Ensina-me a Amar
17 Smells Like Roses To Me
Notas iniciais
Smells like roses to me
Two young lovers at sea
Tastes so bitter and so sweet
You're my bang, together we go bang bang bang
Bang bang bang
Bang bang bang
Oh oh, oh oh
Roses — Emeli Sandé ft. James Arthur
***
Elena sentia cada músculo de seu corpo relaxar, levando-a para um mundo desconexo, sem sentido. Era como se ela estivesse se afogando em um oceano vasto e imenso. Sentia-se sendo carregada pela água, que a levava para cada vez mais longe da superfície.
Várias luzes brilhavam acima dela, enquanto sentia a consciência se esvair do seu corpo lentamente. Ouvia vozes, mas era incapaz de distingui-las, ela sentia frio, mas não conseguia compreender bem por que. Sua mente girava, enquanto a fraqueza dominava todo seu ser...
— Vamos lá, senhorita, aguente firme, estamos quase chegando -ouviu alguém dizer, mas não soube dizer de quem era aquela voz. Podia ouvir vários sons, mas não conseguia entende-los. — Ela está perdendo muito sangue, falta quanto tempo para chegarmos ao hospital? — Ouviu a mesma pessoa questionar.
A morena sentia-se extremamente confusa, não sabia onde estava, mas sentia seu corpo doer, mais precisamente, sua perna. Sentiu-se sendo levada para algum lugar, sentia o frio dominar seu corpo com força, a levando para um lugar ainda mais distante
O oceano a sua volta parecia envolvê-la cada vez mais, a puxando para uma região mais profunda. Era como se ela estivesse sendo carregada, não tinha mais forças para lutar. Sentindo-se estranhamente sonolenta, a morena fechou os olhos.
Elena sabia que haviam pessoas ao seu redor, mas ainda assim, sentia-se sendo levada para longe, para um lugar pacífico e calmo. Sua respiração era leve, calma e estável. Sua consciência transitava entre desperta e semiconsciente.
Várias memórias passavam por sua mente, e a grande maioria delas se relacionava a ele.O homem que roubara dela dos anos de sua vida, que mentira e a enganara sem sequer sentir remorso. Elena queria se estapear por estar lembrando-se dele, mas ainda assim, as memórias rondavam sua mente.
Subitamente, velhas memórias uniram-se a novas, formando algo confuso, mas ainda assim, real. Elena lembrou de quando conhecera Damon, há mais de um mês. Lembrou-se das brigas estúpidas e sem fundamentos, das conversas civilizadas, do sorriso que ele sempre mantinha ao conversar com ela... Lembrou de quando quase o beijou, e de como desejava com todas as suas forças, beijá-lo, de fato. E daquela vez, o oceano que a rodeava levou-a de volta para a superfície.
A morena sentia todos os seus músculos dormentes, e não conseguia decifrar a razão para aquilo. Em sua mente, um turbilhão de pensamentos a dominava incessantemente, deixando-a levemente confusa. Lembrava de ter descoberto a verdade sobre Kol, lembrava de estar andando em direção alguma, e de repente, viu dois homens lutando um contra o outro. Um deles estava armado, e a arma acabou disparando, e a acertando.
Foi então que compreendeu tudo. Ela estava no hospital, provavelmente na sala de cirurgia. A garota sentia-se sendo trazida para superfície. Até que finalmente, o oceano a sua volta, secou, e ela voltou à superfície. Porém, por mais que tentasse, não podia abrir olhos.
— Ligue para algum parente dela, por favor — o médico disse olhando para a enfermeira que observava a cirurgia. A mulher assentiu e caminhou para fora do quarto, deixando o médico terminar a cirurgia.
...
Damon andava de um lado par ao outro da sala, completamente agitado. Onde estaria Elena? Essa pergunta não saia de sua mente. Ele sentia-se completamente agitado. Será que algo havia acontecido com ela? Sua mente o perguntava, deixando-a ainda mais frustrado. Não queria pensar na possibilidade de Elena machucada, aquilo fazia sua garganta fechar.
Damon expulsou aqueles pensamentos de sua mente, tentando ficar calmo. Mas por mais que ele tentasse, sua mente sempre voltava para Elena. Assustou-se ao ouvir o som de seu celular tocando, e o atendeu rapidamente.
