Ensina-me a amar.
19 Festas e imprevistos fazem parte da rotina.
Notas iniciais

O instituto era como eu me lembrava. Crianças e seus poderes, correndo pelo gramado. E em imaginar que um dia, eu fui uma delas. Bruce e Tony estavam tão absortos no cedro, que aproveitando essa distração... Eu parti, porque precisava buscar minhas próprias respostas. Meus poderes estavam crescendo. Podia sentir, algo estava errado ou diferente. O recente descontrole com o Bucky, a missão em Sokovia. Precisava de mais esforço para conte-los, eu precisava saber o que estava acontecendo e somente uma pessoa poderia me ajudar.
Bati na porta, esperando que alguém atendesse. Assim, que a porta se abriu... Um cabelo branco muito conhecido, me olhava surpresa.
— Scarlet... Disse ela, pasma.
— Olá, Ororo. Eu preciso falar com o professor. Disse, esclarecendo o motivo de estar ali.
— Por favor, entre. Desculpe a reação dos alunos, eles não estão acostumados com uma Vingadora. Disse, Tempestade. Enquanto vários alunos, me encaravam sorrindo. Acenei timidamente. – Charles, está no cérebro. Você conhece o caminho, não? Assenti, enquanto me direcionava até lá. Lá estava ele, em sua cadeira. Me encarando, como se já soubesse de tudo e possivelmente, já sabia.
— Eu sabia que você viria. Mas, não tão cedo. Afirmou Charles, movimentando sua cadeira em minha direção.
— Eu estou mudando, professor. Meus poderes começam a dar indícios de que algo está acontecendo comigo, eu perdi o controle e quase matei alguém. Isso não pode acontecer, entende? E se tem alguém que pode me ajudar é você. Apontei, enquanto passávamos pelo instituto. Não podia me arriscar, tinham pessoas envolvidas. E principalmente, Tony estava envolvido. Não poderia machuca-lo em um episódio de descontrole, eu precisava entender qual é o problema e solucionar.
— E isso não tem a ver com seu relacionamento com Anthony Stark, teria? Me questionou, enquanto entravamos em seu escritório.
— Tem tudo a ver com ele. Não me perdoaria se machucasse ele ou uns dos Vingadores. Eu estava confortável, eu sabia domina-los. Afinal, foram 10 anos de isolamento e treino, e agora que eu tenho alguém. Eles se descontrolam, e se ele visse aquilo? E se ele me temesse? Eu amo meus poderes. Mas, não quero ser um monstro. Desabafei com as mãos no rosto, sentada na cadeira. – Por favor, me ajude. Pedi, enquanto caminhava até ele.
Suas mãos foram até minha cabeça, seus olhos estavam fechados. Nós já havíamos passado por aquilo alguns vezes, mas sempre era assustador. Ter alguém dentro de sua mente, ter o cérebro mais poderoso do mundo dentro da sua cabeça era invasor demais. Mas, era algo que eu precisava. Tão rápido quanto veio, ele retirou as mãos.
— E então? Perguntei, me sentando. Parecia uma consulta com a mãe Diná.
— Scarlet, seus poderes são diferentes da maioria das pessoas. Os elementos são como entidades que dominam e regem nosso planeta. Tudo que é formado ou será formado, na maioria das vezes passa por eles. A questão é você os domina e logo, está conectado a eles. E eles a você. Seus sentimentos e suas emoções são uma resposta imediata a eles. Explicou com uma calma assustadora. – Eles são como organismos vivos que respondem somente a seu chamado. Logo, se você não se controla. Eles se descontrolam por você. Terminou, me olhando.
— E o que está acontecendo? Eu tinha tudo sobre controle. O que mudou? Questionei, desesperada. Eu precisava dos motivos.
— Você ficou isolada por 10 anos, Scarlet. Usando seus poderes para pequenas coisas, suas emoções controladas. Então, você entrou para os Vingadores, se apaixonou. Isso pode ser apenas um reflexo das suas emoções nos seus poderes. Suas emoções mudaram, seus poderes respondem a isso. Mas, também pode ser outra hipótese. Afirmou, olhando para a janela. Suspirei nervosa, lá vamos nós outra vez. Tínhamos que trabalhar todas as possiblidades. Mas, para mim era difícil considerar todas elas.
— Pode não acontecer. Disse, tentando convencer a mim mesma.
