Ensina-me a Amar

21 Million Dollar Man


Notas iniciais
>LEIAM, POR FAVOR!!! Oi pessoal, tudo bem? Primeiramente, gostaríamos de agradecer pelos comentários de todos vocês!! E também queria agradecer as recomendações de Camila Aparecida Jesus e Lara. Meninas, obrigada pelas lindas palavras!!! E como tivemos vários comentários e duas recomendações, a Gabi escreveu um super Dex para vocês!!! Esperamos que vocês gostem (:

You got that I don't wanna

That I don't wanna go no where

That lazy love

You got that I don't wanna

That I don't wanna do nothing

You got that lazy love (Hey)

Lazy Love — Ne-Yo

***

— Prepare-se, Elena... O jogo vai começar. — Elena não podia acreditar que tinha alguém lhe passando trotes àquela hora. Mas, algo dentro dela, algo mínimo naquele momento, lhe dizia que não era um simples trote.

— Ok, pode me ligar mais tarde? Estou um tanto ocupada. — Suspirou com um beijo que fora plantado em seu pescoço logo sentindo outros descendo por sua coluna nádegas e pernas. As mãos do Damon não deixavam seu corpo. Agora elas acariciavam suas pernas intercalando com beijos. Mal percebeu que a linha já estava muda e que a pessoa do outro lado provavelmente não ouvira. — Ah, Damon. — Gemeu, colocando desajeitadamente o fone no gancho.

Damon apertava as coxas de Elena enquanto plantava pequenos beijos na parte traseira de suas pernas. Aquilo era tão sensual que Elena mal conseguia raciocinar. Sabia que devia chegar ao quarto, antes de qualquer coisa, mas não sabia se conseguiria se mover. Damon acrescentou pequenas mordidas e chupões naquela área, queria marcá-la como dele em todos os lugares.

— Tão macia... — Damon murmurou com a voz rouca de excitação. Suas mãos lentamente serpentearam pelo corpo de Elena por dentro da camisola fina, fez uma parada especial nos seios da morena beliscando os mamilos. Suas mãos continuaram subindo até tirá-la de Elena.

O moreno ofegou, quando viu as costas nuas da mulher a sua frente. Seu olhar desceu um pouco e pôde contemplar o diminuto pedaço de renda que se perdia entre as nádegas de Elena. Não resistiu a tentação e apertou com força aquele local. Elena gemeu alto, confirmando a ele que estava completamente entregue ao desejo.

Elena sentiu a urgência de beijá-lo. Virou-se de frente e Damon suspirou com visão dos seios expostos. Não eram grandes como das muitas mulheres com quem dormiu, mas incrivelmente lhe chamavam e clamavam por sua atenção. E ele daria, mas antes tinha que lavá-la ao quarto.

Não gostaria de ser interrompido ou que alguém viesse a ver algo que não deveria. Ele poderia ser tudo, menos exibicionista.

— Vamos para o quarto. — Damon não esperou resposta. A pegou colo e levou para seu quarto. Naquele momento não queria fazer amor — tudo bem, até em sua mente aquilo soava ridículo — com Elena na mesma cama que ela dormiu com o cretino. Sim, tinha ciúmes de Kol, mas não admitiria isso, nem sob tortura, mesmo porque, não era somente ciúmes, ódio e uma intensa vontade de lhe cortar a garganta poderiam ser acrescidas na mistura. Apesar disso, a ideia era tentadora.

Elena remexeu no colo de Damon e ele a colocou no chão. No segundo seguinte ele era prensado a parede do corredor e uma Elena faminta o beijava avidamente.

Elena quebrou o beijo e fez um som de reprovação.

— Você está muito vestido. — Damon não pode evitar o sorriso malicioso que tomou conta de seu rosto. Mesmo com o tom sexy em sua voz, Elena ainda parecia incrivelmente delicada e vergonhosa.

— Você acha? — Era uma pergunta retórica. Damon deu um passo a frente, se desencostando da parede. Com um único movimento, arrancou a camiseta do pijama e sorriu para a morena a sua frente que mordia os lábios admirando o peitoral definido. Enganchou os polegares no cós da calça, mas antes que pudesse tirá-la, sentiu as pequenas e macias mãos de Elena o impedirem.

