Ensina-me a Amar
20 The Game
Notas iniciais
If you don't know if you should stay
If you don't say what's on your mind
Baby just breathe
There's nowhere else tonight we should be
You wanna make a memory
***
— Eu estou mostrando a esse cretino o lugar dele — Damon disse grunhindo nervosamente. Ele soltou Ben, que apenas disse, desconcertado:
— Bem, eu tenho que ir agora — ele falou sorrindo amarelo. Elena sorriu para ele, abraçando e disse:
— Foi bom te ver, depois remarcamos — o rapaz apenas assentiu e beijou a bochecha da morena. Damon quase voou em cima do pescoço do rapaz novamente, mas ficou parado, com os dentes trincados. Depois que Ben foi embora, Elena encarou Damon fingindo estar furiosa:
— Quem você pensa que é para estragar meu encontro? — Ela perguntou incrédula. Mas por dentro, faltava soltar fogos de artifício de tanta alegria. Damon quase engasgou diante das palavras da morena, e perguntou, irado:
— Encontro?! Mas e quanto a nós?
Elena quase perdeu o fio da meada diante daquela pergunta. Mas iria ser forte! Precisa continuar com seu plano. Ela respirou fundo e disse, com um sorriso irônico:
— Eu achei que não existia nós — Damon sentiu como se levasse um estômago. Ele a olhou abismado, e ela apenas deu de costas, indo em direção a seu quarto. Ela fechou a porta atrás de si e tentou conter um berro de felicidade que ameaça sair de seus lábios.
Não imaginava que o plano de Caroline poderia dar tão certo. Ela sorriu vitoriosa e jogou-se na cama.
Damon bufou irritado egrunhiu. Ele andava de um lado para o outro da sala, quase arrancando os cabelos da cabeça. Precisava dar um jeito naquela situação. Não iria entregar Elena de bandeja para qualquer um. Mas não ia mesmo!
Sorriu com a ideia que dominou sua mente. Ele não era um cara tipicamente romântico, e nunca pensou que poderia ser. Mas iria fazer aquilo por ela. Elena era o tipo de mulher que valia à pena. Ela era única e isso apenas o fazia gostar ainda mais dela. Agora ele já sabia o que faria para conseguir o perdão da sua morena...
Elena levantou-se novamente e retirou o vestido que usava, jogando-sobre a poltrona que havia em seu quarto. Colocou sua camisola e encarou a cama diante de si. Cama que ela havia comprado com Kol. Trincou os dentes e pensou nas possibilidades. Poderia dormir na cama de Damon, senão estivesse furiosa com ele... Mas estava, então teria que dormir naquela cama uma última vez, antes de jogá-la fora.
Respirou fundo, dando-se por vencida, e deitou-se. Fechou os olhos e logo pegou no sono. Elena despertou com o som de alguém batendo na porta. Grunhiu irritada e revirou-se na cama, sibilando:
— Entre — ela abriu um pouco os olhos e observou, pasma, Damon adentrando no quarto com uma bandeja em mãos. Ele sentou-se na cama e disse, colocando a bandeja sobre a mesma:
— Eu trouxe o café para você — a morena quase sorriu. Quase. Inicialmente, havia achado a atitude dele fofa, mas então percebeu que ele apenas estava tentando fazê-la esquecer o que ele havia feito no dia anterior. Ela apenas respirou fundo, e disse:
— Muito obrigada — falou sorrindo. Ele apenas assentiu e disse, passando as mãos pelos cabelos, um clássico sinal de nervosismo:
— O que acha de irmos almoçar no shopping? — Ele perguntou incerto. Elena sabia bem o que ele queria. Deixe-o tentar! Sua consciência exigiu nervosa. A morena suspirou e disse:
— Parece uma excelente ideia! — Disse animada. Sabia que tudo o que ele dissera não havia sido proposital. Tinha consciência de que ele estava nervoso. Mas ainda assim, sentia raiva dele e não conseguia esquecer tudo o que ele dissera.
Damon sorriu e disse:
— Espero que goste do seu café — falou sinceramente. Mas não recebeu nenhuma resposta dela. Ele suspirou e levantou-se, saindo do quarto rapidamente. Ele não queria ter começado aquilo. Parecia que ele e Elena estavam em um campo de batalhas, e ela estava ganhando. Ela sempre ganhava...
Mas ainda assim, sabia que deveria continuar tentando. Aquilo não seria apenas uma ilusão, ou um romance que terminou mal. Se eles estavam em uma guerra, ele faria questão de ganhar! Não seria tão difícil, certo?
