Ensina-me a Amar
14 September
Notas iniciais
Here comes the rain again
Falling from the stars
Drenched in my pain again
Becoming who we are
As my memory rests
But never forgets what I lost
Wake me up when September ends
Wake Me Up When September Ends- Green Day
***
Elena entrou em seu quarto e jogou-se em sua cama. Suspirou. Precisava de chocolate. Sentia-se deprimida e insegura. Droga, porque esse cara tinha de ser tão rude? Não conseguia entender porque, mesmo sendo um idiota insensível, não conseguia tirá-lo da cabeça.
– Argh! – Gritou frustrada. Procurou o controle de sua TV embaixo de seus travesseiros e ligou-a. Zapeou pelos canais sem encontrar algo que prendesse sua atenção. Tentou concentrar-se em um programa de culinária qualquer. Talvez o que tenha lhe chamado atenção fosse o prato que era preparado por um apresentador dono de belos olhos azuis, não mais bonitos que o do major-irritantemente-bonito.
Era um grande desperdício, um homem como ele, não ter um pingo de amor a humanidade. Até poderia se apaixonar por ele, é claro que, se ele fosse educado, sensível e quem sabe mais como... Mais como Kol. O pensamento trouxe a Elena um leve incomodo no peito. Ela mordeu o lábio esperando que as lágrimas viessem. Surpresa percebeu que não sentia vontade de chorar, não dessa vez.
Na verdade, vinha sendo assim desde que... Desde que o major viera morar com ela, há quase duas semanas. A falta de lágrimas e o seu constante estado de estresse eram consequência de Damon.
Damon era tão implicante a ponto de, quando tomavam café juntos, sorver o café fazendo o mesmo barulho que um copo de refrigerante quase vazio faz quando você se esforça para sugar, através do canudo, o resto do conteúdo. Algo que irritava Elena, profundamente.
Elena, por sua vez, não deixava barato. Em um de seus dias de faxina descobriu que Damon odiava Celine Dion, não que ela fosse fã, mas, a partir desse dia, passou a ouvir todas as músicas da cantora e alto e bom som.
Mas, como retribuição, Damon estava decidido a acabar com o apartamento da garota. Em menos de duas semanas o números de pratos e copos fora reduzido drasticamente. Suas panelas estavam todas amassadas – algumas por ela ter arremessado contra ele. Por um milagre ele não tinha encontrado suas panelas de porcelana chinesa, o que dera tempo a Elena para salvá-las.
E, como se não bastasse, quatro dias antes, Damon adotara um gato, com uma grande incidência de devoluções por mal comportamento e destruição de propriedade. Ele tinha o intuito de acabar com os móveis imaculados do apartamento de Elena. Mas, o tiro saiu pela culatra.
Damon estava em frente ao balcão do abrigo de animais. Esperava a pequena loira desligar o telefone para atendê-lo. Já sentia-se impaciente diante da demora, quando a mulher finalmente a mulher desligara o telefone.
– Olá senhor... – Ela corou ao analisa-lo. – Em que posso ajudá-lo? – Ela pergunta e passas as mãos nervosamente em seu cabelo.
– Quero adotar um gato. – Ele respondeu com a voz seca.
– Oh, sim! Vou lhe dar uma ficha cadastral. – Ela remexe nas gavetas e encontra o que procura. – Aqui, preencha com seu endereço, telefone, essas... Coisas. – Ela murcha sob o olhar irritadiço de Damon.
– Obrigado. – Ele resmunga com mau-humor. Retira a ficha dos dedos trêmulos da moça e começa a preencher. Cinco minutos depois ele já havia terminado. – Aqui. – Entrega a folha à balconista. Ela assente e disca um número no telefone.
– Hayley – Ela chama. – Você tem serviço. – Ela desliga.
Logo uma morena alta com grandes olhos verdes adentra a pequena recepção com um grande sorriso.
– Olá – Ela sorriu de forma sedutora o que não passou despercebido para Damon, que apenas acenou. – Qual o tipo de gato que quer? – Ela pergunta e se apoia no balcão, de forma que seus seios volumosos se mostrem através do decote.
– Eu sou adestrador e estou tentando treinar gatos com comportamento agressivo. Do tipo que não deixa nenhuma casa em pé. – Damon quase acreditou no que havia dito. – Vocês teriam algum desse tipo?
– Sim, temos vários. Venha comigo. – Ela morde os lábios de forma provocativa o que quase faz Damon revirar os olhos de tédio. Se ele não estivesse em missão de guerra até poderia sair com ela.