—Deixe que eu o faça. — Ela sorriu. Um sorriso que Damon nunca havia visto. Mas que era tão sensual que quase o fizera entrar em combustão instantânea.

Elena tirou as mãos de Damon da calça e a abaixou, indo com ela e ficando de joelhos em frente ao moreno. Damon, agilmente, tirou os pés das calças, ficando apenas de cueca boxer. Elena, assim como Damon, subiu as mãos pelas pernas torneadas, acariciando. Num ato de extrema coragem beijou-lhe o topo das coxas, muito próximo ao seu atual objeto de desejo.

Raspou as unhas na pele sensível da parte interna de suas coxas. Damon soltou um suspiro de aprovação. Ainda de joelhos, Elena plantou um beijo em seu abdômen. Mordiscou a pele da região. Damon gemeu levemente. Elena repetiu o ato mais algumas vezes, fazendo um circulo imaginário a volta do umbigo de Damon. E então, como num estalo, ele percebeu:

Ela estava jogando.

O sorriso provocador que ele conhecia tão bem estava presente ali. Juntamente ao brilho malicioso em seus olhos.

Ainda com o olhar ligado ao dele, Elena lambeu o abdômen de Damon, para logo após plantar um beijo rápido sobre a crescente ereção do moreno. E adorou ver os olhos de Damon arregalarem-se em surpresa.

Damon não podia acreditar no que acabara de ver. Ela nem ao menos ficou vermelha! Não conhecia esse lado de Elena, mas jamais reclamaria. Secretamente até torcia para que a coragem da mulher fosse além disso. Porque, no momento em que os lábios dela o tocaram lá, sentiu tudo em seu interior se comprimir e a cueca apertar seu membro, que implorava para um contato maior.

Com urgência, Damon puxou Elena e a colocou de pé e atacou seus lábios, num beijo quente. Inverteu as posições e agora Elena era pressionada contra a parede. A boca de Damon passou para seu pescoço, deixando fortes chupões no local. A atitude de Elena, o excitara mais do que ela poderia imaginar.

Não se deteve ali, desceu pela clavícula, traçando uma linha em diagonal para os seios de Elena. Beijo-os delicadamente, fazendo Elena gemer. Mordiscou os mamilos turgidos, primeiro um e depois o outro, sentindo o pequeno corpo da morena tremer e ela resfolegar.

— Hum, Dam. — Elena estava completamente entregue ao desejo e a boca habilidosa de Damon. Ele estava sendo tão delicado e ela apreciava isso. Mas aquela lentidão estava deixando-a impaciente.

Estava há muito tempo sem fazer aquilo e, naquele momento, não queria que as coisas fossem devagar.

Seus dedos se infiltraram no cabelo do moreno, puxando e forçando a boca dele contra seus seios e em seguida arqueando as costas para que obtivesse um contato de maior intensidade. Damon entendeu o recado, mas continuou com os movimentos leves. Um gemido descontente deixou os lábios da Elena.

Com as mãos forçou os ombros de Damon que, pego desprevenido, separou-se de Elena.

— Quarto. Agora. — Comandou, antes de pular sobre o moreno e beijá-lo com ardor.

Caminharam às cegas até encontrarem o quarto de Damon. Elena bateu a porta com o pé, ainda sem deixar os lábios do moreno. Com o dedo indicador, empurrou o corpo de Damon até encontrar a cama, fazendo cair sobre ela. Claro, que não conseguiria tal coisa se o major não permitisse.

Damon estava muito surpreso — e satisfeito — com esse comportamento de Elena. Mesmo que estivesse disposto a tentar fazer as coisas lentamente.

O beijo tornava-se cada vez mais urgente, enquanto ele a puxava para mais perto. Virou-se na cama, ficando por cima, e tomou os lábios dela novamente. Com um sorriso sacana no rosto, desceu seus lábios por outras regiões do corpo dela. Beijou-lhe um dos mamilos, fazendo-a se contorcer na cama. Mordiscou o mamilo, com delicadeza, arrancando um gemido languido dos lábios de Elena.