Ele era teimoso demais para simplesmente deixar que as coisas acabassem quando mal tiveram um começo. Iria provar para todos que podia fazê-la feliz.
Depois de tomar café, Elena saiu do quarto com um sorriso enorme no rosto. Ela estava estranhamente feliz naquele dia. Talvez porque viu Damon provar do próprio veneno. Ela cantarolava enquanto lavava a louça, e ele apenas ouvia o som da voz dela. Apesar de ela ser uma péssima cantora, ele amava ouvi-la.
As horas pareciam se arrastar para Damon, que contava os minutos para levá-la para almoçar. Elena estava dentro de seu quarto, terminando de se arrumar. Ela colocou um vestido rosa e depois colocou um sinto marrom que marcasse sua cintura. Passou uma maquiagem leve e colocou um colar de ouro com um pingente em um formato de flor.
A morena saiu do quarto radiante e falou, observando Damon que parecia bastante entretido no filme que passava na televisão. Quando ouviu o som das muletas contra o chão, ele soube que ela estava pronta. Olhou-a de soslaio, e sorriu ao notar o quão bela ela estava.
Levantou-se e disse, tentando ficar próximo dela. Mas a morena apenas desviou dele, caminhando para a cozinha. Elena tinha que resistir. Não poderia mais cair nos jogos dele. Iria ganhar aquilo de uma forma ou outra. Queria manter seu orgulho intacto e o faria a qualquer custo.
Os dois caminharam pela rua em silêncio, à procura de um táxi, que não demorou muito a chegar. Ao entrar, Elena sentou-se na janela, encarando as pessoas que andavam apressadamente pelas ruas. Damon sentou-se ao lado dela, e entrelaçou sua mão na da morena, que não conseguiu fugir do toque.
Ela voltou a olhar para a janela e ficou em silêncio, enquanto ouvia o rapaz ao seu lado dizer ao taxista o nome do shopping para o qual os dois iriam. Quando chegaram, ele a levou para Outback e puxou a cadeira para a morena, que sorriu, sem querer, com a atitude dele.
Eles sentaram-se e a morena já sabia o que queria. Amava a costela de porco deles, e certamente era aquilo o que ia pedir. Elena sentiu alguns olhares sobre ela, mas não ligou, estava mais interessada em comer. Olhou para o lado e viu um rapaz sorrindo de lado para ela, fazendo-a estranhar. A atendente apareceu e anotou o pedido dos dois, que havia sido o mesmo.
Damon a observava em silêncio, tentando decifrar a expressão da morena, que parecia ansiosa. Ele sorriu e perguntou, fingindo desinteresse:
— Gostou do lugar que escolhi? — Elena que esperava sua comida ficar pronta, apenas o olhou, abrindo um pequeno sorriso, e disse, dando de ombros:
— Sim, eu adoro o Outback — mas antes que ele pudesse fazer outra pergunta. O mesmo rapaz que sorrira para Elena apareceu na mesa dos dois e perguntou à ela:
— Oi — a morena o encarou, enquanto Damon apenas franzia o cenho. O rapaz sorriu para ela e prosseguiu:— Qual é seu nome? E seu número de celular? — Mas antes que ela pudesse responder, o moreno encarou o rapaz incrédulo e disse, sibilando:
— Ela já tem namorado — Elena o encarou confusa, e disse:
— Eu não fui informada sobre essa atualização de status — ela mal pôde acreditar que ele realmente havia dito aquilo. Elena tentou conter o riso e olhou para o rapaz, dizendo:
— Prazer, meu nome é Elena — ela falou estendendo a mão para ele. Damon arregalou os olhos e sentiu um formigamento estranho percorrer seu corpo, desde a nuca até a ponta dos dedos. Ele levantou rapidamente e disse, dando a volta na mesa:
— Vamos embora daqui! — Ele falou quase gritando. O rapaz puxou a morena da cadeira, que pensou em protestar mas achou melhor não fazê-lo. Sabia que Damon estava irritado e achou melhor não provocá-lo mais. Os dois saíram andando pelos corredores e ela sorriu ao ouvi-lo murmurar:
— Não respeitam mais as mulheres alheias... — A morena apenas sorria enquanto seu interior fazia uma dancinha da vitória.
Um mês passou rapidamente e agora Elena encontrava-se diante do espelho encarando o próprio reflexo com um sorriso. Finalmente havia se livrado das muletas e agora sentia-se bem.