Hayley o conduziu por um corredor e logo entraram em um galpão bem iluminado e higienizado, dividido em sessões. Ela o guiou para uma sessão onde de longe podiam se ouvir miados de arrepiar a espinha. Parou em frente a um recinto com grades onde um gato malhado brincava com uma pequena bola murcha, que, se olhando de perto, poderia ver os furos feitos por dentes e unhas.
– Essa é Soup, ela sofre de hiperatividade. Sua dona morreu há seis meses e desde então nenhum outro conseguiu controlá-la. Ela é bem dócil, mas não para quieta um segundo. — Haley a apresenta. – Porque colocaram o nome da gata de sopa? Damon se perguntava.
– Não, não é essa. – Hayley assentiu e o conduziu dois recintos a frente.
– Esse é o Flop. – Ela apontou uma bola de pelos branca enrolada em um canto em meio aos trapos que outrora teriam sido uma almofada. – Nunca foi adotado, ele tem problemas de socialização. – O gato de repente pula em direção a grade assustando os dois.
– Não, também não é esse. – Damon tinha a impressão de que aquele gato queria mata-lo.
– Esse é o Mascara, — Ela mostrou um gato totalmente preto apenas com uma mancha branca que cobria de seu olho esquerdo ao seu lábio inferior. De alguma forma ele lhe lembrava o fantasma da ópera. – Ele foi adotado uma única vez, e assim como o Flop tem problemas de socialização e... – Damon parou de prestar atenção ao que a moça dizia quando olhou para o fim do corredor de viu na ultima gaiola, um gato rajado em amarelo e branco pendurando nas grades subindo e descendo sem a menor dificuldade.
– Quem é aquele? – Damon a interrompe e aponta com o queixo.
– Você não vai querer ele. – Ela respondeu com um semblante de desgosto.
– Porquê? – Ele pergunta com irritação.
– Ele é o campeão do mal comportamento. Ele é destrutivo e já foi devolvido outras seis vezes e na ultima vez ele foi entregue pela polícia. – Damon olhou para o gato mais uma vez e notou a falta do rabo.
– É ele.
– Mas... Senhor, ele sozinho conseguiu destruir uma casa. Todos os móveis foram completamente estragados... Tem certeza? – Ela pergunta com receio.
– Tenho. Vamos agilizar a papelada.
Menos de uma hora depois Damon estava saindo do abrigo com seu mais novo amigo. O City The Kitty. O gato mais temido de todo o abrigo.
Damon tinha um sorriso levemente diabólico ao entrar no apartamento. Depositou a caixa no chão e abriu a pequena porta.
– City, conheça seu novo lar. Sinta-se a vontade. – City saiu da caixa cheirando o tapete e reconhecendo o local.
– Damon, o que você... – Elena saiu da cozinha e deu de cara com o grande gato amarelo e sem rabo. Foi amor a primeira vista. O gato levantou a cabeça ao ouvir a voz de Elena e, elegantemente, andou até a mesma e passou a enroscar-se nas pernas dela. – Oh, meu Deus! Que coisa mais linda. – Elena se abaixou e pegou o gato no colo. Damon a encarou incrédulo. Eles levaram quase vinte minutos para conseguir pegar o gato para por na gaiola e Elena em dois minutos conseguiu pegá-lo no colo e agora ele estava ronronando para ela. Elena levantou o rosto e encontrou um Damon boquiaberto. – O que foi? – Ela perguntou inocentemente.
– Nada, é só um presente. – Ele resmunga e vai para o quarto e bate a porta. Elena dá de ombros.
– Pois é, eu também não o entendo. Qual o seu nome? – Elena checou o pequeno medalhão preso ao pescoço do gato. – City The Kitty? Hum... Gostei. – Ela sorri e o leva para o quarto.
Os dias que se seguiram foram um completo inferno para Damon. O gato decidiu que poderia destruir todas as suas coisas. Os pés da sua cama estavam arranhados, suas camisas tinham fios puxados pelas unhas de City e já havia perdido a conta de quantas vezes fora arranhado, mordido, hostilizado e escorraçado em seu próprio quarto.
Elena estava intacta. O gato era apaixonado por ela, mas era só sumir de vista que aquele saco de pelos transformava-se em um demônio encarnado.
