Ensina-me a amar.
18 Missões quebram o clima.
Notas iniciais

As chamas da pequena lareira pareciam me acariciar. Estávamos ali à algumas horas, ambos nus e com uma garrafa de vinho. Tony me observava, encantado. Enquanto, o fogo lambia minha pele.
Seu rosto se inclinou até o meu, me beijando até perder o fôlego. Sua boca explorava a minha, delicadamente. Sua língua acariciando meus lábios, para depois intensificar aquele beijo ainda mais. Seu beijo me deixava excitada e rendida, seu beijo me reivindicava como sua. Suas mãos que antes acariciavam minha cintura e quadril subiram para meu seio. O acariciando firmemente, me fazendo gemer. Assim, como sua boca deixou a minha para explorar meu pescoço. No entanto, não houve delicadeza em seu ato. Ele queria me marcar, Tony estava possessivo naqueles últimos dias. E aquilo me dominou também, suas costas que o digam.
Sua boca desceu ao meu seio. Ora o chupando, ora o lambendo. Alternando entre carícias com a mão. Naquele momento, eu não tinha muitos pensamentos coerentes. Apenas, gemia seu nome quase sem forças. Mas, esse era um dos muitos efeitos desse homem sobre mim. Ele me olhou, maliciosamente. Descendo para minha intimidade, erguendo minha perna em seu ombro e afastando a outra. Começou como um beijo calmo, sua língua acariciando meu ponto de prazer. Alternando entre delicadeza e intensidade, definitivamente uma deliciosa tortura.
Tony me puxou, para ficar por cima dele. Minhas mãos parando ao lado de seu reator. Me penetrando, gememos juntos. Ele sussurrava em meu ouvido o quanto eu ficava linda, enquanto fazíamos amor. O beijei, intensamente. Enquanto, Tony segurava minha cintura ditando um ritmo enlouquecedor.
— Diga que é minha. Diga que me ama. Pediu, me olhando nos olhos. O desejo brilhando em seus olhos.
— Eu sou sua, só sua! E eu te amo. Prometi, enquanto ele investia em mim com mais força. Seu rosto se achegou ao meu, nossas respirações ofegantes e trêmulas separadas por centímetros. Seu corpo se colou ao meu, me fazendo sentir o reator. Sua mão em minha nuca me puxando para um beijo poderoso e intenso. Gritei seu nome, enquanto sentia meu orgasmo se construir.
Ele me virou, me deitando no tapete outra vez. Ficando por cima, saindo de mim e voltando com mais força. Minhas pernas entrelaçadas em sua cintura. — Tony, amor. Choraminguei, gemendo. Desnorteada, com o prazer que ele me proporcionava. Meu ápice cada vez mais próximo, suas mãos segurando a minha cintura com força.
Cheguei ao meu orgasmo gritando o nome de Tony, enquanto Tony ainda investia em mim. Com mais algumas investidas, ele atingiu seu ápice.
Ficamos entrelaçados por vários minutos, nos acariciando. Tony me envolveu em seus braços, me fazendo descansar em seu peito.
— Te amo tanto, Scarlet. Exclamou, acariciando minhas costas.
— E eu te amo, Tony. Sempre amarei! Afirmei, enquanto me entregava ao sono e ao cansaço. Depois, de termos feito amor várias e várias vezes.
***
Acordei na cama, ele havia me trazido até o quarto. Tony enrolado a mim, sua expressão tranquila. Me levantei, indo até o banheiro. Tomando um longo e maravilhoso banho, Tony entrou depressa no banheiro me encarando assustado.
— O que foi, amor? Aconteceu algo? Perguntei, o olhando. Ele entrou no chuveiro, me abraçando e depositando beijos em meu ombro.
— Temos uma missão. Com todos os Vingadores, e nós fomos convocados. Disse Tony, enquanto suspirei. Ao que parecia, nós dois não queríamos ir. Mas, o dever chama.
TONY STARK
Eu não queria estar aqui. Eu curtia os momentos dos Vingadores juntos, mas desde que Scarlet tinha entrado em minha vida. Eu só queria estar com ela, como nossos últimos dias na cabana. E eu havia pensado que não podia ama-la mais. Mas, esse sentimento entre nós somente crescia. Era tão intenso e desesperador ao mesmo tempo, éramos imãs.
Necessitávamos um do outro.
A missão era recuperar o cedro de Loki. Em tese, deveria ser simples. Afinal, nós éramos os Vingadores. Mas, o que seria simples para mim? Nada. Atirei em vários robôs e soldados da Hidra na base em Sokovia. Porém, meus olhos estavam sempre nela. Minha amada Avatar, que ficava sexy demais naquele traje. Ou pelo menos, de 5 em 5 minutos.
— Jarvis, cheque a Scarlet para mim. Pedi, mais uma vez.