— Pode não acontecer com vários de nós. Mas, acontece. Explicou, dando um sorriso de lado. – E se você quer proteger o homem que ama, precisa lidar com essa responsabilidade. Apocalipse foi uma prova disso. Ele evoluiu todos os mutantes que encontrou. Claro, que o processo natural demora anos. Mas, não pode demorar tanto assim. Você já pode estar passando por isso e não quer aceitar. Disse, segurando minhas mãos.
— Não sei, se estou pronta para lidar com mais do que eu lido. Expliquei, com a voz embargada. E eu não estava, meus poderes me cobraram muito e eu os adorava. Só que passar por isso, por esse processo de adaptação novamente. Talvez, fosse demais para mim.
— Precisa aprender. O que você sente, os elementos respondem. E vice-versa. Alguém com poderes como os seus, não pode e nem deve ser irresponsável. Precisa lidar com a possibilidade, que seus poderes podem crescer. E você precisa aprender a controla-los para proteger as pessoas que ama e as que não ama também. Terminou sua explicação. Assenti, sem conseguir falar uma palavra.
— E se acontecer... Como poderia ser? Perguntei, sem me conter.
— São muitas possibilidades. O mais provável é que seja relacionada aos elementos. Sentir o magma da terra, controlar tempo e os raios, dominar metal que provem da terra. Ou pode até poderes diferentes do que tem agora. Seus poderes de regeneração... Respondeu, me encarando paternalmente. E se fosse demais? E eu tivesse que me afastar dos Vingadores? E se tiver que me afastar de Tony ou for demais para ele? A ideia dele se afastando de mim era demais para eu poder lidar. Inconcebível! — Se ele ama você, como eu vi que ama. Não vai acontecer. Sorriu, me tranquilizando.
— Eu espero que sim. Obrigado por isso, professor. Sussurrei, o olhando.
— Eu que agradeço por vim a mim. Eu estou orgulhoso de você, orgulhoso pelo o que tem feito. E pelo o que tem abrido mão para defender aqueles que não podem. Disse, fazendo meus olhos lacrimejarem pela segunda vez naquele dia. – Agora, você tem que ir. Pelo o que soube, as festas do Sr. Stark são memoráveis. Mantenha contato. Assenti, caminhando para fora de seus escritório e alçando voo assim que cheguei ao jardim. Eu esperava ter momentos tranquilos a frente.
***
Eu estava pronta. Chequei pela última vez o meu vestido, penteado e maquiagem.
Calcei meus sapatos, e desci para a festa. Havia demorado algumas horas, mas depois da conversa com Charles. Eu estava bem mais tranquila. Talvez, fosse apenas as mudanças em minha vida que interferiam em meus poderes. Se fosse isso ou não, eu lidaria com isso.
Caminhei por entre as pessoas que me cumprimentavam, empolgadas. Fui ao bar, pegar um drink. Dando de cara com Thor, Tony e Rhodes discutindo sobre algo.
— Se você tiver contando suas histórias... Eu vou precisar de mais bebida. Disse, os surpreendendo. Os três me olhavam em silêncio, enquanto eu sorria para eles.
— Como Tony conseguiu uma namorada como você, é algo que eu nunca vou saber. Disse Rhodes enquanto fazia um high five comigo, enquanto Thor assentia.
— Alguns homens tem sorte, meu caro Rhodes. Esclareci para ele, enquanto observava Tony. Seus olhos cravados em mim, tinham a mesma chama de sempre. Ele me enlaçou pela cintura, me dando um selinho carinhoso.
— Ou você tem um excelente bom gosto. A propósito, você está perfeita. Como sempre! Disse, me olhando orgulhoso.
— Posso dizer o mesmo de você, amor. Afirmei, enlaçando seu pescoço. Rhodes e Thor já haviam saído e nos deixado sozinhos.
— Vou pegar mais uma bebida para gente. Disse Tony, enquanto me deixava ali. Avistei Steve e Sam jogando bilhar, caminhei até eles.
— A próxima é minha, rapazes. Disse, enquanto batia na mesa.
— Você não pode jogar. Gargalhou Sam, enquanto apontava para mim. – Você domina o vento.
— Oh querido Sam! Eu não trapacearia jogando com Steve. Sorri, o olhando. – Não é, Capitão? Olhei para Steve, que permanecia me encarando.
— Exatamente. Aliás, você está linda. Disse Steve, tímido. Assenti, agradecendo sem graça. Era o primeiro elogio que Steve me fazia tão abertamente. Nós estávamos nos divertindo, enquanto Sam dizia que eu estava trapaceando. O que me rendeu boas gargalhadas, junto com Steve.