A morena despertou com o som de seu mais novo bichinho miando, ela rolou na cama e sorriu ao ver o gato a olhar com aquela típica expressão pidona. Deve estar com fome.Ela pensou levantando e indo em direção a cozinha, deparando-se com Damon fazendo o café da manhã:
– Bom dia — ela disse sorrindo para ele. Enquanto o gatinho a seguia pela cozinha. O rapaz apenas disse, baixo:
– Bom dia — a morena estranhou a ausência de frieza e ironia na voz dele, mas preferiu não falar nada. Ela apenas colocou um pouco de ração no potinho do gato e colocou o pote no chão. Porém o gato não comeu nada, apenas ficou a olhando com uma expressão estranha, que a morena não conseguia entender.
– O que há com ele hoje? — Damon questionou encarando City com o cenho franzido. O gato estava muito calmo, parado, parecia estar se sentindo mal. Ele se aproximou do animal e ajoelhou-se diante do gato, o encarando por alguns instantes:
– Oi amigão, o que você tem hoje? — Ele questionou afagando os pelos do gato, que miou baixinho. Elena observava a cena com um sorriso doce no rosto, encantada com atitude de Damon. — Elena, eu vou levá-lo ao veterinário, há algo de errado com ele — o rapaz disse pegando o gatinho no colo — por mais que esse bichano me esculache, eu gosto dele — ele disse sorrindo para o animal. — Você quer ir junto? — Ele questionou a encarando com um pequeno sorriso, fazendo a morena perder o fio da meada por alguns instantes.
Elena precisava admitir, Damon não era tão ruim quanto ela pensava.
– Bem... Você esperaria eu me trocar? — Ela questionou tentando não olhá-lo.
O rapaz deu de ombros e ela correu em direção ao quarto, pegando um vestido branco de seda e uma sapatilha bege um pequeno laço de metal dourado na frente. Ela vestiu-se rapidamente e passou um perfume. Pegou um pingente de ouro e colocou no pescoço e passou um lápis no olho, algo que há tempos não fazia.
Ela saiu do quarto e disse, pegando sua bolsa, que estava no sofá:
– Podemos ir Damon — ela falou encarando o rapaz, que estava sentando no sofá com o gato no colo. Ele a olhou de cima abaixo, notando como ela ficava bela de vestido. Damon levantou e disse:
– Bem, eu liguei para meu amigo, ele disse que está na porta do prédio — ele disse lendo a mensagem que acabara de receberde Klaus. A morena assentiu e os dois saíram do apartamento,e entraram no elevador em silêncio.
Quando entrou no carro, Elena mal pôde crer em quem estava dirigindo. Era Klaus! A morena estava em estado de choque, lembrou de como era sua relação com ele, do quão próximos ambos eram antes de Kol morrer.
– Elena? — o loiro questionou virando no banco, sem acreditar que a estava revendo depois de tanto tempo. — Minha nossa, eu nem acredito que nos encontramos de novo! — Ele disse sorrindo para ela, enquanto Damon assistia à cena completamente confuso.
– Calma aí, vocês dois já se conheciam?
– Sim, meu noivo e ele eram irmãos — a morena disse sorrindo para Klaus, sem realmente acreditar que ele estava bem diante dos olhos dela.
– Bem que eu pensei que conhecia aquele cara de algum lugar — Damon disse referindo-se a Kol, sabia que o conhecia de algum lugar, tinha certeza quase certeza quanto àquilo.
– Você e Kol se conheciam, Damon? — A morena questionou confusa.
– Não exatamente, Klaus me mostrou algumas fotos dele, só isso.
– E como você está, Elena? — O loiro questionou virando uma esquina.
– Eu estou bem, Klaus — a morena disse dando de ombros. — E a Rebekah, faz tanto tempo que não a vejo, sinto falta dela — a morena disse suspirando.
– Ela está bem, vai casar daqui a dois meses — Klaus disse estacionando em frente a um veterinário. — Você gostaria de revê-la? — Ele questionou abrindo a porta do carro:
– Eu adoraria — ela disse simplesmente. Elena sentia falta de Rebekah, as duas não se viam há dois anos e a morena não via a hora de reencontrá-la. Os três saíram do carro em silêncio. Damon ainda tentava assimilar o fato de que Klaus e Elena se conheciam.
Os dois entraram e foram atendidos por uma jovem loira com olhos castanhos.
– Boa tarde, em que posso ajudá-los? — Ela questionou sorrindo maliciosamente para Damon, que apenas a encarava. Elena bufou irritada ao perceber o assédio da atendente e disse:
– Nós temos um gatinho e ele não está bem, poderia chamar o veterinário por favor?