— Sr. Stark, tenho certeza que nada mudou desde os últimos 5 minutos. Porém, ela já aniquilou 10 robôs e 5 soldados da Hidra nesse intervalo. Disse, com um programação perto do sarcasmo. Eu tinha quase certeza que não tinha colocado isso nele.
— Essa é a minha garota! Disse, enquanto voava para a base. Batendo em um campo de força no processo. – Porra! Gritei, com o impacto.
— Olha a língua. Ouvi Steve, pelo comunicador. – Jarvis, como é a vista de cima? Perguntou, por fim.
— A tecnologia do Strucker, é maior que das outras bases da Hidra que invadirmos. Disse, Jarvis.
— O cedro de Loki deve estar aqui. Murmurou, Thor. Parecendo se esforçar, com certeza estava lutando com alguém ou vários.
— Exato! E eles não colocariam essas defesas em uma base comum da Hidra. Isso deve ser tecnologia vindo do Cedro. Afirmou, minha Avatar. Linda, gostosa, poderosa e inteligente... O que eu poderia querer mais? Só que eu sabia que ela era muito mais que isso.
— Está tudo bem, Avatar? Perguntei, sem poder me conter.
— Nada deve ter mudado nos últimos 5 minutos, Tony. Falou Natasha, com seu natural sarcasmo. Ouvi minha Avatar rir pelo comunicador, junto com Clint.
— Ele não é fofo? Disse Scarlet.
— Não! Gritaram todos pelo comunicador.
Chatos! Bufei, voei em torno da base, eliminando alguns soldados pelo caminho.
— Ninguém vai comentar o fato do Capitão ter dito ''Olha a língua.''? Perguntei, realmente indignado.
— Você já deveria ter se acostumado, amor. Afirmou, minha Avatar. Não, eu não deveria ter me acostumado. Eu nunca me acostumaria com as coisas que o príncipe patriota falava. Depois, do nosso último encontro que havia sido bem tenso alias. A situação estava bem tensa entre nós. Mas, eu ignorava e levava tudo na boa. Por mim e pelos Vingadores... E por minha Avatar, que parecia o considerar bastante.
— Foi mal. Disse Steve, me respondendo. – Saiu sem querer. Afirmou. Não pude conter o riso, tínhamos nossas diferenças. Mas, no fundo. Ou talvez, bem no fundo... Eu realmente gostava de Steve e o admirava. Cada vez, mais tiros voavam em minha direção. Minha Avatar passou rápido demais do meu lado, criando uma esfera de ar entre os tiros e eu. Que mulher!
— Senhor, a cidade está sendo atingida. Alertou-me Jarvis.
— Pelo visto, Strucker não vai se preocupar com baixas civis. Respondi, enojado. – Envie a legião de ferro. Ordenei, por fim.
— Precisamos entrar logo. Ouvi a voz do Capitão.
— Eu estou quase lá. Exclamei, enquanto pousava apagando alguns guardas. – Jarvis, dá para entrar? Perguntei, incerto. Jarvis explicou sobre o ponto fraco e a energia na torre norte. Atingi ali e assistir o campo de força cair. – Ponte levadiça abaixando. Falei, no comunicador. Havia aprimorados e Clint estava ferido, mas me concentrei na base. Thor encarregou Steve e eu de recuperarmos o cedro. — Vem cá! Você disse mesmo "Olha a língua." ? Perguntei, ainda pasmo.
— Você não vai esquecer essa tão cedo... Exclamou Steve, parecendo entediado. Entrei na base, sendo alvejado por vários tiros. Aquilo não iria demorar! Os derrubei, enquanto encontrei um homem que tentava apagar dados do computador. Deixei a armadura em modo Sentinela. Pedi para Jarvis, todas as informações possíveis e mandar uma cópia dos dados para Hill no QG. Eu sabia que eles escondia mais do que simples arquivos, provavelmente existiam muitos mais segredos por trás dessas velhas e feias paredes. Pedi a Jarvis, uma análise de infravermelho da sala.
— Estou detectando um reforço de aço e uma corrente de ar. Afirmou, Jarvis.
— Por favor, uma porta secreta, uma porta secreta... Uma porta secreta. Pedi, enquanto pressionava a parede. Comemorei, enquanto descia a escada vendo um corredor mal iluminado. Ansioso para ver o que Strucker e seus bichinhos escondiam.
— Pessoal, achei o Strucker. Ouvi Steve.
— E eu achei uma coisa maior. Afirmei, enquanto achava um leviatã chitauris. Ok! Péssimas lembranças. Olhei em volta, procurando algo. Armaduras, armas e dezenas de outras coisas, muitas das nossas batalhas estavam ali. Maldita Hidra! – Thor, estou vendo seu prêmio. Exclamei, vendo o cedro.
Imediatamente, senti algo estranho e quase sombrio em minha mente.