Ela virou-se no espelho, avaliando o vestido que ganhara de Rebekah há duas semanas. Aquele seria o vestido que ela usaria para o casamento, pelo o que sua amiga dissera, cada uma das dançarinas teria um vestido diferente. E o dela era um vestido azul claro da Elie Saab.
Elena saiu do quarto brincando com o tecido do próprio vestido. Notou que Damon também estava pronto. Ele usava um terno preto e uma camisa de linho branca. Ele a olhou, maravilhado, e disse, ficando um pouco mais próximo:
— Você está linda — falou a avaliando com um sorriso torto. A morena sentiu suas bochechas esquentarem e disse, brincando com o tecido do vestido de seda fina.
— Obrigada — falou timidamente. Droga, olhe para ele! Sua consciência exigiu nervosamente. Ela o olhou e ele perguntou:
— E a Barbie? — Ele perguntou olhando em volta.
— Ela vai com Klaus e disse que podíamos ir na frente — a morena disse simplesmente. Damon assentiu e apenas enlaçou-a pela cintura, puxando-a para porta do apartamento.
O caminho até a igreja não foi muito longo. O sol brilhava por sobre os grandes prédios de Nova York, e Elena observava àquela cena com um sorriso de canto. Ela olhou para Damon de soslaio e respirou fundo.
Eles estavam juntos há um pouco mais de um mês e ele mal parecia disposto a pedi-la em namoro. Ela bufou irritada e voltou a olhar para fora da janela. Não demorou muito para que os dois chegassem ao casamento. Damon e Elena sentaram-se um ao lado do outro e ficaram em silêncio, observando a igreja repleta de pessoas.
O casamento foi mais rápido do que ela esperava. Depois de saírem da igreja, ela e o rapaz se dirigiram para o buffet. Ao chegarem lá, Elena quase caiu de costas diante da vastidão e beleza do lugar que via. Havia várias mesas espalhadas pelo grande salão, com toalhas em tom de pérola e pequenos castiças de cristal, nos quais estavam belas velas rosas.
Acima deles, um enorme candelabro de cristal iluminava grande parte do ambiente. Em um palco, uma banda tocava uma música lenta, perfeita para os casais presentes no casamento. As pessoas estavam começando a chegar, escolhendo seus respectivos lugares.
Elena e Damon sentaram-se na mesma mesa que Klaus e Caroline, que conversavam animadamente. Damon sorriu para Elena e perguntou, a olhando:
— Acho que esses dois ainda irão ficar juntos — ele sussurrou contra o ouvido da morena, fazendo-a arrepiar-se diante daquela proximidade.
Rapidamente, o momento da dança entre os amigos de Rebekah chegou. Damon puxou a morena delicadamente e levou-a para a pista com um sorriso travesso no rosto.
Depois da dança, os dois foram abraçados para a mesa. A morena sentou-se e eles estavam prestes a beijar-se quando foram interrompidos pelo som de uma voz assustadoramente familiar para Elena.
— Olha se não é Elena Gilbert — Miranda questionou ironicamente. Elena sentiu seus músculos retesarem e encarou sua mãe com a expressão chocada. O que ela estava fazendo ali? Damon observou confuso, tentando entender o que estava acontecendo. — Esse rapaz é seu novo namorado? — Perguntou olhando Damon meticulosamente.
Elena sentia seu estômago embrulhar. Nunca tivera um bom relacionamento com sua mãe, principalmente depois que escolheu casar com Kol, homem que sua mãe desaprovava em todos os sentidos. Depois dessa decisão da parte da morena, ela e Miranda cortaram relações. Mas ainda restava Katherine, irmã gêmea de Elena, que no momento estava ao lado da mãe das duas em silêncio.
Ela apenas olhou para Damon, que levantou-se, e disse, sem rodeios:
— Sou Damon Salvatore, e a senhora? — Ele perguntou realmente curioso. Miranda sorriu e disse:
— Sou Miranda, mãe de Elena. E essa é Katherine, irmã dela — a morena encolheu-se ao ouvir aquilo. Sabia que teria que explicar aquela situação a Damon depois. O rapaz olhou para a morena confuso e arregalou os olhos ao ouvir abela mulherdizer:
— E você é bem rápida não é mesmo, Elena? O Kol mal foi enterrado e você já está se engraçando com outro — Elena a olhou incrédula e disse, grunhindo:
— Não ouse dizer isso! Foi você quem casou dois meses do papai ter morrido! Pelo menos uma vez na vida não seja hipócrita! — Tudo estava perfeito, mas aquela mulher tinha que aparecer para arruinar o dia de Elena. A morena olhou para sua irmã gêmea, esperando que Katherine dissesse algo, mas ela apenas continuou em silêncio, como sempre.