Ela arqueou o corpo para frente, tentando tornar o contato mais intenso, porém, Damon permaneceu com os movimentos leves. Ele passou a língua pelo mamilo lentamente e depositou outro beijo na região. Elena mal conseguia respirar.

Com um sorriso depravado, ele desceu os lábios pela barriga de Elena, dando alguns chupões na pele da morena, que sentia o corpo em chamas diante daquela aproximação.

Ainda sorrindo, retirou a calcinha dela lentamente, jogando-a para um canto qualquer. Voltou a beijá-la, embrenhando suas mãos pelos cabelos da morena. Elena estava impaciente, mal conseguia controlar o desejo que sentia.

Soltou um gemido alto ao sentir os lábios de Damon contra sua intimidade. Cada terminação nervosa de seu corpo pulsou ao senti-lo contra seu clitóris. Jogou a cabeça para trás, sentindo todo seu corpo agir por contra própria. Damon beijou-lhe delicadamente a intimidade, sentindo sua ereção aumentar ainda mais.

Passou a língua lentamente, enquanto Elena gemia ainda mais alto. Ela agarrou-se aos lençóis, sentindo seu corpo pulsar exigindo por mais. Os movimentos da língua dele tornavam-se cada vez mais intensos, e ela mordia o lábio inferior sentindo seu corpo pegar fogo. Jogou o corpo para frente, tentando intensificar as sensações, os toques dele.

Damon partiu para outros lugares, não queria apressar as coisas. Seus lábios subiram pelos seios dela, indo em direção ao pescoço da morena, que estava farta de esperar.

— Dam — gemeu languidamente. Sentindo o desejo dominar seu corpo. Ele levantou, retirando a boxer que usava e liberando sua ereção. Levantou o braço e tateou cegamente, até encontrar o criado mudo. Abriu-o e procurou, com as mãos, uma camisinha.

Colocou-a, rapidamente, e beijou Elena novamente. Ele embrenhou os dedos pelos cabelos dele, o puxando para mais perto, e moveu a cintura para cima, implorando, silenciosamente, por ele. Ávido por mais, ele a penetrou fazendo-a gemer alto. Elena mordeu o lábio inferior, enquanto ele permanecia parado dentro dela.

Damon apenas sentia e apreciava a sensação de estar dentro de Elena. Não imaginou que seria tão bom e tão... acolhedor.

Teve que controlar a respiração por alguns momentos, antes de prosseguir. Respirou fundo algumas vezes e então iniciou um movimento leve. Queria aproveitar cada segundo daquilo. Do interior quente de Elena. Um suspiro de prazer saiu de seus lábios.

A imagem a sua frente era além de estimulante. Elena mordia o lábio inferior para conter seus gemidos e observava atentamente a junção de seus corpos. Não sabia se era apenas por todo o tempo que ficara sem sexo, mas sentia que poderia explodir a qualquer momento.

Os movimentos lentos de Damon a enlouqueciam, ela queria mais. Mais rápido, com mais força. Nada de delicadeza. Ela não precisava de delicadeza, não naquela hora.

A morena levantou seus quadris de encontro a Damon, incentivando-o a ir mais rápido e consequentemente mais fundo. Mas, Damon apreciava cada pequena sensação que lhe era proporcionada e não tinha a intensão de mudar o ritmo que estabelecera. Elena grunhiu em agonia.

— Damon. — Sua voz era manhosa, com aquele tom persuasivo. Damon sabia do que ela necessitava, e também queria aquilo, mas não perderia a chance de torturar a mulher que nunca perdia a compostura.

— O que quer, Elena? — Sua voz não saiu firme como desejava, mas surtiu efeito. A morena gemeu de forma desesperada. Num piscar de olhos, Elena se encontrava apoiada sobre os joelhos, com Damon entre suas pernas, as costas contra o colchão e seus corpos ligados. Elena se inclinou para ele, e rebolou lentamente.

— Eu quero forte, sem delicadeza. — Mordiscou o lábio do major, que gemeu em aprovação. A voz dela era carregada de uma sensualidade que Damon não tinha conhecimento. Ele gostava daquela Elena desinibida. Muito.