— Alô? — Ele questionou torcendo para ouvir a voz de Elena do outro lado da linha, porém, sentiu a decepção o atingir ao perceber que não era ela. Suspirou esperando resposta:
— Olá, estou falando com o senhor Damon Salvatore.
— É ele mesmo — o rapaz disse sentindo um arrepio suave percorrer sua espinha. Respirou fundo algumas vezes, prestando atenção ao que a mulher dizia.
— Aqui é do hospital St. Marks, o senhor é parente de Elena Gilbert? — Ao ouvir o nome de Elena, Damon ficou alerta.
— Sim, sou eu mesmo.
— Eu gostaria de informar que a senhorita Gilbert está aqui no hospital, e queria que o senhor viesse para cá o mais rápido possível.
Damon assentiu mecanicamente, sem saber exatamente o que fazer e murmurou:
— Eu já estou indo — o rapaz sequer esperou uma resposta do outro lado da linha, apenas desligou o celular. Sem fôlego, ele pegou seus documentos e foi até a casa de Ester, que abriu a porta com um sorriso, que logo fechou-se ao ver a expressão de Damon:
— Querido, o que houve? — A senhora questionou segurando a mão do rapaz com força.
— Não há uma maneira fácil de dizer isso, Ester — Damon começou delicadamente: — Mas o hospital me ligou, eles estão com Elena, parece que algo aconteceu com ela — o moreno disse com a voz completamente embargada. Ele segurava as lágrimas, tentando, a todo custo, manter a compostura.
— Meu Deus — Ester disse apoiando-se na parede. Seu rosto, antes oliva, agora assumia uma cor pálida. — Vamos para lá imediatamente — ela disse pegando sua bolsa e caminhando para fora do apartamento, sem sequer trancar a porta.
Não demorou muito para que ambos conseguissem um táxi, e o caminho foi completamente silencioso. Ele olhava para fora do carro, observando os casais que passeavam pelo Central Park, observava as crianças brincando com seus pais...
Quando finalmente chegou ao hospital, Damon caminhou rapidamente em direção a recepção, e disse:
— Eu quero saber sobre o estado de saúde de Elena Gilbert — ele disse encarando a recepcionista com um olhar duro e frio.
— Senhor, infelizmente eu não posso lhe dar esse tipo de informação, o senhor terá que aguardar — ela disse calmamente. O rapaz revirou os olhos e saiu andando em direção a Ester, que o observava com atenção.
— Ninguém nessa porcaria serve para nada! — Ele grunhiu. Ester revirou os olhos e disse:
— Tenha paciência, logo alguém aparecerá.
Depois de dez minutos, um médico alto e moreno surgiu de um corredor e questionou:
— Quem está acompanhando Elena Gilbert?
— Sou eu! — Damon gritou em meio as várias pessoas que estavam presentes na recepção naquele momento. — Como ela está? — Ele questionou se aproximando do médico.
— Ela foi baleada na perna, e por sorte a bala não rompeu a artéria femoral. Ela está sendo operada pelo nosso melhor cirurgião e podemos garantir que faremos de tudo para salvá-la. No momento, o estado dela não é muito grave, mas não podemos dar cem por cento de certeza, há várias variáveis que podem mudar a situação. Voltarei a falar com o senhor quando a cirurgia estiver terminada.
— Ela corre muitos riscos? — Damon questionou em um sussurro.
— Bem, a bala acertou a coxa de Elena, e em setenta por cento dos casos, isso acaba gerando embolia pulmonar — o médico disse tomando cuidado com as palavras — a embolia pulmonar é uma doença que impede o sangue de circular pelos pulmões, causando perda excessiva de oxigênio... E, infelizmente, não há garantias de que possamos neutralizar a embolia.
— Isso significa que ela pode morrer — ele murmurou mordendo o lábio inferior com força. E sentiu uma lágrima cair de seus olhos ao ver o médico assentir silenciosamente. Ele sentou na cadeira em silêncio, dobrou-se, encostando os braços nas pernas. As lágrimas, que por tanto tempo ele tentara controlar, agora caíam por seu rosto.
— Damon — Ester disse massageando as costas do rapaz, que estavam prostradas para frente. — Vai ficar tudo bem.
— Não, Ester, não irá ficar tudo bem — ele disse nervoso. — Porque isso tinha que acontecer com ela?! Quero dizer... Ela é tão boa, generosa e doce... Porque justo ela?!