— Eu, hipócrita! Não seja malcriada garota! Você foi a maior decepção da minha vida! Uma fracassada! Pelo menos Katherine me deixa orgulhosa, bem diferente de você — Miranda disse com um sorriso cruel nos lábios. Elena sentiu uma imensa vontade de chorar, mas se controlou.
— Escuta aqui, ela é sua filha, qual é seu problema? — Damon perguntou indignado.— Ela é uma mulher incrível, generosa, doce, boa e honesta... Bem diferente de você! — Damon disse com ironia. Miranda arregalou os olhos e Elena tentou conter o riso que ia escapar por entre seus lábios, assim como Katherine, que tinha um sorrisinho de lado no rosto.
Miranda bufou irritada e simplesmente saiu andando. Damon sorriu para sua morena e questionou, verdadeiramente preocupado:
— Você está bem?
— Sim... Ela já não me afeta mais — Elena disse dando de ombros:— Damon, essa é minha irmã, Katherine — a morena disse apontando para Katherine, que apenas sorriu e disse:
— Prazer — ele disse sorrindo para ela.
— O prazer é meu — Katherine disse sorrindo.— Eu vou roubá-la de você por alguns instantes, tem problema?
— Não, pode conversar com ela — o rapaz disse dando de ombros. Katherine puxou a irmã para um local isolado e questionou, cruzando os braços:
— Porque não me contou que estava namorando? — Elena suspirou pesadamente e disse, simplesmente:
— Porque eu e ele não estamos namorando – ela respondeu com tristeza. Já havia desistido daquilo. Katherine assentiu e disse:
— Bom, tenho que ir agora, foi bom ver você Lena .
— Também foi bom ver você, Kath – Elena disse abraçando irmã. Sentia falta de conversar com ela, mas nunca conseguia encontrar Katherine sem Miranda estar por perto para atrapalhar. A morena soltou a outra, que saiu andando com um sorriso no rosto.
Elena suspirou pesadamente e voltou para sua mesa, sentando ao lado de Damon, que conversava com Klaus. Sentia-se desanimada. A presença de Miranda havia a deixado nervosa e triste. Suspirou pesadamente e decidiu tentar esquecer aquilo.
O tempo passou rapidamente e logo Damon, Elena, Klaus e Caroline estavam em um dos restaurantes mais caros de Nova York.
— Você vai pagar a conta, Klaus – o moreno resmungou ao olhar os preços no cardápio.
— Tudo bem, seu sovina – o loiro comentou divertido, fazendo Damon revirar os olhos.
O jantar foi recheado de comentários sobre o casamento de Rebekah. Depois de terminarem, o moreno encarou Elena com um sorriso travesso e falou, pegando a mão da morena e disse:
— Klaus disse que esse restaurante tem um terraço, o que acha de irmos conhecê-lo? A morena sorriu e levantou-se, seguindo-o pelas escadas do restaurante. Eles subiram e ela ficou atônita diante da bela imagem de Nova York sob um ângulo completamente diferente.
— Isso é lindo – ela disse olhando para o Céu no qual a Lua brilhava. Sorriu e olhou para Damon, que parecia estranhamente nervoso. Suspirou pesadamente e continuou observando a imponência dos prédios de sua amada cidade.
— Elena – o rapaz a chamou, escondendo a pequena caixinha melhor. Ela o olhou, esperando que ele prosseguisse com o quer que fosse: — Eu... Eu gosto muito de você – ele falou passando as mãos pelos cabelos, andando de um lado para o outro sem parar. Parou de andar por alguns instantes, e respirou fundo. Oras, Salvatore, é um pedido de namoro, não pode ser tão difícil! Sua consciência esbravejou irritada.
Damon mordeu o lábio inferior e tateou a caixinha dentro de seu blazer. Não sabia como fazer aquilo. Ele não era o tipo de homem que pedia as mulheres em namoro. Mas precisa pedir Elena, preferia mil vezes aquilo à vê-la com outro homem.
Ele estava prestes a falar, mas travou novamente. Elena o observava confusa, tentando entender o que raios estava acontecendo com ele. Damon olhou para ela novamente e perguntou:
— Você quer namorar comigo? — Ele sussurrou. O que a impediu que entender o que ele dissera.