Elena elevou o quadril para logo em seguida descer com força. A morena gemeu alto com o choque das peles. Repetiu o movimento outra vez, apenas saboreado a sensação.

Damon não pôde se conter. Ergueu seus quadris e empurrou contra Elena, ao mesmo tempo em que a morena descia os seus de encontro a ele. Aquele contato os fez gemer alto.

Iniciaram um ritmo quase frenético. Seus corpos se chocavam com força, enviando ondas de prazer por seus corpos. Os gemidos de Elena eram altos. Damon soltava grunhidos, observando a parte onde seus corpos se conectavam. Para ele, era das imagens mais excitantes que vira.

Elena tinha os olhos fechados e respirava com dificuldade. Todas as terminações nervosas de seu corpo pareciam estar ligadas aquela parte de seu corpo ligada a Damon.

Longos minutos se passaram e, por mais que quisesse, não aguentaria mais ficar naquela posição. Precisava mudar.

Damon, como se pudesse ler pensamentos, levantou os quadris de Elena e comandou:

— Fica de quatro, agora. — Sua estava rouca de êxtase.

Elena obedeceu sem questionar. Logo em seguida, Damon se pôs atrás dela e penetrou novamente. Com força. Elena gritou.

O moreno entrava e saia com força, segurando a cintura de Elena, ele a puxava de encontro a ele. Uma de suas mãos prendeu os cabelos de Elena num rabo de cavalo, fazendo com sua cabeça ficasse jogada para trás.

Estavam inebriados, gemiam alto. O barulho de seus corpos se chocando era como um grande estimulante para ambos.

E, então, mais cedo do que gostaria, Elena sentiu suas entranhas se contraírem e deliciosa sensação tomar seu baixo ventre, enviando, por todo seu corpo, pequenas descargas de adrenalina. Os tremores vieram em seguida e ela gemeu incoerente o nome de Damon.

Esse, por sua vez, aumentou a intensidade de suas investidas, ao sentir o a feminilidade de Elena apertá-lo. Então, os músculos de suas pernas enrijeceram e seu membro pulsou. Continuou a empurrar contra o corpo da morena. Gozou chamando por Elena.

Ficaram alguns segundos, talvez minutos, na mesma posição, sentido os resultados dos orgasmos obtidos. Elena não tinha dúvida: foi o melhor sexo que tivera em toda a sua vida e agradeceria por toda a sua vida se pudesse ter mais a cada dia que se passasse.

Damon caiu sobre Elena, ainda com seu membro no interior da morena. Nunca imaginou que algum dia poderia estar ali, em seu quarto, desfrutando de um orgasmo incrível, com uma mulher incrível e que essa mulher seria a Doutora Elena Irritante Gilbert.

— Sabe... — Elena quebrou o silêncio, com sua voz ofegante. — Foi o melhor sexo que tive em muito tempo. E, acabei de perceber, que nunca havia tido um orgasmo de verdade. Esse foi... — Suspirou, sem encontrar palavras. O peito de Damon se encheu de um orgulho quase neandertal, por saber que fora o único que lhe dera um orgasmo de verdade. Nem Kol o fizera, e aquilo o deixava satisfeito num nível que era quase impossível descrever.

— Incrível?—Ele perguntou depositando beijos pelos ombros de Elena. Ela apenas assentiu e suspirou outra vez. Aquilo estavam a aquecendo outra vez. — E eu fico feliz que tenha te dado o seu melhor sexo. Muito mais do que possa imaginar. — Fez uma pausa. — Mas ainda não terminei. — Investiu contra Elena, que estava ainda mais apertada naquela posição. A morena sorriu maliciosamente. — Espero que tenha energia para mais alguns rounds. — Damon mordisca a clavícula de Elena.

— Energia é o que não me falta, major. — Elena murmurou. E, pela primeira vez, o jeito com que pronunciou seu título o agradou. Instantaneamente seu membro semiereto endureceu completamente dentro dela.

A noite estava apenas começando...

