir lá e brigar com os nossos amigos? Nossa família? Porque é isso que eles são, Tony. A nossa família. Eles não deveriam estar presos e escondidos em uma sala em Wakanda. Por mais tecnológico e maravilhosa que ela seja. Disse, me encolhendo. Odiava brigar com ele, discutir... Voltar nesse maldito assunto tão doloroso. Dizer coisas desnecessárias, que nós dois tínhamos feito.
— Eles erraram. Justificou-se. – Descumpriram a lei.
— EU TAMBÉM. Gritei, chateada.
— É DIFERENTE! Respondeu, me olhando. – Eu os adoro, amor. E você sabe. Mas, ainda sim... Eu abriria mão deles, na hora que fosse necessário. Se isso fosse, um sinal que você estaria comigo. Eu mataria por você, eu ameacei Ross por você. Ele me ligou, estava informando que você seria presa. Que você estava respondendo por seus crimes.
— O que? Sussurrei, surpresa demais para falar algo.
— Você teria nossos filhos em uma cela. Uma cela fortificada no fundo do Pentágono. Ele me disse que as crianças estariam sobre minha guarda, assim que nascessem. Mas, que você continuaria lá. Cumprindo a sentença e só sairia depois que assinasse o tratado ou se aposentasse. Terminou, me encarando. – Eu disse ‘’ Se ele tocasse em você, seria a última coisa que ele faria. Se tocasse em você, Steve Rogers seria o menor dos problemas dele. Se ele conseguisse tirar você de mim, seria guerra.’’
A cada palavra que ele dizia, meu corpo se amortecia. Porra! Eu manipulava o ar, mas era como se ele tivesse sumido da sala.
— Deus! Exclamei, me sentando no banco. Tony tinha ameaçado a merda do secretário dos Estados Unidos, ele tinha ameaçado um maldito general condecorado para me proteger. Gemi, atormentada e com tontura.
Ok! Talvez, seja emoção demais para uma gravida de gêmeos. Saí da sala, correndo até nosso quarto. Me sentei na cama, não resistindo a me deitar. Respirando fundo... Será que eu não teria um dia sequer de paz? Em alguns minutos, senti a mão de Tony subir por minha perna.
— Está tudo bem, amor? Questionou, como se não tivéssemos enlouquecidos na cozinha a alguns segundos. Com ele, tendo uma crise de ciúmes do Steve.
— Tony... Chamei, cansada.— Pare de pensar que eu tenho algo com Steve. O único homem que amo e penso nu é você. Entraria mesmo em guerra por mim? Questionei, assustada. Alguma dúvida que passamos de todos os limites?
— Sim, você sabe que sim. E sabe que você faria pior. Ou estou errado? Questionou, me olhando. Acenei, negativamente. Sinalizando que ele não estava errado... Faria pior, bem pior. Ninguém poderia tocar nele, ninguém poderia machuca-lo. Eu mataria, faria sentir a pior existente.
— Aliás, não faria tudo sozinho. Tenho certeza que Steve me ajudaria. Porque... Ele ama você. Afirmou, me olhando. Para o meu total e completo desespero. Como Tony sabia disso? – O que? Ele não é tão bom em esconder que é apaixonado pela minha mulher, como ele pensa que é.
Oh porra! Ele sempre soube. Mas, que merda.
— Como? O que? Perguntei, pasma. Me levantando da cama, encarando Tony.
— Não posso culpa-lo por te amar. Mas, odeio que ele te ame. Odeio! Que ele queira viver com você o que nós temos. Qualquer homem que esteja apaixonado por você, já seria insuportável. Ver Steve, apaixonado por você me enlouquece. Eu fico tão inseguro! E não quero ficar, porque eu sou Tony Stark. Disse, suspirando e colocando o rosto em suas mãos. Como se tivesse vergonha de admitir isso. – Tenho medo de você perceber que ele é melhor do que eu, em vários aspectos. Eu o mataria, se ele tocasse em você.
Mataria? Não. Me lembrei dos beijos e das declarações de amor que Steve me fez. Tony nunca poderia saber. Não aguentaria presentear dos dois brigando, ainda mais por minha culpa. A última coisa que eu queria era Tony ou Steve brigando.
— Pare de falar essas coisas. Por Deus! Não quero que você brigue com ninguém por minha causa. Não existe motivos para isso. Você é o único homem que eu amo e sempre amarei. Os outros, não existem para mim. Depois de tudo que passamos, Tony. Desde que nós conhecemos na batalha de NY, você pode colocar qualquer coisa em cheque... Mas, nunca o meu amor por você. O assegurei, caminhando para o banho. E tentando não demonstrar o meu nervosismo sobre sua ameaça a Steve.
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