– Hum, okay — a loira disse emburrada. Ela revirou os olhos e sorriu ao ver a mulher saindo para falar com o veterinário. Vadia. Elena pensou trincando os dentes.
Depois de alguns instantes, a atendente voltou com um sorriso falso no rosto e disse:
– Ele disse para vocês entrarem — Elena abriu um sorriso vitorioso e entrou no consultório ao lado de Damon, enquanto Klaus ficou esperando do lado de fora.
– Bom dia — um rapaz de uns vinte e cinco anos disse com um sorriso torto. Elena surpreendeu-se ao ver a beleza do rapaz, ele possuía cabelos castanhos e ondulados, olhos verdes e uma pele clara. — Prazer, meu nome é Miguel — ele disse cumprimentando Damon, depois Elena.
– Prazer, sou Elena, e ele é Damon — a morena disse apontando para o rapaz ao seu lado.
– E esse bichinho fofo, quem é? — O veterinário perguntou fazendo carinho no gato, que apenas aproveitava as carícias.
– O nome dele é City — Elena disse sorrindo docilmente.
– Hoje ele está muito introspectivo, ficou quieto a manhã inteira e ainda não rasgou nada, então achei que havia algo de errado — Damon disse olhando para o bichinho, que estava encolhido no colo dele.
– Bem, eu vou examiná-lo, vocês poderiam esperar lá fora por favor? — Miguel questionou pegando City no colo. Os dois assentiram a retiraram-se do consultório, indo em direção à sala de espera.
Depois de vinte minutos, o veterinário os chamou de volta ao consultório.
– Bem, depois de alguns exames, constatei que o City está com a Síndrome Urológica Felina. Não é muito grave, fazendo o tratamento correto ele ficará bem logo — Miguel disse afagando o gatinho. — Aqui está a lista dos remédios que ele terá que tomar, você os encontra em qualquer Pet Shop — o médico disse entregando uma lista com vários remédios.
– Muito obrigada — Damon e Elena disseram simultaneamente.
– Bem, tragam o City aqui daqui duas semanas para vermos como ele está — Miguel disse sorrindo para os dois. — Tenham um bom dia — ele disse abrindo a porta para que os dois saíssem.
Vinte minutos depois, todos estavam enfrente ao prédiode Elena:
– Klaus, quer subir? — A morena questionou com um sorriso carinhoso.
– Eu adoraria, vou aproveitar e ligar para Rebekah, pedindo para que ela venha para cá — ele disse discando o número da irmã, que atendeu rapidamente. Elena apenas ouvia a conversa atentamente, sorrindo ao perceber que finalmente reveria sua amiga.
– Ela está vindo — Klaus disse desligando o celular. Os três saíram do carro e subiram rapidamente.
– Carol? — A morena perguntou abrindo a porta de carro e sorrindo ao ver City correndo em direção a sua almofada e deitando na mesma.
– Oi — a loira questionou surgindo na sala e assustando — se ao ver um completo estranho. — Quem é esse? — Ela questionou encarando Klaus, que ficou encantado pela beleza dela.
– Barbie, esse é meu amigo, Niklaus Mikaelson — Damon disse dando de ombros. Caroline sorriu para ele e disse, o cumprimentando:
– Prazer, sou Caroline Forbes — depois de se cumprimentarem, Elena disse animadamente:
– Carol, a Rebekah irá vir aqui hoje.
– Aquela loira que era irmã do Kol?
– Ela mesma — a morena disse sorrindo. — Eu não vejo a hora de revê-la. Sinto falta dela — Elena disse suspirando. A loira sorriu e disse:
– Eu lembro dela, parecia ser uma pessoa bacana.
– Ela é, vocês duas têm muitas coisas em comum, aposto que irão se dar bem. Damon, há quanto tempo conhece Klaus?
– Cinco anos — ele respondeu encarando a jovem. — Nós nos conhecemos na academia e acabamos ficando amigos — ele completou sentando-se no sofá e afagando os pelos de City.
– Entendi — a morena disse sentando ao lado dele. Ela encarou o rapaz e questionou:
– E você conheceu Rebekah?
– Sim- ele disse simplesmente. — Nós meio que somos amigos — Damon disse sem saber exatamente como definir a relação dele com Rebekah, ele gostava dela, a achava interessante, mas era apenas aquilo.
Depois de dez minutos, a loira finalmente chegou. Elena assustou-se ao ouvir o intercâmbio tocar e atendeu.
– Olá, posso permitir a entrada de Rebekah Mikaelson?- o porteiro questionou sonolento.