Elena abriu os olhos preguiçosamente e virou-se na cama, deparando-se com o rosto de Damon, que a encarava sem nenhuma espécie de pudor. Sorrindo, ela murmurou:

— Bom dia — ele sorriu e respondeu:

— Bom dia — ele respondeu a olhando. Ela se remexeu na cama, ficando mais próxima do namorado. Elena o olhou de soslaio, tentando identificar algo no olhar dele, mas o rapaz permaneceu em silêncio.

Olhou-a, por alguns instantes, e disse, descendo a mão pela cintura da morena, que sentiu todo seu corpo eletrificado pelo toque dele. Ele sorriu de lado e falou:

— Temos que levantar — apesar de não querer sair de perto dela, precisava comprar uma nova cama para sua morena. Não a queria perto de nada que fosse relacionado a Kol.

Elena o olhou e falou, subindo a mão pela nuca de Damon:

— Não precisamos levantar agora — murmurou ficando ainda mais próxima dele. Era praticamente impossível resistir a ela. Elena era como uma espécie de imã que o puxava com uma força quase inacreditável. Aquela mulher havia o fisgado, na verdade. Mas ele jamais admitiria aquilo em voz alta.

Elena não queria ficar distante dele. Adorava a presença dele... Talvez mais do que devesse. Mas como poderia controlar-se? Damon era simplesmente irresistível. Ele a olhou com um sorriso torto e falou:

— Eu prometo que depois te recompenso — disse verdadeiramente. Pretendia fazer aquilo de todas as maneiras imagináveis. Elena o olhou e disse, suspirando:

— Tudo bem... Mas porque quer tanto levantar?

— Eu quero comprar uma nova cama para você — ele disse levantando e caminhando em direção ao armário onde estavam suas roupas. Ela sorriu e disse:

— É uma excelente ideia! Não quero nada que seja dele — disse estremecendo. Apenas queria esquecer aquele homem. Se ele havia fingido estar morto, que seja. Ele estava morto, pelo menos para ela.

Damon sorriu para ela e questionou, com um sorriso safado:

— O que acha de tomar banho comigo? — Ele perguntou a olhando com malícia. Elena sorriu e disse, levantando:

— Hoje não, Salvatore. Vou preparar o café — disse o dando um selinho rápido. Ela se enrolou em um dos lençóis, abriu a porta e olhou para fora, sorrindo ao notar que não havia ninguém no corredor. Foi correndo para seu quarto e fechou a porta atrás de si, com um sorriso de júbilo no rosto.

Arrumou-se rapidamente e saiu do quarto com um sorriso enorme no rosto. Foi direto para a cozinha. Decidiu fazer panquecas. Depois de algum tempo, colocou o café e o leite, já quentes, sobre a mesa, e depois colocou as panquecas.

Damon surgiu do quarto com um sorriso no rosto. Ao olhar para mesa do café da manhã, ele disse:

— Uau, vejo que você está de bom humor — ele disse sorridente. A morena revirou os olhos e sentou-se à mesa, esperando que ele fizesse o mesmo. Olhou em volta e sorriu ao notar que City estava dormindo em um canto.

— Onde está a Barbie? — Ele questionou olhando em volta. Dei de ombros e falei:

— Provavelmente dormindo, ela deve ter chegado tarde ontem à noite — disse com um sorriso divertido. Damon sorriu e logo pensou na possibilidade de ligar para Klaus, apenas para saber se algo havia acontecido entre ele e Caroline.

Ele mordiscou uma das panquecas de Elena, deliciando-se com o sabor. Analisou o rosto dela, redecorando cada traço. Como Kol pôde deixar uma mulher como ela?

Ele jamais admitiria em voz alta, mas Elena era tudo o que ele sempre sonhou em uma mulher. Ela possuía algo de tão singular... Tão único. Apesar de irritante e mandona, ela era doce e carinhosa quando queria.

Gostava quando ela cantarolava pela casa, mesmo quando se tratava das músicas irritantes da Celine Dion. Sorriu e bebericou um pouco de café. Olhou-a novamente e assustou-se ao ouvir o som de celular tocando. Atendeu-o rapidamente:

— Alô? –

— Oi Damon, aqui é o Alaric, preciso conversar com você – Alaric disse olhando para o relógio. O moreno suspirou e disse:

— Tudo bem, logo eu estarei aí – falou simplesmente. Antes de ir para a casa de Alaric, ele iria comprar a nova cama de Elena.