Me virei desesperado e assustado, vendo o leviatã chitauris ganhar vida novamente em cima de mim. O espaço escuro acima de mim e uma escada no centro com todos os Vingadores caídos. Aquilo não poderia ser real! O escudo de Steve estava partido e ele estava ao seu lado. Chequei seus sinais vitais, ele segurou minha mão. Me olhando em plena agonia.
— Você poderia ter salvado... Me disse, em seu último suspiro. Salvado quem? Porque não se esforçou? Sua voz ecoava na minha mente.
Sua mão caiu apontando para algo. Dando seu último suspiro, o sangue saia de seu nariz. Olhei em direção que sua mão estava apontando e lá estava um traje preto e vermelho que eu conhecia muito bem. Senti as lágrimas virem em meus olhos, antes que pudesse raciocinar. Uma agonia profunda, tomando conta do meu corpo. Me ajoelhei sem forças, antes de chegar a ela. Antes de sequer toca-la, a dor consumia minha alma e o nó em minha garganta me impedia de respirar.
— Não! Pensei, sem poder falar. – Ela não! Corri, em direção ao corpo que estava de costas para mim, todo esse tempo. – Amor, não faça isso comigo. Não me deixe! Implorei, enquanto a segurava em seus braços. Sua boca cheia de sangue, um pedaço de ferro atravessando seu peito e suas mãos no abdômen, como se estivesse protegendo algo. Seus olhos tão cheios de vida e amor. Agora estavam vazios, sem vida e aflitos.
Me inclinei sobre seu corpo, ainda chorando aos soluços. Gritei, sem poder conter a dor que dominava cada poro do meu corpo. Não conseguia acreditar que ela havia partido. NÃO! NÃO! NÃO! Segurei seu frágil corpo, tentando faze-la voltar. Ela tinha que voltar.
— Volte para mim, Scarlet. Sussurrei, olhando para cima. Dezenas de leviatãs, indo em direção a terra através de um portal.
Voltei daquela visão, ofegante. Eu estava suando frio e desesperado. Olhei em volta, tentando me situar. Checando se aquilo era um produto da minha mente. Aquilo jamais aconteceria! Eu daria a minha vida e tudo o que tenho para que isso nunca acontecesse. Chamei a armadura e peguei o cedro, decidido a fazer algo a respeito.
Eu nunca me perdoaria se falhasse com os Vingadores. Nunca aceitaria perder Scarlet.
Ao voltarmos no quinjet, meus olhos não saíram dela por um minuto. Como eu tinha visto aquilo tudo? A visão dela morta, não saia da minha cabeça. Seus braços protegendo seu abdômen... Ela estaria grávida? Eu havia perdido minha mulher e meu filho? Fiquei ainda mais decidido a fazer algo a respeito. Se tivéssemos uma família no futuro ou não, ninguém tocaria nela.
Ela estava tentando curar Clint, manipulando a água. E olhava para mim, sorrindo de vez em quando.
— Jarvis, assume o piloto. Pedi, enquanto pegava minha Avatar pela mão pela mão. Lhe dando um beijo carinhoso e tranquilo, necessitado. Foda-se! Se tinham outras pessoas vendo aquilo. Eu só precisava senti-la e afastar toda agonia para longe de mim.
— Tudo bem, amor? Perguntou, me olhando.
Não, não estava! Mas, ficaria. Eu me certificaria disso.
— Tudo bem, amor. Você está aqui. Exclamei, tentando pensar melhor. Fui em direção ao cedro, conversando com Thor sobre ele. Aquilo encerrava nossas buscas e nossas missões, Capitão parecia alarmado com o fato de Strucker aprimorar humanos. Eu também estava! Mas, eu tinha outro plano traçado em minha mente. Pedi para analisar com Banner o cedro, perguntando se Thor ficaria até a festa de despedida.
— É claro. Vou ficar. Uma vitória deve ser honrada com festas. Afirmou, nossa Barbie argasdiana.
— Gosto do jeito que você pensa. Afirmou, minha Avatar. Rindo, tranquilamente. Thor sorriu de volta.
— Quem não gosta de festas? Perguntei, retoricamente. – Capitão? Questionei, o olhando.
— Espero que isso, ponha um fim nos chitauris e na Hidra. Então, eu irei a festa. Afirmou Steve, nos olhando.
Pousamos na torre Stark. Enquanto, tiravam Clint da maca. Hill entrou, afirmando que estava tudo pronto e me chamando de chefe.
— Na verdade, ele é o chefe. Eu só pago por tudo, projeto tudo e faço parecer mais legal. Afirmei, apontando para Steve.
— Arrogante! Cantarolou, minha Scarlet.
— E você adora. Falei, sorrindo. Vendo ela, assentir. Como eu amava essa mulher. E eu faria tudo para tê-la sempre comigo.
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