— Vamos lá. Admita que você é péssimo. Disse, rindo. Paramos de jogar, enquanto Steve e eu fomos ao bar. Tony havia sumindo com nossos drinks, percebi que Nat e Bruce estavam ali conversando.
— Hum. Será que rola? Questionei, ao Capitão. Apontando os dois, discretamente.
— Seria interessante. Disse, me encarando.
— Eu pensei que vocês... Depois, de Washington. Insinuei o olhando, Steve negou rapidamente.
— Eu tenho outra mulher em mente. Afirmou, firmando seus olhos nos meus. Seu olhar me arrepiou pela primeira vez que conversamos.
— Posso saber quem é ela? Perguntei, o olhando de volta. Quem seria a mulher que Steve estava apaixonado?
— Não ainda, não. Mas, um dia vai saber. Afirmou, sua voz tinha um tom solene de promessa. Assenti, confirmando. Chegamos até ele, quando ela saiu. Steve conversou com ele sobre o assunto. Eu fiquei ali, dando apoio moral.
— Vocês merecem ser felizes. Explicou ele, enquanto saia.
— Eu shippo. Disse, olhando para Bruce.
— Shippa quem? Perguntou, Tony. Enquanto, segurava minha mão.
— Bruce e Nat. Respondi, tomando um drink. Ele me olhou surpreso pelo o que falei. – Casais de Vingadores... Sussurrei, o puxando para mim.
Horas se passaram e ficaram somente nós em volta do martelo de Thor. Tony havia me puxado para seu colo e me entrelaçava suas mãos nas minhas. Todos os rapazes estavam decididos a empunhar o martelo. Tony pareciam o mais ansioso deles, me sentei ao lado de Natasha.
— Garotos... Disse, para que ela pudesse ouvir.
— Com poderes ou não, sempre fazem as mesmas coisas. Disse, me completando. Rindo, junto comigo.
— Exatamente. Gargalhei, enquanto tomava mais um drink. Já era o meu 3 ou 4... Mas, quem estava contando? Clint não havia conseguindo levantar o martelo e desafiou Tony, revirei os olhos com a possibilidade dele ficar obcecado por aquilo.
— Eu nunca fugi de um desafio justo. Explicou, ele. – Então se eu levantar poderei governar Asgard? Amor, torça por mim e você será a rainha. Minhas leis serão muito divertidas. Disse, me olhando. Eu não contive o riso com a sua pretensão, cada vez que ele tentava puxar o martelo. Eu tinha um ataque de riso. Em meu coração, eu sabia que rir do namorado era errado.
— Eu volto já. Disse, ao ver que não conseguia.
— Aposto 10 dólares, que ele vai pegar a armadura. Disse, olhando pra todos.
— Feito. Disse Clint.
E ele voltou com a mão, revestida pela a armadura. Junto com Rhodes, olhei para Clint que me passou 10 dólares.
— Por favor, amor. Sente aqui e esqueça o martelo. Disse, chamando Tony. Que suspirou derrotado, e se sentou ao meu lado. Me fazendo sentar em seu colo novamente, todos tentaram. E com Steve até se mexeu do lugar. Faltavam apenas eu e a Natasha. Olhei para ela e ela negou. Todos entraram em teorias de porque não conseguiam levantar o martelo, digitais e etc.
— Todas teorias são interessantes. Mas, a verdade é que você não são dignos. Exclamou Thor, rindo. Fazendo todos revirarem os olhos, rindo e reclamando da sua frase feita. Tony e Thor em um mesmo local e todas as pessoas morreriam sufocadas com seus egos.
— Não tentei ainda. Afirmei, o olhando. Me levantei, disposta a segurar o martelo também. Todos me encaravam, enquanto segurei no cabo.
— Manda a ver, amor. Disse Tony, enquanto me encarava ansioso.
Um barulho ensurdecedor fez com que eu tirasse a mão, imediatamente. Nós viramos em direção ao som e uma carcaça da legião de ferro vinha caminhando em nossa direção. Era absolutamente sinistro, como em um filme de terror insano e ruim.
— Não. Como seriam dignos? Vocês são assassinos. Disse, o robô sinistro. Apontando para nós... Olhei para Tony e depois para Bruce, como se pedisse uma explicação. Perfeitamente normal, se arrepiar de medo.