Depois de tomar café, terminou de se arrumar e saiu rapidamente, deixando a morena sozinha assistindo a uma maratona de Friends na televisão. Damon saiu do prédio e sinalizou para um táxi que passava no momento.

Entrou e deu ao homem o endereço de um antiquário que conhecia desde pequeno. Entrou rapidamente e escolheu uma cama de mogno marrom com alguns detalhes na cabeceira. Ficou aliviado ao saber que a cama seria entregue no final daquela semana. O que o incomodava era saber que Elena teria que dormir naquela cama enquanto a outra não chegasse. Mas talvez aquela situação não fosse tão difícil assim de mudar...

Depois de fazer o que devia, partiu em direção à casa de Alaric. Quando chegou lá, tocou a campainha esperando que o outro atendesse, o que logo aconteceu.

— Olá, Damon — o loiro disse simplesmente, deixando que o outro entrasse.

— O que houve? – Damon questionou curioso. Alaric o olhou e disse:

— Sente-se, por favor – o moreno obedeceu, sentando-se no grande sofá. O loiro o olhou e questionou:

— Lembra quando eu lhe disse que seus pais haviam perdido todo o dinheiro deles? – Damon assentiu mecanicamente. Como poderia esquecer?

— Aquilo foi uma mentira – Alaric sussurrou. — Seus pais nunca perderam o dinheiro. Quando eles fizeram a herança, declararam você e Stefan os herdeiros de tudo o que eles tinham, e me declararam tutor legal do dinheiro de vocês. Mas um mês depois Stefan morreu e você desandou. Eu sabia que não podia deixar tanto dinheiro em suas mãos, então o guardei em uma conta – ele disse olhando para Damon, que questionou, quase gritando:

— Porque você fez isso? Eu tinha direito a essa herança!

— Eu sei disso! Mas se eu lhe desse tanto dinheiro há dois meses você o gastaria em pouco tempo! Eu te conheço Damon, sei bem sobre suas imprudências — Alaric disse cruzando os braços. O outro calou-se diante daquilo. Sabia que Alaric tinha razão. Ele realmente gastaria todo aquele dinheiro...

— E o que te fez mudar de ideia? – Ele questionou murmurando.

— O fato de você estar com Elena Gilbert... Klaus me ligou para contar e eu percebi que era o momento perfeito para você saber a verdade. A Elena é uma mulher incrível e honesta... Eu sei que ela irá controlar seus gastos e não irá permitir que você gaste todo o dinheiro — Damon o olhou de soslaio, e novamente viu-se sem argumentos.

Apesar de saber que o outro estava certo, não iria admitir aquilo em voz alta! Mordeu o lábio inferior:

— Qual é o número da conta? — Perguntou, mais murmurando do que dizendo. Alaric suspirou, levantou e pegou uma série de papéis. Entregou-os a Damon e disse:

— Aqui está o número da conta... Quando for ao banco, dê ao gerente seus documentos, então sua conta estará aberta para depósitos, transações e tudo mais — Alaric disse simploriamente. Damon olhou para os papéis:

— O que farei com esse dinheiro? — Perguntou-se, mas esperava que seu amigo respondesse também:

— Honestamente, eu não sei... Só espero que você não gaste todo o dinheiro — ele disse olhando para Damon, que apenas levantou-se e disse:

— Okay. Tchau — não esperou que o outro respondesse. Apenas saiu apressadamente. Pegou um táxi, enquanto ainda pensava no que faria. Sabia que teria em mãos uma grande quantidade de dinheiro. Porém, também sabia que iria gastá-lo na primeira oportunidade.

Olhou para os documentos novamente e olhou pela janela do carro, observando as pessoas que passavam. Foi então que algo lhe ocorreu. Um sorriso surgiu em seus lábios e logo ele soube o que faria.

Chegou ao prédio mais rápido do que imaginara. Subiu e abriu a porta silenciosamente. Sorriu ao ouvir a risada angelical de Elena reverberando por todo ambiente. Adorava aquela risada.