— Uma vez, minha mãe disse uma coisa que ficou em minha cabeça, Damon... Ela disse que a vida é como uma caixa preta completamente lacrada, que você nunca sabe o que lhe aguarda, e que às vezes, parece que certas coisas acontecem sem nenhuma razão aparente. Mas eu gosto de acreditar que há sim uma razão para tudo o que acontece em nossa vida, se olharmos por outra perspectiva.
— E se ela morrer, Ester?
— Ela não vai, Damon. Elena é uma batalhadora, ela quer viver, e eu tenho certeza de que ela irá lutar por sua vida.
O rapaz manteve-se em silêncio depois daquilo, apenas assimilando tudo o que Ester dissera. O peito dele doía, na verdade, naquele momento, tudo nele doía. Ele sentia a agonia e o desespero o queimando por dentro, deixando-o sem ar.
— Você está apaixonado por ela — a senhora disse sorrindo. Damon a encarou confuso. — Agora eu tenho certeza.
— O que faz você achar que eu estou apaixonado por Elena — ele questionou a encarando.
— A forma como você fala dela, como você a olha, e principalmente, seu desespero com a ideia de perdê-la — o rapaz abriu a boca para contra-argumentar, mas depois calou-se novamente. De repente, várias memórias voltaram e ele pôde ouvir a voz de Klaus dizendo: "Você gosta dela".
Damon levantou-se e murmurou:
— Eu preciso tomar um ar — sem esperar por respostas, ele caminhou para fora do hospital, sentindo o vento bater contra seu corpo. Damon fechou os olhos, tentando não pensar em nada, mas falhou, novamente.
Ele abriu os olhos, encolheu-se e voltou para dentro do hospital. Sentou-se ao lado de Ester, mas não conseguia pensar em nada que não fosse o estado de saúde de Elena. Ela não pode morrer, ela não pode morrer. Ele repetia mentalmente, como se fosse uma espécie de mantra. Fechou os olhos e cobriu o rosto com ambas as mãos. Cada segundo parecia durar uma eternidade, e os ponteiros do grande relógio da recepção pareciam se arrastar.
— Os acompanhantes de Elena Gilbert me acompanhem por favor — o médico disse. E, ao ouvir o nome de Elena, Damon sentiu seu coração bater em um ritmo frenético. Ele levantou rapidamente, junto com Ester, e ambos seguiram o médico.
— Como ela está? — Ele questionou temendo a reposta do médico. O rapaz de jaleco disse, calmamente:
— Felizmente, quadro de Elena é estável... Conseguimos evitar uma embolia pulmonar e agora ela ficará na UTI só por precaução, depois poderemos levá-la para um quarto comum.
Damon sentiu o alívio invadir seu ser, irradiando por suas veias. Ele respirou fundo e sorriu, apoiando-se na parede. Ester sorriu para ele, e afagou o ombro do rapaz carinhosamente, dizendo:
— Eu disse que ela lutaria.
Damon apenas assentiu sorrindo e questionou:
— Quando poderemos vê-la? — Ele precisava vê-la, queria ter certeza de que ela estava realmente bem.
— Ela ainda está sob efeito do anestésico, mas amanhã vocês poderão vê-la — o médico disse sorrindo — Agora, se vocês me dão licença, tenho que atender outro paciente.
Damon e Ester ficaram em silêncio enquanto observavam o médico sumir da vista deles.
— Eu vou ligar para Caroline, quero saber onde ela se enfiou — Damon disse pegando o celular e discando o número da loira, que atendeu rapidamente:
— Alô?
— Oi, Caroline, onde você está?
— Eu estou com Klaus — a loira disse dando de ombros e sorrindo para Klaus, que a observava com certa admiração. Depois de muita insistência conseguiu convencê-la a sair com ele.
— Eu preciso que vocês dois venham para o hospital St. Marks imediatamente — Damon disse sem esperar por mais explicações da parte da loira.
— Por quê? O que houve? — Caroline questionou preocupada, levantando-se rapidamente da cadeira do restaurante.
— A Elena foi baleada, mas ela já está estável.
— Minha nossa! Bem, eu já estou indo para aí!
— Okay — Damon disse desligando o celular e voltando a prestar atenção em Ester.
— Você não quer ir para casa, Damon? Só poderemos voltar amanhã de qualquer maneira — a senhora disse o olhando com carinho. Ele negou com a cabeça e ela disse:
— E você pretende dormir onde querido? Porque você não vai para a casa, descansa e amanhã você volta aqui... De nada adiantaria ficar aqui — Ester disse sorrindo docilmente para ele.