— O que você disse? – Ela questionou confusa. Ele respirou fundo e perguntou, agora alto o bastante para que ela ouvisse:
— Você quer namorar comigo? – Elena arregalou os olhos e sentiu-se emudecer. Não sabia o que dizer. Damon a olhava nervoso, esperando uma resposta da morena, que simplesmente começou a rir, deixando-o confuso. Ela colocou a mão sobre o peito, tentando parar de rir, mas não conseguia. Ela ofegou, em busca de ar, e ainda rindo, disse:
— Sim, é claro que sim! – Damon sorriu também e esperou que sua morena parasse com seu ataque de histeria.
Elena respirou fundo e se jogou contra seu mais novo namorado, abraçando-o pelo pescoço. Ele sorriu para ela e pegou a caixinha na qual estavam as alianças dos dois. Ele colocou a aliança no dedo dela, que fez o mesmo. A morena queria sair pulando por aí, mas controlou-se. Não esperava que ele realmente fosse pedi-la em namoro. Talvez ele tenha lhe pedido em namoro porque você o fez ficar com ciúmes. A consciência da morena disse de forma repreensiva, porém Elena apenas ignorou aquilo.
Eles desceram correndo para onde estavam e o rapaz a olhou com um sorriso divertido e perguntou:
— Você quer dançar comigo? — Ele perguntou estendendo a mão para a morena, que o olhou confusa e disse:
— Mas não tem música — ele sorriu e disse, digitando algo no celular. — Agora vai ter — falou simplesmente. Instantes depois, uma das músicas prediletas começou a tocar. Ela olhou em volta e notou que nas paredes do restaurante haviam várias caixas de som.
Ele começou a guiá-la pelo restaurante, enquanto a morena apenas deitou sua cabeça no ombro dele. Apesar de já ter dançado com ele várias vezes, aquela era especial, diferente. Poderia ficar ali o dia todo...
Depois que a música acabou, os dois se separam relutantes. Damon a olhou sorrindo e disse:
— Vamos para casa, o Klaus disse que vai levar a Carol para algum lugar especial – ele disse apertando a cintura de Elena com ambas as mãos. Ela sorriu para ele, e disse:
— Vamos sim.
O caminho até a casa de Elena foi rápido. Estranhamente, as ruas estavam mais vazias naquela noite. Damon abriu a porta do apartamento e deixou que ela passasse primeiro.
Elena acendeu as luzes e disse, depois de dar um selinho rápido em Damon:
— Vou tomar banho, já volto – a garota foi para o quarto e retirou o vestido, guardando-o em seu devido lugar. Ela ligou o chuveiro e entrou sob o mesmo com um sorriso enorme no rosto. Finalmente podia dizer que estava namorando com ele. Olhou para a aliança e sorriu ao notar que a mesma era de prata, seu metal predileto.
Depois de sair do banho, colocou sua camisola e voltou para sala, encarando Damon, que agora usava seu pijama azul. Ela sentou no colo dele, que sorriu para ela.
— Você fica bem... Interessante nessa camisola – ele disse com um sorriso safado, fazendo-a corar violentamente. Ele sorriu o para a namorada e perguntou: — Como nunca te vi com ela antes?
— Talvez eu não quisesse que você visse – ela disse sorrindo. Damon sorriu e puxou para um beijo. As línguas começaram uma batalha sem vencedores, enquanto as mãos dele subiam pelas costas da morena sem nenhum pudor. Ele puxou-a para mais perto, enquanto os dedos dela se enroscavam nos cabelos dele. A morena retirou a blusa dele, enquanto os lábios do rapaz desciam pelo pescoço da morena, inebriando-se com o odor que exalava.
As mãos dele desceram pelas coxas da morena. Ele decorava a textura da pela da morena enquanto seus lábios voltavam a exigir os dela. Elena desceu as mãos pela coluna do rapaz, encontrando, na pele dele, diversas cicatrizes.
Ele subiu novamente, deliciado com a maciez da pele de Elena. Seus lábios desceram pelo pescoço dela novamente, encontro o busto da morena, que o puxou para mais perto arfante. Os toques estavam a enlouquecendo.
Damon levantou a barra da camisola de Elena, retirando-a e jogando em qualquer lugar. A morena o puxou para outro beijo, enquanto as mãos dele a apertavam, subiam pela coluna da morena, que sentia o coração bater desesperadamente contra o peito. Ele estava prestes a desabotoar o sutiã da morena quando ambos ouviram o telefone tocar. O rapaz grunhiu irritado e separou-se de Elena, que levantou irritada e foi atender:
— Alô? – Perguntou olhando para Damon, que estava ofegante o sofá. E tudo o que ela ouviu depois foi:
— Prepare-se, Elena... O jogo vai começar.
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