— Oi — ele disse sentando ao lado dela. A morena o olhou e sorriu de lado para ele:

— Oi, você comprou minha nova cama? — Ele apenas assentiu e pediu, segurando a mão de Elena:

— Precisamos conversar — ao ouvir aquilo, ela sentiu um arrepio subir por sua coluna. O olhou, e ele começou a explicar tudo. Falou sobre seus pais, sobre a herança, sobre a mentira de Alaric, e concluiu falando sobre a herança milionária que havia herdado.

Elena ouviu a tudo boquiaberta. Mal pudera acreditar no que tinha escutado. Sentiu a garganta fechar quando uma ideia sombria lhe passou pela mente. E se ele preferisse o dinheiro a ela? E se a deixasse para farrear e gastar toda a quantia com prostitutas?Sentiu um forte aperto contra seu peito e respirou fundo, tentando se controlar.

O olhou e perguntou:

— O que irá fazer agora? — Sua consciência implorava pela resposta. Ele a olhou e disse:

— Eu vou deixar o dinheiro na minha conta — mentiu. Não queria dizer a ela o que pretendia fazer com o dinheiro. Elena respirou aliviada e disse, sorrindo:

— Realmente, é a coisa certa a ser feita.

Para ela, o saldo na conta bancária de Damon não fazia a menor diferença, não mudava o que ela sentia por ele. Ele a olhou e perguntou, fingindo desinteresse:

— Quando é seu aniversário? — Ela o olhou, franzindo o cenho, e respondeu:

— 28 de Novembro — respondeu simplesmente. Ele fez as contas mentalmente e percebeu que faltava pouco menos de um mês para o aniversário de sua morena.

Ele sorriu para ela, já pensando no que iria dar de presente, e falou:

— E sua avó, faz tempo que não a vejo... — Comentou brincando com os dedos de Elena. Ela olhou-o, e disse:

— Ela foi resolver uns problemas no Texas, mas volta em uma semana — disse simplesmente. Só então percebeu que teria muitas novidades para contar a Ester. Sorriu de canto e olhou para Damon novamente, que levantou-se, e falou:

— A Barbie está no quarto dela? — Elena o olhou e apenas assentiu. Ele virou-se, sobre os calcanhares, e foi até o quarto de Caroline. Bateu na porta duas vezes e esperou que ela abrisse, o que não demorou.

— Diga — ela falou olhando para Damon. Sem sequer pedir permissão, ele entrou no quarto da morena e explicou tudo aquilo o que havia acontecido. E depois, pediu a ela algumas informações das quais iria precisar.

— Tenho que ir ao banco, já volto — falou dando-lhe um rápido selinho. Elena sorriu e disse:

— Tchau — o observou enquanto ele saia pela porta. Ela suspirou e voltar a prestar atenção ao que passava na televisão. Damon apertou o botão do elevador e esperou que o mesmo chegasse.

Desceu rapidamente caminhou a passos rápidos. Olhou em volta e caminhou rapidamente. Sabia que havia um banco perto do Central Park, e ele não demorou muito para chegar ao lugar.

Entrou no banco e foi atrás de informações:

— Olá, eu preciso fazer uma transferência — falou para um dos funcionários do banco.

— Você precisa falar com o gerente, suba essa escada, é a primeira porta à direita — ele fez o que o funcionário disse. Subiu as escadas e bateu na porta da sala do gerente. Entrou e explicou a ele o que queria fazer:

— O senhor tem certeza absoluta de que deseja fazer essa transferência? — O gerente questionou o olhando. Damon apenas assentiu, impaciente e falou:

— Sim.

— Tudo bem — falou simplesmente.

Depois de vários processos burocráticos, ele pôde transferir o dinheiro. Colocou nos papéis o número da conta bancária de Elena, e depois, simplesmente assinou-os...

Notas finais
E então? Gostaram? Ficaram surpresos com a atitude de Damon? Se tivermos vinte e cinco comentários irei dar a vocês um spoiler do que irá acontecer no próximo capítulo. O que vocês acham? Então, comentem amores!!!