— Eu queria tanto poder vê-la — ele murmurou com a voz trêmula. Porque suas emoções estavam tão descontroladas? Aquela pergunta rondava a mente do rapaz, que a todo custo procurava uma resposta para aquilo. — Mas você tem razão, vou para casa depois eu volto. Mas vou esperar Klaus chegar — Damon disse decidido.
Não demorou muito para Klaus e Caroline chegarem ao hospital. A loira perguntou tudo o que pôde sobre o estado de saúde de sua amiga e sentiu-se melhor ao perceber que ela estava, de fato, bem.
Klaus puxou Damon para um quanto, tendo certeza de que ali ninguém ouviria a conversa dos dois.
— Como você está? — O loiro questionou preocupado. Damon respirou fundo e murmurou:
— Eu — ele pigarreou — Eu não sei... Eu achei que ela fosse morrer — ele murmurou mordendo o lábio inferior. Sem ter coragem de olhar para Klaus — eu achei que nunca mais a veria — o rapaz disse com a voz trêmula. Ele não queria pensar naquilo, na possibilidade de nunca mais ver Elena.
— Damon, já passou agora... O médico disse que ela ficaria bem, e eu tenho certeza de que ela realmente ficará bem — o loiro disse sorrindo para o amigo.
— Você tinha razão — Damon disse encarando Klaus, que o olhou confuso:
— Sobre o quê?
— Eu realmente estou apaixonado por Elena Gilbert — ele admitiu com a voz baixa, fazendo o amigo sorrir vitorioso.
— Eu sei que está... Mas o que você acha de dizer isso a ela?
— Tipo, me declarar? — Ele questionou franzindo o cenho. Jamais pensaria naquilo, mas não sabia se teria coragem de fazer aquilo. — Mas se ela não quiser nada comigo?
— Você só descobrirá se tentar — Klaus disse sorrindo — Eu acho que você deveria se dar uma chance, ao menos dessa vez.
Damon encarou o amigo, assentindo silenciosamente. Ele, Damon Salvatore, apaixonado por Elena Gilbert. O coração tem mesmo razões que a própria razão desconhece. Damon pensou com ironia.
Ele foi para a casa, pensando em todas as coisas que precisava dizer para sua morena.
...
Elena despertou sentindo o Sol bater contra seu corpo. Abriu os olhos lentamente, reconhecendo o ambiente a sua volta. Ela estava em um hospital.
— Elena! — Caroline disse sorrindo. — Você acordou! — A loira disse caminhando em direção a amiga e sentando em sua cama.
— O que houve? — A morena questionou confusa. Sentia sua garganta seca, e sua perna doía, doía demais.
— Você foi baleada, amiga — Caroline disse ajeitando uma mecha de cabelo da morena. Aquelas palavras trouxeram à tona todas as memórias. Elena respirou fundo, sentindo a garganta fechar e murmurou:
— Kol está vivo — a loira ergueu uma sobrancelha e cogitou a possibilidade de sua amiga ainda estar sob efeito dos anestésicos. — Eu não estou louca, Caroline — a morena grunhiu ao perceber o olhar desconfiado da amiga. — Eu o vi quando fui comprar pão, e discuti com ele.
— Isso é sério? Kol está mesmo vivo? Mas como é possível? Porquê? — A loira perguntou de uma única vez, sem sequer parar para respirar. Não conseguia acreditar no que acabar de ouvir, para ela, aquilo não fazia o menor sentido.
— Ele disse que não me amava mais — Elena murmurou sentindo os olhos lacrimejarem. — Disse que eu não era boa o bastante para ele. Ele fugiu para ficar com outra. — Caroline arregalou os olhos e disse, irritada:
— Filho da puta.
— Sim, isso mesmo! — Elena concordou rindo ironicamente: — Tudo foi uma farsa, Carol! Tudo! Ele fingiu a própria morte! — Elena disse respirando fundo. Sua perna doía, mas ainda assim, ela podia suportar aquela dor, mas não a dor que insistia em dilacerá-la por dentro. Como se comesse sua pele, sua carne.
— Aquele cretino de uma figa, eu vou matar aquele filho da puta! — Caroline disse um um olhar realmente ameaçador. Elena deixou uma lágrima verter por seus olhos, mas logo a loira as secou: — Ele não merece suas lágrimas amigas. Não merece mesmo.