— Stark. Disse Steve, o chamando. Com certeza, pensou na mesma coisa que eu.
— Jarvis. Tony o chamou, sem resposta. Ok! A situação estava extremamente estranha. Mais do que o normal para nós.
— Perdão, eu estava dormindo. Ou sonhando acordado. Disse, ele como se estivesse divagando em seus próprios pensamentos. Era normal, um robô da legião ter tanta consciência assim? Tony continuou a dar ordens para Jarvis que sobre o traje com defeito. – Eu estava preso por cordões. Tive que matar o outro cara, ele era legal. Disse, nos encarando. Seus olhos se prenderam em mim por alguns segundos.
— Matou alguém? Perguntou Steve, talvez não fosse apenas um traje com defeito. Talvez, fosse pior. E eu torcia para estar errada.
— Não foi minha primeira escolha. Mas... Em um mundo real, temos que enfrentar escolhas cruéis. Disse, explicando como se falasse com crianças.
— Acho que isso é muito mais que um traje com defeito. Expliquei, assustada.
— Não. Os únicos que estão com defeitos são vocês. Mas, nada que não possa ser remediado. Disse o robô sinistro, me encarando outra vez. Alerta vermelho, porra! Senti minha mente gritar.
— Quem o enviou? Perguntou Thor. Isso! Pensei, nervosa.
Ele mostrou uma gravação de Tony falando ''Eu vejo uma armadura em volta do mundo.'' Oh Deus! Isso não poderia estar acontecendo. Ele mesmo parecia assustado. Tony teria feito isso? Escondido de mim ainda? Tentei esconder minha magoa, isso não era momento para discussões de relacionamentos.
— Ultron? Sugeriu Bruce, olhando para Tony.
— Em carne e em osso. Disse Ultron...Em um humor muito semelhante ao de Tony. Oh Baby! Por que fez isso? – Não, não ainda. Não nessa... Crisálida. Mas, estou pronto. Estou em uma missão. Disse, como se estivesse traçando planos.
— Que missão? Questionou, Natasha. Eu tinha uma leve intuição sobre isso... Acho que nós sequer piscávamos, apreensivos com seu o próximo movimento dele.
— Paz para nosso tempo. Disse, por fim. Enquanto, dezenas de robôs quebraram as paredes em nossa direção.
Steve ergueu a mesa em nossa frente. Saltei, quebrando dois robôs no processo. Derretendo seus crânios com fogo. Usei o ar para planar sobre o chão, desviando dos disparos até ficar perto de Tony. Destruí o robô que mirava Steve que acenou para mim em agradecimento.
— Eu estava tendo um ótimo dia. Resmunguei, chateada. Vendo Tony, pular em um robô a alguns metros de altura. – Isso! Mate sua namorada do coração. Sussurrei, para ninguém em especial. Bruce e Natasha escapavam de um deles, criei uma esfera de fogo atingindo antes que pudesse fazer estragos.
Tony tentava desligar o robô e antes que caísse no chão, eu o peguei.
— Minha heroína. Disse Tony, me encarando.
— Que bom que você sabe. Falei, revirando os olhos. O tirando de perto de Ultron.
— Isso foi dramático. Disse ele, por fim. Ah querido! Você não viu nada.
— Claro, um robô megalomaníaco assassino não requer nenhum drama. Disse, enquanto o encarava.
— Ah! Você tem um humor interessante. Eu até posso entender. Disse Ultron, olhando Tony. – Desculpe, vocês tem boas intenções. Só não pensaram direito... Continuou, com aquele tom de superioridade que eu conhecia bem. Eu deveria estar assustada, quando um robô insano se parece tanto com meu namorado? – Vocês querem proteger o mundo, mas não querem que ele mude. Como a humanidade será salva, se não for permitido... Que evolua? Como elas... Essas marionetes. Disse, rindo. Esmagando a cabeça de uns dos robôs que nos atacava minutos atrás. – Só existe um caminho para a paz. A extinção dos Vingadores. Terminou, por fim. Thor arremessou o martelo o desfazendo, e mesmo destruído... Ele ainda cantarolava no chão.
— Alguém mais está assustado para caralho? Questionei, enquanto me encostava na mesa destruída do meu lado.
Estávamos reunidos no laboratório em volta do robô que Ultron havia usado para o nosso corpo. Eu permanecia em silencio, enquanto todos debatiam as possibilidades que ele poderia e usaria contra nós. Como Natasha havia dito, ele sabia de nós até mais que nós mesmos. Rhodes estava levantando a hipótese de códigos nucleares.