– Sim, pode deixá-la entrar — a morena disse sorrindo. — Carol, ela está chegando — Damon ajeitou sua roupa, e levantou-se, dizendo:
– Bem, eu vou sair, Elena... Mais tarde eu volto — ele disse pegando a chave do apartamento e saindo do mesmo. Ele ligou para Hillary, combinando de encontrá-la no Central Park.
Enquanto isso, no apartamento, Elena abraçava sua amiga com força, ficando em êxtase por finalmente vê-la novamente.
– Nossa, Elena, você está linda! — Rebekah disse soltando-se da amiga e a encarando com um sorriso no rosto. — Eu senti tanto sua falta!
– Eu também sua falta,Bekah — a morena disse sentando-se ao sofá do lado da amiga. — E como vai sua vida? Klaus disse que você ia casar — ela disse encarando o rapaz, que sequer ouvia o que a morena dizia. Ele estava mais ocupado avaliando Caroline, tentando decifrar o jeitinho dela de ser.
– Sim, o nome do meu noivo é Matt Donovan, ele é o melhor noivo do mundo — a loira disse com um sorriso bobo no rosto. Elena sorriu diante daquilo enquanto a outra prosseguia: — Por falar nisso, eu queria que você dançasse no meu casamento — a loira disse com um sorriso amarelo, ajeitando uma mecha de cabelo atrás da orelha. — A festa será uma espécie de baile e eu preciso de mais um casal — ela disse encarando a amiga.
– Bem, eu adoraria dançar — Elena disse dando de ombros. Ela adoraria dançar em um baile, sempre foi um dos sonhosda morena que jamais se concretizou.
– Excelente, agora só preciso falar com Damon — Rebekah disse animadamente. Elena franziu o cenho diante daquela frase e questionou:
– Para quê falar com ele?
– Ele será seu par, oras — a loira disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, fazendo Caroline rir diante daquela grande ironia. Ela mal podia acreditar que viria sua amiga dançar com um dos homens que mais odiava, aquilo seria imperdível!
– Ah, por favor, diga que você está brincando! — A morena implorou passando a mão nervosamente pelos longos cabelos. Ela não queria dançar com ele.
– Não estou brincando — a loira disse seriamente. — Vocês irão dançar juntos e ponto final! — ela completou incisiva. — E tem mais, os ensaios serão todas as terças e quintas, das quatro às cinco.
Elena suspirou profundamente, dando-se por vencida e disse:
– Tudo bem, eu prometo estar em todos os ensaios, depois me passe o endereço, por favor — ela pediu resignadamente. Teria que aceitar os fatos, não iria nadar contra a maré, não dessa vez, mas faria isso por Rebekah, a quem Elena estimava muito.
Depois que Rebekah e Klaus foram embora, Elena jogou-se no sofá e disse a Caroline, que assistia a um filme qualquer na televisão:
– Eu não acredito que a Rebekah me fará dançar com Damon.
– Para de reclamar, Lena — a loira disse olhando para a amiga — poderia ser bem pior. E Damon não é tão ruim assim — quando Caroline disse isso, a morena lembrou do que ele fizera pelo gato e sentiu-se obrigada a concordar com a amiga, Damon realmente não era uma má pessoa, ele apenas havia sofrido demais.
Ela suspirou profundamente e decidiu dar a ele uma chance, afinal, todo ser humano merece isso.
No Central Park, Damon e Hillary conversavam sobre coisas comuns, nenhum assunto extremamente anormal:
– Fazia um tempo que eu não conversava desse jeito com ninguém — ela disse timidamente. Ela gostava de Damon, mas não estava verdadeiramente apaixonada por ele.
Ele apenas assentiu timidamente e disse:
– Eu gosto de conversar com você também — ele disse a encarando com um sorriso carinhoso. — É bom te ter como amiga — ele disse a encarando.
– Eu também gosto de te ter como amigo — ela falou tentando segurar a mão do rapaz, que fugiu do toque, sem saber exatamente porquê.
– Bem, eu tenho que ir agora — Damon disse passando a mão pelos cabelos nervosamente. Hillary assentiu estranhando o comportamento dele e disse:
– Tudo bem, nos vemos outro dia — ela disse dando de ombros e se afastando lentamente, indo em direção a outra parte do parque. Damon suspirou profundamente e caminhou em direção ao apartamento, sentindo-se mal por ter tratado Hillary daquela forma.
Ao chegar em casa, ele encontrou Elena sentada no sofá lendo Orgulho e Preconceito.