— Eu sei disso, mas não consigo evitar! Ele foi o único homem da minha vida! Foi o único que amei durante muito tempo — ela disse encostando a cabeça no travesseiro.
— Eu sei disso, amiga. Mas sua vida está lá fora, esperando por você. Damon, está lá fora, esperando por você. Não desperdice sua chance de ser feliz só por causa de um idiota.
Elena pensou em todo tempo que desperdiçou por Kol. Em todas as lágrimas sem razão, em toda a dor sem sentido... E sabia que sua amiga tinha razão. Respirou fundo, secou as lágrimas, ergueu a cabeça e disse:
— Você tem razão. Ele não merece minhas lágrimas — Elena disse sorrindo para minha amiga. Ela não estava curada, mas sabia que logo estaria.
— Eu acho que deveríamos denunciá-lo para polícia. Quero dizer, ele deve ter falsificado o nome, e além de quê, fingir óbito é crime e ainda não prescreveu — a loira disse encarando a amiga, esperando dela uma resposta:
— Eu não quero denunciá-lo agora. Eu preciso saber porque ele realmente fingiu a própria morte.
— Mas você não disse que ele fingiu estar morto para ficar com outra? — Caroline questionou confusa.
— Foi o que ele disse, mas eu acho que ele está mentindo. Ninguém finge a própria morte só para poder casar com outra pessoa, Carol. Eu acho que há mais nessa história, e eu vou descobrir o que é — a morena disse decidida. A loira sorriu e falou:
— Essa é a Elena que conheço, gostei de ver! Posso deixar o Damon entrar?
— Sim — Elena disse ansiosa. Ela ajeitou os cabelos, tentando ficar apresentável, mas não soube dizer se aquilo deu certo.
A morena sentiu o coração acelerar ao ver Damon adentrar no quarto com um buquê de rosas na mão.
— Oi — ele disse timidamente.
— Oi — ela respondeu sorrindo para ele. Ela podia sentir seu rosto pegar fogo diante do olhar carinhoso do rapaz.
— São para você — ele disse entregando a ela o buquê. Elena sorriu e pegou-o, inalando o doce e suave odor das rosas. A morena sentia o coração bater loucamente contra o peito, mas não queria mais controlar aquelas sensações.
— Obrigada — ela murmurou: — São lindas — sorriu para ele. — Como sabia que gosto do perfume das rosas?
— Porque você usa um perfume de rosas — Damon disse timidamente: — Tem um cheiro muito bom.
Elena corou diante do comentário e ficou em silêncio, esperando que Damon dissesse algo:
— Elena, eu... — Damon não fazia ideia de como começar a dizer tudo o que tinha para ser dito. Mas a morena estava mais preocupada em admirar os belos olhos azuis de Damon... Como amava aqueles olhos. Perdia-se neles com uma facilidade descomunal. — Eu tenho algo importante para dizer.
Então, diga! A consciência dele exigiu esbravejando. O rapaz encarou Elena, que apenas o olhava com admiração. Ela não podia mais evitar. Estava completamente apaixonada por Damon Salvatore, o homem que, ironicamente, ela havia jurado odiar.
— Damon — ela disse chamando a atenção do rapaz, e de certa forma, o deixando aliviado. — Eu não sei como, ou quando mas eu... — a garota respirou fundo, se preparando para pronunciar aquelas palavras — Eu estou apaixonada por você — ela disse fechando os olhos, com medo da reação do rapaz diante dela.
Damon manteve-se em silêncio, tentando assimilar o que acabara ouvir. Ele não acreditava no que acabara de ouvir:
— Fale algo por favor — Elena implorou desesperada. Já sentia a dor da rejeição a consumir por dentro. Damon ficou mais próximo dela, e hesitando um pouco, afagou o rosto da morena, fazendo-a aproximar a face do toque dele. Elena fechou os olhos novamente, apenas aproveitando aquela carícia.
E deliciou-se ao sentir os lábios de Damon nos seus. A morena suspirou ficou mais próxima, sentindo o coração bater freneticamente contra seu peito. Passou suas mãos pelos cabelos de Damon, enquanto ele aprofundava o beijo. E ele sorriu ao perceber que os lábios de Elena possuía um gosto único, agridoce.
Eles se separaram ofegantes e ele disse, ajeitando uma mecha de cabelo da morena:
— Definitivamente, você tem o cheiro de rosas...
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