— Ele não parece querer isso. Falei, pela primeira vez. – A última coisa que ele disse é que queria a extinção dos Vingadores. Uma inteligência artificial veria que... Suspirei, antes de falar. – O único problema do mundo é a própria humanidade. Ele disse que queria a sua missão era paz para o nosso tempo. Nós, as pessoas... Somos a única coisa que impede a paz. Disse, os encarando. Deus! Eu sequer imaginava o que vinha para nós.
— Ele disse que matou alguém. Disse Clint. Ouvindo Maria explicar que não havia mais ninguém, além de nós no prédio. Tony caminhou dizendo que havia apenas Jarvis. Nós mostrando o que Ultron tinha feito com ele. Todos estavam perplexos com a insanidade de Ultron, eu estava estranhamente muito triste por Jarvis.
Thor caminhou, segurando Tony pelo pescoço. Alerta vermelho de novo!
— Fale com palavras, amigo. Pediu Tony, sufocado. Antes que pudesse estender aqui, eu estava com minhas mãos sobre o braço de Thor.
— Barbie, eu sei que ele fez merda. Mas, se você não soltar o pescoço do meu namorado... Você terá alguém que controla os elementos, muito inclinada a quebrar seu braço. Ameacei, o encarando. Ele o soltou, enquanto me encarava. Ótimo! Uma desavença com o Deus do trovão. Enquanto, eu me movi protetiva à frente de Tony. Ele tinha errado? Tinha! Depois, nós brigaríamos? Depois! Mas, ninguém tocaria nele.
— Thor, o legionário. Lembrou Steve, caminhando para perto de mim. Nós lembrando que teríamos que recuperar o cedro. Helen levantou a questão que Tony havia criado o programa e o porquê ele queria nós destruir. Tony teve uma crise de riso...
— Oh Deus! Meu namorado enlouqueceu. Disse, o encarando. Isso pareceu incitar mais a raiva de Thor, Tony começou a explicar entre risos o motivo de ter feito aquilo. E o porque precisávamos daquilo. Ele e Bruce começaram a discutir sobre o assunto.
— Só quando eu crio um robô assassino. Explicou Bruce, tentando fazer com que Tony ficasse quieto.
— Não criamos, nem chegamos perto. Disse Tony, olhando para Bruce.
— Ah! Vocês criaram. E escondidos de nós. Exclamei, magoada. Apontando para todos os Vingadores. – Esse tipo de coisa se conversa, quando se trabalha em equipe. Coisas do tipo ''Quero criar um inteligência artificial que pode ou não querer destruir a humanidade.''Terminei sarcástica, o encarando.
— Os Vingadores deveriam ser diferente da Shield. Explicou Steve, olhando para Tony.
— Alguém lembra que eu levei uma bomba por um buraco de minhoca? Perguntou, tentando se explicar.
— Eu lembro. Eu a levei com você. Disse, o olhando. Seus olhos se viraram para mim, magoados e feridos. Como se pedisse para que eu o compreendesse, como se quisesse me contar algo.
— Um exército alienígena hostil invadiu a terra por um buraco no espaço. Nós estávamos a 100 m abaixo. Somos os Vingadores, podemos acabar com traficantes de armas o dia todo. Mas, aquilo lá em cima, ia acabar com tudo. Como dariam um fim naquilo? Questionou, nos encarando.
— Como fizemos da primeira vez. Expliquei, tentando faze-lo entender.
— Juntos! Completou Steve, enquanto assenti.
— Perderemos. Disse, nos encarando. A magoa profunda em seu olhar, eu não sabia o que tinha feito ele ficar angustiado e desesperado desse jeito. Mas, eu descobrira.
— Faremos isso juntos também. Respondeu Steve, o olhando.
— Você ainda não percebeu que não está sozinho mais, Tony. Não precisa carregar o mundo sobre seus ombros. Nós estaremos com você, eu estarei com você. Mas, será que ainda é o suficiente? O encarei, decepcionada e frustada. Segurei as lágrimas o máximo que eu podia. – Me avisem o que decidirem. Eu estarei dentro! Só preciso ficar sozinha... Saí, antes que pudessem falar algo sobre e antes que Tony pudesse chegar perto de mim. Deus sabia o quanto eu amava aquele homem, mas no momento queria ficar longe dele.
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