Ensina-me a Amar
5 You Can´t Save Me, Elena!
Notas iniciais
Oi meus anjos ^.^
Aqui é a Bia novamente!!! Meus anjos, fiquei tão feliz quando vi as recomendações de vocês, nossa, quase morri de alegria! Fico muito grata a vocês por terem recomendado a história.
Agradecimentos: À Nadia e à Núbia - as recomendações alegraram meu dia, fico muito feliz pelo fato da história estar agradando a vocês >.<
>Leiam as notas finais!
***
Damon sentia suas pálpebras pesarem, o rapaz estava começando a sentir frio, mas não cederia àquilo. Seria ridículo reclamar por conta de uma maldita febre. Ele gemeu de dor ao sentir o músculo de seu ombro pegar fogo sobre sua camisa, e notou que havia acabado de atrair o olhar de Elena. Lentamente, sua mente afogou-se nas mais puras e belas memórias, nos momentos que ele vivera antes de sua vida virar o mais sórdido dos infernos. Depois de encarar a menina novamente, ele notou a compaixão naquele olhar, a pena mal contida que emanava dela para ele. A cada vez que ele via aquele olhar compassivo vindo da menina, sentia vontade de mandá-la parar de ter pena dele. Ele odiava isso, odiava que as pessoas ficassem próxima apenas por terem pena da situação do rapaz! Aquilo já estava o deixando farto.
– Você está bem? — A pergunta de Elena fez com que o rapaz contraísse cada um de seus músculos. Ele massageou suas têmporas tentando suavizar a dor de cabeça que sentia. Cada parte de seu corpo ardia, queimava, enquanto sua cabeça latejava incessantemente, ele mordeu o lábio inferior tentando conter o grito que ameaçava irradiar de sua garganta, e disse, bufando:
– Estou. Você poderia parar de perguntar isso? — Ele questionou se encolhendo. Estava farto daquela garota miserável, farto de como ela sempre estava tentando ajudá-lo. Será que era tão difícil entender que ele não precisava da ajuda ou piedade de ninguém? Damon revirou os olhos nervosamente. Ele estava irritado com a insistência de Elena, estava farto de vê-la se comportando como uma mulher perfeita, algo que ela jamais seria realmente.
– Só estou preocupada. — Ele ouviu a garota murmurar. O rapaz trincou os dentes nervosamente e disse erguendo a cabeça para ter uma visão melhor da médica, que o encarava com a expressão indiferente.
– Então pare de se preocupar! — Ele disse fuzilando-a com o olhar. — Eu não sou como um de seus pacientes patéticos que têm mais chances de morrer do que de viver. — Damon disse com desdém. Para ele, cada uma daquelas vidas não possuía nenhuma importância sequer, ele não dava a mínima para nenhuma daquelas pessoas.
– Pelos menos, eles são seres humanos, com sentimentos, com sonhos... E você, o que é? — Ele encarou a jovem em silêncio por alguns instantes, seu olhar era intenso, primitivo, selvagem. Um sorriso torto cresceu nos lábios dele delicadamente enquanto ele dizia, se movendo como um tigre em direção a sua presa, seu olhar prendendo o de Elena, seu sorriso soturno sendo lançado da forma mais sedutora possível:
– Eu sou um predador Elena, eu vou destruir todas as pessoas que mataram meu irmão, vou deixá-los em pedaços, eles irão se arrepender de terem feito isso comigo. Eu jurei vingança, e eu não irei parar até conseguir. — Damon disse arrumando seus cabelos. Seu olhar foi para fora da aeronave, em direção ao horizonte negro e estrelado do Oriente Médio. A dor, tão intensa e excruciante, passara a atormentar, ele sentia seus músculos se contraírem, enquanto a dor se aprofundava em suas entranhas, em um instinto, o rapaz se agarrou ao bando da aeronave.
– O que está sentindo? — Ele ouviu a voz suave de Elena questionar, ele pôde sentir o calor do corpo dela enquanto ela ficava mais próxima e tocava a pele do rapaz. Damon sentia seu corpo pegar fogo, porém, sentia o frio lhe invadir o corpo, era uma mistura de sensações quase torturante, ele mordeu o lábio inferior e gritou de dor, incapaz de resistir.
– Meu corpo dói. — Damon disse gemendo. Damon jamais havia sentido tanta dor em sua vida. Era terrível, angustiante. Seu orgulho fora para o espaço quando o moreno se deixou examinar por Elena. Ele podia ouvir a voz da menina tornar-se cada vez mais distante, sentindo a mão dela sobre sua testa.
– Aguente firme, já estamos chegando. — A garota disse apertando a mão do rapaz com força, Damon, porém, fugiu do toque da garota e perguntou, gemendo:
– Porque você faz isso? Tenta salvar as pessoas dessa maneira? — A voz do rapaz saiu como um murmúrio, ele já não tinha mais forças para falar, mas se dignava a perder seu fôlego iniciando uma nova discussão com Elena.
– Porque acredito que as pessoas mereçam uma segunda chance, acredito que elas têm o direito de recomeçar, de alguma forma. — Damon não pôde evitar abrir um sorriso de escárnio diante da frase da menina e disse, respirando fundo:
– Você luta tanto contra a morte, luta contra essas pessoas, mas não entende que nesse sistema, chamado vida, você é apenas um peão, alguém sem importância, sem uso. As pessoas irão morrer, mais cedo ou mais tarde, quer você queira, quer não.
– Isso é ridículo Damon! Eu salvo vidas, aliás, eu estou aqui nessa porcaria de helicóptero tentando te salvar. — Ele revirou os olhos ao ouvir o som daquelas palavras reverberando por todo helicóptero. Naquele momento, o rapaz compreendeu que Elena ainda não o conhecia o suficiente, afinal, ele, Damon Salvatore, já não tinha mais salvação, sua alma já estava danificada demais para poder ser salva das chamas do Inferno. Um sorriso soturno cresceu nos lábios do rapaz e ele disse, calmamente:
– Você não pode me salvar Elena, aliás, você não pode salvar ninguém. De todos os pacientes que você tratou quantos estão vivos? — A pergunta saiu no tom certo, ao ver a palidez no rosto da morena ele percebeu que havia ganhado o jogo.– Viu só Elena? Você é como uma pequenina gota d'água em meio ao Oceano. — Tudo o que Damon sentiu depois, foi seu rosto arder com o tapa que ele havia acabado de levar.
– O que você fez?! — Damon perguntou gritando. Ele avançou para cima da médica e apertou o braço dela com força, dizendo com os dentes trincados:
– Se você fizer isso novamente, juro que você irá se arrepender do dia em que nasceu. — Damon encarava Elena com uma fúria mal contida, ele sentia cada parte de seu corpo arder em um ódio extremo, naquele momento, Damon decidiu que não facilitaria para Elena, que ele faria a vida da jovem um verdadeiro Inferno. O rapaz jamais havia odiado alguém daquela maneira antes, ele sentia o ódio o consumir por dentro, sua vontade era estraçalhar a morena lenta e dolorosamente, mas sua vingança seria um pouco pior e mais cruel do que isso, Damon Salvatore estava disposto a acabar com os dias de alegria de Elena Gilbert...
Notas finais
Oi meus amores!! O que acharam do capítulo? Vocês ainda gostam da história? Têm alguma sugestão para dar? Fiquem à vontade para criticar e dar ideias, nós não mordemos (:
Aviso: estréia de My Darling foi cancelada!!,
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