– Oi — ele disse sentando ao lado dela, que estranhou o comportamento educado dele.
– Olá — a morena disse simplesmente.
– Gosta desse livro? — Ele questionou a olhando,e ela apenas assentiu timidamente, sentindo suas bochechas corarem sob o olhar dele.O que raios está acontecendo com você, Elena Gilbert? Sua consciência esbravejou. A jovem tentou se concentrar e disse, sentindo o calor do corpo dele contra a sua pele:
– E você gosta?
– Sim, é meu livro predileto — ele disse simplesmente. Mal podia acreditar que eles pudessem ter algo em comum, para ele aquilo parecia ser improvável. — E como foi reencontrar Rebekah?
– Ah, foi muito bom! — Elena disse animada — mas ela me disse que nós dois teremos que dançar juntos no casamento dela.
– Isso é sério? — Damon questionou franzindo o cenho.
– Sim.
– Eu vou acabar com a raça da Rebekah! — Damon disse bravo. Ele não queria dançar, pelo menos não com Elena.
– Acredite, eu também não gostei da ideia, mas ela não nos deu muitas opções — a morena disse dando de ombros.
– Bem, então teremos que fazer isso direito — ele murmurou dando-se por vencido. Ela apenas assentiu concordando com que ele disse e voltou a ler, enquanto Damon ia tomar um banho e descansar.
Depois de tomar banho, o rapaz se jogou na cama, adormecendo rapidamente. Ele apenas despertou com o som de alguém batendo na porta.
– O que é? — Ele perguntou tampando os ouvidos com o travesseiro.
– A janta está pronta Damon, venha logo antes que esfrie — Elena disse carinhosamente. Ela colocou o macarrão sobre a mesa e pegou o vinho que estava na geladeira, o ajeitando ao lado da massa.
– Nossa, fazia tempo que você não caprichava na janta desse jeito Lena — Caroline disse sentando-se à mesa e admirando o macarrão com molho branco e o filé mignon.
Damon saiu do quarto usando seu pijama, com os cabelos completamente desgrenhados. Elena não conseguia entender como alguém consegue ficar bonito mesmo tendo acabado de acordar. Ela expulsou aqueles pensamentos da cabeça e começou a comer, apreciando o sabor suave da comida.
– Nossa, isso está muito bom — Damon disse comendo um pouco de macarrão. — Foi você quem fez, Elena?
– Sim... Você preferia um macarrão de molho vermelho? — Ela questionou bebericando um pouco de vinho.
– Na verdade, eu não gosto de molho vermelho — ele disse comendo um pouco de filé mignon. — Porque você não faz um curso de culinária, Elena? Você seria excelente com isso — ele disse a encarando.
– Ah... Eu não conseguiria conciliar isso com meu emprego no hospital — ela disse dando de ombros — mas eu realmente adoro cozinhar.
Depois de terminarem de comer, a morena ligou a televisão no canal de notícia, como fazia todos os dias. Elena assustou-se ao reconhecer o Central Park ao fundo da imagem:
– Um carro explodiu há duas horas em uma zona do Central Park, de acordo com a polícia, havia uma bomba sob o tapete do carro, que fora acionada quando a motorista ligoua ignição. De acordo com o médico legista, a arcada dentária da vítima bate com a de Hillary Nicholson, de vinte e cinco anos. A polícia de Nova York está investigando o caso.
Damon sentiu o sangue gelar ao ouvir o nome de Hillary naquela matéria. Ela havia morrido! Ele caiu no sofá, se recusando a aceitar que havia perdido sua amiga e sua antiga namorada.
– Damon, o que houve? — Elena questionou preocupada, enquanto Caroline assistia à tudo atônita.
– Ela morreu — ele disse atordoado — minha amiga, ela está morta.
– Ah minha nossa — Caroline disse colocando a mão na boca ao compreender que a moça citada na matéria era amiga de Damon. — Elena, a menina da matéria... Ela é amiga dele — a loira disse sussurrando enquanto o rapaz sentia a tristeza o dominar.
Elena abraçou Damon com força, enquanto as lágrimas caíam pelo rosto do rapaz, molhando o vestido da morena, que apenas afagava o cabelo dele carinhosamente:
– Vai ficar tudo bem, vai ficar tudo bem — ela murmurava repetidamente, tentando consolar Damon, que colocava para fora toda a dor que guardara durante tanto tempo. E, ao olhar para o relógio digital, percebeu que era Setembro...
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